sábado, 29 de fevereiro de 2020
Sugestões de vinhos pra combinar com Bolo
Que vinho oferecer à um número considerável de pessoas, na hora do bolo da festa de aniversário?
Me fiz essa pergunta hoje ao constatar que precisava de um vinho para harmonizar com um Bolo de Aniversário .
Bolo este de chocolate, recheado e coberto com dois cremes.
Um bolo suntuoso com um vinho que combine é um modo maravilhosamente hedonista de fechar a festa com chave de ouro.
Assegurar que o vinho tenha no mínimo uma doçura compatível com o bolo é o primeiro passo para o sucesso da combinação. então não caia na armadilha de servir aquele Espumante Brut, que ficou convencional em festas de casamento.
Sobremesas não harmonizam bem com Espumante Brut, que, com o doce,tem sua acidez e amargor acentuados.
Se optar por um Espumante, escolha um Moscatel , pois combinam bem com preparações que contenham chocolate misturado a algum creme.
Aliás, o Brasil produz verdadeiras maravilhas neste seguimento, que vem ganhando a cada ano destaque pela qualidade e volume comercializado.
De acordo com a Lei do MAPA, Moscatel Espumante é o vinho cujo anidrido carbônico provém da fermentação em recipiente fechado, de mosto ou de mosto-conservado de uva moscatel, com uma pressão mínima de 4 atmosferas a 20 graus Celsius e com teor alcoólico de 7% a 10% em volume, e no mínimo 20 gramas de açúcar remanescente.
O Moscatel Espumante é elaborado com variedades de aromáticas, destacando-se as uvas: Moscato Branco, Moscato Giallo e Malvasia - variedades caracterizadas pela alta concentração de açúcar, coloração amarela com aspecto dourado, com sabor do mosto doce, grande intensidade aromática e bastante produtiva.
Você sabia...
Consagrada como maior e mais importante concurso de vinhos brasileiros, A Grande Prova de Vinhos do Brasil GPVB, teve três espumantes Moscatel Branco premiados e um Espumante Moscatel Rosé.
O GPVB 2019 na sua oitava edição, contou com o apoio institucional das seguintes entidades: Ibravin, SindiVinho, Aprovale, Wine South América (WSA), Vinhos de Altitude (SC), Vinhovasf, Agavi, Apromontes, Vinhos da Campanha, ABS-RJ e Hotel Vila Galé.
No total foram 51 vinhos premiados, a lista completa foi publicada no Anuário Vinhos do Brasil 2019/2020
Como hoje o post fala de Espumante Moscatel, a título de curiosidade relaciono os premiados:
Espumante Moscatel Branco
Panizzon Moscatel, Flores da Cunha, RS
Garibaldi Moscatel. NV. Garabaldi, Garibaldi, RS
Courmayeur Moscatel . NV. Courmayeur, Garibaldi, RS
Espumante Moscatel Rosé
Casa Valduga Naturelle Moscatel Rosé, Vale dos Vinhedos, RS
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Dicas BCA: Camembert ao forno
Um dos queijos símbolo da herança francesa, com sua crosta fofa e seu coração cremoso e derretido.
O Camembert o famoso queijo da Normandia, rende várias receitas: quente, à milanesa, em molhos. A região francesa tem também sua bebida preferida, a Sidra que harmoniza maravilhosamente com esta receita fácil, simples e muito gostosa.
Camembert assado no forno. Mas você também pode preparar seu Camembert na churrasqueira, afinal, estamos no verão!
O Camembert é produzido com leite cru de vacas da raça normande. Pertence a família dos queijos moles, é moldado à mão e amadurecido por pelo menos três semanas.
Seu nome é derivado da comuna de Camembert, localizada cerca de trinta quilômetros de Lisieur.
O original Camembert da Normandia tem designação AOC e é apenas fabricado com leite cru de vaca. No entanto, existem muitos queijos Camembert feitos a partir de leite de vaca pasteurizado dentro e fora da Normandia.
Camembert rôti au four
Ingredientes:
1 Camembert em sua caixa de madeira
2 ramos de tomilho
pimenta preta q.b
mel
Preparo:
Preaqueça o forno a 180 graus
Retire o Camembert da caixa e remova o papel que o cerca. Em seguida, coloque-o novamente em sua caixa. Corte a crosta transversalmente, coloque os ramos de tomilho e pimenta por cima. Feche o queijo em sua caixa de madeira e embrulhe em papel alumínio.
