sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Principais vinhos da França- Bordeaux - Parte 9



St. Émilion fica do outro lado do rio Gironde, na Margem Direita.
Uma das Appellations de tintos de mais prestígio no mundo, os vinhos de St.Èmilion não se compram com facilidade. Os mais sublimes de todos os Bordeaux são feitos nas melhores regiões dessa Appellations, que também produz vinhos bastante insípidos, vendidos a preços altos graças ao prestígio internacional de seus nomes.
Os vinhedos de St. Èmilion tendem a ser menores do que do Médoc, os châteaux, bem mais modestos. Frequentemente, boa parte do trabalho, tanto no vinhedo quanto na adega, é feita pelo proprietário e sua família.
Em 1958, foram pela primeira vez oficialmente classificados por um sistema complexo e bastante confuso: grand cru, grand cru classé e premier grand cru classé.
O grand cru é suave e agradável, com fruta vibrante, o grand cru classé (categoria revisada a cada 10 anos) é mais rico e mais complexo e normalmente tem a melhor relação custo-benefício, em termos relativos, nessa região tão cara. A categoria mais elevada, premier grand cru classé (revisada cada 10 anos) é dividida nos níveis A e B.
As categorias  grand cru classé e premier grand cru classé foram revisadas a última vez em 2012. Atualmente são 18 premier grand cru classé e 64 grand cru classé, 82 no total.
A principal mudança foi a inclusão, pela primeira vez, de dois château na categoria premier grand cru classé A - o Pavie e o Angélus que se juntaram ao Cheval Blanc e ao Ausone, numa separada super categoria de quatro.
O Cheval Blanc tem a maior porcentagem de Cabernet Franc de todas as propriedades famosas de Bordeaux, quase 70%, e o restante do corte é constituído pela Merlot.
Além dessas três classificações, existem algumas denominações "satélites" com permissão para usar St, Èmilion no nome: Montagne St.Émilion, Pulsseguin St. Èmilion, Lussac St. Èmilion e St. Georges St. Èmilion. Esses vinhos possuem o estilo Merlot clássico, com corpo médio e final condimentado, também têm bom custo-benefício.
St. Èmilion possui colinas (côtes), afloramentos e platôs de calcário, além de terraços de pedra. Durante séculos de mudanças geológicas, ali se misturaram argila, areia, quartzo e giz. Essas mudanças contínuas, bem como as diferentes composições de solo, fazem de St. Èmilion, por pequena que seja, um tapete de retalhos de terroirs variados. O resultado é uma ampla variedade de estilos e qualidade dos vinhos.
As variedades dominantes são Merlot, com a Cabernet Franc como sócia minoritária.
Em St. Émilion só se produzem vinhos tintos.

Fontes: Vinhos Franceses - Robert Joseph
              Atlas Mundial do Vinho - Jancis Robinso
              O Livro do Vinho - Vicent Gasnier


Leia também: Principais vinhos da França Bordeaux - Parte 8

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Principais produtores da Argentina - Alpamanta Estate Wines



Alpamanta Estate Wines Organic & Biodynamic
Em 2005, três amigos , Andrej Razumovsky da Áustria, André Hoffmann da Suíça e Jerèmie da França, uniram forças para estabelecer uma vinícola boutique em Mendoza.
De origem chilena, Àlavro Espinoza juntou-se à Alpamanta como um dos vinicultores sulamericanos mais aclamados com reputação internacional na arte de produzir vinhos orgânicos e biodinâmicos. E esteve envolvido com o projeto desde o início até 2012.
Alpamanta significa "Amor para a Terra" na cultura indígena local.
Seu vinhedo de 35 hectares está localizado na Calle Cobos, em Ugarteche ao sul de Luján de Cuyo, a 950 metros acima do nível do mar, onde o cultivo é orgânico e biodinâmico.
As vinhas foram plantadas em 2006 e consistem em grande parte de Malbec, no entanto, eles também cultivam Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Cabernet Franc, Petit Vedot, Chardonnay e Sauvignon Blanc.
Desde abril de 2010, a Alpamanta é a primeira adega da Argentina a usar tanques de cimento especiais no processo de vinificação. Esses tanques, produzidos em Nomblot, na França, oferecem uma nova forma inovadora de fermentação de maneira biodinâmica. Eles apenas contêm materiais naturais que favorecem um movimento interno do vinho sem manipulação química. Além disso, garantem um baixo consumo de energia através de uma excelente retenção de temperatura.
Todos os vinhos da Alpamanta são feitos de uvas orgânicas e biodinâmicas certificadas.
O manejo dos processos de vinificação, desde a colheita até o engarrafamento têm o mínimo de intervenção (baixa quantidade de sulfitos, leveduras nativas, embalagens simples, etc.)
Portfólio:
Reserva Malbec
Estate Malbec
Estate Cabernet Sauvignon
Estate Cabernet Franc
Estate Merlot
Estate Chardonnay
Natal malbce
Natal Cabernet Sauvignon
Natal Syrah
Natal Merlot
Natal Petit Verdot
Natal Chardonnay
Natal Sauvignon BLanc

