quarta-feira, 29 de julho de 2026

Marco Luigi Malbec nº1- safra 2015


Má na cozinha preparando Ragú de costela. Sabe, é preciso dedicar um tempinho para fazer um molho, e este talvez demore mais do que os outros.
Pense numa costela de boi cozida em vinho tinto com tomate e temperos, se transformando em um ragú rico e rústico, com sabor profundo e envolvente. Pensou?
Agora, imagine esse mesmo ragú por cima de um polenta dois queijos e tudo isso acompanhado de uma garrafa de vinho escolhida a dedo.
Temos aqui no BCA. O que temos também são dicas para você acertar na escolha do vinho e fazer com que essa combinação fique ainda mais espetacular.
Ragús de carne caracterizam-se por sabores intensos, riscos e profundos, que pedem vinhos com a estrutura adequada para complementar a sua complexidade.
Evite vinhos tintos muito leves, que não sejam capazes de sustentar a estrutura do prato.
Tenha cuidado com vinhos muito tânicos, que podem acentuar a acidez do tomate.
Evite vinhos brancos muito aromáticos, pois eles entrariam em conflito com o sabor intenso do ragú.
O escolhido da vez foi o Marco Luigi Malbec número 1 -  Safra 2015 - Vale dos Vinhedos - RS - Brasil. Vinícola Marco Luigi 

"Elaborado com uvas Malbec de colheita tardia, onde seu grau de maturação atinge o auge quando a uva inicia o processo de desidratação.
Elaborado somente em safras excepcionais.
Passa cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro a sétimo uso, resultando em um vinho complexo e surpreende."
Uma grata surpresa que no encantou, um Malbec brasileiro muito bem feito.
Receita 
1kg de costela bovina limpa
Sal e pimenta a gosto 
Suco de 1 limão 
1 folhas de louro 
4 dentes de alho picados 
2 cebolas picadas 
4 tabletes caldo de legumes 
1 colher (sopa) extrato de tomate 
2 latas tomate pelado
200 ml de vinho tinto 
Água q.b
Preparo 
Tempere a costela com sal, pimenta e o suco de limão, deixe descansar por 15 minutos.
Passado o tempo, em uma panela de pressão aqueça um fio de óleo e doure a costela sem mexer para deixar um fundinho na panela.
Em seguida, acrescente o alho, a cebola e deixe refogar até  incorporar tudo muito bem e a cebola murchar.
Logo em seguida acrescente o louro, os cubos de caldo de legumes e mexa.
Coloque  um pouquinho da água e mexa, raspando a crosta do fundo da panela.
Acrescente o restante da água ( até cobrir a carne) tampe a panela e deixe cozinhar em fogo bem baixo por mais ou menos uma hora.
Após a pressão sair, retire os pedaços de costela, e com a ajuda de um garfo desfie a carne.
Volte a carne para a panela no caldo do cozimento, acrescente o extrato de tomate, os tomates pelados, o vinho e mexa tudo muito bem.
Cozinhe em fogo brando até reduzir, por volta de 40 minutos, mexendo de vez enquanto.
Sirva por cima de uma polenta feita com dois queijos ( gorgonzola e parmesão).
Bom apetite.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Harmonizando Vinho Laranja

Má na cozinha preparando Carbonara.
Ganhamos diversos mimos, incluindo guanciale ( bochecha de porco curada), do nosso amigo Misael, que sempre nos agracia com iguarias italianas quando retorna ao Brasil. Quem tem amigos tem tudo!
A receita original da carbonara incluí apenas: massa, ovos, queijo e guanciale.
O queijo pecorino romano desempenha um papel central na carbonara, seu sabor marcante, textura seca e toque levemente picante criam uma cremosidade intensa e equilibrada.
Para combinar com esse sabor rico, envolvente e satisfatório nada melhor que um bom vinho, mas qual vinho?
E se eu te disser que um vinho laranja dá match com carbonara.
A estrutura, os taninos suaves e a acidez dos vinhos laranjas ajudam a cortar a gordura do guanciale e do queijo, equilibrando a cremosidade do prato e adicionando frescor ao conjunto. Por ser um vinho branco macerado com as cascas ( maceração pelicular) ele apresenta taninos finos que abraçam a textura do prato e, por serem aromáticos e estruturados, não são atropelados pela intensidade da carbonara.
Escolhemos o Dom Borba 2025
Vinho Fino Branco Seco Laranja 
Vinícola Vale das Colinas - Guaranhuns - Pernambuco - Brasil.
Elaborado com Muscat à Petit Grain a 900 M de altitude, sem passagem por madeira, com maceração pelicular (cascas e sementes) em inox a frio por 5 meses.
Cor amarelo dourado, límpido e brilhante.
Aromas típicos da casta, nota-se também casca de laranja, mel, chá e gengibre.
Em boca boa persistência, paladar seco, média acidez com um sútil amargor no final de boca por conta da maceração pelicular.
Vinho gastronômico, macio e equilibrado.

"O nome Dom Borba faz alusão ao planalto de Borborema, onde está localizado o vinhedo a importantes 900 M de altitude, em pleno Nordeste brasileiro, conferindo características únicas ao terroir, como amplitude térmica que pode superar os 20 graus Celsius no período da colheita.
Com técnica milenar originária da Geórgia. O vinho laranja é produzido a partir de uvas brancas, mas com vinificação semelhante aos do vinho tintos, onde as cascas e as sementes permanecem em contato com o suco durante a fermentação, proporcionando coloração alaranjada, notas de especiarias e, às vezes, até um toque oxidativo." ( Fonte: Vinícola Vale das Colinas).
Vamos a receita:
Massa a carbonara 
500 g de espaguete
150 g de guanciale 
4 ovos 
100 g de queijo pecorino 
Azeite q.b
Sal
Pimenta opcional 
Modo de preparo
1. Corte os guanciales em palitos.
2. Coloque os ovos em uma tigela, tempere com sal, adicione o queijo e bata bem.
3. Cozinhe o espaguete em água fervente com sal.
Em seguida, doure o guanciale em uma frigideira em fogo baixo com 3 colheres (sopa) de azeite.
4. Com o auxílio de um pegador, junte a massa ao guanciale recem-frito. Misture bem.
5. Logo em seguida, com o fogo desligado, despeje a mistura de ovos sobre a massa, misture rapidamente, adicione aos poucos a água do cozimento da massa até obter a cremosidade desejada. Sirva em seguida.
Uma ótima semana.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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Você sabia...
O espaguete à carbonara, é um primeiro prato romano com raízes regionais no Lazio, preparado tanto por pastores quanto por lenhadores que iam para as montanhas produzir carvão: os "Carbonari" ( daí o nome do prato) carregavam essa massa em suas mochilas, para ser comida fria, enquanto vigiavam os fornos de carvão.