segunda-feira, 31 de julho de 2017

Vinhos espumantes e regiões produtoras

Mais uma sequencia de posts se inicia, durante algumas semanas falaremos sobre Espumantes, elaboração e regiões produtoras.
Pode parecer que já conhecemos tudo sobre eles, mas existe uma abundância de informações fascinantes.
O vinho espumante é obtido transformando um vinho base de pouca graduação alcoólica, açúcar e leveduras em álcool e gás carbônico (processo conhecido como fermentação secundária). No método Tradicional caso do Champagne e dos demais vinhos espumantes de grande qualidade, este processo ocorre na garrafa, fazendo com que o dióxido de carbono criado durante o processo fique retido nas borbulhas. No método Charmat, esta segunda fermentação é realizada em tonéis de aço inoxidável, numa combinação de garrafas e tanques. Na carbonatação, não existe fermentação secundária. O gás é injetado no vinho com um cilindro, resultando em bolhas maiores, de vida mais curta e vinho de qualidade duvidosa.
Um bom vinho espumante apresenta um fenômeno conhecido como cheminée, uma chaminé de bolhas, subindo do fundo da taça até o centro da superfície do líquido, as bolhas então se movimentam para formar um círculo em torno do interior do copo.
Os métodos para preparar vinhos espumantes são sempre semelhantes, porém produzem vinhos bem distintos, por vários motivos:
Clima: a uva cultivada em clima quente, costuma dar vinhos de um sabor mais marcante (Austrália, Penédes), mas que não são tão perduráveis como aqueles produzidos com uvas de regiões frias, como Champagne.
Terreno: Em poucos lugares do mundo ocorrem os característicos terrenos de greda que existem na região de Champagne, algo que contribui enormemente para a delicadeza do vinho.
Variedade e qualidade das uvas: As uvas clássicas para o Champagne são a Chardonnay que lhe dá elegância e frescor; a Pinot Noir, que lhe dá corpo e profundidade; e a Pinot Meunier, que lhe dá sabor frutado e equilíbrio. Um vinho espumante terá um sabor diferente conforme a uva que predomine nele, ou conforme se utilizem outras uvas, como a Macabeu, a Xarel-lo, a Parellada, a Chenin Blanc, a Pinot Blanc ou a Riesling. Com a uva Muscat, por exemplo, utilizada para produzir o Asti, é obtido um vinho exoticamente frutado, muito diferente do Champagne.
O Shiraz espumante é também um vinho muito diferente dos outros espumantes. Mas mesmo quando são utilizadas as uvas clássicas, não será obtido um vinho excepcional, a não ser que sejam cultivadas
especialmente para produzir vinho espumante; se forem deixadas amadurecer excessivamente, o resultado será um vinho com grau de álcool excessivo nada refrescante.
A quantidade final de borbulhas: ou seja a quantidade de gás carbônico que foi dissolvida no vinho
A quantidade de açúcar acrescentada: Exceto em alguns poucos vinhos espumantes Brut Nature, à maior parte dos vinhos acrescenta-se um pouco de açúcar para que seu gosto não fique excessivamente agressivo devido à acidez. A quantidade de açúcar oscila entre a do Brut, de sabor quase seco, e a do semi-doce, doce, semi-seco.
O tempo de maturação sobre sedimento: Alguns vinhos, como o Moscato d'Asti, devem ser bebidos quando são jovens e frescos. Outros, como o Champagne envelhecido, necessitam de vários anos para desenvolver seu delicioso sabor.





