sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Como combinar Legumes e Vinho ( receita de abobrinha deliciosa)

Você se atém à combinação de vinhos e vegetais? E se eu te disser que muitos deles têm sabores particulares e característicos que podem variar segundo a forma de prepará-los e que, sim, vale a pena render-lhes uma pequena homenagem líquida?
Um exemplo é essa abobrinha aperitivo que o Marcelo preparou. Pegamos a receita na página da @receitasdajapaofc e, desde então, virou a queridinha aqui de casa.
A abobrinha, embora seja um legume insípido por si só, adquire caráter quando preparada com molho.
O molho da receita é bem rico: vai alho, Ajinomoto, molho inglês, mostarda, suco de limão e açúcar. Salivei aqui só de imaginar a acidez do prato!
Então, opte por vinhos brancos frescos, um Sauvignon Blanc fica divino, ou um espumante, que fará você comer essa abobrinha em quantidades absurdas.
Aí, da próxima vez que você se deparar com legumes isolados, seja na forma de caponata, salada quente, etc., siga a mesma linha de pensamento e tente combiná-los com vinho, sempre se atendo ao modo de preparo. Você vai ver como dá bossa.
Algumas combinações que o BCA já fez:
Aspargos com vinagrete. Escolha com cuidado o tipo de vinagre; em minhas vinagretes, sempre opto por limão para, assim, poder desfrutar melhor do vinho.
Aspargos com vinagrete e um Pinot Grigio fica maravilhoso!
Quer elevar o seu aspargo? Faça-o ao molho Hollandaise e ressalte a textura cremosa degustando um Chardonnay.
Pimentões assados, quem não ama... Aqui eu iria de Viognier para diversificar as castas.
Agora estamos na época de alcachofras; tenta harmonizá-las com Sauvignon Blanc estilo neozelandês, sabe? Um Chardonnay fresco... Já combinei até com Grenache jovem e, olha, me surpreendeu.
Berinjelas: na bruscheta, como antepasto ou recheadas e cozidas com condimentos, são um dos vegetais mais substanciosos. Experimente com Shiraz de colheita de inverno, você vai se apaixonar.
Por fim, tudo junto e misturado, aquela caçarola de legumes refogados e cozidos combinam bem com brancos quentes ou tintos leves e suculentos.
A receita da abobrinha na íntegra você encontra em @receitasdajapsofc.receitasdajapaofc

Um ótimo final de semana.
Beijos no coração.
A adaptação do Marcelo levou:
5 abobrinhas média lavadas e higienizadas.
Azeite q.b
2 dentes de alho 
1 colher  (chá) Ajinomoto 
Sal a gosto 
3 colheres ( sopa) molho inglês 
3 colheres (sopa) mostarda
Suco de 1 limão 
2 colheres ( sopa) de açúcar.
Preparo:
Corte as abobrinhas com 1 dedo de grossura 
Leve uma frigideira antiaderente ao fogo e pincele um fio de azeite, doure as abobrinhas de ambos os lados, aos poucos, sem sobrepor.
Faça isso com todas.
Preparando o molho:
Em um pilão ou tigela macere o alho, Ajinomoto e sal até virar uma pasta.
Adicione o molho inglês, a mostarda, o suco de limão e o açúcar, mexa bem.
Verta o molho nas abobrinha reservadas e leve a geladeira. Fica melhor no dia seguinte, mas assim que fica pronto, também é delicioso.
Um ótimo final de semana.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Prowine São Paulo está chegando - Vem conferir as novidades.


