sábado, 18 de janeiro de 2020
Confit tomates cereja harmonizado com L.A Jovem Rosé
Beber, Comer, Amar...
Na estação mais quente do ano vamos apresentar receitas práticas, leves e saborosas harmonizadas com muito espumantes, brancos e roses!
Má na cozinha preparando Confit de tomates cereja em azeite e ervas aromáticas.
Receita de aroma inebriante que tem a cara do verão!
Os tomates confit são ideais para serem consumidos assim como estão em cima de pães e torradas ou combinados com um bom queijo fresco de vaca ou cabra. Você pode usá-los em saladas, massas etc.
Eles também farão maravilhas em um filé de peixe ou em seus papellotes. Além disso, são muito simples de fazer, e você pode variar os temperos e as ervas em que os confita de acordo com seu gosto.
Paras saber mais sobre ervas aromáticas entre: Ervas aromáticas e vinho - Especial Férias
Hoje, o Marcelo optou por alho, orégano fresco e alecrim fresco.
Servimos o nosso Confit de tomates cereja com um pão italiano feito em casa de casca crocante e miolo macio.
Na hora de harmonizar, o tomate confit que é muito aromático no paladar pede um Vinho Rosé, fresco e com nariz evocativo.
Escolhi o Rosé brasileiro da linha Jovem L.A
Luiz Argenta Rosé Jovem
Com uma delicada cor rosada, no nariz aromas frutados (frutas vermelhas) e de flores secas.
Em boca apresenta acidez equilibrada.
A Linha L.A tem uma proposta jovial, com vinhos bem feitos e garrafas com design de muito bom gosto.
Que tal preparar este maravilho confit para seu final de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Tomates cereja confit
Ingredientes:
500 gramas de tomate do tipo cereja ou uva
1 colher (sopa) se açúcar
1/2 colher (sopa) de sal
Orégano fresco q.b ou 1/2 colher (sopa) orégano seco
Pimenta-do-reino a gosto
4 dentes de alho laminados
Azeite de oliva o suficiente para cobrir os tomates
Alguns ramos de alecrim fresco;
Preparo:
1. Lave e seque os tomates
2. Disponha-os em uma assadeira
3. Acrescente o restante dos ingredientes (menos o azeite)
4. Misture bem até os tomates ficarem totalmente impregnados com o tempero
5. Acrescente o azeite até cobrir os tomates
6. Leve ao forno e asse em temperatura baixa (90 graus) por volta de 1 hora ou até ficarem ao seu gosto
Dicas BCA
Seu tomate confit acabou e sobrou azeite no pote?
Este azeite saborizado será um delicioso coringa em sua cozinha, aproveite-o em seus mais diversos pratos.
Você sabia...
Existem algumas formas de produzir o Vinho Rosé.
A mais usada é a prensagem direta, que consiste em prensar levemente as uvas e retirar as cascas, antes do suco (ou mosto) ficar tinto. Dai a cor rosada.
Outra forma é aproveitar o processo de sangria, que é usado quando se tem como objetivo obter um vinho tinto mais concentrado. Nesse método, tira-se parte do suco, sem que as uvas tenham sido prensadas e deixa-se uma quantidade menor fermentando. Esta parte que seria dispensada é transformada em Vinho Rosé.
A terceira forma é conhecida como blending, que se dá com a mistura de vinho branco e vinho tinto até atingir a coloração desejada.
sábado, 11 de janeiro de 2020
Ahi Poke e Monte Azzurro Extra Brut Gheller
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Ahi Poke.
Poke significa "cortar" na língua havaiana, é um prato feito com atum cortados em cubos, marinado em molho de soja e óleo de gergelim, misturado com cebola. O que o Marcelo preparou hoje, com uma base de arroz de sushi, e macadâmias picadas é uma invenção relativamente moderna.
Acredita-se que o Poke foi preparado pela primeira vez pelos polinésios nativos, inicialmente era feito com peixes de recife crus, temperados com sal marinho e algas marinhas, e combinados com candlenut esmagado.
