quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Queijos e vinhos pelo mundo - Cacioricotta



Cacioricota é um queijo produzido no sul da Itália, em particular em Basillicata, Calabria e Puglia.
Feito com leite de ovelha ou cabra, mas às vezes o leite de vaca ou búfala também é usado.
Seu nome deriva da técnica de processamento que é híbrida um meio termo entre a do queijo e a da ricota: o leite é coalhado e, ao mesmo tempo, quase atingido a temperatura de ebulição.
Existem dois tipos de Cacioricotta:
Fresco:que sofre uma curta maturação de 2-3 dias.
Curado: que amadurece de 3-4 meses, em tábuas de madeira em ambientes frescos e ventilados.
Quando fresco, possui a massa e a crosta bem brancas, de textura macia e sabor acídulo. Com a cura, o mesmo torna-se amarelado e consistente, de sabor picante.


Seu nome em diferentes regiões:
Basillicata: Cacioricotta
Calbadria: Cacioricotta
Campania: Cacioricotta de Capra Cilentana
Lazio: Cacioricotta di bufala
Puglia: Cacioricotta Salentino
Quando o assunto é vinho opte por brancos como Frascati, Sauvignon Blanc, Orvieto, se você preferir tintos um Aglianico del Vulture.

Você sabia...
Diz-se que a Ricota foi descoberta por um pastor que esqueceu de esvaziar a caldeira do soro. Quando se deu conta, notou flocos macios e brancos de sabor doce flutuando no soro esquecido. O nome Ricotta deriva precisamente do recoctus latino, ou seja, o recozimento. Com o advento da técnica láctea moderna, no entanto, entendeu-se que, ao aquecer o leite a temperaturas próximas a 90 graus, as proteínas do soro do leite podem ser coaguladas com o resfriamento junto com as caseínas que normalmente compõem o queijo.

Leia também: Queijos e vinhos pelo mundo: Caciocavallo

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Cereza


Casta largamente plantada na Argentina, essa variedade de uva de casca rosada é principal fonte dos vinhos de garrafão brancos neutros do país.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Espumantes brasileiros e principais regiões - Cave de Pedra



Fundada em 1997, localizada em Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos a vinícola elabora em média 40 mil garrafas por ano, sendo reconhecida como uma das primeiras vinícolas Boutiques do Brasil.
Conta com ótimo espaço para receber turistas. A linda construção em forma de castelo utilizou cerca de 540 mil pedras de basalto, rocha típica da região, que favorece a manutenção constante de temperaturas amenas, necessárias ao amadurecimento dos vinhos e espumantes.
A especialidade da vinícola são os espumantes elaborados pelo Método Tradicional.
Em seu portfólio consta:
Cave de Pedra Winery - Espumante Brut
Cave de Pedra Winery - Espumante Extra Brut
Cave de Pedra Winery - Espumante Brut (DO)
Cave de Pedra Moscatel

Leia também: Espumantes brasileiros e principais regiões - Cave de Angelina

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Principais vinhos da França - Bordeaux - parte 11




Outras regiões de Bordeaux
Listrac e Moulis
As comunas menos prestigiosas do Médoc - Listrac e Moulis - são fontes de vinho que se rivalizam aos vinhos de Margaux, St-Julien, Pauilac ou St-Estephe. Apesar disso, alguns vinhos surpreendentemente bons provêm dessas duas comunas.
Os vinhos são praticamente todos tintos como os Médoc m geral, esses vinhos são feitos com uma base de Cabernet Sauvignon e com o acréscimo de Merlot , Cabernet Franc e Petit Verdot.
Listrac e Moulis são comunas interiores do Médoc, ou seja, não estão situadas às margens pedregosas do rio Gironde, como as comunas mais famosas, distante das margens do rio, o solo tende a ser mais pesado e a conservar mais água.
Listrac cobre 700 hectares de vinhedos em encostas quase sempre argilocalcárias e das mais altas do Médoc: 400m.
Seus vinhos eram duros, mas métodos modernos enriqueceram-lhes os sabores, um exemplo disso é o Château Fourcas- Hosten, um dos vinhos modernos de Listrac, mais rico e acessível.
Moulis: Quinhentos hectares de campos ondulados formam a Appellation de Moulis, no Médoc, uma das duas situadas do lado atlãntico do distrito e não às margens do Gironde. Os tintos aveludados de Moulis são bem diferentes  dos vinhos mais estruturados de Listrac, com frutas amadurecidas e perfume rico de cassis. O solo é de argila, calcário e cascalho, o que,, somado às variações na habilidade do vinicultor, dá lugar à vinhos muito diferentes. Muito dos melhores vêm  dos vinhedos em torno da Vila de Grand Poujeaux, onde várias boas propriedades, incluindo os Château Chasse- Spleen e Pougeaux, produzem vinhos excelentes, longevos e amadurecidos em carvalho.

