quarta-feira, 30 de novembro de 2016

10 dos vinhos mais caros do mundo



Uma listinha dos 10 vinhos franceses mais aclamados por críticos do mundo todo, feitos por produtores renomados e custando uma pequena fortuna.
Cinco deles são Premiéres Grand Cru de Bordeaux, classificação por qualidade feita em 1855, a pedido de Napoleão III e que foi reexaminada só uma vez em 1973 com a inclusão do Mouton Rothschild.

1. CHÂTEAU HAUT-BRION
Vinho tinto produzido em uma das mais antigas vinícolas de Bordeaux, na região de Graves, com cerca de 50% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 20% Cabernet Franc.
Um Premier Cru, considerado por muitos críticos o melhor vinho dentre os cinco Premier Cru.


2. CHÂTEAU LAFITE ROTHSCHILD
Vinho tinto produzido em Pauillac (Médoc), o centro da agitação na região de Bordeaux, três dos cinco Premiers Cru nasceram nesse solo.
Quase todos os vinhos do Médoc tem como uva dominante a Cabernet Sauvignon (60% a 70%), seguida da Merlot e o restante de uma ou mais das três outras uvas tintas de Bordeaux.
Classificado como o primeiro dos Premières Grand Cru, é conhecido por sua notável longevidade.
Uma garrafa de Château Lafite Rothschild da safra de 1787 alcançou em um leilão US$ 160 mil.


3. CHÂTEAU LATOUR
Vinho tinto também da região de Pauillac (Médoc), Premier Grand Cru é considerado por muitos o mais potente dos cinco grandes,
Uma garrafa Magnun da safra de 1961 foi vendida por US$ 62 mil.
4. CHÂTEAU MARGAUX
Vinho tinto produzido em Margaux, mais ao sul e maior comuna de Médoc.
Um dos mais estilosos e aristocráticos dos Premières Grand Cru, poderoso e elegante.

5. CHÂTEAU MOUTON ROTHSCHILD
Vinho tinto também de Pauillac (Médoc), uma curiosidade os rótulos desse Premier Grand Cru são marcacados por obras originais de artistas contemporâneos convidados especialmente pela vinícola, como Salvador Dalí (1958), Miró (1969), Pablo Picasso (1973) e outros que já adornaram suas garrafas.

6. PÉTRUS
Vinho tinto produzido em Pomerol, a menor de todas as importantes regiões vinícolas de Bordeaux.
A cada ano Pétrus é um dos vinhos de Bordeaux mais caros e procurados.
Produzido com a 100% Merlot, se tornou conhecido depois que a rainha Elisabeth II se encantou com o vinho e ele foi servido em seu casamento e em sua coroação.

7. CHÂTEAU CHEVAL BLANC
Vinho tinto produzido em Saint-Émilion, com a maior percentagem de Cabernet Franc de todas as propriedades famosas de Bordeaux, quase 70% e o restante do corte é constituído pela Merlot.
Uma garrafa de 6 litros já foi vendida por mais de US$ 300 mil.


8. CHÂTEAU D"YQUEM
Vinho doce produzido na sub-região de Sauternes em Bordeaux, um Premier Cru Supérieur Classé com safras muito diminutas.

9. ROMANÉE-CONTI
Vinho tinto produzido na Borgonha com Pinot Noir, produção minúscula e preços astronômicos , um dos vinhos mais procurados do mundo.
Um Romanée-Conti de 1998 custava US$ 1.100 a garrafa.


10. LOUIS ROEDERER CRISTAL BRUT (CHAMPAGNE)
Hoje apreciado por celebridades, o Cristal Brut foi desenvolvido especialmente para o Czar Alexandre II em 1876.




Fonte: Almanaque do Vinho

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Macabeu



 Esta uva parece ser originária da Espanha onde é conhecida com diversos nomes segundo a região de produção. Os nomes mais comuns são Macabeu e Viúva, embora também receba o nome de Lloza, Subirats ou Blanca de Daroca.
A Macabeu é parte principal do corte do espumante cava, junto com a Parellada e o Xarello e proporciona elegância e acidez para os Gran Reserva, espumantes Cava com mais de 30 meses de maturação.
Aromas principais: Cítricos, maçã, abacaxi, flores brancas.
Caráter: Vinhos com boa acidez e boa graduação alcoólica. Sua excelente estrutura constitui a espinha dorsal dos vinhos que são combinados com outras variedades. É possível encontrar exemplos de vinhos varietais, mas geralmente é vinificado em corte com outras uvas.
Regiões Chave: Espanha (Conca Barberá, Costers del Segre, Navarra, Penedés, Rioja, Somontano, Terra Alta); França ( Lanquedoc-Roussillon, onde é empregada na produção de Vinhos Doces Naturais de Banyuls, Maury e Riversaltes.
Os vinhos a base de Macabeu são ideais para pratos de peixe de carne branca, grelhados e caldeiradas de frutos do mar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Viticultura orgânica (Vinhos orgânicos)


