terça-feira, 29 de agosto de 2023

Combine ervas aromáticas e vinho



Até que ponto as ervas aromáticas influenciam no gosto do vinho? 
Essa é uma pergunta recorrente aqui no blog. Escrevi diversos posts a respeito mas sempre é bom lembrar que, no que diz respeito aos vinhos a presença das ervas aromáticas nas várias preparações influencia enormemente o perfil gosto-olfação e acentua a aromaticidade.
Se, no entato, você ainda não se atentou que aquele amargor no vinho pode ter sido causado por uma erva aromática que não foi bem usada, tenha em mente que, tanto brancos, tintos ou rosés são bem-vindos desde que sejam bem combinados, seja por analogia, onde pratos aromáticos, exigem intensidade olfativa e alta persistência no vinho; seja por contraste em caso de presença de sensações verdes, amargas ou pungentes do prato, favorecendo a suavidade do vinho.
Alguns exemplos:
Manjericão: com ele o Marcelo faz muita coisa boa ( todas as receitas também estão lá no insta) aquele molho com tomates assados, salada de morangos e manjericão e o pesto, que é figurinha carimbada aqui em casa e que, combinado com um branco fresco, alegra qualquer refeição.
Salsa: Nunca falta! E em ocasiões especiais é o ingrediente primordial para o cordeiro na salsa, um prato maravilhoso que combinado com um tinto macio, como um Merlot, fica de comer de joelhos!
Para prepará-lo pique 4 dentes de alho, junte pão ralado e salsa na mesma proporcão. 
Em seguida adicione sal, manteiga e misture até formar uma pasta.
Deixe na geladeira coberta com filme plástico.
Enquanto isso, coloque o carré de cordeiro numa assadeira e tempere com azeite, sal e pimenta, distribua na assadeira alguns dentes de alho com casca e ramos de tomilho, asse a 220 graus por 15 minuto.
Assim que sair do forno, espalhe a pasta gelada de salsa sobre a carne quente, que vai derreter lentamente.
Sirve em seguida e apaixone-se.
Sálvia: Aqui em casa vai para a frigideira com manteiga para saltear massas e são um deleite combinadas com as bolhas de um Espumante Brut.
Alecrim: Essa é clássica, versátil e confesso que quebra um galho nos dias de preguiça total!
Batatas rústicas ao forno com alegrim, sal grosso e azeite, ai você abre um branco com boa prsistência aromática e, em minutos se depara com um manjar dos Deuses.
Lembre-se a maioria das ervas devem ser usadas frescas, com parcimônia, para não se tornarem, em excesso, inimigas do seu vinnho.
Uma ótima semana.
Saúde sempre!
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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Galette de trigo-sarraceno



Na gastronomia, você nunca deixará de descobrir novas receitas, sensações e novos prazeres. Você já provou Galette de Sarrasin? São deliciosas, principalmente acompanhadas de um bom vinho.
Beber, Comer e Amar... 
Má na cozinha preparando Galette.
Essa panqueca foi inventada na Bretagne no século XVIII, graças ao cultivo de trigo-mourisco (trigo-sarraceno) trazido durante as Cruzadas na Ásia.
Feitas a base de água, trigo-sarraceno e sal, estas galettes têm uma boninta cor escura e um sabor muito característico.
A tradicional que por lá leva o nome de Galette Complète leva ovo, presunto  e queijo emmental ralado.
Anteriormente, as galettes de sarrasin eram harmonizadas com cidra, pois as maças são a riqueza da Bretagne e a região as tinha em abundância. Hoje, as galettes de trigo-sarraceno são apreciadas com uma variedade de vinhos e são feitas com diversos recheios oferecendo uma grande variedade de sabores, texturas e sensaões em boca.
As características do vinho, como acidez, tanino e corpo, podem influenciar o sabor de toda galette dependendo do seu recheio.
Como a nossa contém ovo e queijo, optamos por um Espumante Brut.
A frescura e o lado vivo do vinho permitem equilibrar o sabor e realçam a crocância da panqueca.
O escolhido da vez foi o Brut da vinícola Larentis.