No Havaí, ainda se consome Poke temperados em inamona e limu, mas é o Ahi Poke o mais popular, nas ilhas.
O Poke Ahi nos conta uma versão abreviada da história moderna do Havaí. Contato pós-ocidental, pimenta e cebola entram no prato. Após o surgimento de frotas de pesca à linha (palangre) no Pacífico, os peixes de recifes deram lugar ao Ahi (atum) de profundidade. Japoneses, chineses e coreanos que foram trabalhar nas plantações de açúcar e abacaxi, influenciaram o Poke com suas próprias tradições de peixe cru, e substituíram o sal e a inamora por shoyu e óleo de gergelim.
Mas foi nos anos 1970 que o Poke se tornou popular.
Hoje, com a popularização do prato, parece que qualquer coisa cortada em cubos é bem-vinda, mas com limites, pelo menos localmente, você jamais vai encontrar em uma tigela de Poke: quinoa, frango, milho, couve, macarrão de abobrinha, broto de bambu, cubos de laranja ou amêndoas.
Já no ocidente, o céu é o limite! Lugares como Los Angeles, Nova York e outros adicionaram novos ingredientes e o Poke ganhou vida própria, com infinitas variedades de sabores. Transformando o prato em algo completamente diferente, algo que os havaianos dizem não representar sua herança culinária.
Aqui no Brasil você encontra nas praças de alimentação dos shoppings "restaurantes havaianos" especializados em Poke que oferecem diversas e infinitas guarnições.
Aqui no Brasil você encontra nas praças de alimentação dos shoppings "restaurantes havaianos" especializados em Poke que oferecem diversas e infinitas guarnições.
Confesso, ficamos tentados e ao invés de uma tigela, fizemos duas tigelas de Poke. O Poke mais tradicional (Ahi Poke) e o acidentalizado, ou melhor, o "tropicalizado" pois adicionamos nossas frutas tropicais a ele, além de salmão, pepino e alga.
Na hora de harmonizar, para o Ahi Poke (atum e arroz de sushi ) optamos por um Espumante Extra Brut brasileiro da vinícola Gheller.
Espumante Monte Azzurro Extra Brut - Safra 2011 - Vinícola Gheller - Guaporé - RS
Variedade de uvas: 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir elaborado pelo Método Tradicional (segunda fermentação na garrafa), com 48 meses Sur lie (sobre as borras).
Variedade de uvas: 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir elaborado pelo Método Tradicional (segunda fermentação na garrafa), com 48 meses Sur lie (sobre as borras).
De cor amarelo ouro, com perlage fina e abundante.
No nariz reminiscencia de pão torrado, notas amanteigadas, florais e frutadas (fruta cítrica)
Em boca é elegante, cremoso, fresco com um final mineral e notas de torrefação.
No nariz reminiscencia de pão torrado, notas amanteigadas, florais e frutadas (fruta cítrica)
Em boca é elegante, cremoso, fresco com um final mineral e notas de torrefação.
As notas de torrefação do Monte Azzurro Extra Brut aprimoraram os sabores terrosos do atum marinado, e as bolhas se misturaram com as texturas e sensações salgadas do prato.
Já a outra tigela de estilo Poke, que carinhosamente apelidamos de "Poke tropical" sugerimos a harmonização com um Espumante Demi-sec, pois as frutas que colocamos, deu ao prato um agridoce maravilhoso.
Que tal preparar o Ahi Poke para seu final de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ahi Poke
Para o arroz de sushi
Ingredientes:
3 1/3 de xícara de arroz japonês
4 xícaras de água
5 colheres de sopa de su (vinagre de arroz)
5 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de chá de sal marinho
Preparo:
Cozinhe o arroz de acordo com as instruções do pacote.
Coloque o arroz quente cozido em uma vasilha grande de vidro.
Misture o vinagre com o açúcar e o sal e despeje a mistura sobre o arroz.
Deixe esfriar com a ajuda de um ventilador enquanto vira o arroz suavemente, de modo que todos os grãos fiquem cobertos com a mistura. O arroz está pronto quando estiver quase em temperatura ambiente.
