quarta-feira, 12 de julho de 2017

Participação na Avaliação do Guia de Vinhos Selo 7 Sommeliers - Vinhos da Espanha


O Beber, Comer e Amar teve a honra de ser convidado à conhecer e participar da Avaliação do Guia de Vinhos Selo 7 Sommeliers.
Daniella Romano nossa simpática anfitriã e idealizadora do projeto é uma entusiasta no assunto,  profissional altamente gabaritada que acumula títulos. Sommelière certificada pela FISAR, e pela SBAV SP, completando sua formação nas Universidades de Davis, Université du Vin de Suze-la-Rousse, Unicamp, Excell Iberica, B.I.V.B entre outras. É pioneira no Brasil no estudo e desenvolvimento das caixas de aromas, dirige o projeto Ver o Vinho, também criado por ela que trata da inclusão social capacitando deficientes visuais na degustação e avaliação de vinhos, escreve além de outras mídias para dois blogs o Aroma do Vinho e o Wine Diamonds and Lipstick.
O Selo 7 Sommeliers avalia vinhos de todas as partes do mundo, cada rotúlo selecionado é classificado e analisado em todos os aspectos importantes.
Uma garrafa que estampe o Selo 7 Sommeliers foi devidamente avaliada e aprovada pela equipe, a classificação é feita por taças de 05 a 01.
No site www.selo7s.com.br você encontra o Ranking dos vinhos avaliados (Espumantes, Brancos, Rosés, Tintos e de Sobremesa) é só clicar na categoria e conferir a ficha técnica do vinho, sua avaliação e local de compra.
Na sessão Pontuação em taças, você pode conferir todos os vinhos avaliados desde os que atingiram 5 taças (classificados como vinhos fantásticos e excepcionais) até vinhos que atingiram somente 01 taça (classificados como abaixo da média).
Ontem 11/07 participamos da Avaliação de Vinhos Espanhóis, a avaliação aconteceu na Casa da Travessa, um espaço de muito bom gosto, localizado no bairro das Perdizes (São Paulo), lugar aconchegante onde se "respira vinho!



A avaliação contou com dois painéis com 09 vinhos cada, degustação às cegas, com vinhos bem escolhidos, uma ficha de degustação bem detalhada e uma organização impecável.
E ainda fomos agraciados com um jantar preparado pelo Chef Cesar Adames fechando o evento com chave e ouro.


É preciso deixar aqui registrado o quão bem tratados fomos, o comprometimento e o engajamento com a cultura do vinho é tão inerente que salta aos olhos.
A Casa da Travessa conta também com outros eventos e cursos, sempre promovendo a gastronomia, bebidas, arte e cultura.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Clairette



Clairette
Uva branca com  baixo rendimento, essa uva é extremamente fresca e aromática. É um componente comum na mistura de muitos vinhos brancos do sul da França, inclusive os da Provençe, de Chateauneuf-du-Pape e de Côtes-du-Rhône.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Termos alemães que você talvez não conheça Parte 3



Landwein: categoria de vinho de mesa simples, de qualidade acima do Tafelwein porém abaixo do Qualitatswein Bestimmter Anbaugebiete.

Lese: colheita, as datas de colheita variam de setembro a dezembro, conforme a variedade de cada uva, as condições de tempo e o tipo de vinho a ser produzido (Kabinete, Spatlese, Auslese, etc).

Oechsle: escala usada para indicar o grau de amadurecimento das uvas. Desenvolvida no século XIX pelo físico Ferdinand Oechsle, essa escala mede o peso do suco de uva, ou mosto. Como o conteúdo do mosto é principalmente aḉucar e àcido, o peso do mosto indica o grau de amadurecimento. De acordo com as leis alemãs, as categorias de amadurecimento se baseiam nos níveis Oechsle, que são especificados conforme a variedade de uva e a região vinícola. Por exemplo, para que um vinho Riesling da região de Mosela seja considerado um Spatlese, deve ter 76 Oech; na região Rhengau, para ser um Spatlese o Riesling precisa ter 85 graus Oechsle.

Pratikat: atributo especial de amadurecimento. Na Alemanha existem seis níveis de pratikat do Kabinett ao Trockenbeerenauslese.

Rotwein: vinho tinto, a Alemanha e a Àustria são famosas por seus vinhos brancos, mas boa quantidade de vinho tinto é produzida e consumida localmente.

