terça-feira, 30 de maio de 2017

Baga




Possivelmente a uva tinta autóctone mais largamente plantada em Portugal. Principal uva da região da Bairrada.
Conhecida também como Poeirinho, Tinta Bairrada e Baga de Louro.
Com acidez vibrante e taninos amplos possui um enorme potencial de envelhecimento em garrafa.
É uma casta caprichosa, seu ciclo é longo, sendo que nem sempre consegue amadurecer completamente seus taninos e por isso é tão rústica.
Com boas maturações, e em anos secos, os vinhos da casta baga assumem uma cor profunda, com frutas silvestres bem definidas, ameixa preta, notas de café, erva seca, tabaco e fumo.
É muito gastronômica combina com leitão assado (prato típico local)  e vai desde a barriga de porco ao pato, de massas ricas aos guisados de costela etc.
A acidez da Baga  permite que ela harmonize com alguns frutos do mar, como lula e preparações de camarão orientadas para o vinho tinto, combina muito bem também com queijos mais leves e queijos com maior acidez (cabra e feta).
Como vinho espumante aí o céu é o limite.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Termos franceses que você talvez não conheça Parte 5




Muselet: grade de arame que prende a rolha do Champagne à garrafa.

Négociant: indivíduo ou empresa que compra uvas e/ou vinho recém-feito de produtores e/ou cooperativas. O negociante, então, mistura, engarrafa, rotula e vende o vinho com a sua própria marca ou o seu nome. As primeiras casas de negociantes foram estabelecidas na França ma época da revolução Francesa. O repentino aumento de camponeses produtores sem experiência em venda criou a necessidade de empresas que engarrafassem e vendessem a produção de muitas pequenas propriedades.

Nouveau: vinho jovem para consumo imediato, em geral de sete a dez semanas depois de produzido. O mais famoso é o Beaujolais Nouveau.

Oeil de perdrix: literalmente, olho de perdiz, a expressão é usada para descrever a cor de um vinho rosado pálido.

Rémuage: girar e agitar as garrafas de Champagne para concentrar nos gargalos os sedimentos de levedura. O processo é feito manualmente em prateleiras em formato de "A", chamadas pupitres, ou por um mecanismo computadorizado chamado gyropalette.

Saignée: processo usado para preparar o vinho rosé extraindo o mosto cor-de-rosa durante a fermentação das uvas tintas. Esse processo também resulta na concentração do vinho tinto remanescente, pois quando se retira parte do mosto, aumenta a proporção das cascas em relação ao mosto no recipiente.

Sec: quando aparece num rótulo de Champagne ou Espumante, esta palavra indica que o vinho será entre meio-doce e doce.

Sélection de grains nobles: na Alsácia, a expressão é utilizada para vinhos de uvas de colheita tardia que foram infectadas pela Botrytis Cinerea.

Sur lie: literalmente, sobre a borra. Durante um certo período de tempo depois que se completa a fermentação, alguns vinhos brancos, em especial os brancos d Borgonha, são deixados em contato com a borra.
Os vinhos que ficam sur lie adquirem um retrogosto cremoso, mais redondo, e em geral exibem sabores mais complexos.

Tastevin: concha de prata usada por um sommelier. A concha possui no centro uma bolha de nível que serve para determinar a quantidade máxima de vinho a ser apreciado. Ao redor da bolha de nível, dispostas de forma circular, há 14 pequenas bolhas em relevo que servem para oxigenar o vinho e destacar os seus aromas. As laterais possuem 8 pequenas bolhas de um lado e pequenas nervuras de outro, utilizadas para observar a cor do vinho (as bolhas para o vinho tinto e as nervuras para o vinho branco). A concha é desenhada com os lados encovados para que possam refletir a luz da vela em adegas escuras e assim permitir que o sommelier veja a cor do vinho.

Leia também - Termos franceses que você talvez não conheça Parte 4

sábado, 27 de maio de 2017

Barriga de porco acompanhada de purê rústico de batatas



Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Barriga de porco com purê rústico de batatas.
Quem acompanha o blog, já me viu harmonizar carne de porco tanto com vinho tinto como com branco, tudo depende do corte e modo de preparo do prato.
Hoje temos uma barriga de porco, o Marcelo escolheu um corte com equilíbrio entre a carne e a gordura, assim o resultado fica mais saboroso.
Para harmonizar escolhi um tinto espanhol da casta Monastrell que com seus toques adocicados fez bom contraponto com a barriga que em sua preparação leva açúcar mascavo, resultando uma redução de molho igualmente adocicada.
Além disso a gordura da carne pede um vinho mais encorpado, com presença de taninos, com bom aroma e boa acidez, neste campo a uva Monastrell é campeã.


Vinho Tarima Orgânico - Bodega Volver - Alicante - Espanha.
Um vinho 100% Monastrell, bem aromático com frutas vermelhas maduras como cereja e framboesa.
Na boca confirma cerejas, passando por cassis e amoras maduras que emprestam o toque adocicado ao vinho.
Bom corpo que pede por comida, taninos macios, ótima acidez, final de boca persistente, suculento e saboroso.
Tente experimentar um exemplar de Monastrell, você verá que a Espanha é bem maior que a Tempranillo e o Jerez.
Por hora, contribuo com a receita do prato.

Barriga de Porco
!,5 Kg de barriga de porco cortada em cubos
3 colheres (sopa) de açúcar mascavo
4 dentes de alho picados
1 cebola ralada
3 colheres (so) de mostarda
Alecrim a gosto
Sal e pimenta a gosto

Misture o açúcar com o alho picado, a cebola ralada, a mostarda, o sal, a pimenta, o alecrim. Misture muito bem até formar uma pasta. Passe essa pasta nos cubos de barriga de porco.
Coloque-os em uma assadeira untada com óleo e leve ao forno até dourar bem.
Depois de assada, recolha todo o líquido da assadeira, coloque-o em uma panela pequena e reduza para fazer um molho.
Sirva com pure de batatas rústico.


