quarta-feira, 20 de maio de 2026

Croissant - Harmonização pão e vinho


Beber, Comer e Amar..
O Marcelo sempre gostou de fazer pão depois que chegava do consultório, pois para ele é uma higiene mental. Como o preparo é demorado por causa da fermentação, nossos pães saíam de madrugada, ganhando a alcunha de " Pão da Madrugada".
Ao meu ver, o croissant é um dos pães mais difíceis; é preciso a delicadeza de um cirurgião para abrir e dobrar essa massa rica em manteiga. Paciência e leveza, como tudo na vida! Lhes apresento o " pão da madrugada, o retorno", para aqueles que nos acompanham desde o início.
Aliás, croissant é um dos meus "pecados" favoritos! Eu me declaro culpada!
Primeiro, preciso explicar como tive essa ideia de combinar meu pão favorito com uma das minhas bebidas favoritas...
Enquanto saboreava um croissant no Café Girondino, percebi que nunca havia comido um croissant com a bebida mais óbvia de todas: Vinho! 
Sorte a nossa que ainda tínhamos um espumante Nature da Casa Valduga na adega, não titubiei, apesar do frio que está fazendo em Sampa, coloquei-o no gelo para testar o pareamento, e não é que deu bossa!
Acho que um Blanc de Blancs também cumpriria um ótimo papel nesta harmonização, pois não sobrecarrega o paladar, deixando-o fresco e pronto para a próxima mordida. Prefira também os de dosagem mais baixa ou sem nenhuma. Pensei até num tranquilo de Chenin Blanc; com seu sabor floral, picante e semi-seco, ele pode harmonizar com a crostinha mais queimadinha.
Que tal aproveitar o fim de semana e aventurar-se na panificação?
Você vai precisar:
Para a massa:
500 g de farinha ( o ideal é a própria para folhar) o Má fez com a normal.
50 g de açúcar 
10 g de sal
10 g de fermento biológico seco
150 ml de leite gelado
100 ml de água gelada
40 g de manteiga sem sal (em ponto de pomada)
Para as dobras ( laminação)
250 g de manteiga sem sal de boa qualidade.
Preparo da massa
Em um tigela, misture a farinha, o açúcar e o sal. Adicione o fermento dissolvido no leite gelado, a água gelada e os 40 g de manteiga. Sove a massa até ficar lisa e elástica, tomando cuidado para não esquentar muito a massa.
Embrulhe em plástico filme e deixe 1 horas na geladeira.
Preparo da manteiga 
Abra os 250 g de manteiga entre dois plásticos ou papel manteiga, no tamanho de 15x15 cm. Leve a geladeira para firmar.
Envelopamento 
Abra a massa em um retângulo que seja o dobro do tamanho do quadrado da  manteiga, coloque a manteiga no centro e dobre as pontas da massa por cima, selando bem as bordas.
Dobras e voltas 
Abra a massa com um rolo em um retângulo comprido. Dobre em três partes ( como uma carta).
Repita essa dobra mais duas vezes ( totalizando três dobras) levando a massa para gelar por 30 minutos entre cada dobra.
Montagem
Abra a massa até ficar com 3 mm a 4 mm de espessura. Corte triângulos de 10 cm cada. Faça um pequeno corte no centro da base e enrole cada triângulo da base para a ponta.
Coloque os croissant numa assadeira e deixe descansar em temperatura ambiente por duas horas ou até dobrarem de volume.
Pincele gema com leite e asse em forno préaquecido a 200 graus por cerca de 8 minutos; em seguida, baixe para 180 graus e termine de assar até dourar, cerca de 10 a 15 minutos.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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Canederli "bolinhos de pão"