Marinada do ahi (atum)
Atum fresco (gelado) cortado em cubos 2,5 cm
1/2 xícara de shoyu
2 colheres (sopa) de óleo de gergelim
1 pitada de sal marinho havaiano
1/4 xícara de cebola amarela ou cebola doce cortada em fatias finas
Sementes de gergelim
Macadâmias torradas e picadas
Preparo:
Misture todos os ingredientes
Montagem do tigela
Faça um cama com o arroz de sushi, por cima coloque o atum marinado e salpique as macadâmias torradas e trituradas.
Ahi Poke
Para o arroz de sushi
Ingredientes:
3 1/3 de xícara de arroz japonês
4 xícaras de água
5 colheres de sopa de su (vinagre de arroz)
5 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de chá de sal marinho
Preparo:
Cozinhe o arroz de acordo com as instruções do pacote.
Coloque o arroz quente cozido em uma vasilha grande de vidro.
Misture o vinagre com o açúcar e o sal e despeje a mistura sobre o arroz.
Deixe esfriar com a ajuda de um ventilador enquanto vira o arroz suavemente, de modo que todos os grãos fiquem cobertos com a mistura. O arroz está pronto quando estiver quase em temperatura ambiente.
Marinada do ahi (atum)
Atum fresco (gelado) cortado em cubos 2,5 cm
1/2 xícara de shoyu
2 colheres (sopa) de óleo de gergelim
1 pitada de sal marinho havaiano
1/4 xícara de cebola amarela ou cebola doce cortada em fatias finas
Sementes de gergelim
Macadâmias torradas e picadas
Preparo:
Misture todos os ingredientes
Montagem do tigela
Faça um cama com o arroz de sushi, por cima coloque o atum marinado e salpique as macadâmias torradas e trituradas.
Dicas do BCA
Mesmo morando em São Paulo, temos dificuldade para encontrar exemplares de boa qualidade de vinícolas brasileiras para venda.
A opção é através da internet, porém, requer muita pesquisa e conhecimento.
Ma quem acompanha o BCA não precisa se preocupar com isso.
Um exemplo é este ótimo espumante da Vinícola Gheller https://vinicolagheller.lojaintegrada.com.br/
Mesmo morando em São Paulo, temos dificuldade para encontrar exemplares de boa qualidade de vinícolas brasileiras para venda.
A opção é através da internet, porém, requer muita pesquisa e conhecimento.
Ma quem acompanha o BCA não precisa se preocupar com isso.
Um exemplo é este ótimo espumante da Vinícola Gheller https://vinicolagheller.lojaintegrada.com.br/
Um exemplar de qualidade excepcional que vale a pena degustar.
Você sabia...
Você sabia...
Há três modos principais de proporcionar corpo a um vinho Espumante.
O primeiro é a seleção das uvas.
O segundo é o envelhecimento depois da segunda fermentação, a maturação sobre sedimentos (Sur lie). Quanto mais tempo permanece o sedimento ( os resíduos das leveduras depois da fermentação) num vinho, mais caráter este adquire.
A terceira maneira de conseguir um vinho Espumante com corpo é através de envelhecimento em tonéis de carvalho.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2019
Coquetéis para o Ano Novo
Antes mesmo de sonhar em ser enófila, o vinho já fazia parte da minha vida, aos 15 anos meu primeiro contato com um Espumante foi exatamente em minha festa de debutante, na ocasião ganhei dos meus pais uma Poncheira magnífica, para servir o coquetel aos convidados.
Tudo bem que na época o espumante não era lá essas coisas, mesmo porque na década de 80, a cultura do vinho no Brasil era mínima.
Me lembro como se fosse hoje, minha mãe preparando litros de Ponche (Espumante, licor, suco, frutas e gelo), irresistivelmente colorido e refrescante.
Mas não é de hoje que os coquetéis levam vinho em sua composição.
