quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O churrasco perfeito! Dicas


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha , preparando "uma carninha"
Muita gente aqui no Brasil, prepara um churras no primeiro dia do Ano!
Então, quero dividir com vocês as dicas do Marcelo para um bom churrasco.


Compra da carne.
Para reconhecer uma carne de qualidade, procure pelas seguintes características:
A consistência deve ser firme e compacta.
A gordura deve ser branca e firme (se for amarela, é sinal de que o animal  era velho e, portanto, dura).
A coloração deve ser um vermelho brilhante, no caso de carne de boi.
A aparência deve ser de carne enxuta, que não esteja transpirando ou, pior ainda, melando.
O cheiro deve ser de carne fresca.
Ao comprar uma costela, opte pelos ossos pequenos e arredondados, que são de novilho, isso indica que a carne é mais macia e saborosa.
Evite as carnes congeladas, pois elas perdem o sabor e a maciez após assadas.
Na hora da compra, peça a parte central do corte. Quanto mais grossa, melhor. As pontas têm muitos nervos e sebos.
Uma opção é comprar a carne maturada (vácuo), ela costuma ser saborosa e macia. Porém para tirar aquele cheiro característico, retire a peça da embalagem 1h antes de levá-la ao fogo.
Na hora do preparo.
De maneira geral, coloca-se a carne bem próxima da brasa do carvão por um período curto 5-15 minutos (dependendo do tamanho da peça) para selar sua superfície e evitar que seu interior resseque durante o preparo.
Para quem gosta de carne malpassada , esse inclusive pode ser o ponto ideal de alguns cortes. Para carnes mais grossas ou mais bem passadas, é necessário transferir a peça, depois de selada, para um espaço na grelha mais distante do fogo, para que grelhe de maneira homogenêa.
Ervas como tomilho e alecrim vão muito bem com carnes vermelhas.
O que não fazer.
Virar a carne na grelha o tempo todo.
Tirar a gordura da carne antes de ir pra churrasqueira
Exagerar no sal.
Na hora de harmonizar 
Exagero de sal e tanino definitivamente não combinam.
Tanino acentua o sal este potencializa o amargor dos taninos, portanto, o sal em excesso pode produzir um gosto metálico desagradável.
Se a carne estiver muito salgada opte por tintos com menos tanicidade e com boa acidez.
As carnes malpassadas (sangrando) não combinam muito bem com vinhos muito tânicos pois o sangue também pode desencadear um sabor metálico na boca.

As carnes mais gordurosas onde a untuosidade se faz presente em boca, pedem vinhos um pouco mais tânicos e com maior acidez. Se estiver na dúvida de qual vinho beber, Cabernet Franc, Merlot e Cabernet Sauvignon brasileiros são uma boa pedida.
E com o calor que anda fazendo, um bom Espumante brasileiro cai como uma luva e combina com o churrasco inteiro desde aquela linguiça de entrada, passando pelo frango, peixe e chegando nos diferentes cortes de carne.
Um excelente 2022!
Saúde sempre!




quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Pernil de Cordeiro - perfeito para sua ceia de Natal!


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha, preparando Pernil de Cordeiro acompanhado de cuscuz marroquino.
A harmonização clássica Bordeaux tinto e cordeiro são considerados um par exemplar e histórico.
"O que cresce junto come-se junto".
Logo, essa é uma das regras fundamentais da harmonização!
"Antes da década de 70, os carneiros eram levados muitas vezes das áreas rurais em torno de Bordeaux para pastar no inverno nos vinhedos de Pauillac, St. Julien, St. Estèphe e Margaux.
Ali  se alimentariam da relva que crescia entre as fileiras de parreiras - relva que se dizia dar a carne um sabor especialmente delicioso. E lá nasceriam os cordeiros entre as parreiras adormecidas".
São inúmeras as combinações clássicas baseadas no local de origem do vinho e do prato.
Mas hoje, sairemos do convencional, afinal quando se trata de harmonizar vinho e comida devemos ultrapassar as fronteiras!
Vamos deixar o Bordeaux de lado e harmonizar esse belo cordeiro com um Cabernet Sauvignon californiano.
Round Hill -  Cabernet Sauvignon - Califórnia
Aromas maduros de ameixa, cassis, caramelo, em boca sabores suculentos de ameixa, groselha, é equilibrado, estrutura redonda, taninos integrados com final longo e intenso.
O vinho tem uma  reminiscencia de hortelã que se assemelha perfeitamente com o molho que acompanha o prato.


Quem acompanha o BCA sabe que molho de hortelã e vinho não são, digamos assim, os melhores amigos, mas se você como eu, adora comer cordeiro acompanhado de molho de hortelã, é imprescindível  prepará-lo sem vinagre, pois o vinagre pode tornar o vinho azedo.

Que tal preparar esse maravilhoso cordeiro para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Pernil de Cordeiro (receita Wessel)
Ingredientes:
1 pernil de cordeiro até 2,5 kg
6 dentes de alho
1 colher de sobremesa de pimenta-do-reino preta quebrada na hora
1/2 xícara de azeite
1/2 xícara de vinho tinto seco
Sal grosso
Alecrim fresco
Preparo:
1.Deixe o pernil fora da geladeira por 1 hora antes do preparo. Em temperatura ambiente, o tempero age melhor.
2.Corte o alho no sentido longitudinal em forma de cunha.
3. Separe o alecrim em pequenos tufos, quebre os grãos de pimenta , deixando-as pedaçuda.
4. Misture o azeite com o vinho.
5. Com uma faca pontuda, faça furos com 1 cm de profundidade, em volta do pernil, a cada 4 cm. Faça 2 ou 3 voltas de furos a partir da parte grossa do pernil. Nesses furos, introduza ora alho, ora alecrim.
6. Coloque o pernil em uma assadeira e passe sal grosso e pimenta por toda sua volta. Regue o pernil com a mistura de azeite e vinho e deixe pegar gosto fora da geladeira, coberto com um pano, por 1 hora.
Asse em forno preaquecido a 220 graus. calcule 1 hora para cada quilo de pernil. Não esqueça de regar sempre a carne com o tempero que ficou na assadeira.

Cuscuz marroquino com damascos
Ingredientes:
50 gramas de damascos secos e cortados
1 cenoura pequena cortada em cubos pequenos
1 cebola pequena
300 gramas de cuscuz marroquino
300 ml de caldo de legumes
4 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Coloque em uma panela a manteiga, a cebola, o damasco e a cenoura picados. Refogue em fogo baixo por 5 minutos e, em seguida despeje o caldo de legumes. Assim que ferver, deligue o fogo, acrescente o cuscuz marroquino e deixe hidratar por 5 minutos tampado. Acerte o sal e misture tudo suavemente com um garfo para soltar.

Molho simples de hortelã
Ingredientes
1/2 dente de alho picado
Suco de 1/2 limão
2 xícaras (chá) de folhas de hortelã
1 colher (chá) de mel
Sal e pimento a gosto
Aproximadamente 1/2 xícara de (chá) de azeite.
Preparo:
Coloque tudo em um mini processador e com a tecla pulsar, pulse 3 a 4 vezes.

