sábado, 30 de abril de 2022

Beirute - O sanduíche original




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Beirute.
Aqui em casa tem sempre espaço para um bom vinho e um belo sanduíche.
Carla, pode harmonizar sanduíche com vinho?
Não só pode como deve! 
Os sanduíches como qualquer prato, provocam diferentes reações na boca, dependendo do recheio temos untuosidade, condimentação, suculência, acidez, amargor, e até mesmo o peso do sanduíche como um todo (se ele é mais digerível, ou de difícil digestão) vai nos direcionar para as combinaçôes com o vinho, sendo assim, o corpo do vinho deve estar equilibrado com o peso do sanduíche.
Então, se joga no fim de semana e desfrute desta experiência gustativa deliciosa.
Se a lenda diz que Lorde Montagu, o quarto Conde de Sandwich - Inglaterra, foi a primeira pessoa  do mundo a intercalar um recheio entre duas fatias de pão. É fato, que o Beirute foi criado em Sâo Paulo.
Sim! o sanduíche nascido Beiruth, surgiu no restaurante Bambi, da Alameda Santos, em 1950. Resume-se a pão árabe aberto, recheado com fatias finas de rosbife, rodelas de tomate, lâminas de muçarela e orégano, cortado em quatro partes.
Seu criador Fares Sader, imigrante libanês, proprietário do Bambi deu o nome Beirute para homenagear sua cidade natal.
Nosso Beirute "original" é um sanduíche com um certo peso na boca, pois leva carne e muçarela, também tem uma boa intensidade de sabores o que nos leva a escolher um vinho tinto seco de médio a bom corpo.



Optei por um exemplar brasileiro de Minas Gerais - Colheita de Inverno
Maria Maria Eva Syrah 2018
Boa Esperança - Minas Gerais - Brasil
100% Syrah - 14,3 álcool
Aromas de frutas vermelhas, cereja, couro e louro.
Em boca taninos macios, boa acidez, corpo médio, fácil de beber.
Que tal preparar esse delicioso Beirute?
Eu como sempre, contribuo com a receita.

Ingredientes (rende 1 sanduíche )
1/2 kg de largato limpo, sem gordura (essa quantidade de carne dá para uns 6 sanduíches)
4 rodelas finas de tomate com casca
1 pão árabe
5 fatias finas de muçarela
Orégano para salpicar
Sal a gosto
Preparo
1. Em uma panela (pode ser de pressão), cozinhe a carne em água com sal, até ficar macia. Evite que passe demais, para não perder o suco.
2. Depois de fria, corte a carne em finas fatias. Para um beirute serão utilizadas de quatro a cinco fatias. 
3. Salpique as rodelas de tomate com sal.
4. Abra o pão árabe ao meio. De um lado do pão, coloque de 4 a 5 fatias de rosbife e, em cima, as rodelas de tomate. Do outro lado, disponha as fatias de muçarela e salpique um pouco de orégano.
5. Leve as duas metades (abertas) ao forno bem quente (preaquecido a 250 graus), por cerca de 5 minutos. Retire, feche o beirute e retorne-o ao forno por mais 5 minutos.
6. Sirva o sanduíche imediatamente, cortado em quatro partes.

(Reeceita de Fares Sader, o criador do sanduíche, em São Paulo, SP)
Fontes: J.A.Dias Lopes - Sanduíches
ABIP 


terça-feira, 12 de abril de 2022

Delicioso Arroz de Polvo - Vinho Shiraz

 