Na primeira semana de Outubro, nos dias O6, 07 e 08 ( terça, quarta e quinta-feira), acontece na Expo Center Norte, em São Paulo (SP), a maior feira profissional de vinhos e destilados das Américas.
A feira é um spin-off da ProWein de Düsseldorf, na Alemanha, desde sua estréia em 2019, sempre marcamos presença, vivendo a experiência de ver reunidos, em um só local, os principais players da indústria.
Nos três dias de feira, a gente fica por dentro de todos os lançamentos, compartilha conhecimento, faz amizades e, principalmente gera negócios.
A Prowine São Paulo chega a 2026 projetando a maior edição da sua história: serão mais de dois mil produtores ocupando dois pavilhões. O evento traz novas delegações internacionais e países estreantes, como a Hungria, representada por produtores de Tokaj, e o México, com uma área exclusiva dedicada à Tequila.
Entre os destaques, estão produtores de Champagne que buscam representação no Brasil, duas delegações alemãs com programação permanente sobre Riesling, o retorno ampliado do Japão e o fortalecimento das vinícolas brasileiras, que ano a ano se superam na participação.
Malu Sevieri, diretora da Prowine São Paulo, cita:
"Todo mundo olha para o Brasil como a bola da vez.
Muitos mercados enfrentam queda no consumo interno ou dificuldades em outros destinos de exportação e enxergam o Brasil como um mercado de grande potencial."
( Para Malu, entretanto, esse crescimento depende de um fator que considera indispensável: educação.)
" Não adianta trazer produtores para vender Riesling se o consumidor ainda não entende o que está escrito no rótulo.
Primeiro é preciso ensinar.
Educação é o que cria mercado!"
Segundo a equipe da Prowine São Paulo, essa visão explica uma das principais diretrizes da edição de 2026. Além da geração de negócios, a feira amplia sua programação técnica com masterclasses, degustações orientadas e iniciativas voltadas à formação de compradores, profissionais e consumidores, aproximando produtores de mercados ainda pouco conhecidos pelo público brasileiro.
A estratégia também se estende ao fortalecimento do vinho nacional. Desde a primeira edição, a feira promove rodadas internacionais de negócios com compradores estrangeiros interessados em conhecer a produção brasileira. Ao mesmo tempo, trabalha junto a entidades e instituições para ampliar o acesso de pequenas vinícolas ao evento.
Ficou interessado?
Informações e inscrições gratuitas para profissionais em: prowinesaopaulo.com.br


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Vinho combina com pimenta?



Ainda dos mimos recebidos dos sobrinhos Carol e Bruno, o Marcelo preparou sua versão da massa picante originária da culinária romana, penne all'arrabbiatta. Como estamos passando por um veranico aqui em Sampa, o Marcelo optou por "refrescar" nossa massa com tomates secos e muçarela de búfala e, cá entre nós, ficou dos deuses!
A pasta all'arrabbiatta é picante, simples e irresistível.
O nome vem da vermelhidão que aparece no rosto depois de uma garfada generosa, causada pela pimenta malagueta, com uma expressão que lembra a de alguém irritado.
Arrabbiatta significa " bravo".
Felizmente, o vinho cura quase tudo e pode até harmonizar perfeitamente com este molho picante e intenso. É importante considerar o teor alcoólico do vinho ao escolher um para pratos que exigem um toque picante. O álcool intensifica a sensação de ardência. O mesmo vale para os taninos. Evite-os. Por fim, eu escolheria um vinho sem notas muito presentes de carvalho. A maioria opta por vinhos tintos, mas prefiro indicar brancos aromáticos como Riesling e Gewürztraminer ou um espumante, favorecido por suas borbulhas que limpam bem o paladar e, até mesmo um rosé que servido a temperaturas mais baixas, podem ser uma boa opção.
Você vai precisar 
1 pacote de macarrão penne
4 dentes de alho descascados e amassados
2 colheres (sopa) talos de salsa picados finamente
Pimenta calabresa em flocos a gosto 
Azeite extravirgem a gosto 
Tomates secos
Muçarela de búfala 
Modo de preparo 
Use um frigideira fria e adicione o azeite, o alho amassado, pimenta e o talo da salsinha ( no nosso caso, o sachê já tinha tudo).
Leve ao fogo baixo e frite por aproximadamente 1-2 minutos, tomando cuidado para não queimar o alho, acrescente o tomate seco mexendo até incorporar, retire a frigideira do fogo.
Cozinhe o penne com bastante água salgada.
Escorra a massa al dente e misture-a na frigideira com o molhos, adicione também um pouco da água do cozimento da massa para homogeneizar tudo, por último, adicione a muçarela de búfala e sirva.
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Um beijo no coração.
Saúde sempre!

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Marco Luigi Malbec nº1- safra 2015


Má na cozinha preparando Ragú de costela. Sabe, é preciso dedicar um tempinho para fazer um molho, e este talvez demore mais do que os outros.
Pense numa costela de boi cozida em vinho tinto com tomate e temperos, se transformando em um ragú rico e rústico, com sabor profundo e envolvente. Pensou?
Agora, imagine esse mesmo ragú por cima de um polenta dois queijos e tudo isso acompanhado de uma garrafa de vinho escolhida a dedo.
Temos aqui no BCA. O que temos também são dicas para você acertar na escolha do vinho e fazer com que essa combinação fique ainda mais espetacular.
Ragús de carne caracterizam-se por sabores intensos, riscos e profundos, que pedem vinhos com a estrutura adequada para complementar a sua complexidade.
Evite vinhos tintos muito leves, que não sejam capazes de sustentar a estrutura do prato.
Tenha cuidado com vinhos muito tânicos, que podem acentuar a acidez do tomate.
Evite vinhos brancos muito aromáticos, pois eles entrariam em conflito com o sabor intenso do ragú.
O escolhido da vez foi o Marco Luigi Malbec número 1 -  Safra 2015 - Vale dos Vinhedos - RS - Brasil. Vinícola Marco Luigi 