Você sabia...
Nem todo mundo sabe diferenciar caprinos e ovinos, muito menos sabem que todos são próprios para o consumo.
Os ovinos destinados ao corte são divididos em categoria conforme idade e sexo em: cordeiro, borrego, capão, ovelha e carneiro.
Cordeiro: Ovino novo, de ambos os sexos, com cerca de 5 meses de idade.
Sua carne é rosada e lisa, com gordura branca e ossos pouco volumosos e flexíveis.
Borrego: Animal entre 6 a 15 meses de idade. Sua carcaça apresenta gordura mais consistente, carne mais vermelha e ossos um pouco mais firmes.
Capão: Macho com mais de 15 meses de idade, castrado ainda quando cordeiro. Apresenta costelas arqueadas, carne de cor vermelha intensa com gordura acumulada.
Ovelha: Fêmea adulta com carcaça maior, apresenta ossos duros, carne vermelho-escura e gordura de cobertura mal distribuída.
Carneiro: Idade a partir de 2 anos. A carcaça apresenta ossos maiores, carne de granulação grossa e coloração vermelho-escura, com cobertura espessa de gordura. A carne é pouco atraente ao consumo pelo aspecto da consistência, do sabor e do odor.
Os caprinos destinados ao corte são classificados como: cabritinho, cabrito, capão, bode e cabra.
Cabritinho: Idade inferior a 8 meses. Quando ainda acompanha a mãe, é denominado de "mamão".
Cabrito: Idade entre 8 e 15 meses. Quando castrado, produz carne de boa qualidade.
Capão: Macho com mais de 15 meses, castrado e que deve ser abatido antes de completar 2 anos.
Bode: Animal macho adulto, não castrado e com idade superior a 2 anos . A carne é pouco atrativa.
Cabra: Fêmea adulta, com idade acima de 2 anos e que produz carne de qualidade inferior, despertando pouco interesse gastronômico.

Fonte: Diário do Nordeste




domingo, 19 de dezembro de 2021

Stollen e a história do Papai Noel



Ao longo do ano o Beber, Comer e Amar combinou comida, vinho e história. Com a proximidade do Natal não poderia deixar de relembrar esta deliciosa receita de Stollen, combinada com a história do nosso bom velhinho, Papai Noel!
Má na cozinha preparando Stollen.
Stollen é um bolo de frutas em forma de pão, geralmente feito com frutas cristalizadas e frutos secos. Um bolo alemão tradicional, apreciado durante a temporada de Natal.
Possui história própria e significado cristão.
O Stollen mais famoso é o Dresden Stollen, produzido manualmente na cidade de Dresden, na Alemanha,  por apenas 130 padarias locais, é distinguido por um selo especial de qualidade, com Indicação Geográfica Protegida desde 2010.
A receita de Dresden é muito antiga, e remete a 1450. Curiosamente naquela época, procurava se dar diferentes significados religiosos no preparo de receitas. Assim temos as panquecas que simbolizavam a esponja encharcada que ajudava a diminuir o suplício de Jesus; e o pão pretzel, que simbolizava as amarras que Jesus teve que suportar no caminho do seu calvário.
O Stollen seu formato lembra Jesus envolto em pano.
Quando me perguntam que vinho harmonizar com stollen, ou mesmo com panetone, sugiro sempre os vinhos feitos com Moscatel.
O stollen combina bem por exemplo com um Moscato d'Asti, ele possui um teor alcoólico baixo.
Ainda dá tempo de preparar o seu Stollen! Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
750 g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de fermento biológico instantâneo para pães
125 g de açúcar
1 colher (chá) de casca de limão ralada
1 colher (chá) rasa de sal
375 ml de leite
250 g de manteiga sem sal
175 g de amêndoas (acrescentado de 1 colher (café) de essência de amêndoas)
70 g de limão e laranja cristalizadas picadas
150 g de uvas passas pretas
3 colheres (sopa) de rum
150 g de cerejas glaceadas cortadas ao meio ou em 4 pedaços (pode ser cereja em calda, drenadas e secas em papel toalha) Devem ser colocadas somente no momento final de abrir a massa, antes de dobrar o Stollen, para que não fiquem amassadas
Para Cobertura
50 g de manteiga sem sal
100 g de açúcar de confeiteiro
Preparo:
Deixe as uvas passas macerando no rum.
Aqueça um pouco no forno de microondas ou em uma panela.
Peneire a farinha, o açúcar e o fermento, juntos. Misture a manteiga levemente amolecida, o leite morno, as raspas de limão e o sal. Amasse bem, por 15 minutos
Coloque a massa dentro de um saco plástico e deixe crescer em local protegido de vento, por 40 minutos.
Abra a massa espalhe as uvas-passas, as amêndoa, as frutas cristalizadas e as cerejas glaceadas.
Enrole a massa e amasse até envolver o recheio o máximo possível.
Divida a massa em 2 ou 3 partes e abra cada uma delas, espessura mais ou menos 3cm, formato oval.
No sentido do comprimento, dobre uma pate menor sobre a outra.
As frutas que forem caindo, empurre-as para dentro da massa.
Coloque em formas untadas grandes, lembrando que a massa vai crescer uma vez.
Deixe crescer 40 minutos, em local protegido de vento.
Asse em forno pré-aquecido, 180 graus, por mais ou menos 50 minutos, dependendo da altura do Stollen e formato.
Depois de assados, ainda quentes, passe a manteiga com auxílio de um pincel e polvilhe o açúcar de confeiteiro, utilizando uma peneira bem fina.


Você sabia...
Existem muitas versões para a origem do Papai Noel, a maioria bem fantasiosa. Mas, segundo historiadores, ele existiu de fato, dando origem ao mito que conhecemos hoje.
No século IV, na Ásia Menor, na cidade de Myra, havia uma família muito humilde, com três moças.
Vendo a situação miserável em que se encontravam, as três irmãs resolveram se tornar prostitutas.
Então, durante três noites seguidas, um homem jogou um saquinho de ouro pela janela (há quem diga que foi pela chaminé).
Assim, cada uma das moças pode pagar os dotes de casamento e não precisaram se prostituir. O benfeitor era ninguém menos que o bispo da cidade, Nicolau de Myra.
O bispo Nicolau era uma pessoa muito rica e generosa, que gostava de presentear os pobres. Atribuíram a ele muitos milagres e um século após sua morte ele foi canonizado pela igreja.
São Nicolau tornou-se padroeiro das crianças, dos marinheiros e dos mercadores, ganhou o mundo e logo sua imagem de bom velhinho foi incorporada às tradições natalinas. Na Holanda o santo teve o nome abreviado para SinterKlaas.
Os imigrantes holandeses que se fixaram onde hoje é a cidade de Nova York levaram pra lá o culto, com tudo o que tinha direito, e lá ele virou Santa Claus. Em meados do século XIX, com a Revolução Industrial no auge e com a produção em massa de toda a sorte de "presentes" era preciso um bom garoto-propaganda. Eis que surge o nosso bom velhinho novamente.
Com nova "roupagem", mais gordinho e sem referências religiosas, o desenhista Thomas Nast criou o Papai Noel com as feições que conhecemos hoje. E porque o Pólo Norte como residência oficial? Porque assim o Papai Noel não pertenceria a país nenhum, seria de todos.
Na década de 30  a Coca-Cola criou uma série de anúncios para uma campanha publicitária usando o "Santa Claus" como modelo com uma nova roupa, nas cores vermelha e branca  e com um gorro vermelho com um pompom branco.
A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Biscoito natalino - Gingerbread