Forno por 15 minutos.
Sirva o Camembert quente com fatias de pão torrado e polvilhe com mel.
Se preferir você pode servi-lo com batatas ou com carnes frias.
Você sabia...
Já falamos aqui no BCA a respeito da Sidra francesa.
O Brasil também produz Sidra mas ainda são recentes os estudos acerca da Sidra brasileira. Assim, as variedades principalmente cultivadas são Fuji e Gala destinadas ao consumo in natura. Quanto ao processo, este é semelhante ao utilizado na elaboração de espumantes. Além disso, pode-se empregar o método semelhante a elaboração de espumantes doces, a fermentação parcial, que é realizada utilizando uma única fermentação do mosto em grandes recipientes, a qual é interrompida quando se atinge um determinado teor alcoólico, deixando assim, açúcares residuais.
Estudos apontam que um dos grandes entraves para o consumo de Sidra no Brasil é a baixa qualidade na elaboração. Esses problemas são decorrentes principalmente, do emprego da matéria-prima inadequada e de deficiências tecnológicas relevantes observadas nas etapas de processamento da fruta.
Para elaboração da Sidra no Brasil, as frutas destinadas ao processo são provenientes do descarte comercial, por não apresentarem aspectos desejáveis para o consumo in natura, visto que o Brasil é décimo colocado na produção mundial de maças, a atividade do cultivo ultrapassa 3 milhões de toneladas.
Em vista disto, hoje já se conduzem experimentos de forma a incrementar a qualidade da Sidra brasileira através da acidificação com diferentes agentes acidificantes. De uma forma preliminar, ficou evidenciada a qualidade e o potencial da Sidra brasileira, por meio de técnicas de correções e insumos que podem ser utilizados, como por exemplo dos espumantes, que hoje são referência no mundo do vinho a nível mundial.
Por enquanto, no Brasil não há dados estatísticos ao consumo de Sidra .
Já em países tradicionais, onde o cultivo da maças é exclusivo para a elaboração da Sidra, sendo utilizadas variedades específicas para o processo de elaboração da bebida já é bem consolidado e criterioso. Desta forma, a Sidra francesa é conhecida pelo seu teor relativamente baixo de álcool 3% por volume), enquanto a Sidra britânica ou irlandesa tem um teor alcoólico superior a 10% por volume. O Reino Unido e a Irlanda são os principais países produtores e consumidores de Sidra. Além de outros países com tradição de produzir e estabelecer industria são Bélgica, Finlândia, Alemanha e Espanha.
Fonte: Congrega - Urcamp
Por enquanto, no Brasil não há dados estatísticos ao consumo de Sidra .
Já em países tradicionais, onde o cultivo da maças é exclusivo para a elaboração da Sidra, sendo utilizadas variedades específicas para o processo de elaboração da bebida já é bem consolidado e criterioso. Desta forma, a Sidra francesa é conhecida pelo seu teor relativamente baixo de álcool 3% por volume), enquanto a Sidra britânica ou irlandesa tem um teor alcoólico superior a 10% por volume. O Reino Unido e a Irlanda são os principais países produtores e consumidores de Sidra. Além de outros países com tradição de produzir e estabelecer industria são Bélgica, Finlândia, Alemanha e Espanha.
Fonte: Congrega - Urcamp
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
Queijos - Queijos e vinhos pelo mundo - Pecorino
O queijo de leite de ovelha ou Pecorino é um produto tipico da região do Mediterrâneo, mas também é produzido em outras áreas.
Os queijos italianos pecorino estão entre os mais conhecidos e consumidos em todo o mundo.
Para proteger sua qualidade, produção e comercialização, a União Europeia reconheceu a marca DOP em oito tipos diferentes de Pecorino produzido na Itália. São eles:
Pecorino Romano, Sardo, Toscano, Crotonese, Siciliano, Filiano, di Picinisco e
delle Balze Volterrane.
Vamos falar dos 3 mais conhecidos:
Pecorino Sardo
Este famoso queijo é produzido exclusivamente na Sardenha, seguindo uma especificação rigorosa.
O leite é apenas de ovelha da ilha, e o coalho de bezerro é usado exclusivamente.
