sexta-feira, 11 de setembro de 2026

molho de tomate assado

Existem receitas que, pelo menos aqui em casa, desafiam as tendências e continuam a conquistar a todos com sua simplicidade. Meu molho de tomates assados é uma delas: Um molho que faço há 26 anos, aprendi em uma dessas revistas femininas ( sim, sou da época das revistas), pois, quando me casei, minhas habilidades culinárias eram quase nulas!
Super fácil de preparar, original e cheio de sabor : o molho de tomate assado é uma deliciosa alternativa ao clássico molho vermelho com cebola refogada.
Tomates frescos, cebola, sal, açúcar, pimenta e azeite são os ingredientes deste molho que perfuma a casa com um aroma irresistível e transforma até um simples prato de massa em algo especial.
No que diz respeito ao vinho, como este molho é mais aveludado, as percepções de untuosidade ( lembra que a gente usou bastante azeite) e doçura ( caramelização) são mais sentidas do que a acidez de um molho clássico refogado. Sugiro, neste caso, vinhos brancos de corpo médio, jovens, frescos e com teor alcoólico discreto, você verá que refeição gostosa te espera.
Portanto, deixe o Chianti, o Valpolicella ou qualquer outro tinto leve para quando for degustar uma pizza marguerita, onde o tomate é empregado de outra forma.
Para o molho você vai precisar;
1 kg de tomates italianos 
2 cebolas médias 
1 colher ( chá) sal
1 colher ( café) pimenta 
Açúcar ( uma pitada generosa em cada metade dos tomates)
Azeite extra virgem q.b
Preparo:
1. Lave e seque os tomates, corte-os ao meio, com o auxílio de uma colher, retire as sementes.
2. Coloque-os numa assadeira, com a cavidade virada para cima, tempere cada metade com sal, pimenta e uma pitada generosa de açúcar.
3. Corte as cebolas em 6 partes, distribua-as na assadeira junto aos tomates.
4. Regue tudo com azeite ( pode caprichar).
5. Leve ao forno 200 graus Celsius, por 25-30 minutos, ou até a pele do tomate ficar levemente tostada, assim como as cebolas.
6. Retire do forno, verta tudo no liquidificador e bata até obter um molho homogêneo.
Aí é só usar!
Um ótimo final de semana.
Saúde sempre.
Beijos no coração.
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Beber Comer e Amar 

sábado, 5 de setembro de 2026

Lillet Blanc

"Três doses de Gordon's uma de vodca, meia dose de kina Lillet. Agite bem até ficar bem gelado e, em seguida, adicione uma fatia fina e grande de casca de limão", declara o agente secreto no famoso romance Cassino Royale, de Ian Fleming, de 1953.
James Bond é um dos nossos personagens favoritos e, aqui em casa, concordamos que Sean Connery é o melhor! Até aí tudo certo, só que semana passada, o Marcelo ganhou de um paciente um Lillet, um aperitivo local produzido em Podensac, uma pequena vila cerca de 30km a sudeste de Bordeaux.
James Bond tem um paladar refinado nos livros e filmes, com preferências marcantes por champagnes e vinhos finos.
O que era desconhecido, pelo menos para mim, é que no famoso coquetel Vésper Martini vai uma dose de Lillet, confesso que também desconhecia a existência do Lillet até então.
Em uma pesquisa rápida descobri que a versão branca é feita com uma base de vinho fermentado a partir de uvas bordalesas ( principalmente Sémillon e Sauvignon Blanc), é fortificado com açúcar,  frutas, quinino e outros ingredientes, e envelhecido em barricas de carvalho, por até um ano.
Com teor alcoólico de 17% o Lillet Blanc tem uma graduação alcoólica superior à uma taça de vinho comum, mas inferior à de muitos vinhos fortificados mais encorpados.
Aí pensei:por que a gente não faz um coquetel e tenta uma harmonização com comida? E foi exatamente o que fizemos! A comida trio de temakis que o Marcelo mesmo preparou, o coquetel foi o Lillet Blanc com tônica.
E não é que deu bossa!
O gás da schueppes e a acidez do Lillet limpam o palato da gordura do salmão e do shimeji feito na manteiga.
O perfil cítrico, frutado e o leve amargor do Lillet não mascarou nenhum dos três sabores e elevou o sabor do califórnia, o mais ameno dos temakis.
Para preparar o Lillet Blanc tônica, encha uma taça com bastante gelo, acrescente uma dose de Lillet e complete com schueppes.
Eu te conto a receita do temaki na semana que vem! Mas adiantando: o shari é receita da minha sogra e tem segredo nela.
Os coquetéis com Lillet são infinitos. Prometo que quando provar o Vésper Martini,  conto para vocês. Ah! O Lillet também pode ser apreciado puro ou somente com gelo, fica a critério do freguês!
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Saúde sempre.
Beijos 