"Elaborado com uvas Malbec de colheita tardia, onde seu grau de maturação atinge o auge quando a uva inicia o processo de desidratação.
Elaborado somente em safras excepcionais.
Passa cerca de 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro a sétimo uso, resultando em um vinho complexo e surpreende."
Uma grata surpresa que no encantou, um Malbec brasileiro muito bem feito.
Receita 
1kg de costela bovina limpa
Sal e pimenta a gosto 
Suco de 1 limão 
1 folhas de louro 
4 dentes de alho picados 
2 cebolas picadas 
4 tabletes caldo de legumes 
1 colher (sopa) extrato de tomate 
2 latas tomate pelado
200 ml de vinho tinto 
Água q.b
Preparo 
Tempere a costela com sal, pimenta e o suco de limão, deixe descansar por 15 minutos.
Passado o tempo, em uma panela de pressão aqueça um fio de óleo e doure a costela sem mexer para deixar um fundinho na panela.
Em seguida, acrescente o alho, a cebola e deixe refogar até  incorporar tudo muito bem e a cebola murchar.
Logo em seguida acrescente o louro, os cubos de caldo de legumes e mexa.
Coloque  um pouquinho da água e mexa, raspando a crosta do fundo da panela.
Acrescente o restante da água ( até cobrir a carne) tampe a panela e deixe cozinhar em fogo bem baixo por mais ou menos uma hora.
Após a pressão sair, retire os pedaços de costela, e com a ajuda de um garfo desfie a carne.
Volte a carne para a panela no caldo do cozimento, acrescente o extrato de tomate, os tomates pelados, o vinho e mexa tudo muito bem.
Cozinhe em fogo brando até reduzir, por volta de 40 minutos, mexendo de vez enquanto.
Sirva por cima de uma polenta feita com dois queijos ( gorgonzola e parmesão).
Bom apetite.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Harmonizando Vinho Laranja

Má na cozinha preparando Carbonara.
Ganhamos diversos mimos, incluindo guanciale ( bochecha de porco curada), do nosso amigo Misael, que sempre nos agracia com iguarias italianas quando retorna ao Brasil. Quem tem amigos tem tudo!
A receita original da carbonara incluí apenas: massa, ovos, queijo e guanciale.
O queijo pecorino romano desempenha um papel central na carbonara, seu sabor marcante, textura seca e toque levemente picante criam uma cremosidade intensa e equilibrada.
Para combinar com esse sabor rico, envolvente e satisfatório nada melhor que um bom vinho, mas qual vinho?
E se eu te disser que um vinho laranja dá match com carbonara.
A estrutura, os taninos suaves e a acidez dos vinhos laranjas ajudam a cortar a gordura do guanciale e do queijo, equilibrando a cremosidade do prato e adicionando frescor ao conjunto. Por ser um vinho branco macerado com as cascas ( maceração pelicular) ele apresenta taninos finos que abraçam a textura do prato e, por serem aromáticos e estruturados, não são atropelados pela intensidade da carbonara.
Escolhemos o Dom Borba 2025
Vinho Fino Branco Seco Laranja 
Vinícola Vale das Colinas - Guaranhuns - Pernambuco - Brasil.
Elaborado com Muscat à Petit Grain a 900 M de altitude, sem passagem por madeira, com maceração pelicular (cascas e sementes) em inox a frio por 5 meses.
Cor amarelo dourado, límpido e brilhante.
Aromas típicos da casta, nota-se também casca de laranja, mel, chá e gengibre.
Em boca boa persistência, paladar seco, média acidez com um sútil amargor no final de boca por conta da maceração pelicular.
Vinho gastronômico, macio e equilibrado.