Beber, Comer e Amar...
O Natal já está aí, época de começar a preparação dos mais famosos biscoitos natalinos do mundo!
Má na cozinha preparando Gingerbread Man, tradicionais biscoitos de gengibre e especiarias.
Desde a Idade Média se conhece o Gingerbread , que na época, era um amálgama de migalhas de pão, melaço, vinho, água de rosas e outros ingredientes. As comunidades usavam esses "bolos" densos para celebrações, e as imagens variavam dependendo da ocasião.
A tradição inglesa de Gingerbread  fez o caminho para a América do Norte através de colonos ingleses, que moldavam bolachas de especiarias e mel com formas de políticos e outras criaturas.
Mas o Gingerbread  só se tornou um arquétipo cultural na América em 1875, quando uma publicação infantil chamada St. Nicholas Magazine escreveu sobre a história de um homem (menino) de gengibre vivo, que foge de vários perseguidores antes de ser comido por uma raposa.
No início do século XX o Gingerbread Man tornou-se uma figura tão enraizada na cultura americana que L. Frank Baum escolheu um Gingerbread Man como protagonista de seu romance de 1906 John Dough and the Cherub. Hoje, ainda o vemos em trabalhos como Candy Land e Sherek. E é claro, em pratos de biscoitos  de Natal em toda parte do mundo.
Bem, biscoitos recém tirados do forno, partimos para a escolha do vinho!
As especiarias do biscoito combinadas com o açúcar residual e os aromas de mel que os vinhos botritizados possuem, farão seus Gingerbread Man ganharem vida como no Conto de Fadas!
Para essa harmonização não escolhi um rótulo em especial, deixo aqui a dica para que você escolha entre um Sauternes -França ou um Tokay - Hungria.
O primeiro (o vinho de sobremesa mais famoso do mundo) elaborado com um corte de Sémillon com um pouco de Sauvignon Blanc para equilibrar a acidez e manter o frescor, nesse vinho atacado pela Botrytis você vai sentir no nariz, aromas de mel, damasco, canela e na boca um equilíbrio perfeito entre a doçura e a acidez.
Já o Tokay Aszú , outro vinho de sobremesa, também atacado pela Botrytis e intitulado "vinho dos reis e rei dos vinhos" vai casar bem com o biscoito, pois além dos aromas de mel, nozes e passas, você também vai encontrar aromas de especiarias doces.
Permita-se! Eu como sempre, contribuo com a receita:
Gingerbread
Ingredientes:
125 gramas de açúcar mascavo
125 gramas de melaço ou mel
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de gengibre em pó
1 colher (chá) de cravo em pó
90 gramas de manteiga sem sal
1 1/2 colher (Chá) de fermento em pó
500 gramas de farinha de trigo peneirada
Sal (pitada)
1 ovo ligeiramente batido.

Preparo:
Dissolva o açúcar com o mel, as especiarias e a manteiga em uma panela de fundo espesso sobre fogo brando até ferver.
Deixe a mistura esfriar e junte o fermento.
Coloque a farinha e a pitada de sal em uma tigela, faça uma cova no meio, despeje a calda fria e o ovo batido, misture do centro para fora até ficar homogêneo.
Vire a massa sobre uma superfície enfarinhada e sove-a.
Divida-a em três bolas, embrulhe-as com papel manteiga e guarde na geladeira por 1 hora.
Abra a massa com aproximadamente 0,5 de espessura e use o cortador em forma de boneco para moldar os biscoitos.
Asse por 15 minutos em forma untada e enfarinhada  a 180 graus.
Para decorar glacê.
Ingredientes:
4 claras de ovos
1 colher (sopa) suco de limão
400 gr de glaçucar
1. Coloque a clara na batedeira e bata ate ficar firme.
2. Adicione o glaçucar, bata novamente, em velocidade máxima.
3. Coloque o suco de limão e bata por mais 4 minutos aproximadamente.
O ponto é bem firme.Após aplicado, seu endurecimento varia de 15 a 60 minutos.
Obs. Não coloque os biscitos na geladeira, pois a umidade faz com que amoleçam.



Você sabia...
"The Gingerbread Man" ou ás vezes "The Gingerbread Boy" é um conto de fadas americano. É uma variante da história européia da Panqueca fugitiva.
A versão americana publicada na St. Nicholas Magazine conta de um Gingerbread Man que foge da senhora que o assou. Ele é perseguido por várias pessoas e animais. Uma raposa astuta finalmente o come. O conto é conhecido pelo canto da personagem-título: "Corra, corra, corra o mais rápido que puder!!
Você não pode me pegar, eu sou o Gingerbread Man!


quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Dicas imperdíveis de carnes para suas festas.


Já sabe qual carne vai preparar para as Festas de Fim de Ano?
O BCA vem com dicas para facilitar sua vida na hora da escolha do vinho.

Peru
Não caia na tentação (como costuma ser comum nas ocasiões especiais) de servi-lo com seu melhor tinto de Bordeaux ou com um Cabernet Sauvignon de qualidade, seja de que procedência for. Esses vinhos adstringentes farão que a carne tenha um sabor tão seco como o da serragem. Em vez disso, procure um bom vinho tinto com um suave substrato concentrado de fruta doce.
Um Grenache, um Shiraz. Caso prefira um branco, opte por um bom Chardonnay, quem sabe essa é uma boa oportunidade para um Chablis Premier Cru.
Lombinho de porco
O lombo de porco também é figura presente nas festividades de fim de ano, o problema é que frequentemente ele é preparado com abacaxi, maças, pêssegos e outras frutas, que farão combinações mais oportunas com vinhos brancos.
Os brancos frutados e frescos são uma boa pedida, um Vouvray, um Viognier ou um Riesling seco.
Pernil e bacon
Aqui é preciso ir com prudência. Os que gostam de vinho branco devem provar um Chardonnay ou um Pinot Blanc levemente amadeirado. Os que gostam de tintos podem optar por um  ou um Merlot brasileiro, os amantes de espumante um Rosé brasileiro.
Cordeiro assado
As combinações mais renomadas incluem tintos de Bordeaux de alta graduação. Beiras e Riojas reservas, todos casam perfeitamente.
Se for assar o cordeiro com alho e alecrim, os suntuosos tintos italianos conhecidos como Super Toscanos e os Chianti Clássicos encaixam-se como uma luva.
Coelho

Caso seja preparado cozido em Sidra ou vinho branco, o melhor pode ser um Branco com corpo, se for guisado em vinho tinto, algo atrevido como um Shiraz.
Aqui em casa é tradição, Natal é sinônimo de Pernil.
Essa receita de família é de comer de joelhos!
Ingredientes:
1 paleta de porco aproximadamente 6 kg
1 xícra de óleo
1 xícara de vinagre de vinho branco
1 xícara de vinho branco seco de boa qualidade
1 maço de cheiro verde ( salsa e cebolinha)
8 dentes de alho
6 colheres (sopa) de sal
1 colher (sopa) ajinomoto
1 colher ( sopa) pimenta calabresa em flocos
1 saco plástico grande e grosso que caiba a paleta
Preparo:
Limpe a paleta retirando o couro.
Perfure toda a paleta com o auxílio de uma faca ( pequenos furos)
Bata todos os ingredientes no liquidificador.
Coloque a paleta no saco plástico e despeje a marinada.
Amarre bem o saco para que não vaze.
Deixe por no mínimo 24 horas na geladeira.
Após as 24 horas coloque tudo em uma assadeira de bordas altas ( paleta + marinada).
Cubra com várias voltas de papel alumínio.
Leve ao forno e asse em fogo baixo por 5 horas.
Remova o papel alumínio e asse em fogo médio por mais 1 hora.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