O vinho quente, por exemplo, evoluiu dos coquetéis chamados "grogres" dos povos do Norte da Europa, que vieram da tradição medieval de utilizar especiarias para temperar o vinho, para melhorar o sabor.
Dessa mesma forma surgiram as Sangrias.
Quem nunca ouviu falar do Kir e do Kir Royal?
Bebidas criadas na época da Segunda Guerra Mundial, por Canon Félix Kir, herói da resistência francesa e prefeito da cidade de Dijon. Seu coquetel preferido (Kir) misturava dois produtos locais: O licor de cassis e o vinho branco de Borgonha.
Já o Kir Royal leva originalmente Champagne (mas pode levar Espumante Brut).
Também temos o Bellini, lendário coquetel de verão da Itália, que é uma combinação de Espumante Prosecco super gelado com suco de pêssegos brancos frescos. Essa bebida foi inventada na década de 1980, no Harry's Bar, em Veneza, que a cada verão, empregava uma pessoa só para cortar e descaroçar os pequenos e frágeis pêssegos brancos italianos para depois expremê-los manualmente.
Hoje muitos Bellini são feitos com suco de pêssego congelado, exportado pela França, e com qualquer tipo de Espumante, porém no Vêneto, o Bellini ainda é o autêntico.
Já que o Bellini usa Prosecco, por que não um coquetel com Champagne?
Pode parecer um sacrilégio preparar coquetéis com Champagne, e embora em muitos casos seja perfeitamente possível substituí-lo por um vinho espumante mais barato, há algo maravilhosamente luxuoso em utilizar Champagne no coquetel abaixo.
O clássico coquetel de champagne
O gosto de gengibre faz maravilhas nesta grande bebida clássica.
(Para uma taça)
Uma colher de chá de açúcar
Algumas gotas de Angostura
Uma colher de Brandy
Aprox. 1/2 colherinha de licor de gengibre (opicional)
Champagne ou Espumante gelado
Ponha o açúcar numa taça e pingue as gotas de angostura.
Acrescente o Brandy e o licor de gengibre, caso prefira assim. Depois encha a taça com cuidado com o champagne ou o espumante, inclinando a taça para a garrafa enquanto enche.
Continuando na linha dos espumantes mais seis receitas de coquetéis que irão fazer você ver estrelas, sem ser Dom Pérignon!
Itália 75
É uma versão do clássico coquetel de champagne com gosto de limão conhecido como French 75; o limoncello proporciona à mistura um matiz italiano
(Para duas taças)
50ml de gim
25ml de suco de limão extraído na hora
12,5ml de limoncello ou outro licor com sabor de limão
Champagne ou vinho espumante gelado
Verta o gim, o sumo de limão e o limoncello em um copo misturador de coquetéis. Acrescente muito gelo agite vigorosamente. Filtre o conteúdo em duas taças de champagne e complete-as com champagne ou vinho espumante.
Black Velvet
Esta surpreendente combinação de cerveja preta e champagne parece um coquetel estranho, mas é extraordinária, sobretudo para acompanhar ostras.
(Para cerca de 10 taças)
Duas latas de cerveja preta de 350ml bem gelada
Uma garrafa de champagne ou vinho espumante de 750ml bem gelado
Encha com cuidado as taças, até quase a metade, com a cerveja.
Acrescente lentamente o champagne.
Bellini Clássico
(Para uma taça)
Aprox. 60ml de sumo recém-extraído de pêssegos branco (ou pêssegos amarelos)
Prosecco (ou espumante ou champagne) bem gelado
Encha a taça até a metade com o sumo de pêssego e complete com o Prosecco gelado, derramando-o lentamente.
Água de Valência
Proporciona um aspecto original ao vinho espumante e é uma bebida ideal para um amloço de verão ao ar livre.
(Para de 8 a 10 taças)
Cerca de 10 laranjas de tamanho médio
8-10 colheres de licor de laranja
Uma garrafa de Campagne, Cava ou Espumante bem gelado
Esprema as laranjas e gele o sumo durante pelo menos uma hora. Quando quiser servi-lo, ponha uma colher de licor de laranja (Cointreau) em cada taça.
