sexta-feira, 30 de junho de 2017

Os principais vinhos da Itália - Abruzzi



Abruzzi está localizada na parte centro-oriental da Itália. É a quinta maior produtora de vinhos italianos mas infelizmente, quase toda a produção de vinhos da região é de vinhos comuns, tintos e brancos, baseados em uvas plantadas com rendimento excessivamente elevados baseados na quantidade e não na qualidade.
Porém Abruzzi também e capaz de produzir vinhos de qualidade mais elevada pois na região existem todas s exigências físicas de clima e solo para isso.
Um dos vinhos de Abruzzi que pode ser delicioso é o Montepulciano d'Abruzzo que é feito de uma variedade de uva também chamada Montepulciano.
Diferente de um Chianti superbarato, que tende a ser magro e super vazio, ou de um Nebbiolo, barato que tende a ser magro e tânico, o Montepulciano d'Abruzzo tem constituição sólida, textura macia e densos sabores de frutas. Trata-se de um vinho rústico, com preço adequado que vale a pena experimentar.
O mais famoso vinho branco de Abruzzi é o Trebbiano d'Abruzzo, um vinho seco, macio, fácil de beber. Apesar do nome, o Trebbiano d'Abruzzo não é feito com a uva Trebbiano, mas sim com uma variedade de uva de gosto neutro chamada Bombino.

Leia tambem : Os principais vinhos da Itália - Úmbria

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Produtores de vinho de Portugal Parte 13



Quinta do Meão

Em 1877 D. Adelaide Ferreira, já proprietária do maior patrimônio agrícola do Douro comprou em hasta pública  300 hectares de terra virgem à câmara de VN de Foz Côa. O seu sonho era de construir a partir do nada uma exploração modelo, concretizando nela toda a vasta experiência acumulada ao longo  da sua vida de empresária duriense.
Este projeto ambicioso foi totalmente levado a cabo entre 1887 e 1895. Foi a última e mais significativa realização daquela Senhora, que no entanto pouco dela gozou, pois morreu em 1896.
Desde então a quinta manteve-se sempre na posse dos seus descendentes.
Foi nesta quinta que nasceu o lendário Barca Velha e foi por aqui que sua produção se manteve até a separação final de águas. A partir dos anos 70 o seu trineto Francisco Javier de Olazabal assumiu a gestão da quinta e iniciou um longo processo de aquisição de partes indivisas dos seus familiares e comproprietários, e em 1994 tornou-se juntamente com seus filhos, único proprietário da Quinta. Até então as uvas da Quinta eram vendidas à empresa AA Ferreira S.A, fundada pelos descendentes de D. Antonia, e estavam na base de alguns dos seus melhores vinhos.
Essa ligação continuou até 1998, ano em que Francisco Javier  de Olazabal decidiu renunciar ao cargo de presidente da A.A Ferreira S.A, para se dedicar juntamente com seu filho enólogo Fracisco de Olazabal y Nicolau de Almeida, à produção, envelhecimento e comercialização dos vinhos da quinta, através da criação da sociedade F. Olazabal & Filhos Lda.
Raramente uma quinta e um vinho foram tão falados quanto o Quinta do Vale Meão 1999, o primeiro da linhagem, transformado em mito no imaginário nacional desde a primeira colheita. Ao longo de um pouco mais de uma década de vida, as colheitas do Quinta do Vale Meão têm sido aclamadas de forma entusiástica pela imprensa portuguesa e internacional que lhe tem concedido honras de vinho excepcional.

Portifolio:

Meandro Branco
Meandro Tinto
Monte Meao - Vinha da Cantina Tinto
Monte Meão - Vinha do Cabeço Tinto
Monte Meão Vinha dos Novos Tinto
Olazabal Finest Reserve - Ruby Port
Quinta do Vale Meão Tinto
Quinta do Vale Meão Porto Vintage

Leia também - Produtores de vinho de Portugal Parte 12
Fonte: Quinta do Vale Meão
Vinhos de Portugal

terça-feira, 27 de junho de 2017

Vermentino



Casta branca famosa na Riviera italiana, onde dá origem a vinhos brancos secos e florais, considerados companheiros indispensáveis das sopas de peixe da Ligúria.
Também cresce nas ilhas da Córsega e da Sardenha e no sul da França, onde é conhecida como rolle.
É caracterizada por sua acidez refrescante, bom corpo e deliciosos aroma.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Termos alemães que você talvez não conheça





Amtliche Prufungsnummer: número e comprovação de controle de qualidade, significando que o vinho passou por testes oficiais analíticos e de sabor. Aparece em todas as garrafas de vinhos alemães de qualidade, na categoria de Qualitatswein Bestimmter Anbaugebiete ou Qualitatswein Mit Pradikat.

Anbaugebiet: uma das treze regiões produtoras de vinho da Alemanha. O plural é Anbaugebiete.