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Arroz de Polvo.
Sabe aquele prato único, de sabor marcante e visual magnífico?
A receita de hoje é assim, apetitosa, completa e de encher os olhos dos comensais.
Seja ao estilo português tipo "malandrinho" ( que segundo aprendi com uma amiga de nacionalidade portuguesa) é cozido em maior volume de caldo; seja ao estilo espanhol, muito apreciado na Galícia (terra dos meus avós), ou ao estilo baiano, sim!!!! o arroz de polvo também é um prato típico em Salvador, muito comum no litoral baiano, principalmente em botecos.
Hoje, o Marcelo contou com a ajuda mais do que especial de seu afilhado Victor, juntos prepararam essa iguaria de comer de joelhos.
O prato é uma adaptação da receita disponibilizada na internet do chefe Claude Troisgos, que usa vinho Shiraz na cocção.
Para harmonizar escolhi o mesmo Shiraz.
Mas Carla, o tanino do vinho combinado com o iodo presente nos frutos do mar, não vai causar a tal sensação metálica na boca?
É aí que está o pulo do gato! O polvo possui baixíssimo teor de iodo, sendo assim, não vai metalizar o seu vinho.
É claro que alguns vinhos tintos harmonizam melhor com a carne de polvo, ira depender da receita, dos ingredientes e do modo de cocção do mesmo.
Mas garanto que polvo e vinho tinto formam um casal perfeito.
Quanto ao vinho, além de ter sido acrescido no preparo do prato, dando um plus na harmonização, o Shiraz de hoje caiu como uma luva, a garrafa foi num piscar de olhos, e os comensais beneficiados pela acidez do mesmo, repetiram a iguaria.


Amitié Colheitas Shiraz 2020  - 14% álcool
Colheita de Inverno por meio de dupla poda
Terroir Serra da Mantiqueira - Minas Gerais
Estágio: 6 meses de barrica de carvalho frances
Elaborado com uvas colhidas em tempo seco na região de Andradas - Sul de Minas
Cor rubi intensa, aromas de frutas maduras vermelhas e negras, chocolate, especiarias doces, toque de pimenta preta e defumado.
Corpo médio, boa acidez, tanino redondo, álcool bem integrado.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Ingredientes do polvo
1,5 kg de tentáculos de polvo congelados
2 mãos de sal grosso
azeite q.b
1 cabeça de alho cortada ao meio
1 cebola em cubos grandes
1 cenoura cortada em cubos grandes
1 ramo de alecrim
1 ramo de tomilho
2 folhas de louro
Água fervente q.b
Preparo;
1. Descongele o polvo
2. Disponha os tentáculos do polvo em uma tigela, acrescente sal grosso e massageie os tentáculos imprimido força, por 5 minutos.
3. Lave bem em água corrente.
4. Em uma panela de pressão coloque azeite até cobrir o fundo, deixe esquentar e acrescente o alho, a cenoura, a cebola e as ervas, mexa bem.
5. Junte os tentáculos inteiros e refogue-os até ficarem vermelhos.
6. Cubra com água fervente e feche a panela de pressão.
7. A partir do momento em que o vapor começar a sair, conte 10 minutos de cozimento.
8. Retire a pressão da panela e abra a tampa.
9. Retire o polvo e reserve o caldo.
10. Corte os tentáculos em pedaços médios e reserve.

Ingredientes do arroz
2 colheres de azeite extra virgem
200 gramas de chorizo espanhol (ou linguiça calabresa) em rodelas
200 gramas de bacon em cubos
2 cebolas roxas picadas
1/4 de pimenta dedo-de-moça picada
20 azeitonas pretas sem caroço
100 ml de cachaça
200 ml de vinho shiraz
400 gramas de arroz
150 ml de tomate pelati em cubos
Caldo coado do polvo (fervente)
Sal, pimenta-do-reino e azeite q.b
Preparo:
1. Em uma panela refogue no azeite o chorizo e o bacon.
2. Adicione o polvo cortado e caramelize bem.
3. Junte a cebola, a pimenta dedo-de-moça, as azeitonas e refogue.
4. Flambe com cachaça.
5. Junte o vinho tinto e refogue bem
6. Acrescente o arroz e deixe suar mais um pouco.
7. Cubra com o caldo do polvo fervente.
8. Cozinhe semi tampado em fogo baixo, mexendo de vez em quando.
9. Quando estiver quase secando, vá adicionando mais caldo de polvo.
10. Com 8 minutos de cozimento, junte o tomate pelati e misture bem.
11. Acrescente mais caldo de polvo quando necessário, misturando bem.
12. Com 16 minutos de cozimento, acrescente sal e pimenta-do-reino, regue com azeite, misture, confira se o arroz está cozido, desligue o fogo e sirva a seguir.