Você sabia...
Pancetta e bacon apesar de serem da mesma parte do porco,  não se pode dizer que são a mesma coisa.
A pancetta, é um embutido de origem Italiana que é feita da barriga do porco que foi curada com sal, pimenta-do-reino, louro, noz -moscada, tomilho, alho, funcho, entre outros, durante uma semana dependendo do tamanho e da espessura que depois é enrolada, amarrada e seca por 2 a 3 meses.
O bacon também feito com a barriga do porco, além de curado ele é defumado. A cura do bacon pode ser feita apenas com sal, quando passa por defumação ele desidrata e tem a superfície selada. Durante esse processo o bacon incorpora aroma marcante da defumação, que pode variar de acordo com o tipo e espécie da madeira usada .Geralmente é um processo de defumação a frio, o que significa que o bacon não é realmente aquecido durante a fumagem, e permanece cru.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Os principais vinhos da Itália - Toscana



Toscana
A região tem aproximadamente 68% de colinas . A escassez de terra plana significa que praticamente todos os vinhedos estão situados em algum tipo de encosta, suave ou íngreme e que dois vinhedos separados apenas por uma pedra, muitas vezes produzem vinhos de caráter muito diferentes.
As mais importantes zonas vinícolas estão mais ou menos no meio da região, indo de Florença, no norte, até Siena, no centro, e depois para o sul, até a cidade de Montalcino.
Na Toscana são feitos três dos mais importantes vinhos italianos: O Chianti, o Brunello di Montalcino e o Vin Nobile di Montepulciano, todos feitos com a uva Sangiovese, mas totalmente diferente em sabores.
Isso se deve primeiramente ao fato da Sangiovese ser uma uva caprichosa, ela não amadurece com facilidade nem uniformemente, tem predisposição genética de se reinventar como diferentes variantes conhecidas como clones. Por exemplo, o Sangiovelo é um dos clones encontrados nos melhores Chianti Classico; o Brunello é o clone usado no vinho Brunello di Montalcino; e o Prugnolo é o clone básico usado no Vin Nobile di Montepulciano. a outra razão são os microclimas distintos que a Toscana possui, criados por uma  interminável sucessão de colinas, angulosas e onduladas.

Vinhos
Chianti
Já foi sinônimo de vinho barato, vendido, vendido em suporte de palha. Há, contudo, excelentes produtores nas colinas ao sul de Florença e Siena.
Os Chianti geralmente são elegantes, de corpo médio, com acidez pronunciada. Os rótulos procedentes da DOCG Chianti Classico são mais caros e melhores;  se for um Riserva, melhor e mais caro ainda.
Supertoscanos
São vinhos feitos com Blends que contém as variedades francesas de Bordeaux Merlot e Cabernet .
Por não se enquadrarem nas regras das DOCs, são classificados como IGT.
Muitos vinhos considerados grandes estrelas da Itália foram feitos pela primeira vez na Toscana nas décadas de 1970 e 1980. São vinhos que conseguiram ser ao mesmo tempo italianos e internacionais.
O nome coletivo desses vinhos é Supertoscanos, expressão dada pelos consumidores, não é uma designação oficial. Os vinhos têm o nome do proprietário no rótulo. A palavra Supertoscano jamais aparece no mesmo.
Alguns exemplos de vinhos Supertoscanos (Sassicaia, Tignanello, Solaia, Ornellaia)
Brunello di Montalcino
É feito exclusivamente com o clone da Sangiovese chamado Brunello (ou Sangiovese Grosso). É um vinho muito encorpado que só pode ser vendido a partir de quatro anos depois da colheita e, passam pelo menos dois desses anos em barris de carvalho.
O Brunello di Montalcino tem fama de longevidade, nas grandes safras pode ter elegância, flexibilidade e concentração surpreendentes.
Rosso di Montalcino
Com a mesma uva que são feitos os Brunellos, o Rosso di Montalcino é mais amigável ao bolso, é mais jovem, mais leve, mais frutado e menos complexo do que o Brunello. Usualmente feito a partir de vinhedos mais jovens. Por lei, o Rosso di Montalcino deve amadurecer um ano, comparado aos quatro do Brunello di Montalcino.
Vino Nobile di Montepulciano
Feito com Prugnolo (clone da Sangiovese) na cidade de Montepulciano; muitas vezes misturam-se essas uvas com uma pequena dose de Canaiolo, Malvásia e/ou Trebbiano, como no Chianti.
Os bons exemplares têm concentração condimentada, picante e acidez equilibrada. Porém na maioria são magros e adstringentes com insuficiência de estrutura, fruta e sabor.
Rosso di Montepulciano
Também feito com o clone Prugnolo, provém de vinhedos mais jovens e amadurece por um período de tempo mais curto que o Vino Nobile di Montepulciano.
Carmignano
Carmignano é uma minúscula região vinícola a oeste de Florença.
Hoje por lei o Vinho Carmignano deve ser composto de no mínimo 50% de Sangiovese, 10% a 20% de Cabernet Sauvignon e/ou Cabernet Franc, mais um máximo de 20% de Canaiolo, um mínimo de 10% de Trebbiano ou Malvasia e um máximo de 10% de outras variedades tintas permitidas.
O Carmignano tem reputação de requinte e estrutura.
Vernaccia di San Gimignano
Vinho branco produzido com uvas Vernaccia, plantadas nas encostas que cercam San Gimignano.
Vin Santo
Vinho doce produzido com Malvasia ou Trebbiano pelo processo artesanal de Apassimento.
As uvas secam parcialmente por 3 ou seis meses, esmagam-se as uvas, combinadas com a madre (pequena sobra de resíduo espesso de um lote anterior) e depois deixa-se o mosto fermentar por 3 ou 5 anos em pequenos barris lacrados.



Fontes: Karen MacNeil
Leia também Os principais vinhos da Italia - Friuli        

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Produtores de Vinhos de Portugal Parte 8



Quinta do Crasto

Localizada na Região Demarcada do Douro, no Norte de Portugal, a Quinta do Crasto é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século.
No início do século XX, a Quinta do Crasto foi adquirida por Constantino de Almeida, fundador da marca e casa de vinhos Constantino que se notabilizou pela produção e exportação de vinho do Porto e também de Brandy. Em 1923, após sua morte foi seu filho Fernando Moreira d'Almeida que se manteve à frente da gestão da Quinta.
Em 1981, Leonor Roquette, filha de Fernando Moreira d'Almeida, e seu marido Jorge Roquette assumiram a maioria do capital e a gestão da propriedade, e com a ajuda de seus filhos, deram início ao processo de remodelação e extensão de vinhas, bem como o projeto de produção de vinhos do Douro (DOC).
A família Roquette construiu um dos nomes mais sólidos de Portugal. Num espaço abençoado pela natureza e por uma quantidade incrível de vinhas velhas têm-se divertido a fazer vinhos como o Maria Teresa ou o Vinha da Ponte, vinhos de vinhas velhas misturadas com mais de 100 anos, ou o Reserva Vinhas Velhas, considerado como o terceiro melhor vinho do mundo em 2009 pela revista Wine Spectator.
A Quinta do Crasto têm uma gama de produtos muito completa, desde Vinhos do Douro brancos e tintos, Vinhos do Porto de categorias especiais e Azeites Extra Virgem, com diferentes níveis de preços, posicionando-se essencialmente nas gamas premium e super premium.