sexta-feira, 28 de julho de 2017

Principais vinhos da Espanha





No decorrer das semanas falaremos das regiões e principais vinhos da Espanha.
Depois que a Guerra Civil (1936-39) quase aniquilou a indústria do vinho no país, a Espanha começou a se recuperar a partir dos anos 1950, com o desenvolvimento da produção de Cava, e depois com a entrada do país na União Europeia; a modernização chegou tanto às regiões tradicionais como Rioja quanto às menos conhecidas como Valência, Navarra e La Mancha.
Apesar de toda a modernização que o país experimentou, os produtores espanhóis continuam respeitando a sabedoria dos velhos tempos. Um dos maiores sabores da tradição dos vinhos espanhóis é o sabor conferido pelo longo amadurecimento em carvalho (no passado tintos e brancos amadureciam em barris por até 25 anos). Hoje os vinhos espanhóis não são mais mantidos em barril  por mais de duas décadas, embora muitos ainda continuam amadurecendo por longos períodos.
O gosto moderno mudou, e mesmo na Espanha onde muda lentamente, existe uma nova apreciação por vinhos mais jovens, frescos e frutados.
Hoje é possível comprar por preço justo, vinhos espanhóis dos mais variados estilos, dos brancos frescos da Galícia aos tintos densos do Toro.
O país é o terceiro produtor de vinhos do mundo, totalizando 36 milhões e 158 mil hectolitros por ano.
Suas uvas autóctones têm dado origem a vinhos muito peculiares e ainda pouco conhecidos, mesmo dentro do país.
As Denominações de Origem (DO) somam atualmente 67. Além disso Rioja e Priorat são as únicas Denominación de Origen Calificada (DOC).
Se no rótulo de um vinho espanhol conter:
Jovem: indica vinho vendido um ano após a colheita, tendo visto pouco ou nenhum carvalho.
Crianza: indica que o vinho tinto envelheceu pelo menos dois anos antes do lançamento (destes, pelo menos seis meses em barrica). Nos brancos e rosados, o tempo total cai para 18 meses.
Reseva: indica que o vinho tinto envelheceu pelo menos três anos antes de ser lançado (destes, pelo menos um ano em barrica)
Gran Reserva: indica que o vinho tinto envelheceu cinco anos ou mais antes do lançamento (destes, pelo menos 18 meses em barrica). Para brancos e rosados, são quatro anos no total e seis  meses no barril.
Semana que vem te espero!

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Produtores de Vinhos de Portugal - Parte 16





Quinta de Foz de Arouce


A Quinta de Foz do Arouce situa-se no Conselho da Lousã na região das Beiras.
A produção vitivinícola na quinta mistura-se com a própria história e demarcação da propriedade, sendo hoje, tal como adega, a única que se conhece na região.
Nos anos 70, João Filipe Osório de Meneses Pitta, ao herdar esta propriedade, descobre o potencial das vinhas, que tendo mais de 40 anos produziam vinhos de indiscutível qualidade.
Na década de 80 João Portugal Ramos entra para a família pelo casamento com sua filha Teresa, passando a consultor e Enólogo da casa.
Introduz maior rigor na condução e tratamento vitícola e maior controle na vinificação. Inicia a fermentação de brancos em barricas e estágio também em barricas, dos vinhos tintos.
Em 1987 engarrafa e comercializa o primeiro Quinta de Foz de Arouce.
Em 2014 a Quinta foi nomeada Adega do ano pela revista Wine & Spirits.
Os vinhos da Quinta de Foz do Arouce são incomparáveis e únicos, vinhos fidalgos e elegantes, vinhos de celebração para momentos especiais.
Portfolio:
Quinta Foz de Arouce Branco - Casta Cerceal
Quinta Foz de Arouce Tinto - Casta Baga e Touriga Nacional
Vinhas Velhas de Santa Mmaria - Casta Baga




Leia também: Produtores de vinhos de Portugal - Parte 15



terça-feira, 25 de julho de 2017

Airén






Variedade branca, é a uva mais amplamente plantada na Espanha; cresce principalmente nas planícies centrais de La Mancha, imortalizadas por Dom Quixote. É usada em misturas e sozinha, quando dá origem a vinhos simples, rústicos e de alto teor alcoólico.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Termos gregos que você talvez não conheça

Amphora: recipiente de cerâmica usado pelos antigos gregos e romanos para armazenar e transportar vinho. Uma ânfora era de forma oval, com duas grandes alças no topo para o transporte e um fundo pontudo, para que o vasilhame  pudesse ser enterrado em terreno macio onde permaneceria de pé. As ânforas variam de tamanho, desde uma lata de leite até uma geladeira.


Archondiko: palavra que aparece nos rótulos dos vinhos, Topikos Oenos; pode ser aproximadamente traduzida como Château.


Epitrapezios Oenos (E.O.): categoria mais simples dos vinhos gregos, equivalente a vinho de mesa ou vin de table, na França.


Kater: tigela rasa, de bronze ou cerâmica, usada para guardar vinho na Antiguidade, para ser servido, o vinho era despejado de uma ânfora em um kater.


Ktima: propriedade; pode aparecer nos rótulos dos vinhos Topikos Oenos.


Kylix: taça rasa com duas alças, muitas vezes com bela decoração, de onde se bebia vinho na antiguidade.


Monastiri: mosteiro; várias vinícolas gregas estão localizadas em antigos mosteiros e vários mosteiros gregos ainda produzem vinho. A palavra monastiri às vezes aparece nos rótulos dos vinhos Topikos Oenos.


Stefáni: modo de prender as videiras, muito comum nas ilhas Gregas, varridas pelo vento. As videiras são presas em círculos, bem perto do chão (stefáni significa coroa), para que as uvas se desenvolvam no centro, protegidas do vento.