Vamos a receita:
Para a massa (6 pessoas)
500 gramas de farinha de trigo-sarraceno
20 gramas de sal ou a gosto
2 ovos
1 litro de água ( a proporção será sempre uma medida de farinha para duas de água)
Modo de preparo da massa
Em uma tigela grande, despeje a farinha, adicione o sal e misture.
Cave um buraco e despeje os ovos ligeiramente batidos, misture, incorporando aos poucos a água até obter a consistência de massa de panqueca. 
Bata a massa com o auxílio de um fouet longa e vigorosamente para aerá-la bem.
Cubra a tigela com filme plástico e deixe descansar na geladeira por 24 horas.
Para o recheio
Ovos
Presunto cozido
Queijo emmental ralado
Pimenta-do-reino
Manteiga
Preparo da galette (chapa ou frigideira antiaderente)
Aqueça a frigideira e pincele com manteiga.
Coloque 1 concha da massa e espalhe por toda a superfície até formar a panqueca. Faça discos até acabar a massa e reserve.
Em uma frigideira antiaderente coloque 1 colher de chá de manteiga e espalhe com o auxílio de um pincel.
Coloque 1 disco de panqueca, no centro uma fatia de presunto, vá adicionando queijo emmental em volta de toda a panqueca,  deixando um buraco no centro.
Quebre um ovo no centro da panqueca e com o auxílio das costas de uma colher, espalhe a clara de modo uniforme por toda a panqueca (isso irá permitir que ela cozinhe por igual) deixando a gema íntegra.
Tempere com pimenta-do-reino.
Assim que o queijo começar a derreter, feche os 4 lados da galette formando um quadrado deixando a gema aparente (ver foto).
Deixe por alguns minutinhos para acabar de derreter o queijo e dar crocância na massa.
Sirva quente.
Dica: Como optamos acompanhar esta galette com espumante, sugiro que a façam num domingo preguiçoso, ela tem todos os ingredientes para um brunch e, no brunch o espumante está liberado, pelo menos aqui em casa a partir da 11:00h!!!
Saúde sempre!
Beijos no coração
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No instagram tem reels explicando passo a passo.









segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Lambrusco



Strozzapreti é uma massa fresca preparada apenas com farinha, água e sal uma especialidade de Romagna, acompanhada do famoso e, às vezes, incompreendido Lambrusco, fica de comer de joelhos. 
Beber Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Strozzapreti.
Provavelmente, poucas regiões como Emilia-Romagna, podem contar com tantos pratos típicos capazes de representar tão bem a tradição da culinária italiana.
Emilia-Romagna é o reino das massas recheadas e do famoso ragú alla bolognese, sem contar com os vinhos.
A região é dividida em duas áreas geográficas e culturais distintas: Emilia, na parte ocidental da região e Romagna, na parte oriental. As duas áreas destacam-se pela culinária diferente e pelas uvas que são cultivadas e, portanto, pelos vinhos que são feitos a partir delas. 
Emilia é a casa indiscutível do Lambrusco, o vinho que escolhemos para a nossa harmonização de hoje, enquanto em Romagna os vinhos predominantes são produzidos a partir das uvas Sangiovese, Albana, Pignoletto, Trebbiano Romagnolo e Bombino Bianco.
Voltando a nossa massa, o nome Strozzapreti "estranguladores de sacerdotes" está cercado de lendas.
Uma delas conta que durante o domínio dos Estados papais, os padres eram cobradores de impostos, e cobravam implacavelmente de casa em casa.
Essa massa era tradicionalmente preparada pelas mulheres de Romagna para esses sacerdotes de suas pequenas aldeias, elas esperavam que, ao comer, pudessem ser "estrangulados" dada a figura cruel que eles encarnavam.
O Marcelo escolheu o molho bolonhesa para compensar a simplicidade da massa. Para harmonizar escolhi um vinho regional, o Lambrusco di Sorbara, casta que geralmente gera vinhos com grande frescura ácida.
Esta uva  se expressa melhor  na província de Modena, especialmente na área plana entre os rios Secchia e Panaro, no centro do qual é o município de Sorbara. Os vinhos produzidos com esta variedade são caracterizados por terem uma cor vermelho rubi muito clara, que geralmente aparece como um rosado intenso.
O exemplar de hoje Giacobazzi Elegante Lambrusco di Sorbara DOC Secco


