sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Principais vinhos da França - Bordeaux (Parte 3)



As comunas de Médoc - Margaux
Margaux, a mais ao sul e maior comuna do Médoc, possui mais propriedades classificadas do que as outras, incluindo o Château Margaux e outras vinte propriedades famosas.
O solo de Margaux é o mais leve e o mais empedrado do Médoc, dando aos melhores vinhos dos melhores anos uma espécie de sublime elegância e refinamento, além de aromas maravilhosos e abundantes. Os melhores vinhos de Margaux são descritos com frequência como uma combinação de poder e delicadeza, dando-lhes uma pomposa reputação.
Os vinhos de Margaux são feitos principalmente com uvas Cabernet Sauvignon, com o apoio de quantidades variadas de outras castas como Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. O resultado é uma combinação de profundidade, complexidade e elegância.
Esses vinhos são ricos, redondos e refinados, perfil que coloca muitos dos produtores dessa comuna na famosa classificação de 1855 dos melhores vinhos de Bordeaux.
No topo da lista está o Château Margaux  um dos nomes mais procurados no mundo do vinho. Mas a sua merecida fama também provoca confusão. É preciso observar que o Château Margaux está localizado na comuna de Margaux, mas não são a mesma coisa. Ao ver Margaux no rótulo, certifique-se de que sabe o que está comprando, e o que está pagando.
O Château Margaux é o único Premier Cru da comuna de Margaux, a família Mentzelopoulos o adquiriu em 1978 e vem fazendo vinhos superlativos desde então.
Château Margaux também produz um dos principais vinhos brancos secos do Médoc: O Pavillon Blanc du Château Margaux, que qualifica-se apenas como um humilde Bordeaux AOC por ser branco.
Outro Château famoso é o Château Palmer Troisìeme Cru, que tem em sua composição uma maior proporção de Merlot.
Há dois outro Margaux excepcionais a considerar: Château Rausan-Ségla (Deuxième Cru), uma das propriedades mais antigas do Médoc, e o Châteaux Angludet (Cru Bourgeois).
Também é preciso saber que algumas propriedades produzem vinhos de segunda linha em barris que não são suficiente bons para seus melhores cortes. Por exemplo, o segundo rótulo do Château Margaux é o Pavillon Rouge de Châteaux Margaux, que goza de grande reputação.

Fonte: Karen MacNell
Vicent Gasnier
Jancis Robison e Hugh Johnson

Leia também: Principais vinhos da França - Bordeaux (Parte 2)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Principais produtores da Argentina - Bodega Noemia



O projeto Bodega Noemia da Patagônia começou com a descoberta e restauração de uma antiga vinha. Esta antiga vinha foi plantada com uvas Malbec na década de 1930 em um canto remoto do Vale do Rio Negro.
Os parceiros do projeto, a produtora italiana de vinhos Counten Noemi Marone Cinzano e o vinicultor dinamarquês Hans Vinding-Diers, decidiram em 2001, restaurar o lugar e devolvê-lo à sua condição original.
As vinhas estão localizadas no Vale do Rio Negro (no meio do deserto). O microclima do Vale é influenciado por dois rios da Cordilheira dos Andes, Neuqúen e Limay, que formam o Rio Negro. Este último flui para o Oceano Atlântico. O Vale do Rio Negro é uma antiga geleira de 500 km de comprimento, 25 km de largura e 402 metros acima o nível do mar.
Em 1928, os colonos britânicos notaram a grande quantidade de água que flui no rio e decidiram criar canais para irrigar o Vale. E assim, um oásis formado no meio do deserto.
O Vale do Rio Negro na Patagônia é um paraíso natural para o cultivo de videiras, possui clima árido, uma umidade máxima de 30% e uma brisa constante que proporciona uma excelente ventilação, mantendo a área livre de doenças.
Segundo o site da vinícola. Os vinhos da Bodega Noemia são tradicionalmente feitos, com atenção excepcional aos detalhes.
As uvas são colhidas ao amanhecer, à mão e transportadas direto para adega.
Toda a ação na fazenda é realizada manualmente sob supervisão do enólogo Hans Vinding-Diers.
A fermentação começa espontaneamente devido às leveduras naturais, sem necessidade de adicionar enxofre ou qualquer outro tipo de aditivo. Os sucos e os vinhos são decantados pela gravidade tendendo a evitar o uso de bombas. Isso minimiza a micro-oxigenação.
Os vinhos são envelhecidos em barrica de carvalho francês de dois dos melhores tanoeiros do mundo Surtep e Darnajou. Este envelhecimento é completado pelo uso de tanques de fermentação de concreto e ovos de Nomblot.
Apenas 4 vinhos compõe o portfólio da bodega.
A Lisa (90% Malbec, 9% Merlot e 1% Petit Verdot)
1/4 das uvas são produzidas na propriedade com vinhas plantadas em 2004 no deserto de Valle Azul (cultivo orgânico e biodinâmico) com irrigação por gotejamento. Os ouros 3/4 das uvas provém de produtores locais, cujas as vinhas são geridas pela equipe agrícola da Bodega, essas vinhas arrendadas têm, em média, 40 anos de idade. As uvas são 90% Malbec e 10% Merlot.