Pão de especiarias - Opção para o Natal



Má na cozinha preparando Pain d'épices (Pão de especiarias).
Uma espécie de bolo feito com mel e especiarias que existe há tanto tempo que é difícil identificar a data de sua origem.
Dizem que na época dos faraós, no Antigo Egito, se preparava um biscoito de cereais, mel e especiarias, Os gregos da antiguidade também tinham sua versão do bolo de mel, que de tão precioso, era oferecido como presente aos deuses. Mais tarde os romanos adicionaram pimenta e frutas secas a receita.
No Oriente, século X, o Mi-Kong, que significa "Pão de Mel" feito com farinha de trigo, mel e muitas vezes plantas aromáticas, foi dado como ração aos soldados do poderoso Imperador Genghis Khan durante a guerra. Ao mesmo tempo, diz-se que todos os cruzados europeus sucumbiram a essa iguaria durante viagem a Jerusalém.
Já na Europa se espalhou pelos mosteiros do Sacro Império Romano no século XIII a XIV. Os monges tinham campos de cereais e colméias e, assim, tinham os ingredientes à mão.
As grandes explorações e a chegada de novas especiarias no mercado europeu tiveram uma influencia importante sobre o Pão.
Experimentos com novas receitas multiplicaram. É também nesta época que o Pain d'épices recebeu seu nome atual, por causa das várias especiarias contidas nele.
Em 1452, Filipe, o Bom teria provado o Pain d'épices em Flandres (região norte da Bélgica), totalmente seduzido, teria trazido consigo um padeiro para França, para poder continuar saboreando a iguaria.
O Pain d'èpices tornou-se famoso em escala nacional. A região de Reims também se tornou um importante produtor deste bolo.
No renascimento eles são tão numerosos na Alsácia que têm sua própria corporação. Seu emblema é um urso pretzel.
Há muitas lendas e histórias sobre o Pain d'épices. Hansil e Gretel que comeram a casa de bolo da bruxa malvada, ou o homenzinho de gengibre (gingerbread man) que fugiu da avó e acabou sendo comido pela raposa.
Hoje, existem todos os tipos de receitas. O Pain d'épices é o símbolo do Natal em alguns países europeus. Na noite do dia 5 para o dia 6 de dezembro, o Saint Nicolas os deixa de presente.
Pain d'épices pode ser encontrado na França, Suíça, Bélgica, Alemanha sob todos os tipos de nomes: Gingerbread Gasconha, Lucerne, Spice Cake etc.
Com seus doces aromas de especiarias quentes e reconfortantes, temos que escolher um vinho para harmonizar que possa acompanhar essa multiplicidade de sabores.
Um vinho doce natural será perfeito, pois ele trará frescor e doçura à sua degustação.
Regionalmente você pode optar por vinhos da Alsácia, como um Gewurztraminer de colheita tardia com seus aromas de especiarias inclusive gengibre, ou um Riesling também de colheita tardia.
Na França também costuma-se degustar o Pain d'épices  com uma fatia de foie gras e harmonizar tudo com Champagne, ou um licor de Juracon ou de Alsace.
Nós iremos degustá-lo ao natural com um Tokaji 5 puttonyos.


Tokaji Oremus Aszu 5 puttonyos 2006
Belíssimo exemplar que além de notas de mel e casca de laranja, apresenta notas de especiarias doces. Em boca tem corpo médio, uma belíssima acidez e um final de boca mineral delicioso.
Que tal prepara essa maravilhosa iguaria para seu final de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:


Ingredientes:
500 gramas de farinha
2 1/2 colher (chá) de bicarbonato
1 1/2 colher (chá) de canela em pó
1 1/2 colher (chá) de gengibre em pó
1/2 colher (chá) de sal
1/4 colher (chá) de noz moscada ralada ma hora
1/4 colher (chá) de cravo em pó
1/4 colher (chá) de pimenta preta moída na hora
1/2 colher (chá) sementes de anis
55 gramas de manteiga sem sal em temperatura ambiente
150 gramas de açúcar mascavo
1 ovo grande, à temperatura ambiente
340 gramas de mel
1 colher (sopa) de raspas de laranja
240 ml de água

Preparação:
Preaqueça o forno a 180 graus, unte uma forma de bolo inglês  e passe-a por farinha.
Numa tigela, misture, o bicarbonato, as especiarias e o sal. Polvilhe com as sementes de anis.
Com a batedeira, misture a manteiga, o ovo, o mel e as raspas de laranja. Misture a água e junte os ingredientes secos, 3 vezes, raspando os lados da tigela, para que fique tudo bem misturado.
Transfira o preparo para a forma e leve ao forno cerca de 60 minutos, ou até que o palito saia limpo. O topo ficará com uma cor escura, o que é normal.
Deixe esfriar 10 minutos e desenforme.
Deixar esfriar completamente antes de fatiar.
Obs.: O Pain d'épices vai ficando mais saboroso com o passar dos dias, para conservá-lo embrulhe-o em papel filme e mantenha-o fora da geladeira.

Você sabia...
O Tokay Aszú é um dos vinhos mais excêntricos do mundo, porém de melhor equilíbrio, graças a acidez natural das uvas. A doçura do Tokay é medida em puttonyos. Seguem-se as exigências legais relativas ao conteúdo de açúcar que devem  ser obedecidas pelos vinhos com vários puttonyos. Para efeito de comparação, o açúcar residual de um Sauternes francês é aproximadamente igual ao do Tokay Aszu de 4 puttonyos.
3 puttonyos
6% a 9% de açúcar residual
4 puttonyos
9% a 12% de açúcar residual
5 puttonyos
12% a 15% de açúcar residual
6 puttonyos
15% a 18% de açúcar residual
Tokay Aszú Eszencia
mais de 18% de açúcar residual
Tokay Eszencia
de 40% a 70% de açúcar residual

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Comida Árabe e vinho, como combinar?



Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Baba ghanoush 
Uma pasta de berinjela defumada muito consumida nos países árabes.
O segredo do sabor inconfundível é assar a berinjela diretamente sobre a chama do fogão antes de descascar, assim a polpa fica macia e com um sabor defumado surpreendente.
Costuma ser apreciada com pão pita.
Hoje, o Marcelo resolveu serví-la como  uma "salada" como um acompanhamento para legumes e folhas.
Um prato colorido, saboroso e viciante.
Quando o assunto é vinho, os Brancos crocantes e ácidos casam super bem, a acidez fresca e sabores cítricos fornecem um bom contraste com a pasta cremosa, complementando o alho e o limão.
Se você não abre mão dos tintos, uma boa pedida é um Syrah que vai acentuar os sabores defumados da berinjela por ter sabores igualmente defumados e apimentados, mas certifique-se que o alcoól não seja muito alto e que os taninos sejam suaves, para que o vinho não domine o prato.
Na dúvida de qual vinho escolher, um Rosé de estilo Provence, tem a acidez e o frutado que o prato precisa.
Que tal preparar essa iguaria para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
2 berinjelas
2 colheres (sopa) tahine
Suco de 1 limão
1 dente de alho amassado
Sal a gosto
Legumes diversos para montar o prato (usamos cenoura cozida, vagem cozida, esinafre, tomate cereja)
Preparo:
Lave e seque as berinjelas
Coloque 1 por vez deitada direto na chama do fogo. A cada 1-2 minutos vire para que queime de todos os lados (o processo todo dura mais ou menos 8 miutos) , repita a operação com a outra berinjela.
Certifique-se que após o processo ambas estejam totalmente queimadas.
Deixe esfriar.
Descasque as berinjelas com as mãos cuidadosamente, coloque as berinjelas descascadas em uma tigela e amasse com um garfo .
Adicione o tahine, o suco de limão, o alho amassado e o sal, mexa até obter uma pasta homogênea.
Sirva com legumes diversos, ou se preferir com pão pita.


terça-feira, 5 de outubro de 2021

Cheesecake queijo de cabra - Riesling

 