Pecorino Romano
Apesar do nome e da DOP, este queijo não é produzido exclusivamente no Lácio, mas também na Sardenha e na província de Grosseto, na Toscana.
Neste caso, no entanto, diferentemente da Sardenha, são usados o coalho de cordeiro e de bezerro. Difere dos outros queijos pecorino pela salga e pela maior duração da cura de 150 a 180 dias.
Coalho, salga e maturação ajudam a dar um sabor mais forte.
É ideal para ralar, e para preparar alguns pratos tipicos do Lácio, como Carbonara e Caccio e pepe.
Pecorino Toscano
Como o Pecorino da Sardenha, o Pecorino da Toscana usa exclusivamente coalho de bezerro, mas como o Pecorino Romano também pode ser produzido fora da Toscana O sabor é mais delicado do que o dos outros dois queijos, principalmente pela curta fase de salga, que dura apenas um dia, a maturação também é menor em comparação aos outros .
Um tipo famoso de Pecorino Toscano é o Pienza Pecorino produzido na cidade localizada na província de Siena, a peculiaridade é que, depois de processado e salgado, esse queijo é amadurecido em barricas de madeira de Carvalho por um período mínimo de 90 dias.
Todos os queijos Pecorinos podem ser classificados de acordo com a cura e a salga.
Fresco - Sem salga e imediatamente pronto para o consumo.
Primosale - Após 1 mês de salga
Semi-curado - Após pelo menos 4 meses de cura.
Quando o assunto é vinho, o Pecorino mais curado, pode ser acompanhado de tintos italianos como um Barolo, Barbaresco, Rosso di Montalcino.
Já os menos curados pedem um Refosco jovem.
Você sabia...
O vinho conhecido como Refosco é produzido com uvas da variedade Refosco dal peduncolo Rosso, cujo o nome se deve a cor vermelha do peduncolo (raminho) que liga o caule a videira. Essa videira é difundida principalmente em Friuli-Venezia-Giulia, onde existem até 8 DOCs que fornecem o tipo "puro" de Refosco (85% a 100%) são elas:
DOC de Carro
DOC de Friuli Colli Orientali
DOC de Friuli-Annia
DOC de Friuli-Aquileia
DOC de Friuli- Grave
DOC de Friuli-Graon
DOC de Friuli-Isonzo
DOC de Friuli-Latisana
DOC de Lison-Pramaggiore
Dependendo da área de origem. Refosco pode assumir diferentes formas:
De vinho fresco para se beber jovem, caracterizado por notas florais e frutadas e um fundo "vinico" característico das DOCs das planícies, às versões mais intensas e estruturadas da DOC de Friuli Eastern Hills onde muitas vezes as uvas são colhidas mais maduras e vinificadas em barricas de carvalho. O Refosco obtido possuí uma ótima estrutura, cor rubi profunda, aromas amplos de frutas com notas de especiarias e torradas. Destinado a evoluir no envelhecimento primeiro na Madeira depois na garrafa.
Leia também: Queijos- Queijos e vinhos pelo mundo- Pave de Chirac
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
Queijos - Queijos e Vinhos pelo mundo - Pave de Chirac
Pave de Chirac é um queijo macio francês produzido na região de Chirac, na área do Maciço Central da França, daí o nome. O queijo é feito a partir de leite de cabra pasteurizado. Sua textura é suave, cremosa e muito flexível. A casca é natural com mofo azul claro. Os aromas são frescos, enquanto os sabores são geralmente muito leves, delicados e sutis.
Este queijo de fazenda de montanha é um criação recente de Monsieur Morin, e foi descoberto por Dominique Desserre em uma de suas visitas ao interior da França.
Quando o assunto é vinho opte por vinhos brancos como por exemplo, um Anjou Blanc
Você sabia...
Anjou Blanc é um vinho branco produzido na vinha do Loire, no oeste da França e mais precisamente na região vinícola de Anjou- Saumur.
Adiministrativamente, o Anjou branco pode ser produzido nos departamentos de Maine-et-Loire, Deux-Sèvres e Vienne. Seu terroir se beneficia de um clima oceânico com influências continentais, giz, areia, argila, e solos siliciosos.
A uva Chenin Blanc é a única variedade principal, podem ser usadas outras variedades de uvas adicionais.