no coração.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Como combinar Legumes e Vinho ( receita de abobrinha deliciosa)

Você se atém à combinação de vinhos e vegetais? E se eu te disser que muitos deles têm sabores particulares e característicos que podem variar segundo a forma de prepará-los e que, sim, vale a pena render-lhes uma pequena homenagem líquida?
Um exemplo é essa abobrinha aperitivo que o Marcelo preparou. Pegamos a receita na página da @receitasdajapaofc e, desde então, virou a queridinha aqui de casa.
A abobrinha, embora seja um legume insípido por si só, adquire caráter quando preparada com molho.
O molho da receita é bem rico: vai alho, Ajinomoto, molho inglês, mostarda, suco de limão e açúcar. Salivei aqui só de imaginar a acidez do prato!
Então, opte por vinhos brancos frescos, um Sauvignon Blanc fica divino, ou um espumante, que fará você comer essa abobrinha em quantidades absurdas.
Aí, da próxima vez que você se deparar com legumes isolados, seja na forma de caponata, salada quente, etc., siga a mesma linha de pensamento e tente combiná-los com vinho, sempre se atendo ao modo de preparo. Você vai ver como dá bossa.
Algumas combinações que o BCA já fez:
Aspargos com vinagrete. Escolha com cuidado o tipo de vinagre; em minhas vinagretes, sempre opto por limão para, assim, poder desfrutar melhor do vinho.
Aspargos com vinagrete e um Pinot Grigio fica maravilhoso!
Quer elevar o seu aspargo? Faça-o ao molho Hollandaise e ressalte a textura cremosa degustando um Chardonnay.
Pimentões assados, quem não ama... Aqui eu iria de Viognier para diversificar as castas.
Agora estamos na época de alcachofras; tenta harmonizá-las com Sauvignon Blanc estilo neozelandês, sabe? Um Chardonnay fresco... Já combinei até com Grenache jovem e, olha, me surpreendeu.
Berinjelas: na bruscheta, como antepasto ou recheadas e cozidas com condimentos, são um dos vegetais mais substanciosos. Experimente com Shiraz de colheita de inverno, você vai se apaixonar.
Por fim, tudo junto e misturado, aquela caçarola de legumes refogados e cozidos combinam bem com brancos quentes ou tintos leves e suculentos.
A receita da abobrinha na íntegra você encontra em @receitasdajapsofc.receitasdajapaofc

Um ótimo final de semana.
Beijos no coração.
A adaptação do Marcelo levou:
5 abobrinhas média lavadas e higienizadas.
Azeite q.b
2 dentes de alho 
1 colher  (chá) Ajinomoto 
Sal a gosto 
3 colheres ( sopa) molho inglês 
3 colheres (sopa) mostarda
Suco de 1 limão 
2 colheres ( sopa) de açúcar.
Preparo:
Corte as abobrinhas com 1 dedo de grossura 
Leve uma frigideira antiaderente ao fogo e pincele um fio de azeite, doure as abobrinhas de ambos os lados, aos poucos, sem sobrepor.
Faça isso com todas.
Preparando o molho:
Em um pilão ou tigela macere o alho, Ajinomoto e sal até virar uma pasta.
Adicione o molho inglês, a mostarda, o suco de limão e o açúcar, mexa bem.
Verta o molho nas abobrinha reservadas e leve a geladeira. Fica melhor no dia seguinte, mas assim que fica pronto, também é delicioso.
Um ótimo final de semana.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Prowine São Paulo está chegando - Vem conferir as novidades.


