terça-feira, 29 de agosto de 2023
Combine ervas aromáticas e vinho
quinta-feira, 24 de agosto de 2023
Galette de trigo-sarraceno
segunda-feira, 7 de agosto de 2023
Lambrusco
Strozzapreti é uma massa fresca preparada apenas com farinha, água e sal uma especialidade de Romagna, acompanhada do famoso e, às vezes, incompreendido Lambrusco, fica de comer de joelhos.
Provavelmente, poucas regiões como Emilia-Romagna, podem contar com tantos pratos típicos capazes de representar tão bem a tradição da culinária italiana.
Emilia-Romagna é o reino das massas recheadas e do famoso ragú alla bolognese, sem contar com os vinhos.
A região é dividida em duas áreas geográficas e culturais distintas: Emilia, na parte ocidental da região e Romagna, na parte oriental. As duas áreas destacam-se pela culinária diferente e pelas uvas que são cultivadas e, portanto, pelos vinhos que são feitos a partir delas.
Voltando a nossa massa, o nome Strozzapreti "estranguladores de sacerdotes" está cercado de lendas.
Uma delas conta que durante o domínio dos Estados papais, os padres eram cobradores de impostos, e cobravam implacavelmente de casa em casa.
Essa massa era tradicionalmente preparada pelas mulheres de Romagna para esses sacerdotes de suas pequenas aldeias, elas esperavam que, ao comer, pudessem ser "estrangulados" dada a figura cruel que eles encarnavam.
O Marcelo escolheu o molho bolonhesa para compensar a simplicidade da massa. Para harmonizar escolhi um vinho regional, o Lambrusco di Sorbara, casta que geralmente gera vinhos com grande frescura ácida.
Esta uva se expressa melhor na província de Modena, especialmente na área plana entre os rios Secchia e Panaro, no centro do qual é o município de Sorbara. Os vinhos produzidos com esta variedade são caracterizados por terem uma cor vermelho rubi muito clara, que geralmente aparece como um rosado intenso.
O exemplar de hoje Giacobazzi Elegante Lambrusco di Sorbara DOC Secco
Elaborado com 100% Lambrusco di Sorbara.
Apresenta aromas frutados e florais, cereja e gerânio, após alguns instantes percebe-se a mineralidade.
Em boca tem boa estrutura, frescura e mineralidade, com um final de boca longo.
Que tal preparar esse magnífico prato para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Strozzapreti (massa)
Ingredientes:
400 gramas de farinha 00
200 ml de água morna
Pitada de sal.
Preparo:
Coloque a farinha em uma tigela com o sal.
Adicione água morna e amasse até ficar homogêneo e macio.
Deixe descansar por 10 minutos, embrulhado em filme plástico.
Em uma bancada enfarinhada estenda uma folha de massa com cerca de 2 mm de espessura.
Corte em tiras com cerca de 1,5 cm de largura.
Umedeça as mãos e role a massa entre as duas palmas, depois quebre-as no comprimento de 8 a 10 cm. Disponha o strozzapreti em bandejas enfarinhadas, cozinhe-os em abundante água com sal.
Refogue em molho bolonhesa.
Molho alla Bolognese
Ingredientes:
300 gramas de carne moída
150 gramas de bacon
50 gramas de aipo
50 gramas de cenoura
50 gramas de cebola
300 gramas de molho caseiro de tomate (ou tomate pelati)
1/2 xícara de vinho branco seco
1/2 xícara de leite integral
3 colheres de azeite
50 gramas de manteiga
caldo caseiro de carne q.b
sal e pimenta a gosto
Preparo:
Em uma panela preferencialmente de barro, coloque o bacon picado e frite-o na própria gordura.
Misture 3 colheres de sopa de azeite mais 50 gramas de manteiga, junte o aipo, a cebola e a cenoura já picados com o bacon e refogue lentamente.
Adicione a carne moída e misture com auxilio de uma colher de pau.
Adicione o vinho branco seco e mexa até que o líquido evapore.
Adicione o molho de tomate, tampe e cozinhe lentamente, por 30 min.
Quando necessário, adicione uma concha de caldo de carne quente e, no, final, o leite, para tirar um pouco a acidez do molho.
Tempere com sal e pimenta a gosto.
Você sabia...