Portfolio
Vinhos do Douro
Quinta do Crasto Vinha da Ponte
Quinta do Crasto Vinha Maria Teresa
Quinta do Crasto Tinta Roriz
Quinta do Crasto Touriga Nacional
Quinta do Crrasto Reserva Vinhas Velhas
Crasto Superior Syrah
Castro Superior Tinto
Crasto Superior Branco
Crasto Tinto
Crasto Branco
Flor de Crasto Tinto
Flor de Crasto Branco

Vinhos do Porto
Quinta do Crasto Colheita
Quinta do Crasto Vintage
Quinta do Crasto Late Bottled Vintage
Quinta do Crasto Finest Reserve

Azeites
Quinta do Crasto Premium
Quinta do Crasto Selection

Leia também  Produtores de Vinhos de Portugal Parte 7

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Pinot Gris


Dependendo de onde é plantada, a Pinot Gris pode ter um sabor diferente. Em Tre Venezie, na Itália, a Pinot Gris - Pinot Grigio - costuma produzir um vinho simples, leve e vibrante; no entanto , alguns pequenos produtores fazem versões tâo intensas que podem parecer oriundas de uma uva completamente diferente. Além disso, a o fato de que a Pinot Grigio italiano não tem qualquer semelhança com o majestoso, opulento e às vezes condimentado Pinot Gris da Alsácia, antes conhecido como Tokay-pinot gris,
Na Alemanha, o Pinot Gris (chamado Grauburgunder, ou rulander) também pode ser um tanto diferente - amplo e até mesmo rubenesco (para os padrões de vinhos alemães).
No Oregon, onde o Pinot Gris se tornou extremamente popular na década de 1990, os melhores vinhos são bastante gostosos, com sabores de pêra e bolo de especiarias.
Quanto aos vinhos Pinot Gris da Califórnia (alguns chamados de Pinot Grigio), na maioria são viçosos, frescos, às vezes têm um intrigante  toque de pimenta ou um amargor que lembra rúcula.
Assim como a Pinot Blanc a  Pinot Gris é uma antiga mutação natural da Pinot Noir. No vinhedo, as uvas Pinot Gris (cinza) têm uma cor que varia entre o prata-azulado, o malva rosa e o amarelo-acinzentado. Como resultado, os vinhos brancos também variam em cor, embora sutilmente.

Termos franceses que talvez você não conheça Parte 4




Liqueur de tirage: mistura de vinhos e açúcar acrescentada com a levedura à mistura de vinhos não espumantes numa garrafa de Champagne para induzir a segunda fermentação, que forma as borbulhas.

Liqueur d'expédition: vinho acrescentado à garrafa de Champagne depois do Dègorgement, para completá-la, e em geral para acrescentar alguma doçura. Muitas vezes o liqueur d'expédition é feito de vinhos de anos anteriores.

Macération carbonique: tipo de fermentação em que uvas não esmagadas são colocadas em recipientes que depois são fechados. Como o peso das uvas de cima esmaga as uvas do fundo, o mosto é liberado e a fermentação se inicia. Por sua vez, isso libera o Dióxido de carbono (CO2), fazendo com que as outras uvas fermentem nas cascas.
A maceração carbônica é usada comumente para fermentar vinhos tintos frutados para serem bebidos mais cedo, tipicamente em Beaujolais e às vezes no Loire e em Languedoc-Roussillon.

Maison: na região de Champagne, refere-se ao produtor que vende Champagne com o seu próprio nome de marca. As uvas podem vir de vinhedos próprios ou de produtores independentes, ou ainda uma combinação das duas situações. Empresas como Veuve Clicquot. Moet & Chandon e Taittinger são citadas como Maisons.

Marc: aguardente produzida especificamente através da destilação do bagaço (cascas, engaços e sementes de uva) restante depois da prensagem, e não através da destilação do vinho. Em geral, tem um sabor ligeiramente mais forte do que a aguardente.

Mas: palavra do sul da França equivalente a Domaine, às vezes traduzida como chácara ou sítio.

Método champenoise: processo de preparar Champagne e outros bons espumantes. O vinho passa por uma segunda fermentação que cria as bolhas nas garrafas individuais e não num tonel ou num recipiente maior.

Moelleux: termo comum na região do Loire para designar um vinho branco muito doce, açucarado, que pode ser quase xaroposo.

Monopole: usado mais frequentemente na Borgonha e em menor extensão na região de Champagne, um monopólio é um vinhedo de um único proprietário.

Mousse: designa a efetiva efervescência, espuma e borbulhas do Champagne ou do Espumante.

Mousseux: alguns vinhos Espumantes são produzidos pelo método champenoise (com segunda fermentação ocorrendo no interior da garrafa), outros mousseux mais baratos são feitos em recipientes maiores.

Leia também - Termos franceses que talvez você não conheça Parte 3

sábado, 20 de maio de 2017

Vinho Eremo - Langue - Fontanafredda harmonizado com Contrafilé acompanhado de Aligot com trufas negras



Beber, Comer e Amar...
Ma na cozinha preparando Contrafilé grelhado acompanhado de Aligot com trufas negras.
Aligot é um prato originário da França. É um purê de batatas feito com dois queijos, o diferencial do aligot é seu ponto (tem que descer da colher como um fio grosso).
Para harmonizar escolhi um corte de Nebbiolo com Barbera.