Ausbruch: vinho de categoria feito em Burgenland, na Áustria. Os Ausbruche são ligeiramente mais opulentos do que os Beerenauslesen e devem ser produzidos com uvas bastante maduras e botritizadas.

Auslese: plural Auslesen (colheita selecinada) vinho feito com uvas muito maduras, de cachos selecionados, um degrau acima em riqueza e intensidade. Em geral, esses vinhos só podem ser produzidos nos melhores anos, suficientemente quentes.
Muitos auslesen possuem exuberante doçura.

Beerenauslese (BA): plural Beerenauslesen (colheita de bagos selecionados): os beerenauslesen são vinhos de sobremesa raros e caros, feitos com uvas individualmente selecionadas à mão. Em geral abreviados para (BA), esses vinhos são produzidos com uvas afetadas pela podridão nobre (Botrytis Cinerea), o que lhes dá a profunda riqueza de mel.

Bereich: um dos quarenta distritos oficiais. As treze regiões vinícolas (Anbaugebiete) da Alemanha são oficialmente divididas em quarenta Bereiche, que por sua vez se dividem em Grosslagen, que por sua vez se dividem em Einzellagen.

Berg: colina ou montanha

Blau: azul; quando se refere a uvas, significando tinto.

Bocksbeutel:  garrafa em forma de jarra, usadas nos vinhos da região alemã de Franken

Burg: fortaleza

Classic: termo usado às vezes nos restaurantes de vinhos regionais da Alemanha, indicando que o vinho é seco (exemplo, Rheinhessen riesling). Para ser considerado clássic o vinho precisa ter menos de 1,5% de açúcar residual. Esse termo, que pode ser usado, ou não à critério do produtor, apareceu pela primeira vez nos rótulos de vinhos alemães na safra de 2000.

Edelfaule: o mesmo que Botrytis Cinera, os saborosos vinhos de sobremesa Beerenauslesen e trockenbeerenauslesen (da Alemanha e da Áustria) são produzidos com a ajuda d Edelfaule.

Leia também - Termos portugueses que você talvez não conheça 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Os Principais Vinhos da Itália - Úmbria


O mais famoso vinho da Úmbria é o Orvieto, um vinho branco elegante, fresco, com leve sabor de pêssego, produzido em torno da cidade medieval de mesmo nome, situada na parte sul da região. As melhores versões do Orvieto, que têm um verdadeiro caráter, são feitas de Trebbiano (ali chamada de Procanico) , e mais  Verdello, Grechetto, Drupeggio e às vezes Malvasia. Um degrau acima do Orvieto básico, em qualidade, situa-se o Orvieto Classico proveniente da zona primitiva e menor de Orvieto. Embora a maioria dos Orvieto encontrados hoje seja de vinhos secos, na origem esse vinho era ligeiramente doce. Apesar de a produção  atual ser limitada, alguns dos mais fascinantes Orvieto  são de uma versão doce chamada amabile, ou de uma ainda mais doce, a dolce. Várias empresas importantes da Toscana, como Antinori, Ruffino e Barone Ricasoli, produzem Orvieto seco, e na Umbria há um certo número de pequenos produtores muito bons, entre os quais Barberani, Conti Vaselli e Decugnano Dei Barbi.
Os mais conhecidos vinhos tintos da Umbria em geral são produzidos nas colinas que cercam Perugia. Dois tipos , em particular, são considerados os melhores da região : Torgiano Rosso Riserva e Sagrantino di
Montefalco, ambos com a denominação DOCG. Torgiano é uma aldeias minúscula que produz o vinho Torgiano a partir de três das mesmas uvas permitidas para o Chianti: Sangiovese, Canaiolo e Trebbiano. A aldeia e a área em torno são denominadas pela vinícola dirigida pela família Lungarotti, cujo museu do vinho abriga uma das mais impressionantes coleções particulares de artefatos de vinhos existentes na Itália.
O Dr. Lungarotti, em suas propriedades em Torgiano, foi o primeiro contemporâneo a provar  no fim dos anos 70, que a Umbria poderia fazer tintos com base em Sangiovese tão bem quanto a Toscana, e até mesmo explorar o que poderia ser chamado de Superumbrios. Suas filhas, Teresa e Chiara, continuam a manter Torgiano, cujo Riserva é agora DOCG.
Foi no sudoeste, na propriedade Castelo Della Salla, de Antinori que a história do vinho umbrio avançou novamente por meio de uma série revolucionária de vinhos não tradicionais. Talvez se esperasse apenas um Chardonnay fermentado em barril, mas Cervaro Della Salla teve, quase desde o início a pureza e a singularidade para se estabelecer como um dos maiores vinhos brancos da Itália. O Muffato Botrytizado, feito de uma série de uvas internacionais, mais a Grechetto, apontou outras possibilidades.
Os vinhos Sagrantino di Montefalco são praticamente o oposto dos Torgianos. Enquanto a maioria dos Torgiano tintos tem peso médio e uma delicadeza relativa, comparada a do Chianti Classico, os vinhos Sagrantino di Montefalco são verdadeiras usinas força, fortes, atrevidos, absorventes e têm sido comparados a Amarones. Esses vinhos são feitos de uvas Sagrantino e embora hoje a maioria seja de vinho secos, as versões doces, produzidas de uvas secas, eram muito comuns no passado. Não existem muitos produtores de Sagrantino di Montefalco e o mais importante é Adanti.

