quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Vinho combina com pimenta?



Ainda dos mimos recebidos dos sobrinhos Carol e Bruno, o Marcelo preparou sua versão da massa picante originária da culinária romana, penne all'arrabbiatta. Como estamos passando por um veranico aqui em Sampa, o Marcelo optou por "refrescar" nossa massa com tomates secos e muçarela de búfala e, cá entre nós, ficou dos deuses!
A pasta all'arrabbiatta é picante, simples e irresistível.
O nome vem da vermelhidão que aparece no rosto depois de uma garfada generosa, causada pela pimenta malagueta, com uma expressão que lembra a de alguém irritado.
Arrabbiatta significa " bravo".
Felizmente, o vinho cura quase tudo e pode até harmonizar perfeitamente com este molho picante e intenso. É importante considerar o teor alcoólico do vinho ao escolher um para pratos que exigem um toque picante. O álcool intensifica a sensação de ardência. O mesmo vale para os taninos. Evite-os. Por fim, eu escolheria um vinho sem notas muito presentes de carvalho. A maioria opta por vinhos tintos, mas prefiro indicar brancos aromáticos como Riesling e Gewürztraminer ou um espumante, favorecido por suas borbulhas que limpam bem o paladar e, até mesmo um rosé que servido a temperaturas mais baixas, podem ser uma boa opção.
Você vai precisar 
1 pacote de macarrão penne
4 dentes de alho descascados e amassados
2 colheres (sopa) talos de salsa picados finamente
Pimenta calabresa em flocos a gosto 
Azeite extravirgem a gosto 
Tomates secos
Muçarela de búfala 
Modo de preparo 
Use um frigideira fria e adicione o azeite, o alho amassado, pimenta e o talo da salsinha ( no nosso caso, o sachê já tinha tudo).
Leve ao fogo baixo e frite por aproximadamente 1-2 minutos, tomando cuidado para não queimar o alho, acrescente o tomate seco mexendo até incorporar, retire a frigideira do fogo.
Cozinhe o penne com bastante água salgada.
Escorra a massa al dente e misture-a na frigideira com o molhos, adicione também um pouco da água do cozimento da massa para homogeneizar tudo, por último, adicione a muçarela de búfala e sirva.
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Um beijo no coração.
Saúde sempre!

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Marco Luigi Malbec nº1- safra 2015


Má na cozinha preparando Ragú de costela. Sabe, é preciso dedicar um tempinho para fazer um molho, e este talvez demore mais do que os outros.
Pense numa costela de boi cozida em vinho tinto com tomate e temperos, se transformando em um ragú rico e rústico, com sabor profundo e envolvente. Pensou?
Agora, imagine esse mesmo ragú por cima de um polenta dois queijos e tudo isso acompanhado de uma garrafa de vinho escolhida a dedo.
Temos aqui no BCA. O que temos também são dicas para você acertar na escolha do vinho e fazer com que essa combinação fique ainda mais espetacular.
Ragús de carne caracterizam-se por sabores intensos, riscos e profundos, que pedem vinhos com a estrutura adequada para complementar a sua complexidade.
Evite vinhos tintos muito leves, que não sejam capazes de sustentar a estrutura do prato.
Tenha cuidado com vinhos muito tânicos, que podem acentuar a acidez do tomate.
Evite vinhos brancos muito aromáticos, pois eles entrariam em conflito com o sabor intenso do ragú.
O escolhido da vez foi o Marco Luigi Malbec número 1 -  Safra 2015 - Vale dos Vinhedos - RS - Brasil. Vinícola Marco Luigi 