Lambrusco, é jovial efervescente e às vezes citilante feito de uvas cultivadas em videiras com alto nível de treliças em 5 zonas de DOC em Modena e nas províncias de Reggio-Emilia: Salamino di Santa Croce DOC, Reggiano DOC, Lambrusco di Sorbara DOC, DOC Lambrusco di Modena e DOC Lambrusco Grasporossa di Castelvetro.
Lambrusco é feito para consumo dentro de um ano e muitos poucos consumidores fora da Itália provam seu autêntico estilo seco, pois os mais exportados são o dolce (doce) e Amabile (semi-doce). Embora os dois tipos contenham tradições históricas, a variedade seca é considerada a melhor combinação para a culinária da região,
terça-feira, 1 de agosto de 2023
O verdadeiro Steak Tartare
"A História Medieval de Cambridge" de 1924 diz que a história foi iniciada pelos primeiros cronistas que viram cavaleiros mongóis colocando fatias de carne crua sob suas selas, mas que a carne era destinada a ajudar a curar as feridas dos cavalos, em vez de encher os estômagos dos homens.
Outra teoria explica que o Steak Tartare como conhecemos hoje provavelmente viria da cidade de Hamburgo, na Alemanha que, sendo uma cidade portuária, sem dúvida contribuiu para a disseminação do prato nas grandes cidades da Europa. Um prato de carne moída temperada, crua, acompanhado de cebolas e pão ralado.
Bom, um Steak Tartare de respeito deve ser cortado com faca, acrescido de alcaparras inteiras, pepinos em conserva, mostarda Dijon, óleo, molho ingles, cebola, salsa e tabasco. São os ingredientes básicos para o sucesso de um tartare clássico. Há ainda quem acrescente ketchup, maionese e como a gente, uma gema de ovo crua.
A textura aveludada do prato, a explosão de sabores dos condimentos contrastada com a batata frita quente e principalmente a gema de ovo crua finalizando o tartare me levaram a escolha de um espumante para harmonizar.
Não que o ovo cru seja incompatível com um vinho tranquilo, mas os dois não se dão muito bem, pois as gemas cruas têm a particularidade de recobrir a língua e sufocar as papilas gustativas.
O melhor modo de descobri-las é beber um espumante adstringente.
Escolhi o Espumante brasileiro
Ingredientes para 2 pessoas
300 gramas de filé mignon fresco cortado na ponta da faca
2 colheres de sopa de óleo
1 colher (chá) de Mostarda Dijon
1 colher (sopa) de cebola picada
1 colher (sopa) pepino em conserva picado
1 colher (sopa) alcaparra inteira
1 colher (chá) de molho inglês
2 gotas de Tabasco
1 colher (chá) de salsa picada
Sal a gosto
Preparo:
Em uma tigela, misture mostarda Dijon, cebola, alcaparras, pepino em conserva, molho inglês, Tabasco, adicione o óleo e mexa com um fouet.
Corte o filé mignon em fatias bem finas e pique de uma vez só.
Adicione a carne na tigela (com os condimentos), a salsa, pimenta branca moída, misture com uma colher, e acerte o sal.
Molde o tartare em um aro, faça uma pequena depressão no centro e coloque uma gema de ovo crua.
Sirva imediatamente acompanhado de batatas fritas.
Dica: Para o sucesso do seu tartare, corte os ingredientes primeiro e depois corte a carne, claro mantenha-a fria.
A ponta da colher deve ser como lâminas ao misturar o tartare. Deve ser rápido.
Não misture em movimento circular para evitar que vire uma pasta.
sexta-feira, 14 de julho de 2023
Clafoutis de cereja
Clafoutis de cerejas frescas, sobremesa francesa tão popular quanto o mil folhas, tarte tatin ou éclairs.
Típica de Limousin região do centro da França, é simples de preparar, rápida e muito, mas muito gostosa!
Tradicionalmente é preparada com cerejas pretas, de preferência de grande qualidade, que são mergulhadas em uma massa com consistência de massa de panquecas, feita de farinha, ovos, leite e açúcar.
Para os puristas, o título acima é redundante. Afinal, Clafoutis somente de cerejas, pois o segredo da sobremesa está nelas, ou melhor, no centro delas, sendo recomendado não remover seus caroços pois assim com a cocção, cada cereja torna-se um verdadeiro reservatório de suco e sabores.
Clafoutis verdadeiro é rústico na apresentação, servido quente e sempre compartilhado.