Leia também - Os Principais Vinhos da Itáila - Lombardia

Fonte - Bíblia do Vinho, Atlas Mundial do Vinho

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Produtores de Vinho de Portugal Parte 12






Soalheiro

Sempre que o assunto se centra nos vinhos brancos portugueses é certo que a região do Vinho Verde, onde o vinho é rei, será prontamente invocada, associando a casta Alvarinho à conversa num simples piscar de olhos. E falando de Alvarinho é certo e sabido que o nome Soalheiro irá surgir na mesa, naquele que é um dos vinhos brancos portugueses mais genuínos, elegantes e minerais. Ao longo dos últimos 20 anos, Luis Cerdeira e os seus vinhos Soalheiro foram-se transformando em sinônimos da casta Alvarinho, naquele que é um dos produtores mais antigos da sub-região de Monção- Melgaço. Partindo apenas com uma variedade em carteira, o Alvarinho, Luis Cerdeira consegue produzir cinco vinhos completamente diferentes, de vinhas situadas em locais distintos, uns mais tropicais e exóticos, outros mais contidos e austéros, outros mais sérios e encorpados, outros doces e um espumante. E ainda sobra espaço para uma Bagaçeira Velha de qualidade notável. Uma forma de demonstrar que Portugal vai além dos magníficos vinhos tintos, é , também um país de vinhos brancos frescos e tensos, com uma capacidade de guarda notável.

Portfolio

Alvarinho Soalheiro
Um clássico. frscura aromática da casta Alvarinho, intensidade gustativa e invulgar longevidade em garrafa.

Allo (alô ) - Alvarinho e Loureiro a fruta da região do Minho com as castas Alvarinho e Loureiro.

Alvarinho Soalheiro 9% Dócil
Um Alvarinho com 9% de álcool pleno de acidez e com açúcar residual.

Alvarinho Soalheiro Granit
O Soalheiro Granit revela o lado mais mineral da casta Alvarinho

Alvarinho Soalheiro Primeiras Vinhas
Alvarinho produzido a partir das primeiras vinhas (vinhas velhas) da Quinta de Soalheiro

Alvarinho Soalheiro Reserva
Alvarinho fermentado em casco de carvalho

Oppaco - Vinhão e Alvarinho
O primeiro Soalheiro tinto um perfil único, delicado e elegante, baseado nas castas Vinhão e Alvarinho.

Alvarinho Soalheiro TerraMatter
Um Soalheiro integralmente diferente

Soalheiro Nature
Um Soalheiro "fora da caixa" sem adição de sulfitos

Soalheiro Espumante Bruto Alvarinho
Um Espumante elaborado pelo método clássico, revelando a juventude da casta Alvarinho

Soalheiro Espumante Bruto Rosé
Elegante e delicado com cor rosa salmão

Leia também - Produtores de Vinho de Portugal Parte 11

terça-feira, 20 de junho de 2017

Zinfandel



Durante anos, a Zinfandel foi a mais amplamente plantada na Califórnia, até ser substituída pela Cabernet Sauvignon em 1998. Hoje ocupa a segunda posição em número de acres plantados, a Zinfandel parece um camaleão pode ser transformada em vinho branco até em vinho doce estilo Porto.
Seus melhores exemplares  são vinhos de encher a boca, pleno de sabor de geléia de frutas como groselha preta e ameixa. Preparado no estilo tradicional, pode ser espesso e mastigável.
Até 1972, o zinfandel era sempre vinificado em tinto. Porém naquele ano a grande vinícola Sutter Home, da Califórnia, preparou o primeiro "zinfandel branco" - na verdade, ligeiramente rosado, ao remover rapidamente as cascas das Zinfandel tintas antes que conferissem muita cor ao vinho. Hoje nos Estados Unidos, o zinfandel branco excede em vendas o verdadeiro zinfandel tinto. No entanto, como muitas vezes ele é ligeiramente doce e quase sempre produzido em massa, a partir de uvas que ficam abaixo da melhor qualidade, o zinfandel branco é considerado um vinho para iniciantes.
A uva Zinfandel tem uma longa história na Califórnia se originou na Croácia e é idêntica à uva italiana Primitivo.