Sekt: espumante

Selectio: termo que indica que o vinho contém menos de 1,2% de açúcar residual é por tanto é seco. A palavra seleção só pode ser usada em rótulos de vinhos alemães que mencionem a aldeia do vinhedo específico onde as uvas foram plantadas. No entanto, o uso do termo seleção fica a critério do produtor. Alguns produtores preferem o termo Trocken, que estipula ainda um percentual ainda mais baixo de açúcar residual permitido.

Sussreserve: suco de uvas poupadas da colheita, e que ficou sem ser fermentado para manter toda a doçura natural. Na Alemanha, pequenas quantidades de Sussreserve podem ser acrescentadas a vinhos muito ácidos para lhes dar equilíbrio.

Tafelwein: vinho de mesa, a categoria mais simples dos vinhos. Embora o teor de álcool, as variedades de uvas, bem como a origem dessas uvas sejam controladas por lei, o Tafelwein em geral é tão leve que fica apenas um degrau acima da água. Na Alemanha quando a palavra deutsche (alemão) aparece antes de Tafelwein, significa que as uvas foram plantadas na Alemanha. A ausência dessa designação indica que as uvas podem provir e outros países da Comunidade Econômica Europeia.

Trocken: seco. Vinhos rotulados trocken na Alemanha e na Áustria devem ter menos 0,9% de açúcar residual.

Weingut: propriedade vinícola.

Weinkellerei: vinícola que compra mosto ou vinho de um produtor e depois engarrafa e comercializa esse vinho.

Leia também Termos alemães que você talvez não conheça Parte 2


sexta-feira, 7 de julho de 2017

Os principais vinhos da Itália - Campânia, Apúlia, Basilicata e Calábria



As quatro regiões da península sul ( a ponta, o salto e o tornozelo da bota italiana), Campânia, Apúlia, Basilicata e Calábria produzem poucos vinhos de alta qualidade, e apenas um verdadeiramente famoso.
Praticamente a maioria dos vinhos é produzida por cooperativas e boa parte do vinho da região nem chega a ser engarrafada, e é vendida diretamente do tonel aos consumidores locais.
Porém, já existem indícios de uma maior preocupação com a qualidade nessa direção e cada vez mais o sul da Itália exporta vinhos bons, alguns com preços excelentes.

Campânia
Foi nessa região que os gregos introduziram três das mais importantes variedades do sul: Aglianico, Fiano e Greco. No final da década de 90, a família Mastroberardino junto a arqueólogos italianos, desenvolveu um projeto para replantar as encostas do monte Vesúvio com vinhedos dedicados a essas três castas, exatamente como os vinhedos  que devem ter existido na Antiguidade.
A Aglianico, variedade tinta, é a base do mais famoso vinho tinto do sul, o Taurasi, vinho de cor negra, potente e aromático, o único das quatro regiões a obter a DOCG.
A Fiano e a Greco dão origem respectivamente  a dois vinhos brancos, o Fiano di Avellino e o Greco di Tufo, também produzidos pela família Mastroberardino.

Apúlia
Nessa região existem alguns vinhos tintos triviais muito bons. As principais castas são Negroamaro, Uva di Tróia e Primitivo.
A Negroamaro é a uva principal do mais famoso distrito vinícola de Apúlia, a península de Salento.

Basilicata
Basicamente só tem um vinho importante, o tinto Aglianico del Vulture.

Calábria
O vinho mais importante da região é o Cirò, produzido de uma antiga casta, a Gaglioppo.
A longíqua cidade marítima de Bianco é o berço de outro vinho notável da Calábria, o Greco di Bianco, um vinho de sobremesa feito com uvas Greco parcialmente secas, com um fascinante sabor e ervas e frutas cítricas.