É tão apaixonante ver o Marcelo cozinhando!
Ontem, entramos madrugada adentro tentando reproduzir um prato do norte da Itália chamado Canederli, que havíamos visto num programa de TV.
A base já tínhamos, lembra do caldo de cogumelos que preparei na semana retrasada? Foi nosso ponto de partida. E para entrelaçar as coincidências da vida, nossos sobrinhos Carol e Bruno trouxeram da última viagem um Nero D'Avola e nós presentearam. Aliás, os titios agradecem pelos diversos mimos.
Então, para celebrarmos os presentes da vida, que hoje são tão raros como tempo e carinho, eis o prato da madrugada.
Canederli in brodo di funghi.
Canederli é um prato simples de fazer e tão gostoso! Chamados de "bolinhos de pão" são feitos com pão amanhecido, presunto e queijo na versão original. A nossa foi feita com bacon e ficou maravilhosa.
Para harmonizar La Ferla Nero D'Avola - Sicilia - DO.
Essa versão jovem do Nero D'Avola, com acidez marcante e perfil frutado é agradável e fácil de beber.
Como no brodo usei cogumelos shimeji que são mais delicados, o prato ganhou vivacidade com a acidez refrescante do vinho.
Aqui estão os ingredientes que você precisar:
150 ml de leite integral 
1 pão tipo italiano ( aproximadamente 500g) amanhecido e sem casca.
1/2 colher (sopa) de manteiga 
2 ovos
2 colheres ( sopa) de farinha trigo
1/2 cebola picada 
Cebolinha a gosto 
200g de bacon ou presunto cru cortados em cubos 
Sal e pimenta a gosto.
Preparo
Primeiro, retire a casca do pão, corte-o em cubos e deixe-os de molho no leite por 20 minutos.
Enquanto isso, numa frigideira refogue a cebola com 1/2 colher de manteiga, acrescente o bacon e frite (reserve).
Passado os 20 minutos, amasse o pão com as mãos até obter uma massa homogênea, adicione a pimenta-do-reino, os ovos e a farinha e amasse bem, acrescente a massa o bacon refogado reservado, a cebolinha e delicadamente com as mãos encorpore tudo.
Molhe as mãos com um pouco de água, pegue uma pequena porção e faça bolinhos do tamanho de uma bolinha de ping-pong.
Leve o caldo de cogumelos ( receita aqui no blog) ao fogo, assim que ferver, acrescente os canederlis, um a um, colocando no máximo 5 por vez, dependendo do tamanho da sua panela ( eles devem ficar submersos no caldo).
Deixe cozinhar por 15 minutos.
Para empratar coloque o brodo de cogumelos no fundo do prato e por cima os canederlis.

 
Bom apetite!
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Que vinho escolher para um brunch


Uma vida sem brunch não vale a pena!
O brunch é uma refeição singular, entre o café da manhã e o almoço, um bom motivo para abrir uma garrafa de vinho ( ou várias) antes do meio-dia.
Aqui em casa o brunch é prioridade aos domingos, mesmo a dois. De vez em quando, reunimos a patota em volta de uma mesa farta, misturamos pratos doces e salgados, conversamos, petiscamos e desfrutamos do momento sem pressa.
A reunião passada foi assim... Uma quiche, um pouco de salmão defumado, queijos, frutas. Vários pratos no mesmo prato, uma orgia gastronômica!
Como no brunch tudo está a disposição salgado, doce, quente, frio. O vinho tem que acompanhar o ritmo.
Precisamos de vinhos fáceis de beber, não muito encorpados e que se mantenham agradáveis da primeira a última taça.
Mesmo porque outras bebidas serão servidas durante a comilança.
Foque no frescor, leveza e equilíbrio, mas escolha vinhos fáceis de partilhar e que agradem a uma vasta gama de paladares.
Os espumantes são considerados os reis do brunch adicionam instantâneamente um toque festivo e descontraído.
Suas borbulhas finas limpam o paladar entre uma guloseima e outra, seu frescor desperta as papilas gustativas e combinam tanto com pratos doces quanto salgados.
Opte por um Brut ou Extra Brut.
Para quem não gosta de espumante, vinhos brancos frescos e aromáticos também são uma excelente opção.
Sauvignon Blanc, Chenin Blanc ou Riesling oferecem uma vivacidade encantadora, aromas frutados ou florais e paladar leve que harmoniza perfeitamente com a diversidade das comidinhas.
Você também pode optar por Rosés, um bom rosé claro e frutado é uma boa pedida, escolha um de caráter suave, com poucos taninos e refrescante, você vai agradar a todos.
Um ótimo final de semana.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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quinta-feira, 30 de abril de 2026