Má na cozinha preparando Cheesecake  de queijo de cabra amolecido com iogurte grego, uma base crocante de biscoito salgado, e pepinos para dar frescor. Esta receita é super rápida de preparar, você só precisa deixar descansar algumas horas na geladeira para um bom resultado.
O queijo de cabra geralmente é mais macio do que o queijo de vaca, devido à menor quantidade de caseína, uma proteína do leite que se torna firme quando combinada com substâncias como ácido ou coalho que causam a coagulação.
É um queijo de cor branca, adquirindo uma tonalidade ligeralmente amarelada à medida que envelhece.
Podem ser consumidos logo após a elaboração, resultando em queijos frescos mais macios, com elevado teor de umidade, sabor igualmente fresco e  lácteo. Outros queijos sofrerão um amadurecimento, que pode variar de uma semana a um ano. Quanto mais tempo o queijo amadurecer, mais seco e duro ele ficará.
Alguns queijos de cabra são cobertos por cinzas, o que diminui a acidez e ajuda na maturação. Também podem ser cobertos por ervas.
Quando o assunto e vinho, a harmonização mais comum é com Sauvignon Blanc por um bom motivo. A acidez viva do vinho combina com a acidez do queijo. Tornando o casamento fresco e revigorante.
Porém, vamos abrir nossos horizontes e desbravar novas uvas!
Hoje, escolhi um Riesling neozelandes para harmonizar com o prato, o vinho oferece uma textura exuberante, sabor frutado, acidez refrescante e um final saboroso.
O sabor suave e leitoso do queijo de cabra fresco e do iogurte grego, realçaram o sabor floral e frutado do vinho.
Escolhi o  Marlborough Sum Riesling - Nova Zelandia



Que tal preparar essa maravilha?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Cheesecake  rápida salgada
Ingredientes:
100 gr de biscoitos salgados (tipo clube social 
60 gramas de manteiga sem sal
200 gramas de queijo de cabra fresco
1 pote iogurte grego sem açúcar 
1 pepino japonês
Algumas folhas de hortelã
1 colher (sopa) de mel
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
1. Derreta a manteiga e deixe  esfriar.
2. Em um processador de alimentos, triture o biscoito salgado , verta para uma tigela, acrescente a manteiga derretida. Misture apertando com as mãos até formar uma massinha e distribua em aros individuais, pressionando bem, usando um prato como base (cerca de 1cm da mistura) . 
3. Lave  o pepino. Corte na metade, a primeira metade descasque, tire as sementes e  corte em cubos pequenos e a outra metade em fatias bem finas.
4. Em outra tigela misture o queijo de cabra com o iogurte grego, acrescente o pepino em cubos, a hortelã picada, o mel e tempere com sal e pimenta a gosto.
5. Retire a  base de bolacha da geladeira e cubra (sem remover o aro) com uma camada generosa da mistura de queijo, iogurte e temperos.
6. Leve a geladeira por pelo menos uma hora.
7. Após o tempo, desenforme e antes de servir coloque as rodelas de pepino em forma de rosetas por cima da Cheesecake.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

Granité Sauternes - Sobremesa surpeendente



Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Granité  au Sauternes.
Sim! Os vinhos de Bordeaux são usados em sobremesas, como o granité, um sorbet feito com tinto ou branco doce, como Sauternes ou Cérons.
A granité é semelhante a neve derretida, refrescante, alcoólica e feita sob medida para os dias quentes, acaba sendo a sobremesa perfeita para os adultos.
Basta retirar a mistura do freezer de vez em quando e raspar com um garfo enquanto ela congela.
O resultado perfeito para terminar uma refeição com um toque sofisticado e leve.
A idéia é comer o vinho!
Isso mesmo, você não leu errado, o segredo é a base com notas aromáticas e açucaradas bastante perceptível.
O frio aqui não parece amortecer, mas sim aumentar a complexidade do vinho.
Uma sobremesa travessa que irá surpreender e agradar os mais sofisticados paladares.
Que tal preparar essa maravilha?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Granité Sauternes
Ingredientes para 4 pessoas
500 ml de vinho branco doce Sauternes
50 gramas de açucar
125 ml de água mineral (filtrada)



Preparo:
Em uma panela, ferva o vinho, o açucar e a água. Remova do fogo e deixe esfriar.
Despeje em uma forma de alumínio rasa e leve ao freezer por no mínimo 12 horas. Após o período, raspe os cristais de gelo com os dentes de um garfo a cada 1 hora, até obter uma consistência granular.
Sirva em seguida.
 
Você sabia...
Os primeiros vinhos de Sauternes foram, é quase certo, secos e tintos. Os brancos começaram a ser feitos a partir do sec XVII, sendo, os iniciais, secos. Eram também tão leves, que os comerciantes holandeses que os compravam sentiam a necessidaded de fortificá-los com conhaque. Em 1787, o presidente dos EUA, Thomas Jefferson, comprou alguns Château d'Yquem e ficou impressionado a ponto de escrever que Sauternes produzia os melhores vinhos da França - depois de Champagne e Hermitage.
Não se sabe quando Sauternes começou a fazer vinhos doces. Em Yquem dizem que, em 1859, as uvas de uma colheita tardia acabaram sendo atacadas pela podridão nobre.
Outros fixam a data 23 anos antes, quando um viticultor alemão chamado Focke importou do Reno conhecimenos sobre a Botrytis.
De qualquer forma, o doce Yquem de 1859 foi um sucesso na corte russa, e desde então os vinhos de ponta de Sauternes só se aprimoraram.
Fonte: Vinhos Franceses (Robert Joseph)



segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Poeira Cabernet Franc - Cozido de Cordeiro




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Cozido de Cordeiro.
Um cozido muito fácil de fazer, aconchegante, farto com uma carne super saborosa e macia.
Os sabores são ricos e profundos, dando a impressão de ter passado o dia interiro no forno.
Os pedaços de cordeiro neste esnsopado derretem na boca.
Para harmonizar escolhi um Cabernet Franc brasileiro.
"Poeira que trago do longo caminho"
Cabernet Franc 2020 - Elaborado pelo Método Natural pelas mãos do vinhateiro Rubem Kunz, com uvas de Monte Belo do Sul - Brasil
Fermentação espontãnea com leveduras nativas, não foi clarificado, nem filtrado.
Ainda jovem, este Cabernet Franc é muito aromático com aromas vibrantes de fácil reconhecimento da cepa.
Frutado, elegante, com uma boa quantidade de sabores de frutas negras, mas também sabores herbáceos e terrosos.
Acidez marcante, mas sem exagerar.
Possui uma sutil leveza, mas traz uma delicada força em seu aroma e corpo.
Combinado com o cozido de cordeiro, revelou um toque de "chocolate apimentado" delicioso!
Aliás, por possuir tantas notas aromáticas é um vinho bem gastronômico.
O casamento de cordeiro, cogumelo Paris, aromáticos (alecrim e louro) e legumes ficou divino!
Que tal prepara essa iguaria para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
1 1/2 kg de carne de cordeiro ( pernil e costelas) cortados em pedaços
250 gramas de bacon em cubos 
1 bandeja de cogumelos Paris cortados pela metade
1 ceboa grande picada
4 dentes de alho picados
2 folhas de louro
1 raminho de alecrim
1/4 xícara de farinha de trigo
1 1/2 xícara de vinho tinto seco 
4 xícaras de caldo de carne caseiro
1 colher (sopa) extrato de tomate
5 batatas  cortadas em quatro
3 cenouras cortadas em pedaços grandes
Ervilhas frescas q.b
Sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparo
1. Em uma panela grande que possa ir ao forno, refogue o bacon em fogo médio até dourar e liberar a gordura. Retire o bacon com uma escumadeira , transfira para um prato grande e reserve.
2. Tempere os pedaços de cordeiro aparados e picados com sal e pimenta a gosto.
Polvilhe 1/4 de xícara de farinha. Misture bem de modo que todos os pedaços fiquem cobertos por farinha.
3. Frite os pedaços enfarinhados de cordeiro na gordura do bacon quente  (em 2 etapas ) em fogo médio até dourar (3-4 min de cada lado) e transfira para o mesmo prato do bacon.
4. Ainda na mesma panela, adicione a cebola e refogue por 2 minutos. Adicione o alho e refogue mais 1 minuto, mexendo sempre. Adicione 1 1/2 xícara de vinho tinto seco, raspando o fundo da panela (deglaçar).
Adicione os cogumelos cortados ao meio, leve para ferver e cozinhe por alguns minutos sem a tampa. Préaqueça o forno a 180 graus. 
5. Retorne o bacon e o cordeiro para a panela e adicione 4 xícaras de caldo de carne, o extrato de tomate, a folha de louro e o raminho de alecrim, as ervilhs frescas, tempere tudo com sal e pimenta a gosto. adicione as batatas e as cenouras e misture bem (os legumes devem estar todos submersos no líquido) deixe ferver, cubra com a tampa e transfira com cuidado para o forno préaquecido por 1 hora e 45 minutos. Quando termnar as batadas e o cordeiro ficarão bem macios.
Dicas do Má:Corte o cordeiro em pedaços médios para facilitar a cocção.
Para um cozido com menos gordura, antes de servir retire o excesso de óleo da superfície ao sair do forno.




quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Shakshuka simples e delicioso!




