terça-feira, 9 de maio de 2017

Encruzado



Encruzado
Importante uva autóctone dos vinhos secos da região do Dão, Portugal. Sendo seu cultivo praticamente exclusivo nessa região.
Quando bem vinificada tem equilíbrio notável entre acidez e açúcar e impressionante capacidade de guarda, podendo conservar-se em garrafa durante anos.
Aromas de rosas, violetas, resina e limão, com o envelhecimento adquire aromas e sabores de avelãs e pinhão, quando fermentados em carvalho, de baunilha.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Termos franceses que você talvez não conheça - Parte 2



Commune: vilarejo que muitas vezes corresponde a uma Appéllation. Em Bordeaux, as comunas de Margaux, Paulliac, St-Julien e St-Estèphe são denominações famosas.

Crémant: atualmente, a palavra crémant é reservada aos espumantes franceses produzidos fora da região de Champagne. Importantes exemplos incluem: Crémant D'Alsace, Crémant de Bourgogne e Crémat de Loire. Desde 1994 esse termo não pode ser usado em vinhos Champagne. Foi usado em certa época para descrever um Champagne com metade da efervescência usual, muitas vezes chamado de vinho cremoso. Esses Champagne meio espumantes ainda são produzidos, mas hoje recebem o nome dos proprietários.

Cru: a palavra pode significar um vinhedo ou uma propriedade, em geral superior, que foi classificada geograficamente ou pela sua reputação. Uma propriedade ou vinhedo classificado é denominado de Cru Classé. Dentro de qualquer classificação (como as de Bordeaux e da Borgonha) existem: Premiers Cru, Grand Cru, etc.

Cuvée: vinho de cuba ou barril selecionado (o termo deriva da palavra francesa Cuvée, que significa cuba). No entanto, em Champagne a palavra Cuvée é usada para descrever uma mistura de vinhos. Uma Cuvée de Champagne é feita de diferentes variedades de uva, ou de uvas provenientes de diferentes vinhedos, ou as duas coisas. A expressão Cuvée de prestige é usada em Champagne para referir-se ao vinho mais caro e de maior prestígio da casa. Por exemplo, Don Perignon é a Cuvée de prestige da Moe & Chandon.

Dégorgement: processo de remover os sedimentos de levedura de uma garrafa de Champagne, depois da segunda fermentação que forma as borbulhas.

Demi-sec: Champagne ou Espumante doce. O meio seco é mais doce do que o extra seco, que é mais doce do que o brut.

De Primeur: vinhos vendidos e bebidos muito jovens. O mais famoso é o Beaujolais Noveau, embora mais de cinquenta vinhos franceses tenham permissão legal para serem vendidos no ano em que as uvas foram colhidas. Não confundir com En Primeur.

Domaine: propriedade produtora de vinho. Muitas vinícolas da França incorporam essa palavra ao seu nome especialmente as propriedades da Borgonha. A mais famosa é a Domaine de la Romanée-Conti.

Dosage: grau de doçura do liqueur d'expédition, que é usado para completar o Champagne antes do arrolhamento final. A dosagem determinará se o Champagne será brut, extra seco, demi-sec etc.

Eau-de-vie: literalmente, água da vida. Bebida alcoólica feita de uva, ou aguardente produzida a partir da destilação do vinho ou do bagaço.

Leia também - Termos franceses que você talvez não conheça

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Os principais vinhos da Itália (Vêneto)



Vêneto
Em termos de volume, é a primeira região produtora de vinhos do norte.
Dois dos vinhos mais famosos e mais amplamente exportados vinhos da Itália provém do Vêneto, O Soave e o Valpolicella.

Soave: produzido na cidade do mesmo nome é elaborado com as uvas Garganega e Trebbiano di Soave, pode conter Pinot Blanc e Chardonnay contanto que 70% seja Garganega.
Os melhores exemplares são leves, frescos e macios, combinam amêndoas e limões.
O Soave básico jamais envelhece e pode vir de qualquer parte da denominação Soave (às vezes produzido com Trebbiano Toscano, uma uva de menor qualidade, se comparada à Trebbiano di Soave, resultando em vinhos baratos e sofríveis).
O Soave Classico DOC provém da zona de produção original, menor e situada nas colinas acima das cidades de Soave e Monteforte d'Alpone.
O Soave Classico Superiore DOCG provém das encostas menos férteis, que precisa amadurecer oito meses antes de ser liberado.
O Recioto di Soave é uma versão vigorosa e doce, feito com uvas desidratadas.