O Beber, Comer e Amar deseja uma ótima Páscoa para todos.

" Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenininho
feito grão de milho.:
(Carlos Drummond de Andrade)


sábado, 26 de fevereiro de 2022

Você conhece a Paella do Rio Grande do Sul?

 


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Paella Campeira ( versão da tradicional paella espanhola que tem como base frutos do mar, açafrão e arroz) transformada num prato com a cara do Sul do Brasil com charque, diferentes tipos de linguiças, arroz agulhinha, ervas aromáticas e temperos, ingredientes comuns à cozinha gaúcha. 
A cozinha campeira se desenvolveu na região dos Pampas, onde se formou a figura do homem gaúcho, caracterizada pela criação de ovinos e bovinos, foi formada pela junção das influências gastronômicas de índios, portugueses e espanhóis.
Sendo que o estado gaúcho, pela sua geografia, terá um tipo de cozinha por região, influenciadas pela tradição cultural dos diversos imigrantes e das nações vizinhas, que estão presentes em cada prato, em cada detalhe, em cada herença.
Quando o assunto é vinho, para harmonizar com essa diversidade de sabores precisamos de um vinho aromático e com boa acidez para equilibrar o prato.
Escolhi um Rosé brasileiro da Vinícola Zanella do terroir da região de Antônio Prado, local de transição entre a tradição da Serra Gaúcha e o novo mundo dos Vinhos de Altitude.
Villa de Vinhas Rosé 2020



Elaborado com a casta Merlot
Coloração límpida, aromas que lembram, framboesa e morango.
Acidez refrescante, fácil de beber, gastronômico.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu como sempre, contribuo com a receita.

Paella Campeira
Ingredientes:
400 g de carne-de-sol
1 paio
1 linguiça calabresa
2 linguiças toscanas frescas
2 tomates cortados ao meio
2 tomates picados em cubos
1 cebola roxa cortada em 4 rodelas grossas
4 dentes de alho amassados
1 cebola branca média picada em cubos pequenos
1/2 colher (sopa) de colorau
1 pimenta dedo-de-moça sem sementes
cebolinha ao gosto
1/2 colher de sopa de manteiga
óleo de girassol
2 xícaras de arroz agulinha
2 folhas de louro
Preparo;
1. Antes de iniciar a receita, dessalgue a carne-de-sol.
Depois de tirar o excesso de sal, cozinhe a carne até que fique macia.
2. Em uma panela (paellera ou tacho), coloque a manteiga e um fio de óleo e doure os tomates cortados ao meio e as rodelas de cebola roxa, Reserve.
3. Em seguida, doure na mesma paellera, as linguiças toscanas inteiras até que estejam firmes. Depois corte as linguiças em rodelas e continue dourando. Reserve.
4. Depois, refogue na paellera, a carne seca desfiada grosseiramente e, em seguida, as linguiças restantes.
5. Devolva a linguiça toscana à panela, junto com a carne, a calabresa e o paio, acrescente o alho e a cebola, a pimenta e refogue um pouco mais.
6. Acrescente o colorau e em seguida os tomates cortados em cubos.
7. Coloque o arroz, o louro, incorporando aos demais ingredientes na panela. Acerte o sal.
8. Junte á mistura 4 xícaras de água fervente e cozinhe, em fogo médio.
9. Quando o arroz estiver macio, acrescente os tomates e cebolas grelhados e a cebolinha.
Bom apetite!