J Alberto (Single Vineyard field blend of  95% Malbec e 5% Merlot)
São 4 hectares de videiras que foram plantadas em 1955, as plantas são selecionadas na seleção de porta-enxerto não enxertado: cada um é geneticamente diferente dos outros. A vinha é 95% Malbec interplantou com 5% de Merlot. è irrigado até 4 vezes por ano utilizando um método tradicional de inundação, com água do Rio Negro. A vinha é certificada orgânica e o cultivo utilizado com práticas biodinâmicas.

Due (100% Cabernet Sauvignon)
As vinhas provêm dos vinhedos de Cabernet Sauvignon, plantados na década de 1940 no sistema Trellis parral que estavam totalmente danificados. Foram restaurados em 2005. Hoje, graças ao método biodinâmico, elas são totalmente produtivas.
Este vinho só é trazido ao mercado em anos que a Bodega senti que o Cabernet Sauvignon é excepcional.

Bodega Noemia (100% Malbec)
A vinha consta de 1,5 hectares. As videiras plantadas em 1932 (pré-filoxera, porta-enxertos não embutidos de seleção massal), cada videira é geneticamente distinta, ao contrário das que são clonadas.
A vinha é dividida em 4 parcelas e cada parcela é gerenciada de forma independente.
Então, cada uma é fermentada separadamente em 4 fermentadores abertos de carvalho frrancês, especialmente personalizados para a Bodega pelo Cooper Surtep.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Queijos e vinhos pelo mundo - Bleu de Gex



Bleu de Gex é um queijo francês produzido no planalto de Haut-Jura, também conhecido como Bleu de Septmoncel ou Bleu de Haut-Jura.
É um queijo azul feito a partir de leite cru de vacas Montbéliard.
Elaborado a partir das técnicas artesanais de fabricação de queijo dos monges da Abadia de Saint-Claude, sua origem parece datar do século 13.
É moldado na forma de disco grosso com cantos ligeiramente arredondados e pesa 5 a 6 kg. Amadurecido em adegas de queijo fria e úmida por 2 a 3 meses.
Desde 1977 é protegido pela Appellation d'Origine.
Apresenta a casca fina, seca, branca a amarelada, com possível presença de pequenas manchas avermelhadas.
A massa é macia, ligeiramente friável, branca para marfim com marmoreio azul-esverdeado pálido, bem distribuído por toda a massa.
Seu sabor é doce, leve, não muito salgado, com aromas lácteos misturados com notas de cogumelos.
Quando o assunto é harmonização opte por um Vinho do Porto, em especial um Porto Vintage que não foi submetido a envelhecimento oxidativo.