Anjou Blanc tem AOC e AOP.
Este vinho faz parte da denominação genérica de Anjou.
O vinho branco Anjou é um vinho fresco e agradável. De cor amarelo pálido com reflexos esverdeados.
O nariz tem notas de frutos de polpa branca, como maça, pêssego, bem como notas florais e cítricas. Na boca, o vinho é redondo, bem definido e fresco, graças ao equilíbrio de álcool e acidez.
O vinho Anjou é produzido tinto, branco, branco espumante e vinho rosé. Há também Anjou Gamay e Anjou Gamay Nouveau.
Leia também: Queijos - Queijos e vinhos pelo mundo - Queijo Parmegiano Reggiano
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Soave Classico e Spaghetti Al Limone
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Spaghetti Al Limone, prato leve, perfeito para o verão.
Uma das receitas mais simples da culinária napolitana, que provavelmente foi feita pela primeira vez em uma das cozinhas de pequenos produtores de limão da Costa de Amalfi.
Pitoresca, a Costa Amalfitana é conhecida por sua costa íngreme, e sua vegetação mediterrânea, onde os limões crescem em abundância pelas árvores nos jardins e terraços nas falésias.
O prato de hoje é uma receita humilde, que se tornou uma maravilhosa especialidade local.
No seu imediatismo, este prato, simples e refinado ao mesmo tempo, requer ingredientes de qualidade. É claro que o Marcelo não usou o limão Amalfi, IGP desde 2001 e conhecido localmente como "Sfusato d'Amalfi, na nossa região só encontramos o limão siciliano. Porém, usamos um queijo pecorino e uma boa massa.
O segredo para a preparação do Spaghetti Al Limone é deixar as cascas de 3 limões para infundir em um litro de água por 12 horas ou durante a noite. Está será a água na qual o espaguete será cozido.
Vale notar que a massa é cozida em uma quantidade pequena de água, é importante colocar o macarrão em uma panela grande para que o macarrão fique na horizontal e continuar mexendo enquanto cozinha. O resultado é um espaguete cremoso, que na realidade, é apenas o amido da massa que é liberado na água de limão.
Na hora de harmonizar, esta massa muito generosa e fresca que é uma explosão de sabores e aromas, pede um vinho branco igualmente fresco e amigável, que vai combinar com a redondeza do molho que se formou no processo de cozedura, juntamente com o pecorino e as raspas do limão.
Escolhi o Soave Classico DOC Le Bine
Elaborado com 70% Garganega e 30% Trebbiano di Soave, um vinho de nariz intenso com aromas florais e frutados, em boca confirma o nariz, enriquecido por uma agradável nota cítrica que fez um bom acordo com o prato, uma ligeira mineralidade acrescentou complexidade ao seu caráter frutado e floral.
Que tal preparar essa maravilha para seu final de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Spaghetti Al Limone
Ingredientes
250 gramas de espaguete
3 1/2 limões (usamos siciliano)
100 gramas de pecorino
1 punhado de folhas de basílico fresco (manjericão folhas largas)
1 litro de água
4 colheres de sopa de azeite
sal q.b
pimenta preta q,b
preparo:
1. Lave 3 limões, corte-os em 4 e remova a polpa. Coloque apenas a casca em uma tigela com 1 litro de água morna.
Cubra e deixe descansar por 12 horas ou até o dia seguinte. Após este período, coe a água com a infusão de limão em uma panela pequena e deixe ferver.
2. Em uma panela grande com lados altos, adicione uma concha da infusão de limão quente, um pouco de azeite e uma pitada de sal e, quando ferver novamente, adicione o espaguete na panela.
3. Continue misturando e adicione mais uma concha da infusão de limão quente, uma concha de cada vez, até que o macarrão esteja cozido. Não deixe a panela secar ou o espaguete grudar. Rale a casca de meio limão.
4. Quando a massa for removida do fogo, adicione mais azeite, as raspas de limão e misture bem. Adicione o manjericão rasgado e misture novamente.
5. Sirva imediatamente com, pimenta preta e pecorino, ambos ralados na hora em cima do prato.
Você sabia...
A área de produção do Soave DOC incluí todo ou parte do territórios dos municípios de Soave, Monteforte dAlpone, San Martino Buon Albergo, Lavagno, Mezzane, Caldiero, Colognola ai Colli, Illasi, Cazzano di Tramigna, San Bonifacio, Roncá, Montecchia di Crosara e S. Giovanni Ilarione.