Leia também: Principais produtores da Argentina - Finca Sophenia

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Queijos e vinhos pelo mundo - Cabecou de Rocamadour



Cabecou de Rocamadour
A história do queijo Rocamadour remota à Idade Média. No século XV, em certos lugares, o queijo era usado como método de pagamento de impostos ou aluguel. Este queijo de cabra é produzido na região da Aquitânia, mais particularmente na área do Quercy.
A região, um local religioso de renome mundial (La cité de Rocamadour) esta situada no caminho para Saint-Jaques de Compostelle e sempre atraiu muitos peregrinos que contribuíram para a notoriedade deste pequeno queijo.
Elaborado com leite cru e integral de cabras alpinas ou saanem. Apresenta pele flexível, estriada, ligeiramente aveludada, de cor branca, voltando-se para o bege escuro. Sua pasta cremosa libera sabores de creme, manteiga e avelã.
Amadurece por pelo menos seis dias, podendo se estender por quinze dias.
O queijo torna-se cremoso e é formada uma crosta fina e ocre. À medida que envelhece, os sabores se afirmam.
Ganhou sua DOC em 1996.
Quando o assunto é vinho opte por vinhos brancos como Chablis, Sancerre Blanc

Leia também: Queijos e vinhos pelo mundo - Burrata

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Criolla



Uva tinta levada pelos espanhóis para a Argentina no século XVI, onde foi uma das primeiras variedades plantadas. Produz um vinho indistinto e rústico.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Espumantes brasileiros e principais regiões - Vinícola Cainelli



Pequena vinícola familiar localizada em Tuity - Vale do Rio das Antas (RS).
À frente da elaboração dos vinhos está a quinta geração da família, Roberto Cainelli Júnior, o enólogo que administra e elabora os vinhos.
O portfólio contém dois Espumantes:
Cainelli Espumante Brut - 100% Prosecco
Cainelli Moscatel

Leia também Espumantes brasileiros e principais regiões- Bueno Estate

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Principais vinhos da França Bordeaux - Parte 8



Sauternes e Barsac
Um pouco mais ao sul de Graves, ao longo do rio Garone, ficam as aldeias produtoras de vinhos doces de Bordeaux, das quais as mais importantes são Sauternes e Barsac.
Sauternes circunda a confluência dos rios Ciron e Garone, onde as manhãs enevoadas e tardes quentes são perfeitas para o desenvolvimento da Botrytis cinerea.. Este fungo benéfico é conhecido como podridão nobre e é fundamental para a produção das uvas murchas necessárias para esses vinhos opulentos.
Os vinhos rotulados como Sauternes são produzidos não apenas na própria comuna de Sauternes mas também nas vizinhas Bommes, Fargues, Preignac e Barsac porém, tem sua própria denominação, e seus vinhos podem ser rotulados como Barsac ou Sauternes (A maioria dos produtores parece preferir a primeira)
Os Barsac são um pouco mais leves e não tão profundos quanto os vinhos de outras partes de Sauternes, mas são muito doces e aromáticos.
Os Sauternes e Barsac são feitos principalmente de Sémillon e, em menor escala de Sauvignon Blanc para equilibrar a acidez e manter o frescor, e talvez uma pequena quantidade de Muscadelle, para dar um sabor extra.
As safras variam em Sauternes devido ao delicado equilíbrio entre o amadurecimento das uvas e o desenvolvimento da podridão nobre.
O resultado é que os melhores châteaux podem abster-se da produção em alguns anos em pró da qualidadade.
Os vinhos de Sauternes e Barsac foram os únicos classificados junto com os Médoc na famosa classificação de 1855.
Um Sauternes foi distinguido e recebeu a mais alta qualificação : Premier Cru Supérieur Classé (Chãteau d'Yquem), que ainda é decididamente o mais rico e o de equilíbrio mais perfeito dentre os Sauternes. Depois do Yquem, quinze châteaux são classificados como Premiers Cru e doze como Deuxièmes Crus.
Sauternes e Barsac também produzem vinhos brancos secos. O Château d'Yquem denominou o seu vinho seco de Y, o que virou uma tendência. Agora, a maioria dos Sauternes secos recebe o nome da primeira letra do nome do chãteau. O do Château Rieussec é chamado R; o do Château Guiraud é o G. Em geral, os Sauternes secos têm sabores audaciosos, feitos principalmente de Sémillon, são muito encorpados, têm textura espessa e teor alcoólico elevado. Poucos vinhos tintos também são feitos em Sauternes e Barsac. Recebem a denominação de Graves e raramente são vendidos fora da região.