Valpolicella: produzido na região do mesmo nome e elaborado principalmente com Corvina, Rondinella, Molinara e às vezes Negrara.
Os melhores exemplares possuem aromas de cerejas, acidez vibrante, buquê doce e suave.
Existem 5 estilos distintos de Valpolicella:
Básico, pouco encorpado e vinoso, pode vir de qualquer parte da denominação Valpolicella.
Classico: é de melhor qualidade, proveniente da zona menor e original de Valpolicella.
Valpolicella Classico Supeiore: precisa amadurecer pelo menos um ano antes de ser liberado e na prática é feito com uvas melhores.
Valpolicella Ripasso: elaborado do Valpolicella recém-fermentado, onde acrescenta-se o bagaço de Amarone (a polpa de sementes e cascas que restaram da fermentação do Amarone). O vinho fica em contato com esse bagaço por algumas semanas e vai adquirindo mais cor, tanino, sabor e estrutura.
Recioto della Valpolicella: produzido das uvas mais maduras que são postas para secar para que se transformem em passas. No Recioto della Valpolicella a fermentação é interrompida antes que todo o açúcar se converta em álcool, resultando um vinho doce.

Amarone: O vinho mais caro e celebrado do Vêneto, produzido na região de Valpolicella, com as mesmas uvas do Valpolicella (principalmente Corvina, e mais, Rondinella, Molinara e às vezes Negrara).
Porém, enquanto as uvas do Valpolicella são collhidas em sua maturação ideal, as uvas para o Amarone ficam na videira um pouco mais para ficarem bem maduras. Depois os cachos inteiros são deixados em compartimetos para secagem a frio, por 3 a 4 meses (dependendo do produtor). Quando secam e viram passas, são esmagadas e fermentadas, e todo o açúcar é convertido em álcool, produzindo um vinho seco, muito encorpado, com 15 a 16% de álcool.
Muitos Amarones são amadurecidos por 5 anos ou mais antes de serem liberados.
Os melhore exemplares são encantadores, poderosos, concentrados, e ao mesmo tempo cheios de sabores de moca e terra.

Bardolino: recebe esse nome devido a cidade de Bardolino, situada no Lago Garda. É um vinho mais para rosado do que pra tinto, pouco encorpado, frutado e fácil de beber, com sabores de cerejas e especiarias.
Bardolino Classico do distrito original é mais interessante do que o Bardolino simples.
Também tem a versão Chiaretto um espumante barato muito popular no verão.
E o Bardolino Novello que imita o Beaujolais Nouveau.

Prosecco: O Espumante do Vêneto, feito principalmente de uva Glera, e às vezes com pequena quantidade de Pinot Bianco e Pinot Grigio, pelo método Charmat.
As melhores uvas Glera, provém de vinhedos situados bem ao norte de Veneza, nas colinas entre as aldeias de Conegliano e Valdobbiadene (procure então por estas DOCs).

Leia tambem - Os principais vinhos da Itália (Piemonte)



Fontes: A Bíblia do Vinho
             Atlas Mundial do Vinho

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Produtores de Vinhos Portugal Parte 5



Fundação Eugênio de Almeida (Adega Cartuxa)
Fundação benemérita de interesse e apoio social sediada em Évora, criada em 1963 por Vasco Maria Eugênio de Almeida.
A partir da década de 80, a fundação iniciou uma fase de relançamento patrimonial e criou uma exploração agropecuária e industrial que visa garantir a autossustentabilidade econômica da instituição, contribuindo também para a promoção e desenvolvimento da região. Neste projeto destaca-se a viticultura e a oleicultura, atividades das quais resultam os vinhos produzidos na Adega Cartuxa, entre os quasi os emblemáticos Pêra-Manca e Cartuxa (vinhos modernos sem renunciar à tradição), e os azeites produzidos no Lagar Cartuxa.
A área de vinha da Fundação dispõe hoje de mais de 400 hectares de cultivo próprio, a escolha das castas alentejanas consagradas e recomendadas  para a D.O.C do Alentejo, (sub-região Évora), tem sido fundamental na criação dos seus vinhos.
Nos vinhos brancos são usadas sobretudo castas alentejanas importantes como Roupeiro, Antão Vaz e Arinto. Os tintos são obtidos a partir das castas tradicionais como Trincadeira, Aragão e Castelão.

Linha:
E.A (branco, tinto, rosé e EA Reserva)
Vinea Cartuxa (branco e tinto)
Floral de Évora (branco e tinto)
Cartuxa Espumante ( Brut, Rosé e Brut Reserva)
Cartuxa (branco colheita, tinto colheita, tinto reserva)
Cartuxa 50 Anos : Alicante Bouschet e Syrah; Assario, Arinto e Roupeiro
Colheita Tardia; Touriga Nacional e Aragonez;
 Alicante Bouschet e Syrah Licoroso
Scala Coeli (branco, tinto e tinto reserva)
Pêra-Manca branco
Pêra- Manca tinto : um dos míticos vinhos portugueses , com conotação de estrela no mercado brasileiro. Um vinho que ostenta o mesmo nome dos vinhos que Pedro Álvares Cabral carregava nas naus que descobriram o Brasil, segundo rezam as cronicas de viagem. Porém a marca só reapareceu no século 19, mas com a praga da filoxera deixou de ser produzido novamente.
Em 1987, a antiga Casa Soares (detentora da marca) à ofereceu a Fundação Eugênio de Almeida, que lançou sua primeira safra em 1990 e desde então o vinho só é produzido em safras consideradas excepcionais.
Foram até hoje 13 no total (1990, 1991, 1994, 1995, 1997, 1998, 2001, 2003, 2005, 2007, 2008, 2010 e 2011).


