sábado, 30 de abril de 2022
Beirute - O sanduíche original
terça-feira, 12 de abril de 2022
Delicioso Arroz de Polvo - Vinho Shiraz
sábado, 26 de fevereiro de 2022
Você conhece a Paella do Rio Grande do Sul?
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
O churrasco perfeito! Dicas
Compra da carne.
Para reconhecer uma carne de qualidade, procure pelas seguintes características:
A consistência deve ser firme e compacta.
A gordura deve ser branca e firme (se for amarela, é sinal de que o animal era velho e, portanto, dura).
A coloração deve ser um vermelho brilhante, no caso de carne de boi.
A aparência deve ser de carne enxuta, que não esteja transpirando ou, pior ainda, melando.
O cheiro deve ser de carne fresca.
Ao comprar uma costela, opte pelos ossos pequenos e arredondados, que são de novilho, isso indica que a carne é mais macia e saborosa.
Evite as carnes congeladas, pois elas perdem o sabor e a maciez após assadas.
Na hora da compra, peça a parte central do corte. Quanto mais grossa, melhor. As pontas têm muitos nervos e sebos.
Uma opção é comprar a carne maturada (vácuo), ela costuma ser saborosa e macia. Porém para tirar aquele cheiro característico, retire a peça da embalagem 1h antes de levá-la ao fogo.
Na hora do preparo.
De maneira geral, coloca-se a carne bem próxima da brasa do carvão por um período curto 5-15 minutos (dependendo do tamanho da peça) para selar sua superfície e evitar que seu interior resseque durante o preparo.
Para quem gosta de carne malpassada , esse inclusive pode ser o ponto ideal de alguns cortes. Para carnes mais grossas ou mais bem passadas, é necessário transferir a peça, depois de selada, para um espaço na grelha mais distante do fogo, para que grelhe de maneira homogenêa.
Ervas como tomilho e alecrim vão muito bem com carnes vermelhas.
O que não fazer.
Virar a carne na grelha o tempo todo.
Tirar a gordura da carne antes de ir pra churrasqueira
Exagerar no sal.
Na hora de harmonizar
Exagero de sal e tanino definitivamente não combinam.
Tanino acentua o sal este potencializa o amargor dos taninos, portanto, o sal em excesso pode produzir um gosto metálico desagradável.
Se a carne estiver muito salgada opte por tintos com menos tanicidade e com boa acidez.
As carnes malpassadas (sangrando) não combinam muito bem com vinhos muito tânicos pois o sangue também pode desencadear um sabor metálico na boca.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Pernil de Cordeiro - perfeito para sua ceia de Natal!
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha, preparando Pernil de Cordeiro acompanhado de cuscuz marroquino.
A harmonização clássica Bordeaux tinto e cordeiro são considerados um par exemplar e histórico.
"O que cresce junto come-se junto".
Logo, essa é uma das regras fundamentais da harmonização!
"Antes da década de 70, os carneiros eram levados muitas vezes das áreas rurais em torno de Bordeaux para pastar no inverno nos vinhedos de Pauillac, St. Julien, St. Estèphe e Margaux.
Ali se alimentariam da relva que crescia entre as fileiras de parreiras - relva que se dizia dar a carne um sabor especialmente delicioso. E lá nasceriam os cordeiros entre as parreiras adormecidas".
São inúmeras as combinações clássicas baseadas no local de origem do vinho e do prato.
Mas hoje, sairemos do convencional, afinal quando se trata de harmonizar vinho e comida devemos ultrapassar as fronteiras!
Vamos deixar o Bordeaux de lado e harmonizar esse belo cordeiro com um Cabernet Sauvignon californiano.
Round Hill - Cabernet Sauvignon - Califórnia
Aromas maduros de ameixa, cassis, caramelo, em boca sabores suculentos de ameixa, groselha, é equilibrado, estrutura redonda, taninos integrados com final longo e intenso.
O vinho tem uma reminiscencia de hortelã que se assemelha perfeitamente com o molho que acompanha o prato.
Quem acompanha o BCA sabe que molho de hortelã e vinho não são, digamos assim, os melhores amigos, mas se você como eu, adora comer cordeiro acompanhado de molho de hortelã, é imprescindível prepará-lo sem vinagre, pois o vinagre pode tornar o vinho azedo.
Que tal preparar esse maravilhoso cordeiro para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Pernil de Cordeiro (receita Wessel)
Ingredientes:
1 pernil de cordeiro até 2,5 kg
6 dentes de alho
1 colher de sobremesa de pimenta-do-reino preta quebrada na hora
1/2 xícara de azeite
1/2 xícara de vinho tinto seco
Sal grosso
Alecrim fresco
Preparo:
1.Deixe o pernil fora da geladeira por 1 hora antes do preparo. Em temperatura ambiente, o tempero age melhor.