A viticultura orgânica surgiu nos anos 60, na Califórnia com vinicultores naturalistas. Na viticultura orgânica os vinhos são produzidos com uvas cultivadas sem uso de fertilizantes industriais, herbicidas, fungicidas, pesticidas e sem aditivos sintéticos , que são substituídos por compostos orgânicos e por predadores naturais de insetos e pragas.
Tem o intuito de manter o ecossistema e proteger o meio ambiente com o uso responsável de recursos naturais (solo, água ,ar), fauna e flora.
Portanto não é o vinho que é orgânico, e sim os métodos de plantio biológico, onde o vinhedo fica livre de agentes químicos, no máximo usa-se a Cada Bordalesa (sulfato de cobre e cal) para pulverizar as vinhas.
Uma prática natural e responsável, por meio da qual muitos dos melhores vinhos do mundo são, há muito tempo produzidos.
Para que o produtor seja qualificado como orgânico, ele deve seguir uma lista específica de critérios. Cada país possui uma regulamentação quanto a vinhos orgânicos.
Uma vez que o vinho chega à vinícola sua manipulação também é limitada.
Muitos vinicultores orgânicos também preferem incorporar leveduras selvagens no lugar de leveduras cultivadas para a fermentação.
No entanto, a maior controvérsia é o uso de dióxido de enxofre , um aditivo sintético que ajuda a estabilizar o vinho durante sua produção, cada país tem um limite de sulfitagem, para ser considerado orgânico geralmente em torno de 150mg/litro para tintos.
Muitos rótulos praticam o conceito de vinho orgânico,  um dos mais conhecidos é a Romanée-Conti.
Hoje 5% da produção mundial é de vinhos orgânicos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Vinhos no Brasil - Parte 2

Dando continuidade ao post Vinhos no Brasil falarei no decorrer das semanas, um pouco a respeito das vinícolas do nosso país.
Citarei por ordem alfabética e destacarei os vinhos mais difundidos. Espero que ao final estejamos mais familiarizados com nossos vinhos, nossos produtores e regiões.
Existem centenas de vinhos nacionais, com diversas variedades de uvas para serem descobertos, precisamos incentivar os bons produtores a continuar uma produção séria e de qualidade.
Para isso precisamos conhecer, degustar e entender mais os vinhos do Brasil.


Vinícola Abreu Garcia
Localizada em Campo Belo do Sul - Santa Catarina a 950 metros acima do mar.
Produção: 100% própria.
Produz: Cabernet/Merlot, Chardonnay, Chardonnay com carvalho, Pinot Noir, Malbec Rosé, Sauvignon Blanc e Espumantes.
Destaque: Espumante Abreu Garcia Festividad - elaborado com Chardonnay e Pinot Noir pelo método tradicional.


Vinícola Adolfo Lona
Localizada na Serra Gaúcha - Garibaldi (RS)
Produção: Não possui vinhedos próprios, vinificação própria.
Produz: Espumantes
Destaque: Espumante Orus Adolfo Lona Pas Dosé Rosé - 12 meses de autólise, 12 meses de envelhecimento em garrafa. Feito em pequena produçaõ com Chardonnay, Pinot Noir e Merlot.
Espumante Adolfo Lona Brut tradicional - elaborado pelo método Champenoise.


Vinícola Almadén (Miolo Wine Group)
Localizada na Campanha Gaúcha - Santana do Livamento (RS)
Produção: Vinhedos próprios, vinificação própria.
Produz: Tannat, Shiraz, Cabernet Sauvignon, Riesling, Pinotage, Merlot, Ugni Blanc, Sauvignon Blanc, Chardonnay, Gewurztraminer, Rosés e Espumantes.
Destaque: Vinho Vinhas Velhas Tannat, esse tannat advém de vinhas plantadas em 1976.


Vinícola Almaúnica
Localizada no Vale dos Vinhedos - Bento Gonçalves (RS)
Produção: Vinhedos próprios, vinificação própria.
Produz: Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Pinot Noir, Malbec, Sauvignon Blanc, Chardonnay e Espumantes.
Destaque: Espumante Almaúnica Reserva Brut 100% Chardonnay (um belo Blanc de Blancs).
Vinho Almaúnica Reserva Syrah.
Vinho Almaúnica Super Premium Quatro Castas (Merlot, Syrah, Malbec e Cabernet Sauvignon).


