quinta-feira, 13 de abril de 2017

Produtores de Vinhos de Portugal Parte 2



Álvaro de Castro, um dos grandes nomes do Dão (Quinta da Pellada e Quinta Saes)
É lendário pelos seus vinhos, produzindo-os a sua maneira, por vezes de forma pouco convencional, sempre com variedades típicas da região como: Encruzado, Cercial, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jean, Alfrocheiro, Baga, e uma vinha velha de mais de 30 castas diferentes; que trabalhadas na adega se transformam em alguns dos maiores vinhos do Dão.
Quinta da Pellada - As primeiras referências históricas que se conhecem sobre a Quinta da Pellada data de 1570. Álvaro de Castro herdou a propriedade em 1980.
"A linha Premium dos vinhos da Quinta da Pellada são, desde longa data, um ícone dos vinhos do Dão.
Para Álvaro de Castro a viticultura e as características de cada ano é que moldam cada colheita, no entanto, a dedicação e estado de alerta são essenciais para que se possa amparar a natureza, afim de exercer o mínimo de intervenção humana na elaboração de cada um dos seus vinhos."
"Saes é a linha tradicional que mantém a imagem de tipicidade e característica elegante dos vinhos do Dão, onde se encontra em cada patamar o timbre fiel de Álvaro de Castro."
"Dão Álvaro de Castro é a linha moderna dos vinhos de Álvaro de Castro, uma imagem mais universal para vinhos que, mantendo todo o perfil da Quinta, fazem a ponte entre o vinho e o mundo. "

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terça-feira, 11 de abril de 2017

Aligoté



Uva bastante rara da Borgonha com ela se elabora o Bourgogne Aligoté, vinho branco jovem, seco, leve e acre com aromas de maças, pêras e cítricos. Esse vinho é usado com creme de cassis no coquetel Kir.
Ela também é usada na composição dos Crèmant de Bourgogne (espumantes).
Fora da França a casta é encontrada na Califórnia, Austrália, Bulgária e Chile.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Termos italianos que talvez você não conheça



Eles podem te ajudar a entender um pouco mais à respeito do seu próximo vinho!
Durante três semanas veremos vinte termos, todas as segundas-feiras, para que aos poucos possamos nos familiarizar.
Abbadía: significa abadia, às vezes abreviado para badía. Construções que antes eram abadias foram transformadas em famosas propriedades vinícolas italianas, como a Badía de Coltibuono, na Toscana.
Abboccáto: ligeiramente doce.
Amàbile: um pouco mais doce que o abboccàto.
Amaro: amargo. Muitos vinhos italianos, tanto branco quanto tinto, têm um caráter ligeiramente amaro, considerados pelos italianos um atributo positivo.
Annàta: ano da safra.
Asciútto: totalmente seco.
Aziènda agricola: propriedade vinícola que às vezes aparece abreviada como Az. Ag. nos rótulos das garrafas, junto com o verdadeiro nome da propriedade vinícola, quando as uvas foram plantadas naquela propriedade e o vinho também produzido ali.
Aziènda vinícola: expressão que designa uma vinícola. Frequentemente aparece nos rótulos de vinho.
Azìenda vitivinícola: empresa que planta as uvas e produz o vinho.
Biànco: branco, como em vino biànco, vinho branco.
Botte: tonel ou barril.
Bottiglia: garrafa.
Cantina: adega; outro termo para vinícola.
Cantina sociàle: adega cooperativa. A Itália, assim como a França e a Espanha, tem centenas de cooperativas de vinho. Algumas produzem um bom vinho mas raramente um grande vinho. Em geral são mencionadas como cooperativas.
Casa Vinícola: empresa de vinhos que em geral produz vinhos a partir de uvas compradas (em oposição a uvas cultivadas na propriedade).
Cascina: termo do norte da Itália que designa uma quinta ou propriedade.
Castèllo: castelo. Vários vinhos italianos famosos são guardados em antigos castelos, por exemplo, no Castèllo dei Rampolla, na Toscana.
Chiarèto: vinho tinto muito leve, ou mesmo um vinho rosado.
Clàssico: designação oficial que se refere ao coração de uma zona DOC, e consequentemente a parte clássica, mais antiga, mais tradicional e melhor dessa zona. Em Chianti, a zona clássica é tão considerada que possui uma DOC  própria: Chianti Clàssico.
Consorzio:  consórcio de produtores que cuida da divulgação e da imagem de um vinho de determinada região, juntando forças para controlá-lo e promovê-lo.
Cooperativa: o mesmo de cantina sociàle.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Corpo (como é percebido)