Vinho Eremo - Langue - Piemonte - Fontanafredda
Neste exemplar a Barbera contribuiu com o frescor e a Nebbiolo com a textura e os aromas.
O prato perfumado pelas trufas fez bom contraponto com as notas de cogumelos do vinho.
Vinho encorpado, com taninos na medida, aromas e sabores como violetas, chocolate, café e ameixas secas, misturados com uma pequena doçura.
A pungência da trufa parece que intensificou o caráter do vinho.

Você sabia...


Diferente das trufas brancas, selvagens, que surgem na terra, as trufas negras encontradas na Itália e na França, são cultivadas através de condições de vegetação (uma floresta com carvalho e aveleira) e solo calcário propícios para seu surgimento. e são colhidas sempre no inverno europeu.
A trufa negra tem a casca mais granulada, textura mais firme e é menos aromática que a trufa branca.
Obs: A do prato de hoje é uma trufa negra em conserva (Tartufo di Norcia)

Com esse friozinho que está fazendo, que tal preparar esse prato?
Contribuo com a receita

Aligot ( 4 porções)
200 g de purê de batatas
100 g de queijo meia cura ralado
100 g de queijo gruyere ralado

Em uma panela, aqueça o purê de batatas em fogo baixo. Acrescente os queijos ralados alternadamente, começando pelo queijo meia cura e, vá acertando o ponto, enquanto mexe energicamente com uma colher de pau, até que esteja liso e elástico.

Purê de Batatas
1 kg de batatas
200 ml de creme de leite fresco
100 ml de leite integral
45 g de manteiga
sal
água

Cozinhe as batatas inteiras em água com sal até começarem a abrir. Descasque-as ainda quente. Esprema as batatas no espremedor e depois em uma peneira fina. Numa outra panela aqueça a manteiga, o creme de leite e o leite. Acrescente as batatas amassadas e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 20 min.

Filé
Contra-filé
sal e pimenta a gosto

Finalização do prato
Fatie laminas finas de trufas negras em cima do aligot quente.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Os principais vinhos da Itália - Trentino - Alto Ádige



Trentino-Alto Ádige

Apesar do hífen, Trentino-Alto Ádige, são dois lugares distintos. Trentino na parte sul, basicamente fala italiano. Porém em Alto Ádige, aninhado sob a Áustria ao norte, a língua básica é o alemão.
Trentino o vale do Ádige forma o surpreendente corredor para o interior dos Alpes que liga a Itália à Áustria pelo Passo do Brennero.
A DOC genérica para todo o vale é Trentino, porém cada parte do vale tem suas especialidades e uvas nativas bem como as internacionais.
A tinta Schiava ou Vernatsch (do Tirol) autóctone que produz vinhos leves, e às vezes condimentado, já foi amplamente cultivada , mas está perdendo espaço. É usada em todos os cortes, desde os vinhos mais baratos até os extremamente populares.
A tinta Teroldego é uma importante variedade autóctone e especialidade de Trentino. Produz vinhos escuros, defumados, condimentados e minerais, com sabores de chocolate amargo e cerejas secas.
Essa uva cresce melhor no solo de geleiras e cascalho da planíce de Rotaliano.
A branca mais cultivada é a Chardonnay, usada principalmente para o espumante DOC Trento, mas também pode produzir vinhos leves e inócuos, ou vivos e intensos, com sabores cremosos de baunilha e maça.
A branca Pinot Grigio produz vinhos que variam do leve e crespo até os ricamente florais, com toques cítricos.
A branca Muller-Thurgau é transformada em vinhos adoráveis e vibrantes.
A branca Nosiola autóctone relativamente rara, é usada na produção do Vino Santo, um opulento vinho de sobremesa de alta qualidade.

Alto Ádige extremo sul de Tirol austríaco, é a região vinícola mais setentrional da Itália e uma das mais vigorosas do país.
Seus vinhedos produzem tanto as varietais brancas vigorosas e frutadas, quanto varietais que produzirão ótimos vinhos tintos em áreas mais quentes.
A maioria dos vinhos é DOC Alto Ádige (Sudtirol) mais o nome da uva.
Em encostas levemente mais baixas, as brancas Chardonnay, Pinot Bianco e Pinot Grigio são frutadas e vivazes.
Em Terlano a Sauvignon Blanc é altamente conceituada.
A Branca Traminer é uma variedade local, vivamente floral, de intenso sabor e de corpo leve, é associada à Vila de Tramin, ao sul de Bolzano.
A variedade tinta mais utilizada aqui também é a Schiava, cuja os vinhos são claros, suaves e simples.
A autóctone Lagrein, originalmente cultivada em Bolzano, produz vinhos fascinantes, saborosos e pronunciados.
O Alto Ádige também dá origem a bons vinhos elaborados com Merlot, Cabernet Sauvignon e Pinot Nero.


Fonte: Atlas Mundial do Vinho

Leia tambem - Os principais vinhos da Itália - Friuli

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Produtores de Vinhos de Portugal Parte 7



Luis Pato

João Pato começou a engarrafar vinho das suas vinhas em 1970, tornando-se o primeiro produtor engarrafador na região da Bairrada, depois de sua demarcação.
Seu filho Luís Pato toma conta da Quinta desde a vindima de 1980, quando produziu seu primeiro vinho, um monovarietal de Baga, que hoje é procurado por apreciadores como um tesouro.
Seus vinhos aliam a precisão técnica do Novo Mundo com a tradição secular do Velho Mundo.
Conhecido como "Senhor Baga", promove a casta (uma das mais difíceis e de maior personalidade em Portugal) em diversos tipos de solos e em vinhas de diferentes idades.
Luís Pato também foi pioneiro na elaboração de vinhos de vinha única: Vinha Pan, Vinha Barrosa e Quinta do Ribeirinho Pé Franco.


Portfolio:
Vinhos Tintos
Baga + Touriga Nacional
João Pato
Pato Rebel
Fernão Pires
Vinhas Velhas
Primeira Escolha
BTT
Vinha Formal
Vinha Pan
Vinha Barrosa
Vinha Barrio
Quinta do Moinho
TRePA/Pato
Pato d'Oiro
Quinta do Ribeirinho Pé Franco
Baga Natural.

Brancos:
Maria Gomes
Vinhas Velhas
Vinha Formal.