O uso da especificação "CLASSICO", além da denominação "SOAVE", é reservada para o vinho obtido a partir de uvas colhidas e vinificadas nos territórios dos municípios de Soave e Monteforte d'Alpone, onde está localizada a área original, denominada zona "histórica".
As castas para a elaboração do Soave são Garganega (igual ou maior 70%), Trebbiano di Soave e Chardonnay (igual ou menor 30%), também podem incluir, até um máximo de 5% de uvas provenientes de videiras brancas e não aromáticas cultivadas na província de Verona.
SOAVE DOC
Elaborado para ser bebido jovem ou 2 anos após colheita, um vinho fácil de beber do qual não se espera nem complexidade, nem potencial de envelhecimento.
SOAVE CLASSICO DOC
Um branco mais complexo, cuja zona de produção fica restrita nas colinas nos municípios de Soave e Monteforte d'Alpone.
SOAVE SUPERIORE DOCG
Um branco mais ambicioso, provém de uma cuidadosa seleção de vinhedos e uvas, prestando especial atenção à evolução do vinho na adega.
Quando vinificado e/ou envelhecido em madeira, desenvolve um tom cremoso que se mistura com os elementos frutados e florais.
RECIOTO Di SOAVE DOCG
um vinho de tradição muito antiga. É obtido secando as melhores uvas "le recie", a parte alada do cacho garganega, com as uvas mais ricas em açúcar e melhor expostas ao sol.
sábado, 18 de janeiro de 2020
Confit tomates cereja harmonizado com L.A Jovem Rosé
Beber, Comer, Amar...
Na estação mais quente do ano vamos apresentar receitas práticas, leves e saborosas harmonizadas com muito espumantes, brancos e roses!
Má na cozinha preparando Confit de tomates cereja em azeite e ervas aromáticas.
Receita de aroma inebriante que tem a cara do verão!
Os tomates confit são ideais para serem consumidos assim como estão em cima de pães e torradas ou combinados com um bom queijo fresco de vaca ou cabra. Você pode usá-los em saladas, massas etc.
Eles também farão maravilhas em um filé de peixe ou em seus papellotes. Além disso, são muito simples de fazer, e você pode variar os temperos e as ervas em que os confita de acordo com seu gosto.
Paras saber mais sobre ervas aromáticas entre: Ervas aromáticas e vinho - Especial Férias
Hoje, o Marcelo optou por alho, orégano fresco e alecrim fresco.
Servimos o nosso Confit de tomates cereja com um pão italiano feito em casa de casca crocante e miolo macio.
Na hora de harmonizar, o tomate confit que é muito aromático no paladar pede um Vinho Rosé, fresco e com nariz evocativo.
Escolhi o Rosé brasileiro da linha Jovem L.A
Luiz Argenta Rosé Jovem
Com uma delicada cor rosada, no nariz aromas frutados (frutas vermelhas) e de flores secas.
Em boca apresenta acidez equilibrada.
A Linha L.A tem uma proposta jovial, com vinhos bem feitos e garrafas com design de muito bom gosto.
Que tal preparar este maravilho confit para seu final de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Tomates cereja confit
Ingredientes:
500 gramas de tomate do tipo cereja ou uva
1 colher (sopa) se açúcar
1/2 colher (sopa) de sal
Orégano fresco q.b ou 1/2 colher (sopa) orégano seco
Pimenta-do-reino a gosto
4 dentes de alho laminados
Azeite de oliva o suficiente para cobrir os tomates
Alguns ramos de alecrim fresco;
Preparo:
1. Lave e seque os tomates
2. Disponha-os em uma assadeira
3. Acrescente o restante dos ingredientes (menos o azeite)
4. Misture bem até os tomates ficarem totalmente impregnados com o tempero
5. Acrescente o azeite até cobrir os tomates
6. Leve ao forno e asse em temperatura baixa (90 graus) por volta de 1 hora ou até ficarem ao seu gosto
Dicas BCA
Seu tomate confit acabou e sobrou azeite no pote?
Este azeite saborizado será um delicioso coringa em sua cozinha, aproveite-o em seus mais diversos pratos.