Encha-as até quase a metade com o sumo de laranja gelado e derrame lentamente o espumante gelado.
Coquetel refrescante de maracujá
Um coquetel romântico para dois
(Para duas taças)
Três maracujás (Escolha aqueles com a pele levemente enrugada)
2-4 colheres de chá de licor de maracujá, ou xarope de maracujá
Cava bem gelado ou outro vinho espumante
Extraia a polpa do maracujá e passe por uma peneira. Ponha a polpa em duas taças resfriadas, acrescente o licor ou xarope de maracujá, segundo a doçura da fruta, e encha lentamente até a borda com espumante.
Sparkler de morangos frescos
Uma idéia simples, mas muito bonita
(Para uma taça)
Um morango maduro de tamanho médio, cortado em fatias finas
Um pouco de calda de açúcar, a gosto
125ml de champagne rosé ou espumnte rosé, bem gelado
Ponha as fatias de morango na taça, acrescente um esguicho de calda de açúcar e termine de encher a taça com o espumante rosé.
Nós do Beber, Comer e Amar desejamos a todos um maravilhoso 2020, com muita saúde, vinhos e realizações!
terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Espumantes franceses - Clairette de Die
Clairette de Die
Clairette de Die é uma pequena denominação francesa localizada no departamento de Drôme.
Reconhecida desde 1942 a AOC Clairette de Die produz dois tipos contrastantes de espumantes. O primeiro é seco, elaborado pelo Método Tradicional com a variedade Clairette é conhecido desde recente troca de nome, como Crémant de Die.
O segundo é o Clairette de Die Méthode Dioise Ancestrale, o método consiste em obter a formação de espuma por uma única fermentação iniciada e depois parada em tanques refrigerados, mas continuada em garrafa. Deliciosamente maduro e com sabor de pêssego, é elaborado com as variedades Muscat Blanc que dá a maioria dos aromas (75%) e Clairette que traz frescor e complexidade (25%).
Um vinho de baixo teor alcoólico (8%) , semi-doce que na hora de harmonizar, combinam perfeitamente com canapés, foie gras, tortas de frutas e sobremesas cítricas.
Estes vinhos leves e frutados são geralmente apreciados jovens.
Leia também: Espumantes franceses - Crémant de Bourgogne
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Espumantes franceses - Crémant de Bourgogne
Seguindo com os espumantes franceses, hoje falaremos do Crémant de Bourgogne.
AOC Crémant de Bourgogne
AOC desde 1975 a denominação Crémant de Bourgogne é restrita a espumantes elaborados pelo Método Tradicional, segunda fermentação em garrafa, descansando nas borras por pelo menos 9 vezes.
A AOC Crémant de Bourgogne estende sua área de produção aos quatro departamentos da região (Yonne, Côte-d'Or, Rhone e Saône-et-Loire).
A área comprometida com a produção varia de ano para ano, dependendo das condições locais.
Somente são produzidos Espumantes brancos e rosés.
Podem ser blanc de blancs (de uvas brancas) ou blanc de noir (uvas pretas com suco branco).
A maioria é classificada como Brut ou, com menos frequência, Demi-sec.
Principais variedades para brancos e rosés - Pinot Noir, Chardonnay (mínimo 30%).
Variedades secundárias: Gamay (20% máximo), Aligoté, Melon, Sacy.
Um vinho de frescura e vigor, que com o tempo, adquire a imponência de um grande vinho.
Na hora de harmonizar
O blanc de blanc combina com vieiras ou peixe do rio.
Esse espumante carrega o perfume de flores brancas, frutas cítricas ou maças verdes. Com o tempo, desenvolverá notas tostadas e notas de frutas como pêssego e damasco.
O blanc de noir combina perfeitamente com rabo de boi e é parceiro ideal para aves como o famoso frango de la Bresse.
Esse espumante exala aromas de frutas pequenas (cereja, groselha, framboesa).
Na boca, poderoso, longo e persistente.
O tempo agrega charme, aromas de frutas secas e, talvez mel, especiarias ou noz moscada.