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Shakshuka, um delicioso prato do Oriente Médio, em voga há alguns anos.
É um prato muito versátil de ovos escalfados em um ensopado de tomates ( por vezes tomates e pimentões), azeite, cebola e alho. É comum encontrá-lo temperado com cominho, páprica, pimenta e noz-moscada. Muitas vezes é servido na frigideira de ferro em que foi prepardo, junto com uma pilha de pão pita para mergulhar no molho e na gema de ovo mole.
Shakshuka se traduz "misturado" sua simplicidade e seus sabores garantem sua popularidade.
Como um prato tradicional, existem muitas variações e origens incertas.
Quaisquer que sejam suas origens e qual seja a melhor maneira de prepará-lo, shakshuka, é excelente no café da manhã, brunch, almoço ou jantar.
Quando o assunto é vinho, os sabores e texturas multifacetados do shakshuka faz com que minha escolha número um em termos de compatibilidade e ocasião ( pois servimos o shakshuka no brunch), seja um vinho espumante elaborado com  100% Chardonnay.
Naturalmente ricos em acidez, os vinhos espumantes, limpam o paladar e "cortam" alimentos ricos ( o que é sempre bem-vindo logo pela da manhã).
Escolhi um Espumante brasileiro.
Garibaldi Chardonnay Brut 2020
Encruzilhada do Sul - Brasil - 12g/l de açúcar residual.
Fresco e muito aromático.




Que tal preparar essa maravilha?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Shakshuka ingredientes:
2 latas de tomate pelati 
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
1 pimenta vermelha (sem sementes) cortada ao meio
1 colher (chá) de páprica doce
1 colher (chá) cominho moído
1 colher (café) noz-moscada
60 ml de azeite extravirgem
6 ovos grandes ou 7 pequenos
Sal q.b
pimenta-do-reino q.b
Salsa picada q.b
Preparo:
1. Em uma frigideira grande em fogo médio, aqueça o azeite. Adicione a cebola e refogue até começar a murchar, junte o alho e cozinhe por mais 2 minutos, mexendo para que não queime.
2. Junte a pimenta, os tomates, a páprica, o cominho e a noz-moscada, tempere com sal a gosto. Reduza o fogo e cozinhe o molho até engrossar e reduzir um pouco, cerca de 5 minutos.
3. Com uma colher, faça 6 pequenos poços dentro do molho e quebre um ovo em cada um, de modo que o molho os envolva. Tampe a frigideira e cozinhe até o ponto desejado, cerca de 6 minutos para gema mole.
4. Salpique salsa fresca, tempere os ovos com uma pitada de sal e pimenta-do-reino e sirva com pão (usamos Pita)




terça-feira, 14 de setembro de 2021

A salada que está desbancando a caprese- Morango, Manjericão e Feta



Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Salada de Morangos, Manjericão e Feta.
Quando as temperaturas estão em torno dos 32 graus, o desejo de cozinhar é posto a prova. No entanto, quando o tempo está quente, como hoje, temos a oportunidade de preparar pratos super rápidos para nos refrescarmos.
Essa salada de Morangos com manjericão e queijo feta é a nova queridinha do momento, está desbancado a Caprese em termos de sabor e praticidade.
Visualmente encantadora, perfumada e levemente picante.
Neste prato a acidez do morango encontra a cremosidade do queijo feta, e combinado com o manjericão forma uma casamento perfeito (morango e manjericão nasceram um para o outro).
Quando o assunto é vinho, um Rosé frutado e fresco combina perfeitamente com a acidez do prato, a frescura do vinho vai contrabalançar a gordura proporcionada pelo queijo feta e o azeite. Além disso, as pequenas notas de morango que podem ser encontradas no vinho
vão muito bem com o próprio morango e com o manjericão.
Escolhi um Rosé 100% Cinsault


Premier Rendez-Vous Rosé - Languedoc - Roussillon - França
Frutado e fresco- frutas cítricas, frutas vermelhas frescas e notas florais.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
500 gramas de morangos
200 gramas de queijo feta
1 maço de manjericão Basílico (manjericão-de-folha-larga)
azeite q.b
sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparo:
1. Lave os morangos, escorra-os e retire os talos, corte-os ao meio.
2. Lave e retire as folhas do manjericão.
3. Disponha os morangos e as folhas de manjericão numa saladeira, tempere com azeite, sal e pimenta-do-reino a gosto.
4. Polvilhe queijo feta esfarelado (veja foto) por cima .
5. Sirva acompanhado de croutons

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

Verrine salgada surpreenda-se!




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Verrine com creme de abacate e presunto cru.
A maioria dos bistrôs parisienses servem pelo menos um verrine: doce ou salgado multi-texturizados em um copo.
No caso dos verrines salgados são ideais para variar os prazeres do aperitivo. Frios ou em temperatura ambiente, oferecem-nos a oportunidade de uma colcha de retalhos de sabores e texturas que se adaptam as estação e os desejos.
Normalmente os verrines são em camadas com cores contrastantes o que os torna atraente, servidos em copos transparentes, mostrando assim, toda sua beleza.
Hoje, o Marcelo preparou o de creme de abacate e presunto cru, para que você tenha uma idéia e se renda aos verrines.
Mas você pode usar sua criatividade e criar o seu próprio ou  adaptar suas receitas favoritas, basta buscar o contraste, mas também a harmonia, não deixe todas as camadas apimentadas, salgadas ou muito ricas.
Quando o assunto é vinho, a diversidade dos verrines é um desafio na hora de harmonizar .
Uma dica para realçar o nosso, ou qualquer outro verrine que você venha a fazer, é apostar nos aromas frutados com uma agradável frescura, permitindo ao paladar passar de um sabor ao outro sem saturar.
Uma taça de vinho branco pela sua frescura e aromas sutis, é um ótimo companheiro para um verrine salgado de aperitivo.
Um Chardonnay sem madeira, um Viognier, mas cuidado para não escolher um vinho muito aromático e exuberante, o que pode "apagar" o seu prato.
Um espumante que tenha em sua composição Pinot Noir e Chardonnay, é uma boa pedida.
Seja qual for a versão do verrine não escolha um vinho que seja muito poderoso para não prejudicar o casamento. Um vinho leve e fresco vai perfeitamente com qualquer verrine salgado.
Que tal preparar essa maravilha?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Verrine abacate e presunto cru
Ingredientes:
6 fatias de presunto cru
3 avocados
2 limoes sicilianos
2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola
algumas gotas de Tabasco
120 gramas de tomates cerejas 
50 gramas de tomate seco
2 fatias de pão de sanduíche cordados em circulos
Sal e pimenta moída na hora
Preparo:
1.Colocar na tigela de um processador de alimentos o abacate com o suco dos limões, o azeite, a cebola cortada em quatro, a pimenta Tabaco, o sal e a pimenta-do-reino, misturar até obter um creme homogêneo.
2. Adicionar um pouco de água se necessário.
3. Retire a polpa dos tomates cereja e corte-os em cubos, corte os tomates secos e o presunto cru em pedaços. 
4. Montagem, em um copo transparente pequeno e longo (como o da foto) que alcance ao fundo uma colher de chá, monte em camadas seu verrine da seguinte forma.
Camada de baixo = creme de abacate seguida de uma rodela de pão de forma
Camada do meio = Tomate cereja + tomate seco
Camada de cima = presunto cru  
5. Finalize com um Grissini (palitos salgados)