"Elaborado com uvas Malbec de colheita tardia, onde seu grau de maturação atinge o auge quando a uva inicia o processo de desidratação.
Elaborado somente em safras excepcionais.
Passa cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro a sétimo uso, resultando em um vinho complexo e surpreende."
Uma grata surpresa que no encantou, um Malbec brasileiro muito bem feito.
Receita 
1kg de costela bovina limpa
Sal e pimenta a gosto 
Suco de 1 limão 
1 folhas de louro 
4 dentes de alho picados 
2 cebolas picadas 
4 tabletes caldo de legumes 
1 colher (sopa) extrato de tomate 
2 latas tomate pelado
200 ml de vinho tinto 
Água q.b
Preparo 
Tempere a costela com sal, pimenta e o suco de limão, deixe descansar por 15 minutos.
Passado o tempo, em uma panela de pressão aqueça um fio de óleo e doure a costela sem mexer para deixar um fundinho na panela.
Em seguida, acrescente o alho, a cebola e deixe refogar até  incorporar tudo muito bem e a cebola murchar.
Logo em seguida acrescente o louro, os cubos de caldo de legumes e mexa.
Coloque  um pouquinho da água e mexa, raspando a crosta do fundo da panela.
Acrescente o restante da água ( até cobrir a carne) tampe a panela e deixe cozinhar em fogo bem baixo por mais ou menos uma hora.
Após a pressão sair, retire os pedaços de costela, e com a ajuda de um garfo desfie a carne.
Volte a carne para a panela no caldo do cozimento, acrescente o extrato de tomate, os tomates pelados, o vinho e mexa tudo muito bem.
Cozinhe em fogo brando até reduzir, por volta de 40 minutos, mexendo de vez enquanto.
Sirva por cima de uma polenta feita com dois queijos ( gorgonzola e parmesão).
Bom apetite.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Harmonizando Vinho Laranja

Má na cozinha preparando Carbonara.
Ganhamos diversos mimos, incluindo guanciale ( bochecha de porco curada), do nosso amigo Misael, que sempre nos agracia com iguarias italianas quando retorna ao Brasil. Quem tem amigos tem tudo!
A receita original da carbonara incluí apenas: massa, ovos, queijo e guanciale.
O queijo pecorino romano desempenha um papel central na carbonara, seu sabor marcante, textura seca e toque levemente picante criam uma cremosidade intensa e equilibrada.
Para combinar com esse sabor rico, envolvente e satisfatório nada melhor que um bom vinho, mas qual vinho?
E se eu te disser que um vinho laranja dá match com carbonara.
A estrutura, os taninos suaves e a acidez dos vinhos laranjas ajudam a cortar a gordura do guanciale e do queijo, equilibrando a cremosidade do prato e adicionando frescor ao conjunto. Por ser um vinho branco macerado com as cascas ( maceração pelicular) ele apresenta taninos finos que abraçam a textura do prato e, por serem aromáticos e estruturados, não são atropelados pela intensidade da carbonara.
Escolhemos o Dom Borba 2025
Vinho Fino Branco Seco Laranja 
Vinícola Vale das Colinas - Guaranhuns - Pernambuco - Brasil.
Elaborado com Muscat à Petit Grain a 900 M de altitude, sem passagem por madeira, com maceração pelicular (cascas e sementes) em inox a frio por 5 meses.
Cor amarelo dourado, límpido e brilhante.
Aromas típicos da casta, nota-se também casca de laranja, mel, chá e gengibre.
Em boca boa persistência, paladar seco, média acidez com um sútil amargor no final de boca por conta da maceração pelicular.
Vinho gastronômico, macio e equilibrado.

"O nome Dom Borba faz alusão ao planalto de Borborema, onde está localizado o vinhedo a importantes 900 M de altitude, em pleno Nordeste brasileiro, conferindo características únicas ao terroir, como amplitude térmica que pode superar os 20 graus Celsius no período da colheita.
Com técnica milenar originária da Geórgia. O vinho laranja é produzido a partir de uvas brancas, mas com vinificação semelhante aos do vinho tintos, onde as cascas e as sementes permanecem em contato com o suco durante a fermentação, proporcionando coloração alaranjada, notas de especiarias e, às vezes, até um toque oxidativo." ( Fonte: Vinícola Vale das Colinas).
Vamos a receita:
Massa a carbonara 
500 g de espaguete
150 g de guanciale 
4 ovos 
100 g de queijo pecorino 
Azeite q.b
Sal
Pimenta opcional 
Modo de preparo
1. Corte os guanciales em palitos.
2. Coloque os ovos em uma tigela, tempere com sal, adicione o queijo e bata bem.
3. Cozinhe o espaguete em água fervente com sal.
Em seguida, doure o guanciale em uma frigideira em fogo baixo com 3 colheres (sopa) de azeite.
4. Com o auxílio de um pegador, junte a massa ao guanciale recem-frito. Misture bem.
5. Logo em seguida, com o fogo desligado, despeje a mistura de ovos sobre a massa, misture rapidamente, adicione aos poucos a água do cozimento da massa até obter a cremosidade desejada. Sirva em seguida.
Uma ótima semana.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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Você sabia...
O espaguete à carbonara, é um primeiro prato romano com raízes regionais no Lazio, preparado tanto por pastores quanto por lenhadores que iam para as montanhas produzir carvão: os "Carbonari" ( daí o nome do prato) carregavam essa massa em suas mochilas, para ser comida fria, enquanto vigiavam os fornos de carvão.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Bolo de Ricota harmonizado com Cava Pata Negra