Você sabia...
Rio Grande do Sul
A região mais ao sul do Brasil, que faz divisa no norte, com Santa Catarina, no sul, com Uruguai, no leste, com o Oceano Atlântico e, no oeste, com a Argentina.
Povo que se formou a partir das raízes de índios que viviam nos Pampas, e do europeu imigrante.
O gaúcho é bastante apegado ás suas tradições, da mescla de índios guaranis com portugueses e espanhóis, nasceu o tipo característico dos Pampas. Foi ele o responsável por difundir o gosto pela carne de charque, produto importante para sua sobrevivência e que se tornou, no século XX, um dos destaques da economia local.
Cada região, um tipo de culinária, a já mencionada Cozinha Campeira oriunda dos Pampas, a Cozinha Missoneira que tem como característica o fato de ser mais urbanizada, por conta da influência do europeu que veio catequizar. E por fim, as tradições italianas marcam as regiões da Serra, onde as características geográficas locais deram condições para o surgimento da mais importante produção de vinho do país.
É interessante notar como essa tradição foi bem conservada e nutrida, no Rio Grande do Sul cada povo conseguiu manter as suas herenças gastronômicas. Se por um lado essa rigidez impediu o surgimento de novos pratos locais, por outro tornou muitas receitas estrangeiras algo costumeiro para nós, enriquecendo a gastronomia do Brasil.

Fonte:
Cozinha Brasileira de Raíz. Andrea Cristina Shima da Motta
Dani Borges



quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

O churrasco perfeito! Dicas


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha , preparando "uma carninha"
Muita gente aqui no Brasil, prepara um churras no primeiro dia do Ano!
Então, quero dividir com vocês as dicas do Marcelo para um bom churrasco.


Compra da carne.
Para reconhecer uma carne de qualidade, procure pelas seguintes características:
A consistência deve ser firme e compacta.
A gordura deve ser branca e firme (se for amarela, é sinal de que o animal  era velho e, portanto, dura).
A coloração deve ser um vermelho brilhante, no caso de carne de boi.
A aparência deve ser de carne enxuta, que não esteja transpirando ou, pior ainda, melando.
O cheiro deve ser de carne fresca.
Ao comprar uma costela, opte pelos ossos pequenos e arredondados, que são de novilho, isso indica que a carne é mais macia e saborosa.
Evite as carnes congeladas, pois elas perdem o sabor e a maciez após assadas.
Na hora da compra, peça a parte central do corte. Quanto mais grossa, melhor. As pontas têm muitos nervos e sebos.
Uma opção é comprar a carne maturada (vácuo), ela costuma ser saborosa e macia. Porém para tirar aquele cheiro característico, retire a peça da embalagem 1h antes de levá-la ao fogo.
Na hora do preparo.
De maneira geral, coloca-se a carne bem próxima da brasa do carvão por um período curto 5-15 minutos (dependendo do tamanho da peça) para selar sua superfície e evitar que seu interior resseque durante o preparo.
Para quem gosta de carne malpassada , esse inclusive pode ser o ponto ideal de alguns cortes. Para carnes mais grossas ou mais bem passadas, é necessário transferir a peça, depois de selada, para um espaço na grelha mais distante do fogo, para que grelhe de maneira homogenêa.
Ervas como tomilho e alecrim vão muito bem com carnes vermelhas.
O que não fazer.
Virar a carne na grelha o tempo todo.
Tirar a gordura da carne antes de ir pra churrasqueira
Exagerar no sal.
Na hora de harmonizar 
Exagero de sal e tanino definitivamente não combinam.
Tanino acentua o sal este potencializa o amargor dos taninos, portanto, o sal em excesso pode produzir um gosto metálico desagradável.
Se a carne estiver muito salgada opte por tintos com menos tanicidade e com boa acidez.
As carnes malpassadas (sangrando) não combinam muito bem com vinhos muito tânicos pois o sangue também pode desencadear um sabor metálico na boca.

As carnes mais gordurosas onde a untuosidade se faz presente em boca, pedem vinhos um pouco mais tânicos e com maior acidez. Se estiver na dúvida de qual vinho beber, Cabernet Franc, Merlot e Cabernet Sauvignon brasileiros são uma boa pedida.
E com o calor que anda fazendo, um bom Espumante brasileiro cai como uma luva e combina com o churrasco inteiro desde aquela linguiça de entrada, passando pelo frango, peixe e chegando nos diferentes cortes de carne.
Um excelente 2022!
Saúde sempre!




quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Pernil de Cordeiro - perfeito para sua ceia de Natal!