Espumantes:
Maria Gomes
Baga
Touriga Nacional
Informal

Doces:
AM Branco
AM Rosado
AM Tinto


Leia também - Produtores de Vinhos de Portugal Parte 6

terça-feira, 16 de maio de 2017

Petite Syrah



Também conhecida como Durif, originária da França (Vale do Rhone) foi criada pelo botânico francês François Durif, nasceu do cruzamento da variedade Syrah e a variedade Peloursin.
Ela produz um vinho com características de frutas negras, bem-sucedido, escuro, apimentado, com sabor de especiarias, e tânico.
Se adapta melhor em lugares de clima quente como Califórnia e Austrália onde se encontra sua maior produção, mas também pode ser encontrada no Chile, México e Brasil.
Os melhores exemplares envelhecem bem, dez anos ou mais.
Com ela são produzidos varietais bem como cortes devido a sua concentração.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Termos franceses que talvez você não conheça Parte 3




Encépagement: as diversas variedades de uva usadas em determinado vinho.

En coteaux: videiras plantadas em encostas, em geral produzindo um vinho superior.

En primeur: método de compra segundo o qual o vinho é comprado antes de ser liberado. Também conhecido como mercado futuro. Comprar um vinho en primeur permite aos colecionadores a certeza de obterem determinados vinhos. Os vinhos mais prováveis de serem vendidos en premeur são os Bordeaux dos produtores mais importantes.

Extra Brut: Champagne ou espumante com uma dosagem de doçura mínima (menos de 0,6%). Mais seco do que o Brut.

Extra-Seco: facilmente confundido com Extra Brut, o significado é exatamente o oposto. Um Champagne ou espumante extra-seco é ligeiramente mais doce do que o Brut.

Garrigue (charneca): palavra usada para descrever a paisagem árida da Provença e do sul do Ródano, coberta de arbustos secos e espinhentos,  ervas resinosas e selvagens como o alecrim, o tomilho e a lavanda.
Diz-se que os vinhos da Provença e do sul do Ródano possuem o cheiro e o sabor de charneca.

Goût de terroir: sabor distinto, proveniente da combinação de uma determinada variedade de uva que cresceu num terroir específico.

Grande Marque: membro de uma determinada associação de cerca de trinta produtoras de Champagne há muito estabelecidas. O Syndicat des Grandes Marques dedica-se a aproavar uma tabela escrita dos altos padrões da produção de Champagne.

Leia também - Termos franceses que talvez você não conheça Parte 2

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Os principais vinhos da Itália - Friuli


Friuli - Veneza Giulia
Chamada simplesmente de Friuli a região da extremidade nordeste da Itália é conhecida pelos seus vigorosos vinhos brancos, modernos e refrescantes. Atualmente, seus melhores exemplares são alguns dos vinhos mais refinados do mundo.
São vinhos tipicamente varietais, marcantes, perfumados, tensos, com acidez de um estilete, frutados e raramente são simplórios.
A maior parte dos vinhos brancos de Friuli não tem aquele sabor dominante tostado e de baunilha provocado pela fermentação e / ou pelo amadurecimento em madeira, e também porque os vinhos não passam pela fermentação malolática, que diminui a acidez. Para os produtores de Friui o sabor da fruta e a acidez natural são tudo.
Principais uvas brancas:
Chardonnay - uva cada vez mais presente. A qualidade e o estilo do vinho variam, podendo produzir vinhos unidimensionais ou vinhos altamente complexos, dependendo do produtor.
Pinot Bianco (Pinot Blanc) - Os vinhos produzidos são redondos e razoavelmente viçosos. Muitas vezes é usada em corte com a Chardonnay.
Pinot Grigio - variedade popular que produz vinho pouco ou mediamente encorpado, os melhores podem projetar sabores delicados de pêssegos, amêndoas e maças verdes (como, por exemplo, o Steverjan), ou serem tão voluptuosos e ricos que parecem derivar de sorvete (o Jermann).
Sauvignon Blanc - Transforma-se em vinhos vvos, saborosos e selvagens. Podendo ser magros e defumados, com todo o caráter de ervas dos Sancerre, ou cremosos e untuosos, com delicados sabores de mel e avelã.
Picolit - autóctone, utilizada para produzir interessantes e raros vinhos de sobremesa. Só se produz  uma minúscula quantidade devido às anormalidades genéticas das parreiras.
Ribolla Gialla - autóctone produz vinhos muito atraentes com deliciosos sabores de frutas cítricas e pêssegos,
Tocai Friulano - autóctone, também chamada simplesmente de Tocai é a favorita do local. Os vinhos que produz são meio encorpados e cremosos, com toques de ervas .
Verduzzo - autóctone especial, utilizada para fazer o melhor vinho de sobremesa de Friuli, o Verduzzo di Ramandolo.
As duas DOCs de maior prestígio em Friuli são Colli Orientali del Friuli e Collio (Collio Goriziano), ambas situadas bem ao leste, perto da fronteira eslovena.
Os tintos de Friuli apesar da fama dos vinhos brancos da região, representam 40% da produção total. As uvas tintas de maior prestígio são Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc, assim como as autóctones Schioppettino, Refosco e Tazzelenghe.
O Schioppettino  pode ser surpreendente, seco, com sabores aguçados de pimenta, especiarias e cerejas pretas e com um corpo firme e anguloso.
O Refosco é um excelente vinho cotidiano, com densos sabores de mirtilos e amoras pretas e com viva acidez.
O Tazzelenghe é um vinho afiado como um punhal.
Merlot e Cabernet cada vez melhores, os produtores começaram a compreender melhor os matizes da produção de vinhos tintos em climas razoavelmente frios, e os Merlot e Cabernet de Friuli se tornaram mais saborosos e mais concentrados.
Como acontece com os vinhos brancos, os tintos de Friuli podem ser cortes imprevisíveis e instigantes.
Os vinhos doces de Friuli são o Verduzzo di Ramandolo , feito de uvas Verduzzo, e Picolit, feito de uvas Picolit. Ambas crescem nas encostas alpinas de Colli Orientali.
O Verduzzo di Ramandolo é produzido na aldeia de Ramandolo, é um dos vinhos de sobremesa menos encorpados e mais requintados que se produz. Muitas vezes tem um blo brilho de cobre e um toque de sabores de ervas.
A Picolit é uma casta que sofre mutação genética que faz com que aborte espontaneamente as flores nos cachos recém-formados (as flores se transformam nas uvas). Mesmo nos melhores anos, menos da metade das flores sobrevivem para se transformar em uvas. Como consequência, o vinho é muito caro. Os melhores são magros, com leve e delicado caráter de mel. Os principais produtores variam consideravelmente  e safra para safra, dependendo de quem conseguiu sucesso com as uvas