Na primeira semana de Outubro, nos dias O6, 07 e 08 ( terça, quarta e quinta-feira), acontece na Expo Center Norte, em São Paulo (SP), a maior feira profissional de vinhos e destilados das Américas.
A feira é um spin-off da ProWein de Düsseldorf, na Alemanha, desde sua estréia em 2019, sempre marcamos presença, vivendo a experiência de ver reunidos, em um só local, os principais players da indústria.
Nos três dias de feira, a gente fica por dentro de todos os lançamentos, compartilha conhecimento, faz amizades e, principalmente gera negócios.
A Prowine São Paulo chega a 2026 projetando a maior edição da sua história: serão mais de dois mil produtores ocupando dois pavilhões. O evento traz novas delegações internacionais e países estreantes, como a Hungria, representada por produtores de Tokaj, e o México, com uma área exclusiva dedicada à Tequila.
Entre os destaques, estão produtores de Champagne que buscam representação no Brasil, duas delegações alemãs com programação permanente sobre Riesling, o retorno ampliado do Japão e o fortalecimento das vinícolas brasileiras, que ano a ano se superam na participação.
Malu Sevieri, diretora da Prowine São Paulo, cita:
"Todo mundo olha para o Brasil como a bola da vez.
Muitos mercados enfrentam queda no consumo interno ou dificuldades em outros destinos de exportação e enxergam o Brasil como um mercado de grande potencial."
( Para Malu, entretanto, esse crescimento depende de um fator que considera indispensável: educação.)
" Não adianta trazer produtores para vender Riesling se o consumidor ainda não entende o que está escrito no rótulo.
Primeiro é preciso ensinar.
Educação é o que cria mercado!"
Segundo a equipe da Prowine São Paulo, essa visão explica uma das principais diretrizes da edição de 2026. Além da geração de negócios, a feira amplia sua programação técnica com masterclasses, degustações orientadas e iniciativas voltadas à formação de compradores, profissionais e consumidores, aproximando produtores de mercados ainda pouco conhecidos pelo público brasileiro.
A estratégia também se estende ao fortalecimento do vinho nacional. Desde a primeira edição, a feira promove rodadas internacionais de negócios com compradores estrangeiros interessados em conhecer a produção brasileira. Ao mesmo tempo, trabalha junto a entidades e instituições para ampliar o acesso de pequenas vinícolas ao evento.
Ficou interessado?
Informações e inscrições gratuitas para profissionais em: prowinesaopaulo.com.br


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Vinho combina com pimenta?



Ainda dos mimos recebidos dos sobrinhos Carol e Bruno, o Marcelo preparou sua versão da massa picante originária da culinária romana, penne all'arrabbiatta. Como estamos passando por um veranico aqui em Sampa, o Marcelo optou por "refrescar" nossa massa com tomates secos e muçarela de búfala e, cá entre nós, ficou dos deuses!
A pasta all'arrabbiatta é picante, simples e irresistível.
O nome vem da vermelhidão que aparece no rosto depois de uma garfada generosa, causada pela pimenta malagueta, com uma expressão que lembra a de alguém irritado.
Arrabbiatta significa " bravo".
Felizmente, o vinho cura quase tudo e pode até harmonizar perfeitamente com este molho picante e intenso. É importante considerar o teor alcoólico do vinho ao escolher um para pratos que exigem um toque picante. O álcool intensifica a sensação de ardência. O mesmo vale para os taninos. Evite-os. Por fim, eu escolheria um vinho sem notas muito presentes de carvalho. A maioria opta por vinhos tintos, mas prefiro indicar brancos aromáticos como Riesling e Gewürztraminer ou um espumante, favorecido por suas borbulhas que limpam bem o paladar e, até mesmo um rosé que servido a temperaturas mais baixas, podem ser uma boa opção.
Você vai precisar 
1 pacote de macarrão penne
4 dentes de alho descascados e amassados
2 colheres (sopa) talos de salsa picados finamente
Pimenta calabresa em flocos a gosto 
Azeite extravirgem a gosto 
Tomates secos
Muçarela de búfala 
Modo de preparo 
Use um frigideira fria e adicione o azeite, o alho amassado, pimenta e o talo da salsinha ( no nosso caso, o sachê já tinha tudo).
Leve ao fogo baixo e frite por aproximadamente 1-2 minutos, tomando cuidado para não queimar o alho, acrescente o tomate seco mexendo até incorporar, retire a frigideira do fogo.
Cozinhe o penne com bastante água salgada.
Escorra a massa al dente e misture-a na frigideira com o molhos, adicione também um pouco da água do cozimento da massa para homogeneizar tudo, por último, adicione a muçarela de búfala e sirva.
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Um beijo no coração.
Saúde sempre!

