quinta-feira, 19 de novembro de 2020
Ossobuco suíno ao vinho harmonizando com Beaujolais Village Abel Pinchard
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Ossobuco suíno ao vinho acompanhado de batatas doce.
Ossobuco é um corte que se localiza acima do pé traseiro do porco.
Uma das curiosidades sobre esse corte é que deve-se congelar a peça antes de serrá-la na máquina, afim de evitar resíduos que prejudiquem a apresentação do produto.
Quem acompanha o BCA já me viu harmonizando algumas vezes carne suína com diferentes estilos de vinho. Funciona mais ou menos assim, dependendo do corte (mais ou menos gordura), da cocção e do molho, você escolhe o vinho.
Na receita de hoje o Marcelo optou por assar o ossobuco preservando a camada de gordura nele contida, sendo que o mesmo ficou 24 horas numa marinada de vinho tinto ( um Beaujolais Villages) que escolhi também para a harmonização.
Beaujolais Villages é uma categoria intermediária de Beaujolais, não é nem tão simples quanto um Beaujolais Nouveau, nem tão "complexo" quanto um Beaujolais Crus.
É um vinho que tem uma alta acidez natural e um baixo nível de tanino, o que o torna altamente versátil.
O exemplar de hoje o Beaujolais - Villages Abel Pinchard, elaborado com Gamay.
Apresentou uma bela cor vermelho rubi, no nariz frutas vermelhas (cereja e framboesa), na boca é leve, frutado, a acidez cortou a gordura do ossobuco, combinando perfeitamente com o prato e deixando um acabamento frutado na boca.
Que tal preparar o prato para o almoço de domingo? Eu, contribuo com a receita:
Ingredientes:
1 kg de ossobuco
3 dentes de alho
1 colher (sopa rasa) sal
1 cebola ralada
6 folhas de louro
Pimenta-do-reino a gosto
1 xícara (café) de vinagre balsâmico
1/2 xícara (chá) vinho tinto
1/2 xícara (chá) vinho do Porto
2 batatas doce grandes cortadas em rodelas grossas e pré-cozidas
Modo de preparo
Faça uma marinada com todos os ingredientes menos as batatas, deixe na geladeira por 24 horas.
Leve ao forno preaquecido coberto por papel alumínio por 40 minutos.
Descubra e acrescente as batatas doce pré-cozidas, asse por mais 40 minutos ou até dourar.
O novo Beaujolais chegou!
A meia-noite e um minuto da terceira quinta-feira de novembro, é lançado simultaneamente em todo o mundo a safra atual do Beaujolais Nouveau.
O Beaujolais Nouveau (também chamado Vin Primeur - Primeiro Vinho) é o Beaujolais comum, elaborado com a casta Gamay e produzido em sua totalidade por maceração carbônica, em geral de distritos menores, e deve ser desfrutado como a celebração da colheita.
As uvas destinadas ao Nouveau podem vir da denominação Beaujolais, ou melhor, da denominação Beaujolais-Village. No entanto, as uvas Beaujolais Crus das dez importantes aldeias do norte jamais são usadas.
Em 1985, o Institut National des Appéllations d'Origine (INAO) estabeleceu a terceira quinta-feira de novembro como data uniforme para o lançamento desse vinho.
O Nouveau destinado à exportação pode ser embarcado antes da terceira quinta-feira, para que esteja nas lojas antes do primeiro minuto daquele dia, quando se começa a beber o vinho. Sendo que, não pode ser vendido pelos negociantes ou por seus produtores após o dia 31 de agosto do ano seguinte.
Um vinho ao mesmo tempo delicado e pouco refinado, ao estilo de suco de uva e fácil de ser bebido.
Assim como o Beaujolais comum, existe o Nouveau melhor e pior. Excessivamente manipulado, barato e comercial, o Nouveau pode ter sabor de picolé vermelho derretido. o Nouveau de boa qualidade tem uma certa exuberância de frutas silvestres. O seu charme é o caráter inocente que ainda não chega a ser de um vinho.
A maioria do Nouveau é alegremente consumida durante o mês do seu lançamento, quando os sabores frescos, verdes e vinosos estão em pleno vigor.
Com pré-vendas nas grandes importadoras que começam a entregar e comercializar o vinho exatamente na hora e dia marcados.
Porque os Beaujolais Noveau possuem odor de banana?
Conhecida como Maceração Carbônica, a vinificação dos Beaujolais acomoda bagos inteiros de uvas da casta Gamay em cubas hermeticamente fechadas, sob pressão.
Nestas condições, as enzimas da popa são ativadas, verificando-se no interior do bago, nos dez primeiros dias, uma tímida transformação de açúcar em álcool com formação interna de gás.