Leia também  - Os principais vinhos da Itália (Vêneto)

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Produtores de Vinho de Portugal Parte 6



José Maria da Fonseca

Desde 1834 há mais de seis gerações, a empresa 100% familiar, fundada por José Maria da Fonseca na Península de Setúbal, hoje conta com um portfolio de 30 marcas por cinco regiões: Península de Setúbal. Alentejo, Douro, Dão e Vinhos Verdes.
É conhecida pelo vinho Periquita, o vinho engarrafado mais antigo de Portugal e o terceiro mais vendido no Brasil.
"Apesar de centenária, a José Maria da Fonseca é uma empresa moderna. Tem uma das maiores coleções ampelográficas do mundo, com centenas de castas nacionais e internacionais. Tantas que chegou a lançar um vinho branco que continha o incrível número de 208 castas e um tinto com 157 castas".

Linha de vinhos:
Avis Rara Branco - Península de Setúbal
BSE Branco - Penísula de Setúbal - produzido desde 1947 "BSE" quer dizer "Branco Seco Especial"
JMF Tinto - Península de Setúbal
JMF Branco - Península de Setúbal
Lancer (Rosé, Branco, Espumante,  Espumante Rosé, Tinto e  Branco sem álcool) O Lancer Rosé e o Lancer Branco são uns dos vinhos portugueses mais vendidos nos Estados Unidos, Itália e Espanha).
Montado Tinto
Montado Branco (Tanto o tinto quanto o Branco foram produzidos pela primeira vez em 1991 mantendo hoje sua composição original)
Periquita Original Tinto -  O vinho Periquita é conhecido como o primeiro vinho tinto engarrafado em Portugal. O nome Periquita é tão forte que chegou mesmo a ser convertido formalmente em nome de casta, da variedade histórica que desde sempre deu vida aos Periquita, o Castelão.
Periquita Rosé
Periquita Branco
Ripanço Tinto - Alentejo - o vinho traz o nome da técnica utilizada nele, que consiste no desengaçamento das uvas à mão com o auxílio de uma mesa própria (Mesa de ripanço) constituída por várias ripas de madeira. Desta forma os taninos duros do engaço não são extraídos, resultando num vinho mais suave e macio.
Terras Altas Tinto - D.O.C Dão

Linha Premium
Coleção Privada Domingos Soares Franco Tinto Touriga Francesa - Península de Setúbal
Coleção Privada Domingos Soares Franco Branco Sauvignon Blanc - Península de Setúbal
Coleção Privada Domingos Soares Franco Branco Verdelho - Península de Setúbal
Coleção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo Rosé - Península de Setúbal
Domini Tinto - D.O.C Douro
José de Souza - Alentejo
Pasmados Tinto e Branco - Península de Setúbal
Periquita Antônio Zambujo - Península de Setúbal
Periquita Reserva - Península de Setúbal
Quinta do Camarate (Tinto, Branco, Branco Doce e Rosé) - Península de Setúbal

Linha Super Premium
Alambre Ice - Espumante Licoroso elaborado com 100% Moscatel Roxo - Península de Setúbal
Domini PLus Tinto - Dão
FSF Tinto - Península de Setúbal
Hexagon (Tinto e Branco) - Península de Setúbal
José Maria de Souza Tinto - Alentejo
José de Souza Mayor Tinto - Alentejo
Periquita Superyor - Península de Setúbal  

Generosos
Aguardente Espírito
Aguadente Velha Reserva 1964
Alambre 10 Anos
Alambre 30 Anos
Alambre 40 Anos
Alambre Moscatel de Setúbal
Alambre Moscatel de Setúbal Roxo
Bastardinho de Azeitão 40 Anos
Coleção Privada Domingos Soares Franco Moscatel de Setúbal (Armagnac)
Coleção Privada Domingos Soares Franco Moscatel de Setúbal (Cognac)
Coleção Privada Domingos Soares Franco Moscatel Roxo
Moscatel Roxo 20 Anos
Trilogia
 

Leia também -Produtores de Vinho de Portugal Parte 5



terça-feira, 9 de maio de 2017

Encruzado



Encruzado
Importante uva autóctone dos vinhos secos da região do Dão, Portugal. Sendo seu cultivo praticamente exclusivo nessa região.
Quando bem vinificada tem equilíbrio notável entre acidez e açúcar e impressionante capacidade de guarda, podendo conservar-se em garrafa durante anos.
Aromas de rosas, violetas, resina e limão, com o envelhecimento adquire aromas e sabores de avelãs e pinhão, quando fermentados em carvalho, de baunilha.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Termos franceses que você talvez não conheça - Parte 2



Commune: vilarejo que muitas vezes corresponde a uma Appéllation. Em Bordeaux, as comunas de Margaux, Paulliac, St-Julien e St-Estèphe são denominações famosas.

Crémant: atualmente, a palavra crémant é reservada aos espumantes franceses produzidos fora da região de Champagne. Importantes exemplos incluem: Crémant D'Alsace, Crémant de Bourgogne e Crémat de Loire. Desde 1994 esse termo não pode ser usado em vinhos Champagne. Foi usado em certa época para descrever um Champagne com metade da efervescência usual, muitas vezes chamado de vinho cremoso. Esses Champagne meio espumantes ainda são produzidos, mas hoje recebem o nome dos proprietários.

Cru: a palavra pode significar um vinhedo ou uma propriedade, em geral superior, que foi classificada geograficamente ou pela sua reputação. Uma propriedade ou vinhedo classificado é denominado de Cru Classé. Dentro de qualquer classificação (como as de Bordeaux e da Borgonha) existem: Premiers Cru, Grand Cru, etc.

Cuvée: vinho de cuba ou barril selecionado (o termo deriva da palavra francesa Cuvée, que significa cuba). No entanto, em Champagne a palavra Cuvée é usada para descrever uma mistura de vinhos. Uma Cuvée de Champagne é feita de diferentes variedades de uva, ou de uvas provenientes de diferentes vinhedos, ou as duas coisas. A expressão Cuvée de prestige é usada em Champagne para referir-se ao vinho mais caro e de maior prestígio da casa. Por exemplo, Don Perignon é a Cuvée de prestige da Moe & Chandon.