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Marco Luigi Malbec nº1- safra 2015


Má na cozinha preparando Ragú de costela. Sabe, é preciso dedicar um tempinho para fazer um molho, e este talvez demore mais do que os outros.
Pense numa costela de boi cozida em vinho tinto com tomate e temperos, se transformando em um ragú rico e rústico, com sabor profundo e envolvente. Pensou?
Agora, imagine esse mesmo ragú por cima de um polenta dois queijos e tudo isso acompanhado de uma garrafa de vinho escolhida a dedo.
Temos aqui no BCA. O que temos também são dicas para você acertar na escolha do vinho e fazer com que essa combinação fique ainda mais espetacular.
Ragús de carne caracterizam-se por sabores intensos, riscos e profundos, que pedem vinhos com a estrutura adequada para complementar a sua complexidade.
Evite vinhos tintos muito leves, que não sejam capazes de sustentar a estrutura do prato.
Tenha cuidado com vinhos muito tânicos, que podem acentuar a acidez do tomate.
Evite vinhos brancos muito aromáticos, pois eles entrariam em conflito com o sabor intenso do ragú.
O escolhido da vez foi o Marco Luigi Malbec número 1 -  Safra 2015 - Vale dos Vinhedos - RS - Brasil. Vinícola Marco Luigi 

"Elaborado com uvas Malbec de colheita tardia, onde seu grau de maturação atinge o auge quando a uva inicia o processo de desidratação.
Elaborado somente em safras excepcionais.
Passa cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro a sétimo uso, resultando em um vinho complexo e surpreende."
Uma grata surpresa que no encantou, um Malbec brasileiro muito bem feito.
Receita 
1kg de costela bovina limpa
Sal e pimenta a gosto 
Suco de 1 limão 
1 folhas de louro 
4 dentes de alho picados 
2 cebolas picadas 
4 tabletes caldo de legumes 
1 colher (sopa) extrato de tomate 
2 latas tomate pelado
200 ml de vinho tinto 
Água q.b
Preparo 
Tempere a costela com sal, pimenta e o suco de limão, deixe descansar por 15 minutos.
Passado o tempo, em uma panela de pressão aqueça um fio de óleo e doure a costela sem mexer para deixar um fundinho na panela.
Em seguida, acrescente o alho, a cebola e deixe refogar até  incorporar tudo muito bem e a cebola murchar.
Logo em seguida acrescente o louro, os cubos de caldo de legumes e mexa.
Coloque  um pouquinho da água e mexa, raspando a crosta do fundo da panela.
Acrescente o restante da água ( até cobrir a carne) tampe a panela e deixe cozinhar em fogo bem baixo por mais ou menos uma hora.
Após a pressão sair, retire os pedaços de costela, e com a ajuda de um garfo desfie a carne.
Volte a carne para a panela no caldo do cozimento, acrescente o extrato de tomate, os tomates pelados, o vinho e mexa tudo muito bem.
Cozinhe em fogo brando até reduzir, por volta de 40 minutos, mexendo de vez enquanto.
Sirva por cima de uma polenta feita com dois queijos ( gorgonzola e parmesão).
Bom apetite.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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