2.Corte o alho no sentido longitudinal em forma de cunha.
3. Separe o alecrim em pequenos tufos, quebre os grãos de pimenta , deixando-as pedaçuda.
4. Misture o azeite com o vinho.
5. Com uma faca pontuda, faça furos com 1 cm de profundidade, em volta do pernil, a cada 4 cm. Faça 2 ou 3 voltas de furos a partir da parte grossa do pernil. Nesses furos, introduza ora alho, ora alecrim.
6. Coloque o pernil em uma assadeira e passe sal grosso e pimenta por toda sua volta. Regue o pernil com a mistura de azeite e vinho e deixe pegar gosto fora da geladeira, coberto com um pano, por 1 hora.
Asse em forno preaquecido a 220 graus. calcule 1 hora para cada quilo de pernil. Não esqueça de regar sempre a carne com o tempero que ficou na assadeira.
Cuscuz marroquino com damascos
Ingredientes:
50 gramas de damascos secos e cortados
1 cenoura pequena cortada em cubos pequenos
1 cebola pequena
300 gramas de cuscuz marroquino
300 ml de caldo de legumes
4 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Coloque em uma panela a manteiga, a cebola, o damasco e a cenoura picados. Refogue em fogo baixo por 5 minutos e, em seguida despeje o caldo de legumes. Assim que ferver, deligue o fogo, acrescente o cuscuz marroquino e deixe hidratar por 5 minutos tampado. Acerte o sal e misture tudo suavemente com um garfo para soltar.
Molho simples de hortelã
Ingredientes
1/2 dente de alho picado
Suco de 1/2 limão
2 xícaras (chá) de folhas de hortelã
1 colher (chá) de mel
Sal e pimento a gosto
Aproximadamente 1/2 xícara de (chá) de azeite.
Preparo:
Coloque tudo em um mini processador e com a tecla pulsar, pulse 3 a 4 vezes.
Você sabia...
Nem todo mundo sabe diferenciar caprinos e ovinos, muito menos sabem que todos são próprios para o consumo.
Os ovinos destinados ao corte são divididos em categoria conforme idade e sexo em: cordeiro, borrego, capão, ovelha e carneiro.
Cordeiro: Ovino novo, de ambos os sexos, com cerca de 5 meses de idade.
Sua carne é rosada e lisa, com gordura branca e ossos pouco volumosos e flexíveis.
Borrego: Animal entre 6 a 15 meses de idade. Sua carcaça apresenta gordura mais consistente, carne mais vermelha e ossos um pouco mais firmes.
Capão: Macho com mais de 15 meses de idade, castrado ainda quando cordeiro. Apresenta costelas arqueadas, carne de cor vermelha intensa com gordura acumulada.
Ovelha: Fêmea adulta com carcaça maior, apresenta ossos duros, carne vermelho-escura e gordura de cobertura mal distribuída.
Carneiro: Idade a partir de 2 anos. A carcaça apresenta ossos maiores, carne de granulação grossa e coloração vermelho-escura, com cobertura espessa de gordura. A carne é pouco atraente ao consumo pelo aspecto da consistência, do sabor e do odor.
Os caprinos destinados ao corte são classificados como: cabritinho, cabrito, capão, bode e cabra.
Cabritinho: Idade inferior a 8 meses. Quando ainda acompanha a mãe, é denominado de "mamão".
Cabrito: Idade entre 8 e 15 meses. Quando castrado, produz carne de boa qualidade.
Capão: Macho com mais de 15 meses, castrado e que deve ser abatido antes de completar 2 anos.
Bode: Animal macho adulto, não castrado e com idade superior a 2 anos . A carne é pouco atrativa.
Cabra: Fêmea adulta, com idade acima de 2 anos e que produz carne de qualidade inferior, despertando pouco interesse gastronômico.
Fonte: Diário do Nordeste
domingo, 19 de dezembro de 2021
Stollen e a história do Papai Noel
Ao longo do ano o Beber, Comer e Amar combinou comida, vinho e história. Com a proximidade do Natal não poderia deixar de relembrar esta deliciosa receita de Stollen, combinada com a história do nosso bom velhinho, Papai Noel!
Má na cozinha preparando Stollen.
Stollen é um bolo de frutas em forma de pão, geralmente feito com frutas cristalizadas e frutos secos. Um bolo alemão tradicional, apreciado durante a temporada de Natal.
Possui história própria e significado cristão.