Leia também: Queijos e vinhos pelo mundo - Boursin


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Hárslevelü



Uva branca húngara aromática que transmite um delicado caráter condimentado ao famoso vinho doce Tokay Aszú.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Principais vinhos da França - Bordeaux (Parte 2)



Como vimos no post anterior, os vinhos tintos de Bordeaux geralmente são uma mistura de duas a cinco variedades de uvas:  Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot. Em Bordeaux, misturam-se essas uvas para dar força, complexidade e elegância Na França, essa arte de misturar é chamada assemblage.
A Merlot é a uva mais cultivada de toda a área e transmite sabor acentuado de cereja e suave frescor aos vinhos.
A Cabernet Sauvignon transmite aos vinhos alto nível de taninos e cassis, bem como potencial para envelhecimento. Em alguns casos, os vinhos com alta proporção de Cabernet Sauvignon, elaborados nos anos de boas safras por produtores de alta classe, podem melhorar na garrafa por mais de 50 anos.
Os vinhos brancos de Bordeaux são elaborados com Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.
As grandes áreas de vinhos tintos são Médoc, ao norte da cidade de Bordeaux, e ao sul, o melhor de Graves, Pessac-Leógnan, na margem oeste do Garonne. Estes são os chamados vinhos de margem esquerda.
Os da margem direita consistem no St. Émilion e no Pomerol em seus vizinhos imediatos ao longo da margem norte do rio Dordogne. A região entre os dois rios é chamada Entre-Deux-Mers. No extremo sul do mapa encontra-se o centro de produção de vinho branco doce de Bordeaux.

Médoc
A maior e mais famosa região de Bordeaux, Médoc, começa na cidade de Bordeaux e se estende rumo ao norte por oitenta quilômetros ao longo da margem esquerda do rio Gironde.
O Médoc é constituído de duas denominações menores. Confusamente, uma também é chamada de Médoc (o terço superior ao norte) e a outra é chamada de Haut-Médoc (os dois terços inferiores ao sul). Em Haut-Médoc encontram-se as famosas comunas de Margaux, St.-Julien, Pauillac e St.-Estèphe. As quatro, todas situadas na margem de cascalho do rio, possuem o melhor terroir. Praticamente todos os châteaux mencionados na Classificação de 1855 espalham-se por essas quatro comunas. Mais no interior ficam as duas comunas menos importantes de Haut-Médoc: Listrac e Moulis. Ali, longe do rio, os solos mais pesados e não tão bem drenados muitas vezes produzem vinhos um pouco mais grosseiros.
Quase todos os vinhos Médoc são tintos. A uva dominante é a Cabernet Sauvignon (que forma 60% a 70% de todos os cortes), seguida da Merlot. Ambas se dão bem no solo pedregoso de Médoc, aqui e ali entremeado de argila.
Os vinhos da região do Médoc, são ranqueados de acordo com uma classificação elaborada em 1855. A classificação dispõe os vinhos em cinco divisões, chamadas cru classé ( Premiers Crus, Deuxièmes Crus, Troisièmes Crus, Quatrièmes Crus e Cinquièmes Crus) - classificados, que permanecem até hoje, como sendo dos principais produtores da região.
As duas únicas modificações desde a classificação original foram a adição do Château Cantermele, omitido por distração e adicionado alguns dias após a liberação da primeira lista, e a elevação do Château Mouton-Rothschild, em 1973, da segunda para a primeira classificação.
Os Premiers Crus são: Château Lafite-Rothschild, Château Latour, Château Margaux, Château Haut-Brion e Château Mouton-Rothschild.
Semana que vem vamos conferir juntos as comunas (pequenas cidades) de Médoc (Margaux, St.-Julien, Pauillac e St.-Estéphe e seus châteaux mais famosos).
Não percam!

Leia também: Principais vinhos da França - Bordeaux

Fonte:
Carolyn Hammond
Karen MacNeil
Hugh Johnson
Jancis Robinson

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Principais produtores da Argentina - Bodega Luigi Bosca