É a fermentação intracelular que cessa com a asfixia natural das células da polpa. O teor de ácido málico diminui enquanto se forma a glicerina e outros compostos, entre eles o acetato de isoamila com seu odor de "banana amassada"
Com o esfacelamento dos bagos por pressão interna e pelo peso dos de cima, as leveduras passam a agir, agora sim, obtendo-se no final um vinho brilhante, frutado e leve, de pouca estrutura e vida breve, logo engarrafado e lançado no mercado.
Le Beaujolais Nouveau Est Arrivé!
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Frango à Kiev - A melhor milanesa do mundo!
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
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quinta-feira, 22 de outubro de 2020
Croque Monsieur harmonizado com Espumante Fausto Brut
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Croque Monsieur, um sanduíche de origem francesa muito consumido nos Cafés de Paris. teria sido inventado pelo dono de um Bistrô em 1910.
O prato apareceu no famoso livro de Marcel Proust, À sombra das raparigas em flor, de 1919, e a partir daí ganhou ainda mais notoriedade.
Ele é basicamente um sanduíche de presunto e queijo (emmental ou gruyère) coberto por molho (o Marcelo usou mornay mas usa-se também bechamel) e gratinado no forno.
Têm inúmeras variantes, podendo ser servido como entrada ou como prato principal.
Para harmonizar escolhi um Espumante Brut nacional pois os sabores bem presentes dos queijos e sua untuosidade pedem algo para limpar o paladar entre uma mordida e outra.
Espumante Fausto Brut Pizzato - Bento Gonçalves - RS - Brasil.
Elaborado pelo método tradicional é bem frutado, com toques florais, fresco e com boa cremosidade, a acidez e o álcool estão bem integrados.
2 xícaras de queijo gruyère ralado
3/4 xícara de parmesão ralado
2 xícaras de leite integral
3 colheres de sopa de manteiga sem sal
3 colheres de sopa de farinha de trigo
2 gemas de ovo
Sal a gosto
Noz-moscada a gosto.
Croque Monsieur (sanduíche)
3 colheres de sopa de manteiga
Fatias de pão (o Marcelo usou brioche)
Fatias de queijo gruyère
fatias de presunto
Mostarda de Dijon
1 xícara de queijo gruyère ralado
Preparo do molho Mornay
Derreta a manteiga em uma panela de fundo grosso. Acrescente farinha, mexendo bem, mas sem dourar, por cerca de um minuto. Adicione o leite, continuando a mexer até que o molho engrosse. Deixe ferver por dois minutos.
Desligue o fogo e acrescente as gemas e os queijos mexa até homogeneizar. Tempere com sal e noz-moscada a gosto. Cubra com papel filme em contato com o molho para impedir que uma nata se forme na superfície e reserve.
Preparo do Croque Monsieur
Coloque a manteiga em uma frigideira e doure as fatias de pão. Monte o sanduíche colocando um pouco de molho mornay no pão, uma fatia de queijo gruyère, duas fatias de presunto, outra fatia de gruyère por cima, mais um pouco de molho mornay e feche o sanduíche com a outra fatia de pão,que ja deve estar com a mostarda.
Coloque os sanduíches em uma assadeira. Cubra-os com molho mornay e depois com queijo gruyère ralado. Leve ao forno para gratinar. Sirva imediatamente.
Você sabia...
No Brunch, café da manhã e almoço se fundem em uma única refeição que geralmente é bem variada, o cardápio pode conter além do croque monsieur que mencionei , pães diversos, tortas salgadas e doces, queijos, embutidos, peixes defumados, panquecas, crepes, saladas, waffles com caldas variadas, quiches, bolos, muffins, frutas. Para beber, espumante não pode faltar, cafés, chás, sucos, vinho branco leve e rosés também são permitidos.
O Brunch ocorre entre 11:00h às 15:00h e servi-lo no estilo buffet é essencial pois assim todos ficam à vontade para circular, conversar e se servir quando e quantas vezes quiserem.
Sua origem é britânica e a palavra é uma junção de Breakfast com Lunch.
A palavra Brunch foi usada pela primeira vez em 1895, Guy Beringer em sua coluna para a revista Hunter Weekly descreveu o novo tipo de refeição para as manhãs de domingo, principalmente para aqueles que saiam para curtir o sábado à noite e acordavam domingo um pouco mais tarde.
Nos Estados Unidos o Brunch teria se tornado popular na década de 1930 em Chicago, quando estrelas de cinema paravam na cidade entre trens para uma refeição no final da manhã. E hoje está presente em vários estabelecimentos com o Eggs Benedict sendo o prato mais popular
terça-feira, 13 de outubro de 2020
Bolo de Santiago - Vinho e sobremesa
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Tarta de Santiago.
A Tarta de Santiago é uma das sobremesas mais representativas da gastronomia galega.
Historiadores acreditam que o Bolo de Santiago tenha um passado muito mais antigo, mas a primeira receita confiável apareceu no século XIX, nas notas de confeitaria de Luis Bartolomé de Leybar, nessas notas se chamava "Bolo de Amêndoas".