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha, preparando Pernil de Cordeiro acompanhado de cuscuz marroquino.
A harmonização clássica Bordeaux tinto e cordeiro são considerados um par exemplar e histórico.
"O que cresce junto come-se junto".
Logo, essa é uma das regras fundamentais da harmonização!
"Antes da década de 70, os carneiros eram levados muitas vezes das áreas rurais em torno de Bordeaux para pastar no inverno nos vinhedos de Pauillac, St. Julien, St. Estèphe e Margaux.
Ali  se alimentariam da relva que crescia entre as fileiras de parreiras - relva que se dizia dar a carne um sabor especialmente delicioso. E lá nasceriam os cordeiros entre as parreiras adormecidas".
São inúmeras as combinações clássicas baseadas no local de origem do vinho e do prato.
Mas hoje, sairemos do convencional, afinal quando se trata de harmonizar vinho e comida devemos ultrapassar as fronteiras!
Vamos deixar o Bordeaux de lado e harmonizar esse belo cordeiro com um Cabernet Sauvignon californiano.
Round Hill -  Cabernet Sauvignon - Califórnia
Aromas maduros de ameixa, cassis, caramelo, em boca sabores suculentos de ameixa, groselha, é equilibrado, estrutura redonda, taninos integrados com final longo e intenso.
O vinho tem uma  reminiscencia de hortelã que se assemelha perfeitamente com o molho que acompanha o prato.


Quem acompanha o BCA sabe que molho de hortelã e vinho não são, digamos assim, os melhores amigos, mas se você como eu, adora comer cordeiro acompanhado de molho de hortelã, é imprescindível  prepará-lo sem vinagre, pois o vinagre pode tornar o vinho azedo.

Que tal preparar esse maravilhoso cordeiro para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Pernil de Cordeiro (receita Wessel)
Ingredientes:
1 pernil de cordeiro até 2,5 kg
6 dentes de alho
1 colher de sobremesa de pimenta-do-reino preta quebrada na hora
1/2 xícara de azeite
1/2 xícara de vinho tinto seco
Sal grosso
Alecrim fresco
Preparo:
1.Deixe o pernil fora da geladeira por 1 hora antes do preparo. Em temperatura ambiente, o tempero age melhor.
2.Corte o alho no sentido longitudinal em forma de cunha.
3. Separe o alecrim em pequenos tufos, quebre os grãos de pimenta , deixando-as pedaçuda.
4. Misture o azeite com o vinho.
5. Com uma faca pontuda, faça furos com 1 cm de profundidade, em volta do pernil, a cada 4 cm. Faça 2 ou 3 voltas de furos a partir da parte grossa do pernil. Nesses furos, introduza ora alho, ora alecrim.
6. Coloque o pernil em uma assadeira e passe sal grosso e pimenta por toda sua volta. Regue o pernil com a mistura de azeite e vinho e deixe pegar gosto fora da geladeira, coberto com um pano, por 1 hora.
Asse em forno preaquecido a 220 graus. calcule 1 hora para cada quilo de pernil. Não esqueça de regar sempre a carne com o tempero que ficou na assadeira.

Cuscuz marroquino com damascos
Ingredientes:
50 gramas de damascos secos e cortados
1 cenoura pequena cortada em cubos pequenos
1 cebola pequena
300 gramas de cuscuz marroquino
300 ml de caldo de legumes
4 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Coloque em uma panela a manteiga, a cebola, o damasco e a cenoura picados. Refogue em fogo baixo por 5 minutos e, em seguida despeje o caldo de legumes. Assim que ferver, deligue o fogo, acrescente o cuscuz marroquino e deixe hidratar por 5 minutos tampado. Acerte o sal e misture tudo suavemente com um garfo para soltar.

Molho simples de hortelã
Ingredientes
1/2 dente de alho picado
Suco de 1/2 limão
2 xícaras (chá) de folhas de hortelã
1 colher (chá) de mel
Sal e pimento a gosto
Aproximadamente 1/2 xícara de (chá) de azeite.
Preparo:
Coloque tudo em um mini processador e com a tecla pulsar, pulse 3 a 4 vezes.