O vinho é suave, médio ou consistente? Quando é movido na boca, dá a sensação de ser leve e aguado, ou ao contrário, dá a sensação de ser consistente?
Corpo é a sensação que o vinho provoca quando está em sua boca, além do paladar
O corpo de um vinho é definido por sua graduação alcoólica e por sua concentração de "extrato" frutal.
Um vinho bem encorpado contém no mínimo 13,5% de álcool. Alguns vinhos "leves" tem menos de 10% de álcool.
Termos associados ao corpo:
Magro: Vinho com alguma acidez e pouca substância.
Ligeiro: Vinho que provoca sensações pouco intensas.
Curto: Quando o sabor se dissipa rapidamente na boca.
Austero: Vinho difícil de beber.
Anguloso: O contrário de "redondo", vinho que parece ter arestas mal aparadas.
Elegante: Pouco encorpado, com acidez marcante.
Gordo: Vinho com muita fruta, mas sem acidez oi taninos perceptíveis.
Delicado: Vinho pouco encorpado.
Encorpado: Vinho que aparenta ter alta densidade e concentração de sabores.
Concentrado: Vinho com fruta intensa, acidez e taninos moderados.
Denso: Vinho com fruta intensa e taninos moderados.
Opulento: Vinho encorpado com taninos macios e acidez baixa.
Firme: Vinho com taninos intensos e agradáveis em geral, vai melhorar com a idade.
Corpo leve: A expressão se aplica a vinhos que causam a sensação de serem pouco densos, pouco concentrados.
Variedades de uva com bom corpo:
Chardonnay, Sémillon, Viognier e Gewurztraminer (para vinhos brancos). Cabernet Sauvignon, Shiraz, Grenache de videiras velhas, Zinfandel e Nebbiolo (para vinhos tintos).
Variedades de uva de corpo leve:
Riesling, Sauvignon Blanc, Chenin Blanc quando é jovem (para os brancos). Gamay, Dolcetto, Cabernet Franc, Pinot Noir, Barbera (para vinhos tintos).

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Produtores de Vinhos de Portugal





No decorrer das semanas falaremos de alguns produtores de Portugal, alguns já consagrados, outros que estão se renovando e despontando como grandes promessas.
Comecemos pela vinícola de maior peso histórico do Douro.
Casa Ferreirinha
Pertencente a Sogrape desde Dezembro de 1987, foi fundada por Bernardo Ferreira mas foi sua neta Dona Antonia Adelaide Ferreira "Ferreirinha" que viúva se viu a frente de uma grande empresa e com uma visão social e humana muito além do seu tempo, contribuiu muito com o desenvolvimento da região do Douro.
A Casa Ferreirinha produz um dos mais míticos vinhos portugueses o Barca Velha.
O vinho leva esse nome devido a uma barca (velha) que fazia a travessia do Douro, próximo das quintas onde era produzido.
Hoje, existe somente um exemplar da primeira colheita de 1952, cujo valor é, incalculável.
Nesses 65 anos de existência o Barca Velha teve somente 18 colheitas e três enólogos.
A Casa conta ainda com outro vinho mítico, o Reserva Especial que tem como base as castas das mais tradicionais do Douro Superior a Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Cão.
Que só é editado nos anos que a qualidade não chega ao patamar Barca Velha, cujo valor final é metade daquele pedido por um Barca Velha, aproximadamente 400 Euros.
Outros vinhos da Casa Ferreirinha:
Casa Ferreirinha Esteva Tinto
Casa Ferreirinha Planalto Branco Reserva
Casa Ferreirinha Quinta da Leda
Casa Ferreirinha Papa Figos Tinto
Casa Ferreirinha Papa Figos Branco
Casa Ferreirinha Vinha Grande Tinto
Casa Ferreirinha Vinha Grande Branco
Casa Ferreirinha Vinha Grande Rosé
Casa Ferreirinha Callabriga Douro Tinto
Casa Ferreirinha Colheita tardia
Antonia Adelaide Ferreira


terça-feira, 4 de abril de 2017

Agiorgitiko



Importante casta grega, originária do Nemea, também conhececida com São George.
Produz vinhos de cor profunda, sabor frutado que remete a frutas negras (ameixa), picante com taninos macios e acidez  baixa. Os melhores exemplares, que muitas vezes são combinados com Cabernet Sauvignon, podem envelhecer bem. 
Uma uva bem versátil normalmente elaborada como varietal, além de produzir vinhos tintos e rosés e vinhos doces, produz versões leves feitas por Macerção Carbônica (técnica dos Beaujolais).

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Entendendo os descritivos do vinho - Parte 10



Vinhos tranquilos: Todos os vinhos que não são espumantes

Vinicultura: Ciência da produção do vinho. O termo é empregado com menor frequência do que enologia.

Viscosidade: Caráter de alguns vinhos um pouco xaroposos e lentos de se moverem na boca. Por exemplo, uma colher cheia de mel é mais viscosa do que uma colher cheia de água, e o álcool, por natureza é viscosos. Assim, tanto os vinhos doces quanto os vinhos com alto teor de álcool são mais viscosos do que os vinhos secos e os vinhos de baixo teor de álcool.

Viticultura: Ciência do cultivo das uvas.
Vitis: Gênero do reino vegetal ao qual pertencem as videiras. No gênero Vitis existem cerca de sessenta espécies. A mais famosa - e a única que se originou na Europa- é a Vitis Vinéfera, que inclui todas as famosas uvas de vinho: Chardonnay, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon etc, e é a virtual responsável por todos os vinhos produzidos hoje contudo, muitas espécie de videiras se originaram na América do Norte e incluem Vitis Lambrusca, Vitis Riparia, Vitis Rupestris, Vitis Rotundifolia e Vitis Berlandieri, entre outra.


Leia também - Entendendo os decritivos do vinho - Parte 9