Este bolo de ricota surgiu de uma receita que o Má pegou na internet para aproveitar aquele pote de ricota que estava "aniversariando" na geladeira.
Acompanhado de um Cava demi-sec que ganhamos de um paciente, o momento virou um convite natural para prolongar o prazer da conversa após o jantar.
A magia desta receita está na forma como ingredientes simples combinam para criar um bolo com muito mais profundidade do que aparenta à primeira vista.
A ricota é responsável pela cremosidade e pela agradável sensação que sustenta o conjunto. Não se trata de um creme liso, mas sim de uma preparação com textura granulosa, e isso transforma completamente a experiência.
As raspas, e o suco do limão, introduzem uma acidez aromática que realça o recheio e limpa o paladar. Em termos de harmonização com vinhos, este ponto é crucial: sobremesas cítricas pedem vinhos com boa acidez, aromas frescos e doçura bem integrada, para que a combinação seja harmoniosa e não enjoativa.
Geralmente nos inclinamos para vinhos brancos aromáticos, espumantes ou vinhos doces equilibrados.
Abrimos o Cava Pata Negra demi-sec, com suas notas cítricas e frutadas, borbulhas finas e sua doçura moderada fez um bom casamento com o bolo, faltou um pouco de acidez ao vinho para limpar bem o paladar, mas nada que nos impediu de dividir a segunda fatia do bolo e encher nossas taças novamente.
Um moscatel brasileiro fresco e bem elaborado daria Bossa aqui. Suas notas florais, toques de raspas de cítricos e frutas maduras harmonizariam perfeitamente com o limão e a cremosidade da ricota.
E se você quiser explorar ainda mais, o BCA ajuda você a descobrir novas ideias, comparar estilos e encontrar aquele vinho que faz tudo se encaixar perfeitamente. Porque quando a comida e o vinho estão em harmonia, a refeição se torna inesquecível.
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Saúde sempre!
Beijo no coração.
Você vai precisar:
750 gramas de ricota fresca 
250 gramas de açúcar 
2 ovos
60 gramas de amido de milho 
1 limão grande ( ou dois pequenos), raspas das cascas 
Em uma tigela misture a ricota com o açúcar e as raspas do limão, mexa.
Em seguida, acrescente os ovos e o suco do limão, mexendo novamente.
Por último, acrescente o amido de milho e mexa até obter uma massa homogênea.
Forre uma forma de bolo de 22cm com papel manteiga.
Asse em forno estático a 180 graus por cerca de 40 minutos ou até dourar..
Retire do forno, deixe esfriar e sirva.
Você sabia...
Embora partilhe algumas semelhanças com outros tipos de Cava, como o Brut e o Extra Brut, o Cava Demi-sec distingue-se pela sua doçura moderada, tornando-se uma escolha popular para quem prefere um espumante menos seco.
Macabeo, Xarel-lo e Parellada são as uvas mais comuns na sua produção.
Ao vinho base uma mistura de açúcares e leveduras, conhecidas como " licor de tiraje" é adicionada, o vinho é então engarrafado para uma segunda fermentação. O açúcar adicionado é o que confere ao Cava Demi-sec a sua doçura característica.
O Cava é originário da Catalunha - Espanha