O contraste entre a cremosidade da massa ainda quente e o sabor das cerejas cozidas suculentas gotejando, logo me fez pensar em um Vinho do Porto Ruby com sua riqueza de frutos vermelhos e pretos, seu corpo e sabor doce.
Escolhi o Porto Ruby Club Des Sommeliers - Douro - Portugal
Um vinho jovem, de coloração profunda que apresenta intensos aromas de frutos maduros, na boca é fresco e muito saboroso.
Que tal preparar essa delícia para o fim de semana?
Clafoutis de cerejas
Ingredientes para o recheio:
500 gramas de cerejas frescas
1/3 de xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de Kirsch
Ingredientes para a massa:
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
2 ovos
1 pitada de sal
1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
raspas de cascas de 1 limão taiti
Óleo para untar
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Preparo:
Após as 2 horas.
Coloque em uma tigela o açúcar, a manteiga, os ovos, a farinha, o leite, o sal e as raspas de limão, misture bem. Acrescente as cerejas e despeje em uma forma de 20 cm de diâmetro previamente untada com óleo e polvilhada com açúcar demerara.
Asse por cerca de 30 minutos, ou até que o centro fique firme.
Você sabia...
Os diferentes estilos de Vinho do Porto derivam essencialmente das várias maneiras como este pode ser envelhecido.
A escolha do período de envelhecimento e do recipiente no qual envelhece irá determinar o sabor de cada Vinho do Porto.
De uma forma muito simples, podemos dividi-los em duas categorias, os que envelhecem em condições oxidativas e os que são preparados para envelhecer em ambiente redutor.
Os melhores lotes produzidos num ano excepcional são separados para virem a obter a declaração de Vintage. Contudo, a maior parte dos vinhos é utilizada para elaboração de lotações.
Durante os dois primeiros anos, os vinhos são sujeitos a numerosas trasfegas, cujo o número e a intensidade varia de acordo com as características que se pretende adquirir durante sua evolução. No caso dos Vintage ou dos LBV, o envelhecimento faz-se inicialmente em cascos, durante 2-3 anos no caso dos Vintage e durante 4-6 anos no caso dos LBV. Após o subsequente engarrafamento o vinho melhora e desenvolve seu bouquet a um baixo potencial de oxido-redução.
O Vinho do Porto LBV devido ao fato de ser engarrafado mais tarde, apresenta-se mais dócil do que um Vintage da mesma idade. Estes vinhos estagiam normalmente em tonéis ou balseiros - de grande capacidade para limitar os processos oxidativos.
O Vinho do Porto Ruby Reserva é o resultado de lotes de vinhos de qualidade, dos quais se tenta as características de juventude, cor e fruta. De todos os vinhos acima citados, é o que terá menos capacidade de envelhecer em garrafa.
Vinhos como Ruby, Tawny, Colheita e Vinhos com Indicação de Idade, são envelhecidos em condições de oxidação, menos acentuada no caso dos Ruby mais acentuada no caso dos Tawny, Colheitas e vinhos com Indicação de Idade.
Nesse tipo de maturação, as casas de Vinho do Porto recorrem ao uso de madeira. Se os enólogos pretendem acelerar os fenômenos oxidativos colocam o vinho em cascos de carvalho 620 litros, se pelo contrário,pretendem conservar algumas características da fruta, da cor e da juventude, colocam os vinhos em grandes balseiros 125.000.Desta forma, obtém-se vinhos com as características do Ruby.
Fonte: Embrapa
IVDP
quinta-feira, 6 de julho de 2023
Ratatouille - Que vinho escolher
A receita niçoise recomenda selar os legumes com um fio de azeite, e passar o pimentão na chama para tirar sua pele e dar-lhe um sabor grelhado.
O nome Ratatouille deriva da palavra occitana "Ratatolha" que designa um ensopado de legumes.
É um prato tão difundido mundo afora que, emprestou seu nome a uma animação da Pixar -2007 que, conta a inesperada amizade entre Linguini e Remy um rato que sonha se tornar chef de cozinha.
O prato é muito similar a Piporade Basca e a Bohemienne, outro prato provençal proveniente de tomates e berinjelas.
O segredo do Ratatouille niçoise é a perfeita cocção dos legumes, que devem ficar cozidos porém íntegros, sem virar um purê. É essa cocção lenta que vai agregar sabores em camadas ao prato.