Fonte: Karen MacNell

Veja também: Os principais vinhos da Itália  Abruzzi

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Produtores de vinho de Portugal Parte 14


Herdade do Mouchão
Para a Região do Alentejo no início do século XIX Thomas Reynolds migrou, tendo como o objetivo o negócio de cortiça.
Três gerações depois, seu neto John Reynolds adquiriu uma propriedade de 900 hectares, denominada Herdade do Mochão, onde a atividade corticeira acabou por incentivar a produção de vinhos.
Plantaram várias vinhas em 1901. Pensa-se que foi também por iniciativa de Jonh que as primeiras plantas da casta Alicante Bouchet foram trazidas da França.
Após a revolução de 1974 a herdade foi expropriada e só foi devolvida à família em 1985. Hoje a Herdade do Mouchão continua a ser gerida e trabalhada pelos descendentes da família original.
Pouco, muito pouco mudou na Herdade do Mouchão, desde a sua fundação. Faz-se vinho tal como os os antepassados elaboravam, produzindo vinhos com o carinho e a convicção que basta respeitar as tradições e a excelente qualidade das uvas e de um terroir único.
Todo o processo de vinificação se mantém praticamente intocável, preservando a tradicional vindima à mão e a fermentação das uvas em lagares de pedra com pisa a pés.
A Alicante Bouchet predomina e, juntamente com a casta Trincadeira, empresta o perfil de sempre à casa.

Portfolio:

Vinhos Tranquilos
Mouchão Tinto
Ponte das Canas Tinto
Dom Rafael Tinto
Dom Rafael Branco
Mouchão Colheits Antigas
Herdade do Mouchão Tonel 3-4

Vinhos Fortificados:
Mouchão Licoroso
Mouchão Abafado

Ainda contam com a produção de Aguardente (Aguardente Bagaceira Branca e Aguardente Bagaceira Velha), Azeites extra virgem (Azeite Clássico e Azeite Galega) e mel.

Leia tambem - Produtores de vinho de Portugal Parte 13

terça-feira, 4 de julho de 2017

Canaiolo



Apresenta ótimos aromas, coloração escura e densa, por isso , é propícia para cortes, adicionando aos vinhos taninos suaves e aromas elegantes.
Importante uva para cortes na Toscana e na parte central da Itália. Entre outros vinhos, a Canaiolo é usada como parte da mistura do Chianti e responsável por ressaltar seus sabores herbáceos e garantir um bom envelhecimento.
É raramente encontrada em varietais.
Uma sub-variedade dessa uva, a Canaiolo Bianco (variedade branca rara) cultivada principalmente na Umbria, é usada muitas vezes no preparo do vinho Orvieto.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Termos alemães que você talvez não conheça Parte 2



Einzellage: nome oficial de determinado vinhedo. Existem mais de 2500 na Alemanha. As treze regiões vinícolas da Alemanha são oficialmente divididas em 40 Beereiche. que por sua vez se dividem em 163 Grosslagen, que por sua vez se dividem em Einzellagen, plural de Einzellage.

Eiswein: Vinho de sobremesa raro e especialmente intenso produzido pela prensagem de uvas congeladas que ficaram nas videiras até a metade do inverno (às vezes, Fevereiro). Essas uvas são prensadas enquanto congeladas, de modo que a água da uva congelada se separa do mosto, que permanece concentrado, muito doce e com elevado teor de ácido. Devido à acidez, os Eiswein são em geral menos untuosos e mais vibrantes do que os Beerenauslesen e Trockenbeerenauslesen. Os Eiswein envelhecem durante décadas.

Erstes Gewachs: primeira safra. Designação usada em Rheingau (mas não em outras regiões vinícolas da Alemanha) para vinhedos considerados exemplares. Só vinhedos plantados com Riesling ou Spatburgunder podem ser classificados como Erstes Gewachs. Para a expressão aparecer no rótulo do vinho, este deve ser feito de modo a atender a todos os padrões e passar por um exame rigoroso.

Erzeugeabfullung: vinhos produzidos e engarrafados por um produtor ou uma cooperativa. Não se vê essa palavra nos rótulos de propriedades famosas.

Federspiel: termo usado exclusivamente na região de Wachau, na baixa Austria, para indicar vinhos naturais, não chapitalizados, com menos de 11,9% de álcool. Vinhos Federspiel são mais ou menos equivalentes aos que em outras regiões da Austria são conhecidos como Kabinetts.

Flasche: frasco ou garrafa, a palavra inglesa Flask deriva de Flasche.

Gutsabfullung: engarrafado na propriedade.

Halbtrocken: literalmente, meio seco este termo é usado na Alemanha mas raramente na Austria, onde a maioria dos vinhos são muito secos. Vinhos rotulados Halbtrocken em geral tem um sabor extremamente seco, devido a elevada acidez dos vinhos alemães. O nível de amadurecimento de um vinho Kabinett, Spatlese ou Auslese pode ser Halbtrocken ou Trocken

Leia também  Termos alemães que você talvez não conheça