Até o século XX a Tarta de Santiago não alcançou notoriedade fora da Galícia. Durante este século o bolo galego começa a aparecer timidamente nos tratados gastronômicos espanhóis. Tornou-se também famoso pelo Caminho de Santiago de Compostela, onde os peregrinos estenderam sua fama.
A cruz que decora sua superfície só apareceu em 1924, quando José Mora Soto, fundador da casa Mora, decorou seus bolos com a silhueta da Cruz de Santiago.
O Bolo de Santiago obteve sua IGP em 3 de Março de 2006, onde são especificadas todas as características da receita original. A receita autêntica que o Marcelo tentou reproduzir hoje, é composta de amêndoas, açúcar e ovos e não contém farinha, exceto no caso do bolo coberto (uma variante com massa folhada).As quantidades destes ingredientes devem representar pelo menos 33% por peso do bolo de amêndoas, o açúcar também deve ser pelo menos 33% do peso do bolo e o ovo 25%. O bolo pode ser aromatizado com casca de limão, vinho doce, aguardente ou bebida de bagaço, desde que não prejudique as características do bolo e do glacê de açúcar.
Sua textura é esponjosa e granulada, com sabor típico de amêndoas e cor dourada quando cortado.
É perfeito para harmonizar com uma taça de vinho de sobremesa.
O escolhido para harmonização foi um Moscatel espanhol.
Miguel Torres Floralis Moscatel Oro Branco - Penedes - Espanha
Com uma linda cor âmbar, aromas frutados e florais como laranja cristalizada, limão fresco, passas, rosas e lírios. Em boca é equilibrado com uma boa acidez frutada.
Que tal preparar o Bolo de Santiago para o fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes
330 gramas de amêndoas moídas - 33%
330 gramas de açúcar - 33%
6 ovos - 25%
Raspas de limão ou vinho doce ou brandy ou aguardente - q.b
Açúcar de confeiteiro para cobertura
Preparo
Pré-aqueça o forno a 180 graus. Bata bem os ovos com o açúcar. Adicione as amêndoas moídas aos poucos (reserve duas colheres de sopa para o final) e, em seguida, as raspas de limão ou a bebida. Misture até obter uma massa homogênea.
Unte uma forma (aro 25) com manteiga e polvilhe com farinha de trigo até nas bordas, despeje a massa anteriormente preparada e polvilhe as 2 colheres de farinha de amêndoas sobre a massa ainda crua.
Leve ao forno à 200 graus por cerca de 30 minutos. Para verificar se está assada, faça o teste do palito.
Para finalizar procure na internet por imagens da Cruz de Santiago, imprima, recorte e coloque-a na superfície do bolo, polvilhe por toda a cobertura com açúcar de confeiteiro, depois retire o recorte.
Você sabia...
O Caminho de Santiago nasceu na Idade Média com a descoberta do túmulo do Apóstolo Tiago, o Maior. O que desencadeou uma onda de peregrinação católica cujo o objetivo final é a Catedral de Santiago de Compostela, onde sua cripta está localizada.
O Apóstolo Tiago, o Maior, é um dos 12 discípulos de Jesus Cristo. Juntamente com Pedro e João pertence ao grupo dos 3 discípulos privilegiados que foram admitidos por Jesus a posição de testemunha nos momentos mais importantes de sua vida.
Tiago foi o primeiro Apóstolo martirizado, decapitado por ordem de Herodes Agripa, por volta do ano 43 em Jerusalém.
Segundo a lenda seus discípulos pegaram, seu corpo e o depositaram em um barco sem leme, pedindo ao Senhor para levá-lo ao local onde deveriam enterra-lo
O barco cruzou o mar Mediterrâneo e foi para Iria Flavia, na Galícia.
No ano de 813, uma misteriosa chuva de estrelas no Monte Libredón (agora Compostela) chama a atenção do eremita Paio Pelayo, quando ele se aproxima do local descobre o túmulo de Santiago, Maior escondido.
No lugar onde foi encontrado foi construída uma pequena igreja sob a custódia dos Monges Beneditinos, e ao longo dos anos essa igrejinha cresceu pouco a pouco até se tornar a atual Catedral de Santiago de Compostela.
A descoberta faz de Compostela um ponto de referência para o cristianismo, semelhante a Roma e Jerusalém.
Hoje, o Caminho de Santiago é um fenómeno social, cultural e religioso.
O caminho foi definido pela rede de Rotas romanas que se juntam aos pontos nevrálgicos da Península.
No total são 10 Rotas, a mais famosa e com mais estrutura para receber os peregrinos é o Caminho Francês, com início em Saint-Jean-Pied-de-Port, na França, são quase 800 km até Santiago de Compostela, que podem ser percorridos em pouco mais de 30 dias.