O Stollen mais famoso é o Dresden Stollen, produzido manualmente na cidade de Dresden, na Alemanha, por apenas 130 padarias locais, é distinguido por um selo especial de qualidade, com Indicação Geográfica Protegida desde 2010.
A receita de Dresden é muito antiga, e remete a 1450. Curiosamente naquela época, procurava se dar diferentes significados religiosos no preparo de receitas. Assim temos as panquecas que simbolizavam a esponja encharcada que ajudava a diminuir o suplício de Jesus; e o pão pretzel, que simbolizava as amarras que Jesus teve que suportar no caminho do seu calvário.
O Stollen seu formato lembra Jesus envolto em pano.
Quando me perguntam que vinho harmonizar com stollen, ou mesmo com panetone, sugiro sempre os vinhos feitos com Moscatel.
O stollen combina bem por exemplo com um Moscato d'Asti, ele possui um teor alcoólico baixo.
Ainda dá tempo de preparar o seu Stollen! Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
750 g de farinha de trigo
2 colheres (sopa) de fermento biológico instantâneo para pães
125 g de açúcar
1 colher (chá) de casca de limão ralada
1 colher (chá) rasa de sal
375 ml de leite
250 g de manteiga sem sal
175 g de amêndoas (acrescentado de 1 colher (café) de essência de amêndoas)
70 g de limão e laranja cristalizadas picadas
150 g de uvas passas pretas
3 colheres (sopa) de rum
150 g de cerejas glaceadas cortadas ao meio ou em 4 pedaços (pode ser cereja em calda, drenadas e secas em papel toalha) Devem ser colocadas somente no momento final de abrir a massa, antes de dobrar o Stollen, para que não fiquem amassadas
Para Cobertura
50 g de manteiga sem sal
100 g de açúcar de confeiteiro
Preparo:
Deixe as uvas passas macerando no rum.
Aqueça um pouco no forno de microondas ou em uma panela.
Peneire a farinha, o açúcar e o fermento, juntos. Misture a manteiga levemente amolecida, o leite morno, as raspas de limão e o sal. Amasse bem, por 15 minutos
Coloque a massa dentro de um saco plástico e deixe crescer em local protegido de vento, por 40 minutos.
Abra a massa espalhe as uvas-passas, as amêndoa, as frutas cristalizadas e as cerejas glaceadas.
Enrole a massa e amasse até envolver o recheio o máximo possível.
Divida a massa em 2 ou 3 partes e abra cada uma delas, espessura mais ou menos 3cm, formato oval.
No sentido do comprimento, dobre uma pate menor sobre a outra.
As frutas que forem caindo, empurre-as para dentro da massa.
Coloque em formas untadas grandes, lembrando que a massa vai crescer uma vez.
Deixe crescer 40 minutos, em local protegido de vento.
Asse em forno pré-aquecido, 180 graus, por mais ou menos 50 minutos, dependendo da altura do Stollen e formato.
Depois de assados, ainda quentes, passe a manteiga com auxílio de um pincel e polvilhe o açúcar de confeiteiro, utilizando uma peneira bem fina.
Você sabia...
Existem muitas versões para a origem do Papai Noel, a maioria bem fantasiosa. Mas, segundo historiadores, ele existiu de fato, dando origem ao mito que conhecemos hoje.
No século IV, na Ásia Menor, na cidade de Myra, havia uma família muito humilde, com três moças.
Vendo a situação miserável em que se encontravam, as três irmãs resolveram se tornar prostitutas.
Então, durante três noites seguidas, um homem jogou um saquinho de ouro pela janela (há quem diga que foi pela chaminé).
Assim, cada uma das moças pode pagar os dotes de casamento e não precisaram se prostituir. O benfeitor era ninguém menos que o bispo da cidade, Nicolau de Myra.
O bispo Nicolau era uma pessoa muito rica e generosa, que gostava de presentear os pobres. Atribuíram a ele muitos milagres e um século após sua morte ele foi canonizado pela igreja.
São Nicolau tornou-se padroeiro das crianças, dos marinheiros e dos mercadores, ganhou o mundo e logo sua imagem de bom velhinho foi incorporada às tradições natalinas. Na Holanda o santo teve o nome abreviado para SinterKlaas.
Os imigrantes holandeses que se fixaram onde hoje é a cidade de Nova York levaram pra lá o culto, com tudo o que tinha direito, e lá ele virou Santa Claus. Em meados do século XIX, com a Revolução Industrial no auge e com a produção em massa de toda a sorte de "presentes" era preciso um bom garoto-propaganda. Eis que surge o nosso bom velhinho novamente.
Com nova "roupagem", mais gordinho e sem referências religiosas, o desenhista Thomas Nast criou o Papai Noel com as feições que conhecemos hoje. E porque o Pólo Norte como residência oficial? Porque assim o Papai Noel não pertenceria a país nenhum, seria de todos.