Topykos Oenos (T.O.): uma das categorias mais simples de vinhos gregos, equivale ao vin de pays na França.


Leia também: Termos húngaros que você talvez não conheça

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Principais vinhos da Itália - Sardenha





A Sardenha foi governada por sucessivos povos mediterrâneos, sofrendo maior influência dos espanhóis, como consequência, várias uvas ali plantadas são de origem espanhola, inclusive a Cannonau (aparentada da Garnacha da Espanha), a Carignano (Cariñena, ou Carignan) e a antiga variedade Giró.
Plantada em toda a ilha, a variedade Cannonau é a uva tinta mais importante da Sardenha, produz um vinho seco e básico.
A Giró, plantada em Cagliari (maior cidade da Sardenha) produz um vinho interessante, parecido com o Vinho do Porto, embora em pequena quantidade.
A Carignano plantada na extremidade sul da ilha (Sulcis) produz um vinho tinto vinoso e honesto.
Dos Brancos dois se destacam:
Vernaccia di Oristano é um vinho extremamente seco, amargo elaborado de um modo que permite sua oxidação parcial para assim adquirir sabor semelhante ao Jerez.
A uva Vernaccia da Sardenha não é a mesma Vernaccia da Toscana, ou Vernaccia di Sangimignano.
O outro vinho branco que merece destaque é o Vermentino di Gallura, forte e seco, produzido no extremo norte da ilha, perto da ilha vizinha de Córsega, onde a Vermentino também é a principal variedade de uva branca.




Leia também: Principais vinhos da Itália - Sicília


Fonte: A Bíblia do Vinho

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Produtores de vinho de Portugal parte 15


Domingos Alves de Souza
A produção de vinhos é um tradição familiar para Domingos Alves de Souza, seu pai e seu avó eram vitivinicultores do Douro. Domingos Alves de Souza depois de uma vida ligada a outras atividades profissionais, em 1987 decidiu se dedicar em exclusivo à exploração das quintas que lhe couberam em herança e outras que posteriormente adquiriu.
Tal como muitos outros viticultores durienses, afetados pela recessão do fim dos anos 80 em que a Região Demarcada se debatia, voltou-se para a valorização das "sobras" do Vinho do Porto, ou seja, o vinho de pasto do Douro, até então tradicionalmente subalternizado em relação ao vinho generoso.
Frequentou cursos de viticultura e enologia e lançou mãos a obra na restruturação de suas vinhas e, decidido a trilhar o seu próprio caminho de produtor-engarrafador, construiu na sua Quinta Da Gaivosa a adega onde daí em diante vinificaria a produção das restantes quintas.
Efetuadas algumas experiências com diversas castas, selecionou as que se revelaram mais aptas a produzir os melhores vinhos da Denominação de Origem Douro, e com elas produziu e lançou no meracado, em meados de 1992, o Quinta Vale da Raposa Branco 1991.
Hoje os vinhos de Domingos Alves de Souza possuem notoriedade nacional e internacional, ao ponto de um dos maiores sommeliers do mundo, o francês Olivier Poussier, chegar a escrever na Revue de Vin de France que o Quinta Da Gaivosa Tinto está para o Douro como o Cheval Blanc está para Bordeaux.

Portifolio
Abandonado
Alves de Souza Berço
Alves de Souza Pessoal Branco
Alves de Souza Reserva Pessoal
Branco Da Gaivosa
Branco Da Gaivosa Grande Reserva
Caldas Branco
Gaivosa Primeiros Anos
Quinta Da Gaivosa
Memórias Tinto
Quinta Da Gaivosa Vinha Lordelo
Tapadinha Grande Reserva
Tapadinha Reserva
Caldas Resera Touriga Nacional
Caldas Rosé
Caldas Tinto
Cume do Pereira Branco
Cume do Pereira Tinto
D'Oliva Branco
D'Oliva Grande Reserva Tinto
D'Oliva Reserva Tinto
Estação Branco
Estação Tinto
Tapadinha TTT
Vale da Raposa Branco
Vale da Raposa Grande Escolha
Vale da Raposa Reserva
Vale da Raposa Rosé
Vale da Rapousa Sousão
Vale da Raposa
Vale da Raposa Toriga Nacional
Alves de Souza Porto Vintage
Caldas Porto Ruby Special Reserve
Caldas Porto Tawny Special Reserve
Calda Porto White
Quinta Da Gaivosa Porto Vintage
Quinta Da Gaivosa Porto LBV
Quinta Da Gaivosa Porto White 10 Anos
Quinta Da Gaivosa Porto 20 Anos Tawny
Quinta Da Gaivosa Porto 10 Anos Tawny