Você sabia...
Nem todo mundo sabe diferenciar caprinos e ovinos, muito menos sabem que todos são próprios para o consumo.
Os ovinos destinados ao corte são divididos em categoria conforme idade e sexo em: cordeiro, borrego, capão, ovelha e carneiro.
Cordeiro: Ovino novo, de ambos os sexos, com cerca de 5 meses de idade.
Sua carne é rosada e lisa, com gordura branca e ossos pouco volumosos e flexíveis.
Borrego: Animal entre 6 a 15 meses de idade. Sua carcaça apresenta gordura mais consistente, carne mais vermelha e ossos um pouco mais firmes.
Capão: Macho com mais de 15 meses de idade, castrado ainda quando cordeiro. Apresenta costelas arqueadas, carne de cor vermelha intensa com gordura acumulada.
Ovelha: Fêmea adulta com carcaça maior, apresenta ossos duros, carne vermelho-escura e gordura de cobertura mal distribuída.
Carneiro: Idade a partir de 2 anos. A carcaça apresenta ossos maiores, carne de granulação grossa e coloração vermelho-escura, com cobertura espessa de gordura. A carne é pouco atraente ao consumo pelo aspecto da consistência, do sabor e do odor.
Os caprinos destinados ao corte são classificados como: cabritinho, cabrito, capão, bode e cabra.
Cabritinho: Idade inferior a 8 meses. Quando ainda acompanha a mãe, é denominado de "mamão".
Cabrito: Idade entre 8 e 15 meses. Quando castrado, produz carne de boa qualidade.
Capão: Macho com mais de 15 meses, castrado e que deve ser abatido antes de completar 2 anos.
Bode: Animal macho adulto, não castrado e com idade superior a 2 anos . A carne é pouco atrativa.
Cabra: Fêmea adulta, com idade acima de 2 anos e que produz carne de qualidade inferior, despertando pouco interesse gastronômico.

Fonte: Diário do Nordeste




domingo, 19 de dezembro de 2021

Stollen e a história do Papai Noel



Ao longo do ano o Beber, Comer e Amar combinou comida, vinho e história. Com a proximidade do Natal não poderia deixar de relembrar esta deliciosa receita de Stollen, combinada com a história do nosso bom velhinho, Papai Noel!
Má na cozinha preparando Stollen.
Stollen é um bolo de frutas em forma de pão, geralmente feito com frutas cristalizadas e frutos secos. Um bolo alemão tradicional, apreciado durante a temporada de Natal.
Possui história própria e significado cristão.
O Stollen mais famoso é o Dresden Stollen, produzido manualmente na cidade de Dresden, na Alemanha,  por apenas 130 padarias locais, é distinguido por um selo especial de qualidade, com Indicação Geográfica Protegida desde 2010.
A receita de Dresden é muito antiga, e remete a 1450. Curiosamente naquela época, procurava se dar diferentes significados religiosos no preparo de receitas. Assim temos as panquecas que simbolizavam a esponja encharcada que ajudava a diminuir o suplício de Jesus; e o pão pretzel, que simbolizava as amarras que Jesus teve que suportar no caminho do seu calvário.
O Stollen seu formato lembra Jesus envolto em pano.
Quando me perguntam que vinho harmonizar com stollen, ou mesmo com panetone, sugiro sempre os vinhos feitos com Moscatel.
O stollen combina bem por exemplo com um Moscato d'Asti, ele possui um teor alcoólico baixo.
Ainda dá tempo de preparar o seu Stollen! Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
750 g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de fermento biológico instantâneo para pães
125 g de açúcar
1 colher (chá) de casca de limão ralada
1 colher (chá) rasa de sal
375 ml de leite
250 g de manteiga sem sal
175 g de amêndoas (acrescentado de 1 colher (café) de essência de amêndoas)
70 g de limão e laranja cristalizadas picadas
150 g de uvas passas pretas
3 colheres (sopa) de rum
150 g de cerejas glaceadas cortadas ao meio ou em 4 pedaços (pode ser cereja em calda, drenadas e secas em papel toalha) Devem ser colocadas somente no momento final de abrir a massa, antes de dobrar o Stollen, para que não fiquem amassadas
Para Cobertura
50 g de manteiga sem sal
100 g de açúcar de confeiteiro
Preparo:
Deixe as uvas passas macerando no rum.
Aqueça um pouco no forno de microondas ou em uma panela.
Peneire a farinha, o açúcar e o fermento, juntos. Misture a manteiga levemente amolecida, o leite morno, as raspas de limão e o sal. Amasse bem, por 15 minutos
Coloque a massa dentro de um saco plástico e deixe crescer em local protegido de vento, por 40 minutos.
Abra a massa espalhe as uvas-passas, as amêndoa, as frutas cristalizadas e as cerejas glaceadas.
Enrole a massa e amasse até envolver o recheio o máximo possível.
Divida a massa em 2 ou 3 partes e abra cada uma delas, espessura mais ou menos 3cm, formato oval.
No sentido do comprimento, dobre uma pate menor sobre a outra.
As frutas que forem caindo, empurre-as para dentro da massa.
Coloque em formas untadas grandes, lembrando que a massa vai crescer uma vez.
Deixe crescer 40 minutos, em local protegido de vento.
Asse em forno pré-aquecido, 180 graus, por mais ou menos 50 minutos, dependendo da altura do Stollen e formato.
Depois de assados, ainda quentes, passe a manteiga com auxílio de um pincel e polvilhe o açúcar de confeiteiro, utilizando uma peneira bem fina.