Você sabia...
Existem algumas formas de produzir o Vinho Rosé.
A mais usada é a prensagem direta, que consiste em prensar levemente as uvas e retirar as cascas, antes do suco (ou mosto) ficar tinto. Dai a cor rosada.
Outra forma é aproveitar o processo de sangria, que é usado quando se tem como objetivo obter um vinho tinto mais concentrado. Nesse método, tira-se parte do suco, sem que as uvas tenham sido prensadas e deixa-se uma quantidade menor fermentando. Esta parte que seria dispensada é transformada em Vinho Rosé.
A terceira forma é conhecida como blending, que se dá com a mistura de vinho branco e vinho tinto até atingir a coloração desejada.
sábado, 11 de janeiro de 2020
Ahi Poke e Monte Azzurro Extra Brut Gheller
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Ahi Poke.
Poke significa "cortar" na língua havaiana, é um prato feito com atum cortados em cubos, marinado em molho de soja e óleo de gergelim, misturado com cebola. O que o Marcelo preparou hoje, com uma base de arroz de sushi, e macadâmias picadas é uma invenção relativamente moderna.
Acredita-se que o Poke foi preparado pela primeira vez pelos polinésios nativos, inicialmente era feito com peixes de recife crus, temperados com sal marinho e algas marinhas, e combinados com candlenut esmagado.
No Havaí, ainda se consome Poke temperados em inamona e limu, mas é o Ahi Poke o mais popular, nas ilhas.
O Poke Ahi nos conta uma versão abreviada da história moderna do Havaí. Contato pós-ocidental, pimenta e cebola entram no prato. Após o surgimento de frotas de pesca à linha (palangre) no Pacífico, os peixes de recifes deram lugar ao Ahi (atum) de profundidade. Japoneses, chineses e coreanos que foram trabalhar nas plantações de açúcar e abacaxi, influenciaram o Poke com suas próprias tradições de peixe cru, e substituíram o sal e a inamora por shoyu e óleo de gergelim.
Mas foi nos anos 1970 que o Poke se tornou popular.
Hoje, com a popularização do prato, parece que qualquer coisa cortada em cubos é bem-vinda, mas com limites, pelo menos localmente, você jamais vai encontrar em uma tigela de Poke: quinoa, frango, milho, couve, macarrão de abobrinha, broto de bambu, cubos de laranja ou amêndoas.
Já no ocidente, o céu é o limite! Lugares como Los Angeles, Nova York e outros adicionaram novos ingredientes e o Poke ganhou vida própria, com infinitas variedades de sabores. Transformando o prato em algo completamente diferente, algo que os havaianos dizem não representar sua herança culinária.
Aqui no Brasil você encontra nas praças de alimentação dos shoppings "restaurantes havaianos" especializados em Poke que oferecem diversas e infinitas guarnições.
Aqui no Brasil você encontra nas praças de alimentação dos shoppings "restaurantes havaianos" especializados em Poke que oferecem diversas e infinitas guarnições.
Confesso, ficamos tentados e ao invés de uma tigela, fizemos duas tigelas de Poke. O Poke mais tradicional (Ahi Poke) e o acidentalizado, ou melhor, o "tropicalizado" pois adicionamos nossas frutas tropicais a ele, além de salmão, pepino e alga.
Na hora de harmonizar, para o Ahi Poke (atum e arroz de sushi ) optamos por um Espumante Extra Brut brasileiro da vinícola Gheller.
Espumante Monte Azzurro Extra Brut - Safra 2011 - Vinícola Gheller - Guaporé - RS
Variedade de uvas: 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir elaborado pelo Método Tradicional (segunda fermentação na garrafa), com 48 meses Sur lie (sobre as borras).
Variedade de uvas: 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir elaborado pelo Método Tradicional (segunda fermentação na garrafa), com 48 meses Sur lie (sobre as borras).
De cor amarelo ouro, com perlage fina e abundante.
No nariz reminiscencia de pão torrado, notas amanteigadas, florais e frutadas (fruta cítrica)
Em boca é elegante, cremoso, fresco com um final mineral e notas de torrefação.
No nariz reminiscencia de pão torrado, notas amanteigadas, florais e frutadas (fruta cítrica)
Em boca é elegante, cremoso, fresco com um final mineral e notas de torrefação.