Fonte Vinhos Franceses (Robert Joseph)

Leia também: Principais vinhos da França - Bordeaux - Parte 10

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Principais produtores da Argentina - Altos Las Hormigas



Segundo site da vinícola, em 1995, Alberto Antonii, conhecido adepto da Toscana e Antonio Morescalchi, fizeram uma viagem para visitar as áreas vitícolas em expansão da América do Sul, e ficaram impressionados com os vinhedos prosperando em Mendoza. Enquanto o resto do mundo do vinho viu Mendoza lutando para lançar sua imagem de vinho em massa, os dois jovens italianos viram Mendoza como um lugar onde os valores vitivinícolas tradicionais e as terras imbatíveis poderiam ser revigorados com uma moderna abordagem vinícola e experiência internacional. Em vez de plantar Cabernet Sauvignon e Merlot, como muitos outros faziam durante a década de 1990, a equipe investiu no Malbec.
Hoje, o Malbec é o varietal para o qual a Argentina é mais conhecida.
Pouco depois dois amigos, juntaram-se ao empreendimento: Attilio Pagli, um renomado enólogo da Toscana com dois vinhos de 100 pontos em seu histórico pessoal e Carlos Vazquez, um agrônomo argentino, que trabalha há 20 anos com o grupo Catena inicial, plantando novas variedades, desenvolvendo locais de vinhas previamente desconhecidos e contribuindo gradativamente para a mudança qualitativa da viticultura argentina no início.
Altos Las Hormigas é, desde então, o verdadeiro especialista em Malbec, empenhados em encontrar os solos mais interessantes para a casta em Mendoza, através do Projeto Terroir, que requer três etapas:
Definir unidades de Terroir: uma compreensão clara de como Terroir funciona nos diferentes climas de Mendoza é crucial para uvas naturalmente equilibradas (amadurecimento e acidez natural).
Mapear-lhes: um bom mapa é uma ferramenta básica. Os vinhos são feitos na vinha e confirmados no vale.
Fazenda pela unidade de Terroir: manter as diferentes unidades separadas é crucial para entender seu caráter e como os vinhos de um certo tipo de terroir evoluem
"Nossa longa jornada no mundo do vinho nos levou a acreditar que a força criativa suprema do vinho se encontra no local de origem. A natureza é muito mais criativa e diversificada do que o homem, e o saco de truques de um enólogo não pode competir com bilhões de anos de geologia e clima e milhares de anos de viticultura. Terroir é realmente uma maneira de ver o vinho e a vinificação, e, por tanto, perseguir Terroir se traduz em um empreendimento que nunca acaba.
Toda vindima, entimos que estamos avançando um passo em frente, e nos aproximamos de uma expressão de alma de Mendoza e de uma completa conquista de sua unicidade."
Finca Altos Las Hormigas está situada em Luján de Cuyo, a cerca de 800 metros acima do nível do mar, de frente para os Andes a leste, protegido para o oeste por uma pequena dobra geológica. A fazenda é de 206 hectares, dos quais 40 hectares são plantados com Malbec e 5,6 hectares com Bonarda. No coração da propriedade encontra-se a adega de 2.000 metros quadrados.
Acreditam que cada intervençaõ no vinho significa um passo longe de sua origem. tentam fazer o mínimo de intervenção possível na vinificação.
Extração mínima, carvalho neutro, fermento natural, muito pouco sulfitos. Buscam, naturalmente, baixo teor de álcool da colheita o mais cedo possível em cada tipo de solo.
Portfolio;
Malbec Clássico 2017
Malbec Clássico 2016
Malbec Terroir Uco Valley 2016
Malbec Clássico 2015
Malbec Clássico 2014
Denominação Malbec paraje Altamira 2015
Malbec Designação Gualtallary 2014
Malbec Terroir 2014
Malbec Reserva 2014
Malbec Terroir 2015
Malbec Clássico 2013
Malbec Terroir 2013
Malbec Reserve 2013
Denominação de destinação
Appellation Gualtallary 2013 Altamira 20113
Appellation Vista Flores 2013
Malbec Reserve 2102
Appellation Altamira 2012
Apellation Vista Flores 2012
Single Vineyard Vista Flores 2007