Você sabia... 
Espumantes brasileiros
Os vinhos espumantes têm sido elaborado em diferentes regiões brasileiras.
Reãgio Sul , principalmente na Serra Gaúcha, à base de Chardonnay, Pinot Noir e Riesling, para os tradicionais, bem como de variedades moscatéis, para os espumantes doces.
Nordeste há duas condições bem distintas:
Vale do São Francisco, onde se produz vinhos tropicais, os espumantes moscatéis dominam, a partir dos moscatos Itália e Canelli, assim como os bruts e demi-secs brancos e rosados, a partir de Chenin Blanc, Verdejo, Sauvignon Blanc, Viognier, Arinto, Fernão Pires, Syrah e Tempranillo, pelo Método Charmat.
Chapada Diamantina, BA , a videira tem se mostrado bem adaptada a esta nova região, dando origem a vinho espumantes tradicionais de elevado potencial e tipicidade, que chegarão em breve nos mercados consumidores. Tais vinhos elaborados a parti de Chardonnay, Pinot Noir e Viognier.
Sudeste, nesta nova viticultura, os espumantes tradicionais à base de Chardonnay têm se mostrado com elevado potencial de mercado, qualidade e tipicidades únicas.

sábado, 4 de setembro de 2021

BCA completa 5 anos!!!




"Boa comida e bom vinho é o paraíso na Terra."
É com a frase de Henry IV, primeiro rei da França, que começo o post de hoje.
Afinal, são cinco anos seguidos, iniciando a semana ou desejando um bom fim dela.
Cinco anos traduzindo em palavras, receitas e harmonizações um pouco da nossa paixão, a enogastronomia.
Vivendo entre garrafas, temperos, quitutes e iguarias, aliciando os glutões de plantão.
Falar de vinho e comida é viciante, quando falamos, sempre fica algo por dizer, depois que você conhece esse mundo, é difícil sair dele.
O BCA foi criado para dividir nossas experiências enogastronômicas, para animar você a experimentar as variadas combinações de sabores, manter o espírito aberto e não ter medo de inovar.
Procuramos desmistificar que a harmonização entre comida e vinho é algo reservado apenas a ocasiões especiais. Não precisa ser difícil e nem dispendioso, sem regras, só litragem.
O Má na cozinha é um convite pra você se aventurar, Beber, Comer e Amar, eternizando seus melhores momentos.
Agradecemos muito pelo carinho, pelo feedback, pelo incentivo.
Que possamos seguir Bebendo, Comendo e Amando..
Que venham os próximos cinco anos! Saúde! 🍷

terça-feira, 31 de agosto de 2021

Tagliatelle com vieiras - Espumante Maria Valduga


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Tagliatelle com vieiras grelladas.
Somos apaixonados por vieira, um molusco saboroso com uma textura carnuda e firme, bem temperada derrete na boca, numa avalanche de sabor.
Aqui deu conta do molho amanteigado, e com sucesso acompanhou o Tagliatelle al dente.
Para harmonizar este jantar 'festivo" escolhi um Espumante brasileiro da Casa Valduga - Vale dos Vinhedos - Brasil.
Maria Valduga

60 meses de autólise em cave, elaborado com 80% Chardonnay e 20% Pinot Noir.
De cor amarelho palha, perlage fino e persistente com formação de colarinho.
Nariz intenso, fruta em compota (pera, maça), aromas de panificção.
Em boca é cremoso, com ótima acidez , final longo e persistente.
A frescura e os aromas de brioches e tostados completam na perfeição a delicadeza da vieira combinada do molho amanteigado do tagliatelle.
Que tal preparar essa maravilha?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
200 gramas de vieiras 
200 gramas de tagliatelle
150 gramas de manteiga
100 ml de vinho branco seco de boa qualidade
100 gramas de nata
2 colheres (sopa) de azeite
Raspas de 1 limão siciliano
Sal e pimenta a goto
Preparo:
Tempere as vieiras com sal e pimenta a gosto.
Em uma frigideira quente acrescente o azeite e doure as vieiras (2 minutos de cada lado) Reserve.
Abaixe o fogo, na mesma frigideira, coloque a manteiga e deixe derreter raspando o fundo  até soltar os grumos deixados pelas vieiras, quando a manteiga estiver levemente dourada, acrescente o vinho, deixe evaporar e logo em seguida, acrescente a nata fresca, tempere com sal e pimenta e finalize o molho com raspas de limão siciliano.
Despeje o tagliatelle já cozido sobre o molho, mexa e acrescente 1 concha da água do cozimento da massa incorporando tudo delicadamente.
Acrescente as vieiras reservadas e sirva em seguida




sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Manta de muçarela - Pedrucci Brut Rosé




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Manta de Muçarela recheada com rúcula, presunto cru e tomate seco.
A muçarela de búfala, com sua superfície elástica, macia e sua consistência gustativa vai muito bem em muitos pratos, das entradas aos primeiros.
Com seu sabor salgadinho e ligeiramente ácido mas fresco e leve, fica muito bem em pratos frios, como essa entrada que o Marcelo preparou hoje.
Este prato se prepara com muita facilidade, fica pronto em minutos e o resultado final impressiona bela beleza e sabor.
Quando o assunto é vinho, o sabor lácteo da muçarela, a boa persistência e doçura do tomate seco e as notas de gordura do presunto cru, sem dúvida, requerem a combinação com vinhos Rosés.
Escolhi um Espumante brasileiro da Casa Pedrucci - Garibaldi/RS - Brasil
Elaborado pelo Método Tradicional - 12 meses de garrafa com as variedades Pinot Noir, Merlot e Gamay.



Cor brilhante com perlage em abundância e formação de colarinho.
Aroma de frutas vermelhas (morango, cassis e amoras).
Em boca, excelente cidez, frescor intenso, frutado e de final persistente.
Que tal preparar essa maravilha para seu final de seman?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes
1 manta de muçarela de búfala
1 maço de rúcula higienizado
tomate seco q.b
presunto cru q.b
Preparo:
Coloque a manta sobre uma tábua mantendo o plástico protetor de baixo. Abra -a e distribua primeiro fatias finas de presunto cru, depois as folhas de rúcula e por fim os tomates secos (como na foto).
Com cuidado para a manta não quebrar, enrole como se fosse um rocambole, retire o plático, corte em fatias não muito finas e nem muito grossas e sirva a seguir.







terça-feira, 24 de agosto de 2021

Ceviche de salmão - Vinho de altitude




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Ceviche de Salmão.
A base de um bom ceviche peruano é o peixe, que deve ser extremamente fresco, é "cozido" pela acidez do limão, outros ingredientes trazem profundidade ao prato: cebola roxa, pimenta vermelha e coentro picado para aumentar a sensação de frescor.
O tempo da marinada depende da região, embora a idéia é que o peixe não cozinhe demais. O suco gerado é chamado de leite de tigre.
Na hora de harmonizar, o vinho escolhido deve apresentar boa acidez para resistir à marinada e também se opor à gordura do salmão cru.
Escolhi um Sauvignon Blanc de terroir de altitude de Santa Catariana - Bom Retiro