Caldo de cogumelos com dicas de vinho

 Com a chegada do outono, a luz verde se acende para pratos quentes e reconfortantes, caldos caseiros, são um verdadeiro coringa na cozinha, uma alternativa muito saborosa que pode ser usada em quase todos os pratos à base de carne, ou que requerem um sabor mais forte.
Preparar um caldo tão especial é uma verdadeira demostração de amor pela sua cozinha, e depois de pronto existem diversas maneiras de utilizá-lo.
Já pensou usar o caldo de cogumelos em vez do caldo de legumes para preparar um risoto de cogumelos? O resultado é um risoto com um sabor de cogumelos ainda mais intenso e rico em umami.
Embora seja uma combinação incomum, ravióli e tortellini em caldo de cogumelos podem render excelentes resultados com o recheio de massa certo ( batata ou ricota).
Esse caldo que o Má preparou engrossado com farinha, creme de leite ou amido de milho também vira um molho super saboroso para regar carnes e legumes.
E por último, mas não menos importante o caldo de cogumelos pode conferir às marinadas um sabor residual mais intenso; se desejar utilizá-lo para esse fim, o Marcelo recomenda reduzi-lo para ficar mais espesso.
Vinhos e cogumelos...
Para harmonizar vinhos e cogumelos, você pode optar por vinhos tintos de corpo médio, não necessariamente alcoólicos, tanicos ou aromáticos, para que o caráter delicado dos cogumelos seja preservado. Por outro lado, vinhos brancos com bom sabor e estrutura, suavizados pelo envelhecimento em madeira, são muito bem-vindos.
Em qualquer caso, lembre-se tudo dependerá do tipo de cogumelo, do modo de preparo, da textura e dos ingredientes do prato.
Receita
Ingredientes 
800g de cogumelos shimeji branco fresco 
1 fio de azeite ( quantidade mínima só para refogar)
1 cebola grande em rodelas 
1 dente de alho descascado 
1 talo de cebolinha 
4 ramos de salsinha 
1 colher (chá) de sal.
1,5 litros de água fria.
Preparo 
Em uma panela grande coloque o fio de azeite juntamente com todos os ingredientes (menos a água) leve ao fogo e refogue até murchar.
Despeje a água e quando começar a ferver, abaixe o fogo e cozinhe por aproximadamente 30 minutos.
Retire do fogo e passe por uma peneira sem apertar.
Obs:. Você pode variar os cogumelos ou prepara-lo com vários tipos.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Massa com aliche - Espumante Casa Valduga

Estou convencida de que a comida, com uma boa taça de vinho, muitas vezes não exige combinações grandiosas ou acordos complexos: alguns pratos, feitos com maestria e harmonizados de maneira correta, são suficientes para criar emoções e sensações únicas. Assim, a receita de hoje não só ressalta a simplicidade como também a amizade, pois o ingrediente principal nos foi dado de presente pelo amigo Misael que reside na Itália e compõe o elenco do Mantova Calcio a5.
Aliás, fica aqui registrado o nosso orgulho!
A anchova em conserva é a protagonista deste prato e a massa com anchovas salgadas, alho e manteiga é tão simples quanto deliciosa.
A doçura da manteiga derretida contrasta incrivelmente com o salgado das anchovas, e o alho adiciona um toque picante, que nunca é demais.
A harmonização de massa com molho de anchovas pede vinhos brancos jovens, frescos e minerais, com aromas cítricos.
Uma excelente opção também, é acompanhar as anchovas com uma taça de Brut ou Nature, que contrasta e equilibra o sabor, sem atenuar ou distorcer.
Escolhemos o Casa Valduga Nature, que adicionou a acidez que faltava ao prato.
Elaborado com Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional de refermentação em garrafa - 24 meses de autólise em cave.
Produzido na Serra do Sudeste - Brasil
 Beber Comer e Amar...
Má na cozinha preparando os ingredientes.
1 pacote de linguine 
1 lata de aliche 
100 gramas de manteiga sem sal
3 dentes de alho
Salsinha q.b
Preparo:
1. Cozinhe sua massa como de costume.
2. Derreta a manteiga em fogo médio, adicione os filés de anchovas e esmague-os até que derretam, sem frita-los, caso contrário, você terá pedaços crocantes de anchova que não se misturarão bem ao molho.
3. Adicione o alho picado e frite-os sem deixar queimar.
4. Acrescente o óleo das anchovas contido na lata e mexa, só para incorporar o sabor.
5. Retire com um pegador a massa já cozida da panela e despeje sobre o molho, acrescente uma concha da água do cozimento e mexa bem.
Sirva imediatamente salpicado de salsinha e decorado com alguns filés de anchovas.
Saúde sempre!
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