O rosé principalmente o demi-sec é uma boa escolha com sobremesas que contenham frutas vermelhas.
Esse vinho feito de uvas Pinot Noir, com o sem proporção de Gamay, é de um rosa cor de ouro, é um vinho delicado, com aromas sutis de frutas vermelhas.
Leia também: Espumantes franceses - Crémant d'Alsace
sábado, 14 de dezembro de 2019
Especial Festas de Fim de Ano - Paleta Suina
In memoriam a nossa amada Mieko
Beber, Comer e Amar...
Especial Festas de Fim de Ano.
Má na cozinha preparando Paleta Suína.
Dizem que as receitas mais gostosas são as de família, é quando a boa memória gustativa nos pega e nos transporta para os dias felizes, nos dando a sensação de aconchego e bem-estar.
A verdade é que, alguns sabores parecem ser capazes de alimentar a saudade...
O Marcelo sempre foi muito parecido com sua mãe, herdou seu caráter, a perseverança, a calma, a sabedoria e a curiosidade, eram cúmplices, se admiravam e se respeitavam de um jeito que era muito bonito de se ver.
Há tempos minha sogra passou o bastão da preparação da Paleta das Festas de Fim de Ano para ele, que ano após ano, o faz com maestria.
Portanto, a receita de hoje é um "segredo de família" e, é com ela que começamos a fechar o ano. Ano este de muitos Beber, Comer e Amar, harmonizados com vinho e combinados com dedicação, carinho e muito amor pelo assunto.
Agradeço a todos que durante o ano de 2019 compartilharam conosco nossas aventuras enogastronômicas, aprendemos juntos, um pouquinho mais sobre esse universo maravilhoso do vinho e da comida.
Vamos a harmonização!
A paleta é uma parte do porco que apresenta um pouco mais de gordura, essa em especial fica bem suculenta, apresentando uma boa untuosidade, pensando nisso escolhi para harmonizar um Espumante Brut, onde a acidez elevada vai limpar um pouco dessa untuosidade.
Devido aos temperos, a marinada de 24 horas e a cocção, preciso de um espumante com mais estrutura para aguentar o prato, um espumante elaborado pelo Método Tradicional cuja segunda fermentação ocorre na garrafa, seria perfeito. Mas não o tinha em mãos e optei por um exemplar brasileiro Brut Rosé da vinícola Suzin que é elaborado pelo Método Charmat (segunda fermentação em tanques de inox), porém é elaborado pelo Método Charmat Longo. Esse método tem sido usado ultimamente pelas vinícolas brasileiras, ele consiste em deixar o espumante em contato com as leveduras na autoclave, aumentando a complexidade tanto aromática como gustativa.
Essa prática busca um espumante com características próximas ao elaborado pelo Método Tradicional. O tempo que o espumante repousa sobre as borras depende do perfil de cada produtor. O de hoje da vinícola Suzin repousou durante 7 meses.
Espumante Brut Rosé Suzin - São Joaquim - SC
Elaborado com 60% Merlot e 40% Cabernet Sauvignon pelo Método Charmat Longo, de cor rosa, perlage fina e bem persistente, aromas de morango e fermento.
É equilibrado, com uma ótima acidez, austero e com um ótimo volume em boca.
Bom, que tal encerrar o ano preparando essa paleta? Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
1 paleta (aproximadamente 6 kg)
1 xícara de óleo
1 xícara de vinagre de vinho branco
1 xícara de vinho branco seco de boa qualidade
1 maço de cheiro verde (salsinha e cebolinha)
8 dentes grandes de alho
6 colheres (sopa) de sal
1 colher (sopa) ajinomoto
1 saco plástico grande e grosso (normalmente o que embrulha a paleta)
Preparo:
Limpe a paleta retirando o couro.
Perfure toda a paleta com um auxilio de uma faca de ponta (pequenos furos)
Bata todos os ingredientes no liquidificador
Coloque a paleta no saco plástico e despeje a marinada.
Amarre bem para que não vaze.