Na década de 30 a Coca-Cola criou uma série de anúncios para uma campanha publicitária usando o "Santa Claus" como modelo com uma nova roupa, nas cores vermelha e branca e com um gorro vermelho com um pompom branco.
A campanha publicitária fez um grande sucesso e a nova imagem do Papai Noel espalhou-se rapidamente pelo mundo.
sábado, 18 de dezembro de 2021
Biscoito natalino - Gingerbread
Beber, Comer e Amar...
O Natal já está aí, época de começar a preparação dos mais famosos biscoitos natalinos do mundo!
Má na cozinha preparando Gingerbread Man, tradicionais biscoitos de gengibre e especiarias.
Desde a Idade Média se conhece o Gingerbread , que na época, era um amálgama de migalhas de pão, melaço, vinho, água de rosas e outros ingredientes. As comunidades usavam esses "bolos" densos para celebrações, e as imagens variavam dependendo da ocasião.
A tradição inglesa de Gingerbread fez o caminho para a América do Norte através de colonos ingleses, que moldavam bolachas de especiarias e mel com formas de políticos e outras criaturas.
Mas o Gingerbread só se tornou um arquétipo cultural na América em 1875, quando uma publicação infantil chamada St. Nicholas Magazine escreveu sobre a história de um homem (menino) de gengibre vivo, que foge de vários perseguidores antes de ser comido por uma raposa.
No início do século XX o Gingerbread Man tornou-se uma figura tão enraizada na cultura americana que L. Frank Baum escolheu um Gingerbread Man como protagonista de seu romance de 1906 John Dough and the Cherub. Hoje, ainda o vemos em trabalhos como Candy Land e Sherek. E é claro, em pratos de biscoitos de Natal em toda parte do mundo.
Bem, biscoitos recém tirados do forno, partimos para a escolha do vinho!
As especiarias do biscoito combinadas com o açúcar residual e os aromas de mel que os vinhos botritizados possuem, farão seus Gingerbread Man ganharem vida como no Conto de Fadas!
Para essa harmonização não escolhi um rótulo em especial, deixo aqui a dica para que você escolha entre um Sauternes -França ou um Tokay - Hungria.
O primeiro (o vinho de sobremesa mais famoso do mundo) elaborado com um corte de Sémillon com um pouco de Sauvignon Blanc para equilibrar a acidez e manter o frescor, nesse vinho atacado pela Botrytis você vai sentir no nariz, aromas de mel, damasco, canela e na boca um equilíbrio perfeito entre a doçura e a acidez.
Já o Tokay Aszú , outro vinho de sobremesa, também atacado pela Botrytis e intitulado "vinho dos reis e rei dos vinhos" vai casar bem com o biscoito, pois além dos aromas de mel, nozes e passas, você também vai encontrar aromas de especiarias doces.
Permita-se! Eu como sempre, contribuo com a receita:
Gingerbread
Ingredientes:
125 gramas de açúcar mascavo
125 gramas de melaço ou mel
1 colher (chá) de canela
1 colher (chá) de gengibre em pó
1 colher (chá) de cravo em pó
90 gramas de manteiga sem sal
1 1/2 colher (Chá) de fermento em pó
500 gramas de farinha de trigo peneirada
Sal (pitada)
1 ovo ligeiramente batido.
Preparo:
Dissolva o açúcar com o mel, as especiarias e a manteiga em uma panela de fundo espesso sobre fogo brando até ferver.
Deixe a mistura esfriar e junte o fermento.
Coloque a farinha e a pitada de sal em uma tigela, faça uma cova no meio, despeje a calda fria e o ovo batido, misture do centro para fora até ficar homogêneo.
Vire a massa sobre uma superfície enfarinhada e sove-a.
Divida-a em três bolas, embrulhe-as com papel manteiga e guarde na geladeira por 1 hora.
Abra a massa com aproximadamente 0,5 de espessura e use o cortador em forma de boneco para moldar os biscoitos.
Asse por 15 minutos em forma untada e enfarinhada a 180 graus.
"The Gingerbread Man" ou ás vezes "The Gingerbread Boy" é um conto de fadas americano. É uma variante da história européia da Panqueca fugitiva.
A versão americana publicada na St. Nicholas Magazine conta de um Gingerbread Man que foge da senhora que o assou. Ele é perseguido por várias pessoas e animais. Uma raposa astuta finalmente o come. O conto é conhecido pelo canto da personagem-título: "Corra, corra, corra o mais rápido que puder!!
Você não pode me pegar, eu sou o Gingerbread Man!