Vinícola Antonio Dias
Construída em pedra de basalto, que mantêm a temperatura interna e constante, a vinícola é uma das pioneiras na região, faz uso da vinificação por gravidade.
Localizada em Alto Uruguai - Três Palmeiras (RS)
Produção: 100% própria.
Produz: Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Merlot, Pinot Noir, Tannat, Touriga Nacional, Rosés e Espumantes.
Destaque: Espumante Antonio Dias Brut produzido pelo método tradicional.


Vinícola Aracuri
Localizada em Campos de Cima da Serra - Vacaria (RS) a cerca de 960 metros acima do nível do mar.
Produção: Vinhedos próprios, não possui vinícola própria.
Produz: Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Cabernet/Merlot e Espumantes.
Destaque: Espumante Aracuri Brut Chardonnay produzido pelo método Charmat com 100% Chardonnay.


Vinícola A.R.M.M
Localizada na Campanha Gaúcha - Campos de Cima da Serra e Vale dos Vinhedos (RS)
Produção: Não possui vinhedos próprios, vinícola própria não (compram uvas à granel de três regiões gaúchas e vinificam com a ajuda de Flávio Pizzato).
Destaque: A.R.M.M Pinot a la Gamay

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Vinhos Varietais e Vinhos de Corte



Um vinho de corte é um vinho proveniente da mistura de mostos fermentados de diferentes variedades de uva. O Châteauneuf-du-Pape, por exemplo, pode ser composto por até 13 variedades diferentes.
Um corte pode abranger também diferentes colheitas, como no caso dos vinhos do Porto.
Já um varietal é um vinho preparado com uvas de uma só variedade. No entanto, as normas variam de uma região para outra e, na verdade, um vinho varietal pode conter uma pequena quantidade de vinho de outra variedade de uva.
Um varietal por lei exige pelo menos 75% da variedade declarada.
Há boas razões para se beber tanto os cortes como os varietais, uns preferem a pureza e intensidade dos varietais, outros preferem um corte cuidadoso que permite uma maior sutileza e delicadeza ao vinho.
Porém tenha em mente que nenhum modo de elaborar vinho é melhor que o outro, são apenas diferentes.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Pinot Noir



A uva Pinot Noir vem sendo cultivada faz séculos na Borgonha. Com ela são preparados os varietais tintos da região, famosos no mundo inteiro, como Clos de Vougeot, Corton, Beaune, Gevrey-Chambertin, Nuits-St Georges, Pommard e Romanée-Conti. Tem também uma grande importância na produção champagne, embora essa já seja outra historia.
Aromas principais: Violetas, cerejas, curral ( depois de envelhecido), terrosos.
Caráter: Textura sedosa, proporciona excelentes vinhos monovarietais, aceita bem o barril de carvalho, boa capacidade de envelhecimento, dá um vinho de cor clara devido sua casca ser fina, delicada e de poucos taninos, alta acidez.
Regiões Chave: Borgonha, Champagne ( em cortes com a Chardonnay e Pinot Meunier), no Novo Mundo são produzidos alguns surpreendentes Pinot Noir. Ao contrário da Cabernet Sauvignon, um vinho que tem sabor igual em quase todos os lugares, o Pinot Noir pode ter um gosto muito diferente conforme o lugar onde foi produzido, o clima frio de lugares como Oregon (EUA) e Victória e Tasmânia (Austrália), propicia a produção de vinhos robustos com um forte sabor de framboesa; na Nova Zelândia (Martinborough) são obtidos vinhos com intenso aroma de cereja; na Espanha (Somontano e Penedès) áreas com clima mais fresco também encontramos ótimos Pinot Noir.
Os tintos da Borgonha harmonizam bem com o Coq au vin e com o Boeuf bourguignon; o Pinot Noir da Alsácia, com Quiche; os Pinot Noir da Califórnia e do Oregon, com Salmão e Bonito grelhado.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Deve ser bom pois é "Reserva"


Ontem olhando os vinhos no mercado, um senhor aproximou-se e perguntou se conhecia determinado vinho, disse que não, e ele indagou: Deve ser bom pois é "Reserva".
Escuto isso com frequência mas na realidade a expressão Reserva só tem sentindo mesmo se os vinhos forem de países onde o termo é regulamentado.
Na Espanha e na Itália, por exemplo, o termo Reserva nos rótulos indica que o vinho foi envelhecido em barrica de carvalho e ou, garrafa.
Nos demais países não existe uma regulamentação quanto ao termo, podendo ser usado para indicar passagem por carvalho, safra especial, qualidade superior quando comparados a outros da mesma vinícola, ou mesmo uma estratégia de vendas.
Na minha opinião, hoje em dia o termo Reserva vem sendo utilizado de maneira mais consciente , mas o bom mesmo é degustar o seu vinho de forma despretensiosa e tentar descobrir bebendo, se esse é mesmo um vinho especial.