Legumes cozidos, molho de tomate encorpado, ervas aliados a cocção lenta... Precisamos de um Rosé fresco onde a frescura permitirá um alongamento maior.
Um vinho leve e aromático que caiu como uma luva para a proposta de ontem...
Que tal preparar essa iguaria para o seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ratatouille
Ingredientes:
Os vegetais
1 berinjelas
2 abobrinhas
1 pimentão vermelho
2 cebolas
Azeite q.b
O molho
4 dentes grandes de alho
6 tomates bem maduros
2 colheres (sopa) azeite
2 folhas de louro
2 ramos de tomilho
1 ramo de alecrim
talos de salsa
Sal e pimenta a gosto
Preparo do molho de tomate
Em primeiro lugar faça o molho de tomate.
retire a pele e as sementes dos tomates, esmague-os grosseiramente e coloque-os em uma caçarola, adicione 4 dentes de alho descascados e triturados no pilão com 2 colheres (sopa) de azeite.
Cozinhe tudo lentamente em fogo baixo sem tampa, até obter um molho grosso e sem água.
Preparo dos vegetais
Corte as berinjelas em cubos de cerca de um centímetro e meio, faça o mesmo com as abobrinhas, reserve.
Corte as cebolas em tiras, reserve.
Na chama do fogão queime a casca do pimentão e remova-a, tire as sementes e corte-o em quadrados também de um centímetro e meio, reserve.
Feito isso, sele cada vegetal em uma frigideira com um fio de azeite, um por um, em frigideiras diferentes, caso contrário, cada vegetal será imbuído do sabor do anterior ou lave a frigideira a cada etapa. A berinjela deve ser selada com um pouco mais de azeite (quase frita) para que ao cozinhar não fique esponjosa.
A cebola tem que ficar com uma leve cor dourada.
Depois de selar todos os vegetais, junte-os ao molho (que nesta altura já deve estar pronto) e misture tudo delicadamente.
Deixe cozinhar por mais 10 minutos ou até que fiquem al dente.
Depois de selar todos os vegetais. Em um refratário faça camadas intercaladas de molho de tomate, da seguinte forma:
No fundo do refratário disponha os pimentões, cubra com molho de tomate, depois as berinjelas, novamente cubra com molho de tomate, faça o mesmo com a cebola e com a abobrinha. termine com uma camada de molho de tomate, cubra e leve a geladeira por 24 horas.
Você sabia...
Côtes de Provence
A vinha se estende no coração da Provença entre Aix-em-Provence, Fréjus e Toulon.
Criação da AOC Côtes de Provence: 24 de outubro de 1977
A denominação Côtes de Provence pode ser seguida pelas Indicações Geogréficas Fréjus, La Londe, Pierrefeu e Sainte-Victoire. Estas 3 Indicações Geográficas têm uma variedade específica de uva.
Fréjus
Vinho Tinto: Grenache Noir (60% máximo), Mourvèdre (60% máximo), Syrah (60% máximo)
Vinho Rosé: Grenache Noir, Mourvèdre, Syrah, Tibouren (20% Mínimo), Cinsault.
La Londe
Vinho Tinto: Grenache Noir (60% máximo), Mourvèdre (60% máximo), Syrah (60% máximo) (80% mínimo), Cabernet Sauvignon, Carignan.
Vinho Branco: Vermentino (50% máximo), Clairette, Semillon, Ugni Blanc.
Vinho Rosé: Cinsault (60% máximo), Grenache Noir (60% máximo) (80% mínimo) Carignan, Mourvèdre, Syrah, Tibouren, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo)
Pierrefeu
Vinho Tinto: Grenache Noir (80% máximo) Mourvèdre (80% máximo) Syrah (80% máximo) (80 % mínimo)
Vinho Rosé: Cinsault (80% máximo) Grenache Noir (80% máximo) Syrah (80% máximo) (80% mínimo) Mourvèdre, Tibouuren, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo).
Sainte- Victoire
Vinho Tinto: Cinsault, Grenache Noir, Syrah (80% mínimo), Cabernet Sauvignon, Mouvèdre, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo)
Vinho Rosé: Cinsault, Grenache Noir, Syrah (80% mínimo) Cabernet Sauvignon, Carignan, Mourvèdre, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, vermentino (20% máximo)
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