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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Queijos e vinhos pelo mundo - Caciocavallo



Caciocavallo é um queijo muito antigo, cujas origens se encontram em diferentes áreas do sul da Itália, mais precisamente em Abruzzo, Calábria, Campania e Sicília, onde é produzido em diferentes variedades que lhe dão um sabor especial. Sua massa cozida é especialmente oleosa, cuja a produção ocorre no presente, quase exclusivamente com leite de vacas.
Para obtê-lo, apenas são adicionados coalho, fermentos salinos e lácteos.
O que distingue imediatamente esse queijo em comparação com os outros é sua forma de pêra, com uma pequena cabeça, na parte superior e uma corda que a liga. É fabricado com a tradicional técnica pasta filata, em que a massa coagulada é trabalhada esticando-a continuamente quando ainda quente, produzido aos pares, sendo amarrados e dependurados em varais, para a cura.
No mercado estão disponíveis variantes diferentes deste queijo, entre os quais, os mais conhecidos são:
Cacicavallo Podolico: Produzido a partir do leite de vacas podolica, que são criadas princialmente em Abruzzo, Basilicata, Calábria, Campania, Molise e Puglia. É produzido em pequenas quantidades, sua cura começa a partir de 3 meses até 3 anos, podendo chegar em alguns casos até 10 anos. À medida que amadurece mostra os aromas de grama e especiarias.
Caciocavallo Silano: É um dos queijos mais antigos do sul da Itália, sua produção é tão antiga que foi mencionada por Hipócrates (médico e filósofo grego, que viveu entre 460 e 370 a C) em um de seus muitos livros dedicados à arte e a culinária.
Graças ao extremo respeito a receita tradicional e aos métodos de produção, Caciocavallo Silano conseguiu ganhar sua DOP em 1996, que estabelece  que deve ser produzido com o leite de vacas criadas dentro da DOP, e que o leite deve ser coagulado a uma temperatura de 36-38 graus, usando coalhada de vitela.
A casca é lisa, fina, amarelo pálido e torna-se intenso durante o amadurecimento. No interior tem características distintas dependendo da cura, após algumas semanas, o queijo duro assume os orifícios típicos e o sabor torna-se mais picante.
Caciocavallo Siciliano: Na Sicília existem dois tipos de Caciocavallo: Pelermitano ou Godrano, e o Ragusano.
O Pelermitano é produzido com leite de vacas Cinisara, enquanto o Ragusano, com a marca DOP é produzido com leite de vacas Modicana e deve obdecer as especificações da área de sua DOP que abrange a província Ragusa. Este queijo caracteriza-se pela forma retangular, única entre todos os tipos de Caciocavallo, e pela consistência da massa que, em vez de ficar dura é bastante macia. O sabor é doce nas formas ligeiramente jovens, e torna-se cada vez mais picante com o avanço da maturação.
Caciocavatto di Agnone: Produzido principalmente em Molise no município de Agnone, é obtido a partir do leite de vacas Brown, Friesian, red Pezzata e Podolica.
Quando o assunto é vinho, para acompanhar o Caciocavallo, precisamos de um vinho com diferentes características, dependendo do período de cura. O queijo jovem exige um vinho branco delicado, mas com uma certa espessura, como um Soave Superiore, produzido em Verona a partir das uvas Garganega, Trebbiano di Soave, Trebbiano Toscano, Chardonnay e Pinot Blanc com um leve amargor característico, oposto à doçura do Caciocavallo jovem.
Para o Caciocavallo mais amadurecido, curado, podemos optar por um tinto de intensidade média, como um Aglianico del Venture.

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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Graciano



Uva tinta espanhola de alta qualidade mas não muito plantada, de sabores delicados e levemente condimentados. É usada principalmente em Rioja como parte das misturas dos Riojas tradicionais. Também é encontrada em pequena extensão na região do Languedoc-Roussillon, onde é chamada de Morrastel.