"O nome Dom Borba faz alusão ao planalto de Borborema, onde está localizado o vinhedo a importantes 900 M de altitude, em pleno Nordeste brasileiro, conferindo características únicas ao terroir, como amplitude térmica que pode superar os 20 graus Celsius no período da colheita.
Com técnica milenar originária da Geórgia. O vinho laranja é produzido a partir de uvas brancas, mas com vinificação semelhante aos do vinho tintos, onde as cascas e as sementes permanecem em contato com o suco durante a fermentação, proporcionando coloração alaranjada, notas de especiarias e, às vezes, até um toque oxidativo." ( Fonte: Vinícola Vale das Colinas).
Vamos a receita:
Massa a carbonara 
500 g de espaguete
150 g de guanciale 
4 ovos 
100 g de queijo pecorino 
Azeite q.b
Sal
Pimenta opcional 
Modo de preparo
1. Corte os guanciales em palitos.
2. Coloque os ovos em uma tigela, tempere com sal, adicione o queijo e bata bem.
3. Cozinhe o espaguete em água fervente com sal.
Em seguida, doure o guanciale em uma frigideira em fogo baixo com 3 colheres (sopa) de azeite.
4. Com o auxílio de um pegador, junte a massa ao guanciale recem-frito. Misture bem.
5. Logo em seguida, com o fogo desligado, despeje a mistura de ovos sobre a massa, misture rapidamente, adicione aos poucos a água do cozimento da massa até obter a cremosidade desejada. Sirva em seguida.
Uma ótima semana.
Saúde sempre!
Beijos no coração.
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Você sabia...
O espaguete à carbonara, é um primeiro prato romano com raízes regionais no Lazio, preparado tanto por pastores quanto por lenhadores que iam para as montanhas produzir carvão: os "Carbonari" ( daí o nome do prato) carregavam essa massa em suas mochilas, para ser comida fria, enquanto vigiavam os fornos de carvão.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Bolo de Ricota harmonizado com Cava Pata Negra

Este bolo de ricota surgiu de uma receita que o Má pegou na internet para aproveitar aquele pote de ricota que estava "aniversariando" na geladeira.
Acompanhado de um Cava demi-sec que ganhamos de um paciente, o momento virou um convite natural para prolongar o prazer da conversa após o jantar.
A magia desta receita está na forma como ingredientes simples combinam para criar um bolo com muito mais profundidade do que aparenta à primeira vista.
A ricota é responsável pela cremosidade e pela agradável sensação que sustenta o conjunto. Não se trata de um creme liso, mas sim de uma preparação com textura granulosa, e isso transforma completamente a experiência.
As raspas, e o suco do limão, introduzem uma acidez aromática que realça o recheio e limpa o paladar. Em termos de harmonização com vinhos, este ponto é crucial: sobremesas cítricas pedem vinhos com boa acidez, aromas frescos e doçura bem integrada, para que a combinação seja harmoniosa e não enjoativa.
Geralmente nos inclinamos para vinhos brancos aromáticos, espumantes ou vinhos doces equilibrados.
Abrimos o Cava Pata Negra demi-sec, com suas notas cítricas e frutadas, borbulhas finas e sua doçura moderada fez um bom casamento com o bolo, faltou um pouco de acidez ao vinho para limpar bem o paladar, mas nada que nos impediu de dividir a segunda fatia do bolo e encher nossas taças novamente.
Um moscatel brasileiro fresco e bem elaborado daria Bossa aqui. Suas notas florais, toques de raspas de cítricos e frutas maduras harmonizariam perfeitamente com o limão e a cremosidade da ricota.
E se você quiser explorar ainda mais, o BCA ajuda você a descobrir novas ideias, comparar estilos e encontrar aquele vinho que faz tudo se encaixar perfeitamente. Porque quando a comida e o vinho estão em harmonia, a refeição se torna inesquecível.
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Saúde sempre!
Beijo no coração.
Você vai precisar:
750 gramas de ricota fresca 
250 gramas de açúcar 
2 ovos
60 gramas de amido de milho 
1 limão grande ( ou dois pequenos), raspas das cascas 
Em uma tigela misture a ricota com o açúcar e as raspas do limão, mexa.
Em seguida, acrescente os ovos e o suco do limão, mexendo novamente.
Por último, acrescente o amido de milho e mexa até obter uma massa homogênea.
Forre uma forma de bolo de 22cm com papel manteiga.
Asse em forno estático a 180 graus por cerca de 40 minutos ou até dourar..
Retire do forno, deixe esfriar e sirva.
Você sabia...
Embora partilhe algumas semelhanças com outros tipos de Cava, como o Brut e o Extra Brut, o Cava Demi-sec distingue-se pela sua doçura moderada, tornando-se uma escolha popular para quem prefere um espumante menos seco.
Macabeo, Xarel-lo e Parellada são as uvas mais comuns na sua produção.
Ao vinho base uma mistura de açúcares e leveduras, conhecidas como " licor de tiraje" é adicionada, o vinho é então engarrafado para uma segunda fermentação. O açúcar adicionado é o que confere ao Cava Demi-sec a sua doçura característica.
O Cava é originário da Catalunha - Espanha