As notas de torrefação do Monte Azzurro Extra Brut aprimoraram os sabores terrosos do atum marinado, e as bolhas se misturaram com as texturas e sensações salgadas do prato.
Já a outra tigela de estilo Poke, que carinhosamente apelidamos de "Poke tropical" sugerimos a harmonização com um Espumante Demi-sec, pois as frutas que colocamos, deu ao prato um agridoce maravilhoso.
Que tal preparar o Ahi Poke para seu final de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ahi Poke
Para o arroz de sushi
Ingredientes:
3 1/3 de xícara de arroz japonês
4 xícaras de água
5 colheres de sopa de su (vinagre de arroz)
5 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de chá de sal marinho
Preparo:
Cozinhe o arroz de acordo com as instruções do pacote.
Coloque o arroz quente cozido em uma vasilha grande de vidro.
Misture o vinagre com o açúcar e o sal e despeje a mistura sobre o arroz.
Deixe esfriar com a ajuda de um ventilador enquanto vira o arroz suavemente, de modo que todos os grãos fiquem cobertos com a mistura. O arroz está pronto quando estiver quase em temperatura ambiente.
Marinada do ahi (atum)
Atum fresco (gelado) cortado em cubos 2,5 cm
1/2 xícara de shoyu
2 colheres (sopa) de óleo de gergelim
1 pitada de sal marinho havaiano
1/4 xícara de cebola amarela ou cebola doce cortada em fatias finas
Sementes de gergelim
Macadâmias torradas e picadas
Preparo:
Misture todos os ingredientes
Montagem do tigela
Faça um cama com o arroz de sushi, por cima coloque o atum marinado e salpique as macadâmias torradas e trituradas.
Ahi Poke
Para o arroz de sushi
Ingredientes:
3 1/3 de xícara de arroz japonês
4 xícaras de água
5 colheres de sopa de su (vinagre de arroz)
5 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de chá de sal marinho
Preparo:
Cozinhe o arroz de acordo com as instruções do pacote.
Coloque o arroz quente cozido em uma vasilha grande de vidro.
Misture o vinagre com o açúcar e o sal e despeje a mistura sobre o arroz.
Deixe esfriar com a ajuda de um ventilador enquanto vira o arroz suavemente, de modo que todos os grãos fiquem cobertos com a mistura. O arroz está pronto quando estiver quase em temperatura ambiente.
Marinada do ahi (atum)
Atum fresco (gelado) cortado em cubos 2,5 cm
1/2 xícara de shoyu
2 colheres (sopa) de óleo de gergelim
1 pitada de sal marinho havaiano
1/4 xícara de cebola amarela ou cebola doce cortada em fatias finas
Sementes de gergelim
Macadâmias torradas e picadas
Preparo:
Misture todos os ingredientes
Montagem do tigela
Faça um cama com o arroz de sushi, por cima coloque o atum marinado e salpique as macadâmias torradas e trituradas.
Dicas do BCA
Mesmo morando em São Paulo, temos dificuldade para encontrar exemplares de boa qualidade de vinícolas brasileiras para venda.
A opção é através da internet, porém, requer muita pesquisa e conhecimento.
Ma quem acompanha o BCA não precisa se preocupar com isso.
Um exemplo é este ótimo espumante da Vinícola Gheller https://vinicolagheller.lojaintegrada.com.br/
Mesmo morando em São Paulo, temos dificuldade para encontrar exemplares de boa qualidade de vinícolas brasileiras para venda.
A opção é através da internet, porém, requer muita pesquisa e conhecimento.
Ma quem acompanha o BCA não precisa se preocupar com isso.
Um exemplo é este ótimo espumante da Vinícola Gheller https://vinicolagheller.lojaintegrada.com.br/
Um exemplar de qualidade excepcional que vale a pena degustar.
Você sabia...
Você sabia...
Há três modos principais de proporcionar corpo a um vinho Espumante.
O primeiro é a seleção das uvas.
O segundo é o envelhecimento depois da segunda fermentação, a maturação sobre sedimentos (Sur lie). Quanto mais tempo permanece o sedimento ( os resíduos das leveduras depois da fermentação) num vinho, mais caráter este adquire.
A terceira maneira de conseguir um vinho Espumante com corpo é através de envelhecimento em tonéis de carvalho.
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