Em 1890 Leoncio Arizu chegou à Argentina , fundou a adega em Mendoza em 1901. Lá, decidiu unir forças com a família Bosca e, fundaram o que hoje conhecemos como Bodega Luigi Bosca - Família Arizu.
Após 116 anos, o legado de Leoncio Arizu continua nas mãos de seus netos e bisnetos.
Os Arizu foram um dos protagonistas das grandes mudanças da viticultura argentina, participando ativamente da fundação da primeira DOC, em 1989: a Denominação de Origem Luján de Cuyo.
A adega está localizada no departamento de Luján de Cuyo. Os oito vinhedos de Luigi Bosca estão localizados em Mendoza: Luján de Cuyo, Maípu e Valle de Uco.
As diferentes variedades que lá são colhidas foram trazidas da Europa na última década do século 19.
Buscando respeitar o terroir tanto quanto possível, a Bodega Luigi Bosca decidiu adotar alguns dos princípios do sistema de cultivo biodinâmico, a promoção da biodiversidade é uma das chaves desse cultivo, que são aplicadas na Bodega. A vinha nunca foi isolada para que assim se sinta parte de um sistema que coexiste e se fortalece com outras espécies. 
Vinhedos:
Finca Los Nobles - Calise - Luján de Cuyo -  As comportas - 50 hectares localizados a 1050 metros acima do nível do mar.
Variedades plantadas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot, Cabernet Franc, Piot Noir, Chardonnay, Riesling.
Segundo site da vinícola é a fazenda onde nascem as uvas para os vinhos ultra premium da casa. Suas vinhas têm 90 anos e seu solo é arenoso, regado pelo manto, na maneira tradicional de Mendoza.
Finca La Linda - Viamonte - Luján de Cuyo - Vistalba -  32 hectares localizados 960 metros de Altitude.
Variedades plantadas: Malbec, Tannat, Chardonnay.
Segundo site da vinícola, devido ao seu caráter único, desta propriedade icônica da Vinícola Luigi Bosca, com vinhas com mais de 50 anos, nasceu o Luigi Bosca Malbec DOC.
Finca El Paraíso - Route 60 - Maipú - O paraíso - 296 hectares localizados a 780 metros acima do nível do mar.
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Variedades plantadas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Pinot Noir, Syrah, Pinot Meunier, Chardonnay, Pinot Blanc, Sauvignon Blanc, Viognier, Gewurztraminer.
Segundo site da vinícola, é a extensão mais longa da adega de Luigi Bosca e aquela com maior variedade de vinhas. Possui sistema de irrigação mista, canais superficiais e gotejamento.
Finca Don Leoncio - Maipú - Barrancas -  220 hectares localizados a 820 metros acima do nível do mar.
Variedades plantadas: Malbec, Cabernet Sauvignon, Syrah, Tempranillo, Bonarda, Tannat, Chardonnay, Pinot Gris, Viognier.
Segundo site da vinícola, uma fazenda com vinhas com 20 anos de idade, com diferentes variedade européias. Fornece uvas de excelente qualidade para as diferentes linhas de vinhos da casa.
Finca La España - Rota 40 Sul - Luján de Cuyo -Carrodilla - 17 hectares localizados a 820 metros acima do nível do mar.
Variedades plantadas: Malbec, Petit Verdot, Pinot Noir, Merlot.
Segundo site da vinícola, Outra das antigas fazendas pertencentes à família Arizu (suas plantas têm 40 anos), com solo argiloso e muito boa drenagem. È plantado em sistema trellis e tem irrigação por gotejamento..
Finca Los Miradores - Carrillo Benigno Aguirre - Los Àrboles Tunuyán - Vale de Uco - 50 hectares localizados a 1.150 metros acima do nível do mar.
Variedades plantadas: Malbec.
Segundo site da vinícola, é a propriedade mais alta da família Arizu. Seus vinhedos têm mais de uma década plantadas e se adaptaram perfeitamente ao meio ambiente. Possui um moderno sistema de irrigação por gotejamento e suas uvas desfrutam de um caráter único.
Finca Miralejos - San Carlos - Altamira - 19 hectares localizados a 1120 de altitude.
Variedades plantadas: Malbec.
Segundo site da vinícola, localizado no coração do Vale de Uco, a 1120 metros acima do nível do mar, esta propriedade plantada na sua totalidade de Malbec tem um solo pedregoso que dá uvas de grande personalidade .
Finca Gualtallary Tupungato - Gualtallary - 15 hectares localizados a 1300 metros acima do nível do mar.
Variedades plantadas: Malbec
Segundo site da vinícola, essa propriedade é plantada na área mais importante do Departamento de Tupungato com 15 hectares de Malbec irrigados por gotejamento pressurizado.

Enólogos responsáveis: Pablo Cúneo e Vicente Garzia
Engenheiro Agrônomo Juan Sola