Você sabia ...
Segundo Robert Joseph autor do livro Vinhos Franceses.
Os primeiros vinhos de Sauternes foram, é quase certo, secos e tintos. Os brancos começaram a ser feitos a partir do século XVII, sendo, os iniciais, secos. Eram  tão leves, que os comerciantes holandeses que os compravam sentiam a necessidade de fortificá-los com conhaque.
Não se sabe quando Sauternes começou a fazer vinhos doces. Em Yquem dizem que, em 1859, as uvas de uma colheita tardia acabaram sendo atacadas pela podridão nobre.
Outros fixam a data 23 anos antes, quando um vinicultor alemão chamado Focke importou do Reno conhecimentos sobre a Botrytis.
De qualquer forma, o doce Yquem de 1859 foi um sucesso na corte russa, e desde então os vinhos de ponta de Sauternes só se aprimoram.

Leia também: Principais vinhos da França Bordeaux - Parte 7

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Principais produtores da Argentina - Finca Sophenia



Roberto Luka que foi Diretor Geral de uma das principais vinícolas exportadoras do país e Presidente dos Vinhos da Argentina, fundou a Finca Sophenia em 1997, batizando-a com o nome de suas duas filhas Sophia e Eugênia.
Localizada em Gualtallary, Tupungato, Mendoza, a uma altitude de 1200 metros, possui 130 hectares de solo francoarenoso pedregoso e de excelente drenagem.
As vinhas são implantadas com clones franceses, enxertados em pé americano das variedades Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay e Sauvignon Blanc.
Um setor de vinha é reservado para a variedade Malbec, clones de baixa produtividade escolhidos por sua propriedade aromática e cujas particularidades provém das vinhas mais representativas da região.
A Finca Sophenia tem como enólogo Rogelio Rabino, o famoso vinicultor francês Michel Rolland, colabora como consultor assim como Matais Michellini.
Os vinhos da Finca Sophenia começaram a ser vendidos em 2004 e atualmente são encontrados em mais de 25 países.
Portfólio: 
Finca Sophenia (Blend de dois varietais)
Finca Sophenia 2 (Blend Cabernet Sauvignon - Malbec)
Finca Sophenia 2 (Blend Torrontés - Sauvignon Blanc)
Finca Sophenia Estate (Os vinhos tintos envelhecem 12 meses em carvalho francês e americano, os brancos incluem variedades fermentadas em parte em novos barris de carvalho francês)
Finca Sophenia Estate Malbec
Finca Sophenia Estate Cabernet Sauvignon
Finca Sophenia Estate Merlot
Finca Sophenia Estate Syrah
Finca Sophenia Chardonnay
Sophenia Synthesis (varietais de uma única vinha)
Sophenia Synthesis Malbec
Sopheia Synthesis Cabernet Sauvignon
Sophenia Synthesis Blend (Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot)
Sophenia Synthesis Sauvignon Blanc
Finca Sophenia Roberto .L Merlot
Sophenia Espumantes
Sophenia Synthesis Brut Nature
Sophenia Extra Brut
Finca Sophenia Tardio
Altosur ( Variedades que nascem a 1200 metros de altura acima do nível do mar, que possuem uma excelente relação qualidade-preço)
Altosur Malbec
Altosur Cabernet Sauvignon
Altosur Merlot
Altosur Merlot
Altosur Bonarda
Altosur Malbec Rosé
Altosur Sauvignon Blanc
Altosur Torrontés
Altosur Chardonnay


Leia também: Principais produtores da Argentina - Bodega Nieto Senetiner