Dégorgement: processo de remover os sedimentos de levedura de uma garrafa de Champagne, depois da segunda fermentação que forma as borbulhas.

Demi-sec: Champagne ou Espumante doce. O meio seco é mais doce do que o extra seco, que é mais doce do que o brut.

De Primeur: vinhos vendidos e bebidos muito jovens. O mais famoso é o Beaujolais Noveau, embora mais de cinquenta vinhos franceses tenham permissão legal para serem vendidos no ano em que as uvas foram colhidas. Não confundir com En Primeur.

Domaine: propriedade produtora de vinho. Muitas vinícolas da França incorporam essa palavra ao seu nome especialmente as propriedades da Borgonha. A mais famosa é a Domaine de la Romanée-Conti.

Dosage: grau de doçura do liqueur d'expédition, que é usado para completar o Champagne antes do arrolhamento final. A dosagem determinará se o Champagne será brut, extra seco, demi-sec etc.

Eau-de-vie: literalmente, água da vida. Bebida alcoólica feita de uva, ou aguardente produzida a partir da destilação do vinho ou do bagaço.

Leia também - Termos franceses que você talvez não conheça

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Os principais vinhos da Itália (Vêneto)



Vêneto
Em termos de volume, é a primeira região produtora de vinhos do norte.
Dois dos vinhos mais famosos e mais amplamente exportados vinhos da Itália provém do Vêneto, O Soave e o Valpolicella.

Soave: produzido na cidade do mesmo nome é elaborado com as uvas Garganega e Trebbiano di Soave, pode conter Pinot Blanc e Chardonnay contanto que 70% seja Garganega.
Os melhores exemplares são leves, frescos e macios, combinam amêndoas e limões.
O Soave básico jamais envelhece e pode vir de qualquer parte da denominação Soave (às vezes produzido com Trebbiano Toscano, uma uva de menor qualidade, se comparada à Trebbiano di Soave, resultando em vinhos baratos e sofríveis).
O Soave Classico DOC provém da zona de produção original, menor e situada nas colinas acima das cidades de Soave e Monteforte d'Alpone.
O Soave Classico Superiore DOCG provém das encostas menos férteis, que precisa amadurecer oito meses antes de ser liberado.
O Recioto di Soave é uma versão vigorosa e doce, feito com uvas desidratadas.

Valpolicella: produzido na região do mesmo nome e elaborado principalmente com Corvina, Rondinella, Molinara e às vezes Negrara.
Os melhores exemplares possuem aromas de cerejas, acidez vibrante, buquê doce e suave.
Existem 5 estilos distintos de Valpolicella:
Básico, pouco encorpado e vinoso, pode vir de qualquer parte da denominação Valpolicella.
Classico: é de melhor qualidade, proveniente da zona menor e original de Valpolicella.
Valpolicella Classico Supeiore: precisa amadurecer pelo menos um ano antes de ser liberado e na prática é feito com uvas melhores.
Valpolicella Ripasso: elaborado do Valpolicella recém-fermentado, onde acrescenta-se o bagaço de Amarone (a polpa de sementes e cascas que restaram da fermentação do Amarone). O vinho fica em contato com esse bagaço por algumas semanas e vai adquirindo mais cor, tanino, sabor e estrutura.
Recioto della Valpolicella: produzido das uvas mais maduras que são postas para secar para que se transformem em passas. No Recioto della Valpolicella a fermentação é interrompida antes que todo o açúcar se converta em álcool, resultando um vinho doce.

Amarone: O vinho mais caro e celebrado do Vêneto, produzido na região de Valpolicella, com as mesmas uvas do Valpolicella (principalmente Corvina, e mais, Rondinella, Molinara e às vezes Negrara).
Porém, enquanto as uvas do Valpolicella são collhidas em sua maturação ideal, as uvas para o Amarone ficam na videira um pouco mais para ficarem bem maduras. Depois os cachos inteiros são deixados em compartimetos para secagem a frio, por 3 a 4 meses (dependendo do produtor). Quando secam e viram passas, são esmagadas e fermentadas, e todo o açúcar é convertido em álcool, produzindo um vinho seco, muito encorpado, com 15 a 16% de álcool.
Muitos Amarones são amadurecidos por 5 anos ou mais antes de serem liberados.
Os melhore exemplares são encantadores, poderosos, concentrados, e ao mesmo tempo cheios de sabores de moca e terra.

Bardolino: recebe esse nome devido a cidade de Bardolino, situada no Lago Garda. É um vinho mais para rosado do que pra tinto, pouco encorpado, frutado e fácil de beber, com sabores de cerejas e especiarias.
Bardolino Classico do distrito original é mais interessante do que o Bardolino simples.
Também tem a versão Chiaretto um espumante barato muito popular no verão.
E o Bardolino Novello que imita o Beaujolais Nouveau.

Prosecco: O Espumante do Vêneto, feito principalmente de uva Glera, e às vezes com pequena quantidade de Pinot Bianco e Pinot Grigio, pelo método Charmat.
As melhores uvas Glera, provém de vinhedos situados bem ao norte de Veneza, nas colinas entre as aldeias de Conegliano e Valdobbiadene (procure então por estas DOCs).

Leia tambem - Os principais vinhos da Itália (Piemonte)



Fontes: A Bíblia do Vinho
             Atlas Mundial do Vinho

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Produtores de Vinhos Portugal Parte 5



Fundação Eugênio de Almeida (Adega Cartuxa)
Fundação benemérita de interesse e apoio social sediada em Évora, criada em 1963 por Vasco Maria Eugênio de Almeida.
A partir da década de 80, a fundação iniciou uma fase de relançamento patrimonial e criou uma exploração agropecuária e industrial que visa garantir a autossustentabilidade econômica da instituição, contribuindo também para a promoção e desenvolvimento da região. Neste projeto destaca-se a viticultura e a oleicultura, atividades das quais resultam os vinhos produzidos na Adega Cartuxa, entre os quasi os emblemáticos Pêra-Manca e Cartuxa (vinhos modernos sem renunciar à tradição), e os azeites produzidos no Lagar Cartuxa.
A área de vinha da Fundação dispõe hoje de mais de 400 hectares de cultivo próprio, a escolha das castas alentejanas consagradas e recomendadas  para a D.O.C do Alentejo, (sub-região Évora), tem sido fundamental na criação dos seus vinhos.
Nos vinhos brancos são usadas sobretudo castas alentejanas importantes como Roupeiro, Antão Vaz e Arinto. Os tintos são obtidos a partir das castas tradicionais como Trincadeira, Aragão e Castelão.