Você sabia...
Existem muitas versões para a origem do Papai Noel, a maioria bem fantasiosa. Mas, segundo historiadores, ele existiu de fato, dando origem ao mito que conhecemos hoje.
No século IV, na Ásia Menor, na cidade de Myra, havia uma família muito humilde, com três moças.
Vendo a situação miserável em que se encontravam, as três irmãs resolveram se tornar prostitutas.
Então, durante três noites seguidas, um homem jogou um saquinho de ouro pela janela (há quem diga que foi pela chaminé).
Assim, cada uma das moças pode pagar os dotes de casamento e não precisaram se prostituir. O benfeitor era ninguém menos que o bispo da cidade, Nicolau de Myra.
O bispo Nicolau era uma pessoa muito rica e generosa, que gostava de presentear os pobres. Atribuíram a ele muitos milagres e um século após sua morte ele foi canonizado pela igreja.
São Nicolau tornou-se padroeiro das crianças, dos marinheiros e dos mercadores, ganhou o mundo e logo sua imagem de bom velhinho foi incorporada às tradições natalinas. Na Holanda o santo teve o nome abreviado para SinterKlaas.
Os imigrantes holandeses que se fixaram onde hoje é a cidade de Nova York levaram pra lá o culto, com tudo o que tinha direito, e lá ele virou Santa Claus. Em meados do século XIX, com a Revolução Industrial no auge e com a produção em massa de toda a sorte de "presentes" era preciso um bom garoto-propaganda. Eis que surge o nosso bom velhinho novamente.
Com nova "roupagem", mais gordinho e sem referências religiosas, o desenhista Thomas Nast criou o Papai Noel com as feições que conhecemos hoje. E porque o Pólo Norte como residência oficial? Porque assim o Papai Noel não pertenceria a país nenhum, seria de todos.
Na década de 30  a Coca-Cola criou uma série de anúncios para uma campanha publicitária usando o "Santa Claus" como modelo com uma nova roupa, nas cores vermelha e branca  e com um gorro vermelho com um pompom branco.
A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.