Deixe por 24 horas em geladeira virando o saco uma vez
Após 24 horas coloque tudo numa assadeira de bordas altas (paleta + marinada).
Cubra bem com papel alumínio para que não vaze.
Asse por 5 horas em forno médio/baixo
Remova o alumínio e asse por mais 1 hora ou até dourar bem.
Você sabia...
"Os vinhos finos de altitude da Serra Catarinense estão entre 900 a 1400 metros de altitude. Esta localização permite um ciclo vegetativo maior, ou seja maturação mais lenta o que permite maior concentração de açúcares, polifenóis e material corante e estas e outras substâncias darão o diferencial qualitativo ao vinho. A região de altitude também propicia a amplitude térmica, o que possibilita a planta potencializar a concentração destas substâncias."
A cor e a acidez dos vinhos estão diretamente relacionadas com a frescura noturna. Os últimos dias de maturação são fundamentais para a cor, frescura e acidez, e as noite frias são determinantes.
É também nesse aspecto que a altitude tem o seus efeitos, a temperatura desce 1 grau Celsius a cada 100 metros e a umidade decresce também com a altitude, provocando assim maiores amplitudes térmicas, com noites mais frias e secas, ou seja, o efeito das estações do ano dentro do próprio dia.
Em maio de 2017 a Epagri iniciou os trabalhos para obtenção da Indicação Geográfica (IG) dos Vinhos Finos de Altitude da Serra Catarinense, em setembro ( 2019) entregou os documentos de delimitação geográfica da IG, que farão parte de um dossiê á ser encaminhado para análise do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que decidirá pela concessão ou não da IG.
Para a IG dos Vinhos Finos de Altitude da Serra catarinense a Epagri delimitou 23,2% da área do Estado, onde a altitude é superior a 900 metros. São ao todo 41 propriedades, espalhadas por 32 municípios. Além das características ambientais, essa IG leva em conta sobretudo a notoriedade das regiões produtoras.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Espumantes franceses - Crémant d'Alsace
O famoso Champagne francês, não é o único espumante da França, existem outras classificações .
O trio principal é formado por Crèmant d'Alsace, Crémant de Bourgogne e Clairette de Die.
Depois vêm Saumur, Crémant de Loire, Vouvray, Cremant de Bordeaux, Touraine, Blanquette de Limoux, Crémant de Limoux, Crémant du Jura, Montlouis e Bugey Cerdon.
No decorrer das semanas falarei de cada um, começando por:
AOC Crémant d'Alsace
Crémant d'Alsace é a denominação para vinhos espumantes brancos e rosados da região vinícola da Alsácia.
Introduzida em 1976, a denominação agora responde por aproximadamente 1/4 da produção da região, cerca de 45 milhões de garrafas por ano.
A região da Alsácia fica quase tão ao norte quanto Champagne, mas é muito mais seca, mais quente e ensolarada. Isso resulta em uvas e vinhos ligeiramente mais maduros, secos e arredondados.
O Crémant d'Alsace é elaborado pelo Método Tradicional, através de uma segunda fermentação na garrafa. Mas não antes do vinho envelhecer por um período mínimo de 9 meses sobre as borras. Esta maturação confere ao vinho um peso extra de sabor e sua complexidade de "brioche".
A maioria dos Crémant d'Alsace é feita de Pinot Blanc. Seus sutis aromas e sabores de frutas de pomar são exatamente o que é necessário para vinhos de elegância, frescura e requinte.
Outras uvas também são permitidas na AOC Crémant d'Alsace: Pinot Gris, Riesling, Chardonnay e Pinot Noir. Os Rosés e o Blanc de Noir com sabor profundo são feitos exclusivamente de Pinot Noir.
Na hora de harmonizar
O Crémant d'Alsace elaborado com Riesling, é perfeito para entradas requintadas, combina também com sushi e sashimi, vieiras grelhadas ou ostras.
Já o Crémant d'Alsace elaborado com Chardonnay é acompanhamento perfeito para um risoto de aspargos e ervilhas, ou queijos como o Gruyere.
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