Thera Sauvignon Blanc 2020
Intenso no nariz com maracujá, toque herbáceo e notas minerais que se confirmam em boca.
Acidez marcante, refrescante com final persistente.
Que tal prepara essa maravilha?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
500 gramas de salmão cru
1 cebola roxa cortada em juliene
1 pimenta vermelha sem sementes
suco de 1 limão 
Sal a gosto
Preparo:
Corte a cebola roxa em juliene e deixe-a de molho em água com gelo por 10 minutos.
Enquanto isso, limpe a posta de salmão retirando a pele e os espinhos, corte-o em cubos pequenos como os da foto acima.
Em uma tigela coloque o salmão em cubos tempere com sal , acrescente a pimenta vermelha picada, a cebola roxa (drenada) e o suco de limão, mexa bem.
Leve a geladeira por 15 minutos.
Na hora de servir salpique com coentro picado.
Batata chips é uma ótima sugestão de acompanhamento.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Comfort food português - Arroz de Feijão




Beber, Comer e Amar..
Má na cozinha preparando Arroz de feijão, um verdadeiro Comfort food português, uma cozinha apurada por décadas de tradição.
Décadas também tem minha amizade com Cris Alves, amiga de infância que me ensinou essa receita.
Hoje, encontra-se além-mar, vivendo no Norte de Portugal onde o prato teve sua origem, pois as versões mais conhecidas localizam-se na zona litoral que vem do Minho até o final da costa da Beira Litoral.
O tempo passou, com ele as brincadeiras de infância, os descobrimentos da adolescência, a vida adulta...
Além do afeto que nos une, a paixão pela enogastronomia rende horas e horas de conversas diárias.
Delicioso é a palavra que, de certo, melhor descreve este arroz. Seu diferencial é o saboroso caldo apurado e rico em sabor.
O arroz pode ser servido seco, mais  molhado, ou malandrinho, ou seja, com o caldo do cozimento ainda muito líquido (segundo minha amiga Cris "malandrinho" pois corre do prato, fugindo da água caldosa).
O arroz genuínamente português, o Carolino das Lezírias Ribatejanas é primordial, o feijão é o encarnado (feijão vermelho), após se juntarem, são cozidos lentamente com a panela tampada.
O Marcelo optou por cozinhar o feijão em casa, aproveitando a água do cozimento para o arroz na proporção cinco xícaras para 250 gramas de arroz cru.
Mas você pode recorrer ao feijão já cozido comprado em latas nos supermercados que resulta igualmente bem (só não esqueça de drená-lo antes).
Colocamos também chouriço de carne e toucinho defumado, transformando o Arroz de feijão em prato principal.
Mas se você preferir servi-lo como acompanhamento de pataniscas, bolinho de bacalhau ou peixe frito (como manda a tradição) pode omitir o chouriço de carne e o toucinho defumado.
Um prato que acalanta a alma, cheio de sentimentos, cheio de saudade! Que nos fez sentir,  em Vila do Conde á mesa com nossos amigos Cris e Abel e que certamente fará parte do nosso cotidiano, pois é de fácil preparo e muito saboroso.
Quando o assunto é vinho, um prato cremoso, caldoso, apurado e rico em sabor, pede um vinho branco fresco, para exibir ainda mais suas facetas.
Nada melhor, neste caso, do que um vinho regional, um Vinho Verde Branco, para compor esta sinfonia de sabores.
Escolhi o Covela  Edição Nacional - Avesso 2017 - Região dos Vinhos Verdes - Sub-região Baião
Aromas cítricos, flores brancas com um leve toque mineral.
Em boca é seco, lembra pêssego branco, confirma o cítrico do nariz, acidez crocante bem postada, corpo médio e final persistente.



Com seu caráter jovial fez um bom contraponto com o arroz caldoso de sabor marcante.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Receita adaptada de Arroz de Feijão português
Ingredientes:
200 gr de feijão encarnado (feijão vermelho)
1 chouriço de carne (substituição = linguiça portuguesa)
500 gr de toucinho defumado
250 gr de arroz Carolino ( substituição = arroz cateto)
5 tomates maduros picados sem sementes
1 cebola grande picada
2 dentes de alho picados
Azeite q.b
Salsa ou coentro fresco 
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
1. Enquanto o feijão cozinha, faça um refogado bem apurado com o azeite, cebola, alho e tomates.
2. Ao meio da cocção do feijão acrescente-lhe o chouriço e o toucinho e acabe de cozinhar.
3. Junte o refogado ao feijão já cozido, acerte o sal e a pimenta.
4. Verifique a quantidade de caldo resultante do cozimento do feijão e adicione, se precisar, água que seja necessária para cozinhar o arroz (na proporção 5 xícaras de caldo para 250 gramas de arroz cru).
5. Acrescente o arroz cru, mexa e deixe cozinhar com a panela tampada, caso necessário acrescente ainda mais água ao preparo, á medida que o caldo seca, pois lembre-se o arroz deve ficar bem caldoso.

Você sabia...
Vinhos Verdes 
Baião, sub-região situada na zona de transição entre Vinhos Verdes e os Vinhos do Douro.
É o berço da Casta Avesso.
A região é conhecida (não oficialmente) como Douro Verde pois situa-se na região dos Vinhos Verdes porém está longe do mar, a cinco quilômetros, por rio, da fronteira com a região do Douro.
Consequentemente, possui mais horas de sol e menos chuvas, resultando numa maturação diferente das uvas.
Solos graníticos que obrigam as raízes das vinhas a procurar água e minerais nas profundezas.


sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Tortilla de Batatas - Clássico espanhol


Beber, Comer e Amar...

Dia cheio, repleto de afazeres, batemos pernas a tarde toda, chegamos famintos.
Decidimos abrir um vinho despretensioso e preparar algo fácil e saboroso.
Má na cozinha preparando Tortilla de Patatas, receita que aprendeu com minha mãe e que certamente é uma das mais famosas da cozinha tradicional espanhola.
A tortilla original é feita apenas com batata frita em azeite e ovos, tem que ser dourada por fora e úmida por dentro e sempre redonda.
Como a tortilla contém ovos, na harmonização passei longe dos vinhos tintos, é sempre bom evitá-los, pois os taninos dos tintos juntamente com o ovo deixa um sabor amargo e desagradável.
Prefira um branco frutado e aromático.


Escolhi um 100% Chenin Blanc - Cape Elephant Chenin BLanc - Western Cape - África do Sul.

Amarelo com tons dourados, aromas de abacaxi e laranja.

Em boca é fresco, frutado,  muito fácil de beber.
Em um piscar de olhos lá se foi toda a garrafa e a tortilla também.

A título de curiosidade, a tortilla possui inúmeras variações pode levar cebola, pimentão, aspargos verdes, feijões ou ervilhas (esta, se combinada com ovo, pimentão e chouriço, denomina-se paisana), legumes frescos ( a chamada murciana), ervas aromáticas, cogumelos ( à caçadora), caracóis, figado de frango, chouriço butifarra com feijões cozidos (catalana), frutos do mar e peixes, sobretudo filhotes de enguias, bem como sadinha e atum.
Outra modalidade é a tortilla de patata que substitui o ovo por uma mistura de água e farinha.

Receita:
Ingredientes:
6 batatas médias
8 ovos
azeite q.b
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
1. Lave e descasque as batatas, corte-as em rodelas de espessura média para fina.
2. Frite-as em bastante azeite e escorra antes de pegarem cor. Reserve
3.Em uma vasilha coloque os ovos, acrescente sal e pimenta, bata bem para misturar.
4. Junte a batata reservada
5. Despeje a mistura na frigideira que fritou as batatas, tomando cuidado para deixar a quantidade de azeite suficiente para a tortilla ( 2 colheres).
6. Leve ao fogo baixo até começar a borbulhar nas bordas.
7. Vire a tortilla com a ajuda de um prato, despeje-a de volta á frigideira e deixe cozinhar por mais 1 ou 2 minutos.
8. Transfira para um prato de servir.