sábado, 18 de dezembro de 2021

Biscoito natalino - Gingerbread



Beber, Comer e Amar...
O Natal já está aí, época de começar a preparação dos mais famosos biscoitos natalinos do mundo!
Má na cozinha preparando Gingerbread Man, tradicionais biscoitos de gengibre e especiarias.
Desde a Idade Média se conhece o Gingerbread , que na época, era um amálgama de migalhas de pão, melaço, vinho, água de rosas e outros ingredientes. As comunidades usavam esses "bolos" densos para celebrações, e as imagens variavam dependendo da ocasião.
A tradição inglesa de Gingerbread  fez o caminho para a América do Norte através de colonos ingleses, que moldavam bolachas de especiarias e mel com formas de políticos e outras criaturas.
Mas o Gingerbread  só se tornou um arquétipo cultural na América em 1875, quando uma publicação infantil chamada St. Nicholas Magazine escreveu sobre a história de um homem (menino) de gengibre vivo, que foge de vários perseguidores antes de ser comido por uma raposa.
No início do século XX o Gingerbread Man tornou-se uma figura tão enraizada na cultura americana que L. Frank Baum escolheu um Gingerbread Man como protagonista de seu romance de 1906 John Dough and the Cherub. Hoje, ainda o vemos em trabalhos como Candy Land e Sherek. E é claro, em pratos de biscoitos  de Natal em toda parte do mundo.
Bem, biscoitos recém tirados do forno, partimos para a escolha do vinho!
As especiarias do biscoito combinadas com o açúcar residual e os aromas de mel que os vinhos botritizados possuem, farão seus Gingerbread Man ganharem vida como no Conto de Fadas!
Para essa harmonização não escolhi um rótulo em especial, deixo aqui a dica para que você escolha entre um Sauternes -França ou um Tokay - Hungria.
O primeiro (o vinho de sobremesa mais famoso do mundo) elaborado com um corte de Sémillon com um pouco de Sauvignon Blanc para equilibrar a acidez e manter o frescor, nesse vinho atacado pela Botrytis você vai sentir no nariz, aromas de mel, damasco, canela e na boca um equilíbrio perfeito entre a doçura e a acidez.
Já o Tokay Aszú , outro vinho de sobremesa, também atacado pela Botrytis e intitulado "vinho dos reis e rei dos vinhos" vai casar bem com o biscoito, pois além dos aromas de mel, nozes e passas, você também vai encontrar aromas de especiarias doces.
Permita-se! Eu como sempre, contribuo com a receita:
Gingerbread
Ingredientes:
125 gramas de açúcar mascavo
125 gramas de melaço ou mel
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de gengibre em pó
1 colher (chá) de cravo em pó
90 gramas de manteiga sem sal
1 1/2 colher (Chá) de fermento em pó
500 gramas de farinha de trigo peneirada
Sal (pitada)
1 ovo ligeiramente batido.

Preparo:
Dissolva o açúcar com o mel, as especiarias e a manteiga em uma panela de fundo espesso sobre fogo brando até ferver.
Deixe a mistura esfriar e junte o fermento.
Coloque a farinha e a pitada de sal em uma tigela, faça uma cova no meio, despeje a calda fria e o ovo batido, misture do centro para fora até ficar homogêneo.
Vire a massa sobre uma superfície enfarinhada e sove-a.
Divida-a em três bolas, embrulhe-as com papel manteiga e guarde na geladeira por 1 hora.
Abra a massa com aproximadamente 0,5 de espessura e use o cortador em forma de boneco para moldar os biscoitos.
Asse por 15 minutos em forma untada e enfarinhada  a 180 graus.
Para decorar glacê.
Ingredientes:
4 claras de ovos
1 colher (sopa) suco de limão
400 gr de glaçucar
1. Coloque a clara na batedeira e bata ate ficar firme.
2. Adicione o glaçucar, bata novamente, em velocidade máxima.
3. Coloque o suco de limão e bata por mais 4 minutos aproximadamente.
O ponto é bem firme.Após aplicado, seu endurecimento varia de 15 a 60 minutos.
Obs. Não coloque os biscitos na geladeira, pois a umidade faz com que amoleçam.



Você sabia...
"The Gingerbread Man" ou ás vezes "The Gingerbread Boy" é um conto de fadas americano. É uma variante da história européia da Panqueca fugitiva.
A versão americana publicada na St. Nicholas Magazine conta de um Gingerbread Man que foge da senhora que o assou. Ele é perseguido por várias pessoas e animais. Uma raposa astuta finalmente o come. O conto é conhecido pelo canto da personagem-título: "Corra, corra, corra o mais rápido que puder!!
Você não pode me pegar, eu sou o Gingerbread Man!