Linha:
E.A (branco, tinto, rosé e EA Reserva)
Vinea Cartuxa (branco e tinto)
Floral de Évora (branco e tinto)
Cartuxa Espumante ( Brut, Rosé e Brut Reserva)
Cartuxa (branco colheita, tinto colheita, tinto reserva)
Cartuxa 50 Anos : Alicante Bouschet e Syrah; Assario, Arinto e Roupeiro
Colheita Tardia; Touriga Nacional e Aragonez;
 Alicante Bouschet e Syrah Licoroso
Scala Coeli (branco, tinto e tinto reserva)
Pêra-Manca branco
Pêra- Manca tinto : um dos míticos vinhos portugueses , com conotação de estrela no mercado brasileiro. Um vinho que ostenta o mesmo nome dos vinhos que Pedro Álvares Cabral carregava nas naus que descobriram o Brasil, segundo rezam as cronicas de viagem. Porém a marca só reapareceu no século 19, mas com a praga da filoxera deixou de ser produzido novamente.
Em 1987, a antiga Casa Soares (detentora da marca) à ofereceu a Fundação Eugênio de Almeida, que lançou sua primeira safra em 1990 e desde então o vinho só é produzido em safras consideradas excepcionais.
Foram até hoje 13 no total (1990, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2003, 2005, 2007, 2008, 2010 e 2011).


Leia tambem - Produtores de Vinhos Portugal Parte 4

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Romanée-Conti





"A propriedade mais famosa da Borgonha e talvez de toda a França, o Domaine de la Romanée-Conti (DRC), pertence às famílias Villaine e Leroy, e abrange cotas de sete vinhedos, todos Grand Crus, que têm sido considerados exemplares durante séculos. Essas cotas incluem um vinhedo dedicado ao vinho branco, Le Montrachet, e seis dedicados ao vinho tinto, Romanée-Conti e La Tâche (ambos monopólios pertencentes exclusivamente ao Domaine), bem como Richebourg, Romanée-St.-Vivant, Echézeaux e Grands Echézeaux. Juntas, essas sete propriedades constituem pouco mais de 62 acres de parreiras. Como o rendimento desses vinhedos é mantido em nível extremamente baixo, a produção é minúscula e os preços altíssimos. A produção total do Romanée-Conti é de meras 400 ou 500 caixas por ano. Isto é, cerca de 1% da produção do Château Lafite-Rothschild, de Bordeaux. Quanto ao custo, ano após ano os vinhos do DRC são os mais caros da Borgonha. O Romanée-Conti de 1998 custava 1.100 dólares a garrafa."

terça-feira, 2 de maio de 2017

Garnacha



Uva nativa da Espanha, é a tinta mais plantada no país, importante parte da mistura dos vinhos de Rioja, Priorato e Navarra, muitas vezes é usada em misturas devido à sua elevada alcoolicidade, ao seu bom corpo e aos sabores de geléia e especiarias.
Na França e chamada de Grenache, cresce em boa parte das regiões vinícolas do sul, inclusive Provença, Languedoc-Roussillon e sul do Ródano, onde é presença fundamental nos Châteauneuf-du-Pape, Gigondas, e na maioria dos Côtes-du-Rhône. Em Languedoc-Roussillon, a grenache é a uva principal do vinho doce fortificado Banyuls. Também é abundante na Austrália e nos Estados Unidos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Termos franceses que você talvez não conheça



Continuando a série, veremos agora termos franceses.

Assemblage: termo usado para Champagne ou Espumante, referente à mistura ou associação de vinhos não espumantes antes da segunda fermentação, que forma as borbulhas.

Baumé: escala usada na França e em boa parte da Europa para medir o açúcar das uvas e portanto o grau de amadurecimento. Outras escalas para medir o açúcar são Brix (usada nos Estados Unidos) e Oechsle (usada na Alemanha).

Blanc de blancs: literalmente, branco feito de (uvas) brancas. Champagne ou Espumante dourado, feito inteiramente de uva Chardonnay.

Blanc de noirs: literalmente, branco feito de (uvas) negras. Champagne ou Espumante feito de uvas tintas. (os franceses referem-se às uvas tintas como sendo negras). É possível fazer um vinho branco a partir de uvas tintas porque o mosto e a polpa das uvas de casca escura é branco. Em geral, , o Blanc de noirs é feito de Pinot Noir, mas em alguns casos pode-se usar Pinot Meunier. Muito poucas vinícolas produzem
Champagne desse tipo. Essa prática é mais comum entre os produtores de espumantes da Califórnia.

Brut: Champagne ou Espumante que varia entre o seco e o muito seco. O Extra brut é ligeiramente mais seco do que o brut.

Cépage noble: a palavra cépage significa variedade de uva. As chamadas variedades de uvas nobres - cépages nobles - são as que servem para preparar um bom vinho, como Cabernet Sauvignon, Pinot Noir ou Chardonnay.

Chai(s): instalação(ões) térrea(s) usada(s) para armazenar vinho.

Château: construção onde o vinho é preparado, e em torno da qual crescem as videiras. Apesar de a maioria das pessoas imaginar propriedades palacianas, como o régio Château Margaux, de Bordeaux, um château pode ser humilde como uma garagem. Os nomes da maioria das propriedades em Bordeaux são precedidos da palavra château , embora essa palavra não seja usada com tanta frequência em outros lugares da França, e jamais na Borgonha, onde o equivalente aproximado seria Domaine.

Climat: termo usado especialmente na Borgonha para designar um campo ou canteiro específico. Cada climat se distingue pelo solo, pelo clima, pela orientação em relação ao sol, inclinação, capacidade de drenagem, etc.

Clos: termo usado especialmente na Borgonha para indicar um vinhedo cercado por muro. Um dos vinhedos murados maiores e mais famosos da Borgonha é o Clos Vougeot.