Leia tambem - Produtores de Vinhos Portugal Parte 4

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Romanée-Conti





"A propriedade mais famosa da Borgonha e talvez de toda a França, o Domaine de la Romanée-Conti (DRC), pertence às famílias Villaine e Leroy, e abrange cotas de sete vinhedos, todos Grand Crus, que têm sido considerados exemplares durante séculos. Essas cotas incluem um vinhedo dedicado ao vinho branco, Le Montrachet, e seis dedicados ao vinho tinto, Romanée-Conti e La Tâche (ambos monopólios pertencentes exclusivamente ao Domaine), bem como Richebourg, Romanée-St.-Vivant, Echézeaux e Grands Echézeaux. Juntas, essas sete propriedades constituem pouco mais de 62 acres de parreiras. Como o rendimento desses vinhedos é mantido em nível extremamente baixo, a produção é minúscula e os preços altíssimos. A produção total do Romanée-Conti é de meras 400 ou 500 caixas por ano. Isto é, cerca de 1% da produção do Château Lafite-Rothschild, de Bordeaux. Quanto ao custo, ano após ano os vinhos do DRC são os mais caros da Borgonha. O Romanée-Conti de 1998 custava 1.100 dólares a garrafa."

terça-feira, 2 de maio de 2017

Garnacha



Uva nativa da Espanha, é a tinta mais plantada no país, importante parte da mistura dos vinhos de Rioja, Priorato e Navarra, muitas vezes é usada em misturas devido à sua elevada alcoolicidade, ao seu bom corpo e aos sabores de geléia e especiarias.
Na França e chamada de Grenache, cresce em boa parte das regiões vinícolas do sul, inclusive Provença, Languedoc-Roussillon e sul do Ródano, onde é presença fundamental nos Châteauneuf-du-Pape, Gigondas, e na maioria dos Côtes-du-Rhône. Em Languedoc-Roussillon, a grenache é a uva principal do vinho doce fortificado Banyuls. Também é abundante na Austrália e nos Estados Unidos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Termos franceses que você talvez não conheça



Continuando a série, veremos agora termos franceses.

Assemblage: termo usado para Champagne ou Espumante, referente à mistura ou associação de vinhos não espumantes antes da segunda fermentação, que forma as borbulhas.

Baumé: escala usada na França e em boa parte da Europa para medir o açúcar das uvas e portanto o grau de amadurecimento. Outras escalas para medir o açúcar são Brix (usada nos Estados Unidos) e Oechsle (usada na Alemanha).

Blanc de blancs: literalmente, branco feito de (uvas) brancas. Champagne ou Espumante dourado, feito inteiramente de uva Chardonnay.

Blanc de noirs: literalmente, branco feito de (uvas) negras. Champagne ou Espumante feito de uvas tintas. (os franceses referem-se às uvas tintas como sendo negras). É possível fazer um vinho branco a partir de uvas tintas porque o mosto e a polpa das uvas de casca escura é branco. Em geral, , o Blanc de noirs é feito de Pinot Noir, mas em alguns casos pode-se usar Pinot Meunier. Muito poucas vinícolas produzem
Champagne desse tipo. Essa prática é mais comum entre os produtores de espumantes da Califórnia.

Brut: Champagne ou Espumante que varia entre o seco e o muito seco. O Extra brut é ligeiramente mais seco do que o brut.

Cépage noble: a palavra cépage significa variedade de uva. As chamadas variedades de uvas nobres - cépages nobles - são as que servem para preparar um bom vinho, como Cabernet Sauvignon, Pinot Noir ou Chardonnay.

Chai(s): instalação(ões) térrea(s) usada(s) para armazenar vinho.

Château: construção onde o vinho é preparado, e em torno da qual crescem as videiras. Apesar de a maioria das pessoas imaginar propriedades palacianas, como o régio Château Margaux, de Bordeaux, um château pode ser humilde como uma garagem. Os nomes da maioria das propriedades em Bordeaux são precedidos da palavra château , embora essa palavra não seja usada com tanta frequência em outros lugares da França, e jamais na Borgonha, onde o equivalente aproximado seria Domaine.

Climat: termo usado especialmente na Borgonha para designar um campo ou canteiro específico. Cada climat se distingue pelo solo, pelo clima, pela orientação em relação ao sol, inclinação, capacidade de drenagem, etc.

Clos: termo usado especialmente na Borgonha para indicar um vinhedo cercado por muro. Um dos vinhedos murados maiores e mais famosos da Borgonha é o Clos Vougeot.