Elaborado com 100% Lambrusco di Sorbara.
Apresenta aromas frutados e florais, cereja e gerânio, após alguns instantes percebe-se a mineralidade.
Em boca tem boa estrutura, frescura e mineralidade, com um final de boca longo.
Que tal preparar esse magnífico prato para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Strozzapreti (massa)
Ingredientes:
400 gramas de farinha 00
200 ml de água morna
Pitada de sal.
Preparo:
Coloque a farinha em uma tigela com o sal.
Adicione água morna e amasse até ficar homogêneo e macio.
Deixe descansar por 10 minutos, embrulhado em filme plástico.
Em uma bancada enfarinhada estenda uma folha de massa com cerca de 2 mm de espessura.
Corte em tiras com cerca de 1,5 cm de largura.
Umedeça as mãos e role a massa entre as duas palmas, depois quebre-as no comprimento de 8 a 10 cm. Disponha o strozzapreti em bandejas enfarinhadas, cozinhe-os em abundante água com sal.
Refogue em molho bolonhesa.
Molho alla Bolognese
Ingredientes:
300 gramas de carne moída
150 gramas de bacon
50 gramas de aipo
50 gramas de cenoura
50 gramas de cebola
300 gramas de molho caseiro de tomate (ou tomate pelati)
1/2 xícara de vinho branco seco
1/2 xícara de leite integral
3 colheres de azeite
50 gramas de manteiga
caldo caseiro de carne q.b
sal e pimenta a gosto
Preparo:
Em uma panela preferencialmente de barro, coloque o bacon picado e frite-o na própria gordura.
Misture 3 colheres de sopa de azeite mais 50 gramas de manteiga, junte o aipo, a cebola e a cenoura já picados com o bacon e refogue lentamente.
Adicione a carne moída e misture com auxilio de uma colher de pau.
Adicione o vinho branco seco e mexa até que o líquido evapore.
Adicione o molho de tomate, tampe e cozinhe lentamente, por 30 min. 
Quando necessário, adicione uma concha de caldo de carne quente e, no, final, o leite, para tirar um pouco a acidez do molho.
Tempere com sal e pimenta a gosto.



Você sabia...
Lambrusco, é jovial efervescente e às vezes citilante feito de uvas cultivadas em videiras com alto nível de treliças em 5 zonas de DOC em Modena e nas províncias de Reggio-Emilia: Salamino di Santa Croce DOC, Reggiano DOC, Lambrusco di Sorbara DOC, DOC Lambrusco di Modena e DOC Lambrusco Grasporossa di Castelvetro.
Lambrusco é feito para consumo dentro de um ano e muitos poucos consumidores fora da Itália provam seu autêntico estilo seco, pois os mais exportados são o dolce (doce) e Amabile (semi-doce). Embora os dois tipos contenham tradições históricas, a variedade seca é considerada a melhor combinação para a culinária da região,

terça-feira, 1 de agosto de 2023

O verdadeiro Steak Tartare




Prato muito popular na França, Suíça, Bélgica, Polônia, Holanda, Hungria e Eslovênia.
Feito com carne crua e condimentos, apresenta variações de preparo e também de acompanhamentos dependendo do país em que é preparado.
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Steak Tartare
As origens do Steak Tartare são diversas, e várias histórias e lendas cercam a existência do prato.Uma das teorias é que ele apareceu primeiro na Rússia e na China, onde os europeus o encontraram. Lá, os tártaros (aka mongóis) da Ásia Central, colocavam uma fatia de carne sob a sela de seus cavalos de manhã e a recuperavam, amaciada pelas pancadas, para comer-la crua no jantar. Porém, alguns estudiosos alegam ser mito.

"A História Medieval de Cambridge" de 1924 diz que a história foi iniciada pelos primeiros cronistas que viram cavaleiros mongóis colocando fatias de carne crua sob suas selas, mas que a carne era destinada a ajudar a curar as feridas dos cavalos, em vez de encher os estômagos dos homens.
Outra teoria explica que o Steak Tartare como conhecemos hoje provavelmente viria da cidade de Hamburgo, na Alemanha que, sendo uma cidade portuária, sem dúvida contribuiu para a disseminação do prato nas grandes cidades da Europa. Um prato de carne moída temperada, crua, acompanhado de cebolas e pão ralado.
Bom, um Steak Tartare de respeito deve ser cortado com faca, acrescido de alcaparras inteiras, pepinos em conserva, mostarda Dijon, óleo, molho ingles, cebola, salsa e tabasco. São os ingredientes básicos para o sucesso de um tartare clássico. Há ainda quem acrescente ketchup, maionese e como a gente, uma gema de ovo crua.
A textura aveludada do prato, a explosão de sabores dos condimentos contrastada com a batata frita quente e principalmente a gema de ovo crua finalizando o tartare me levaram a escolha de um espumante para harmonizar.
Não que o ovo cru seja incompatível com um vinho tranquilo, mas os dois não se dão muito bem, pois as gemas cruas têm a particularidade de recobrir a língua e sufocar as papilas gustativas.
O melhor modo de descobri-las é beber um espumante adstringente.
Escolhi o Espumante brasileiro



Parole de Famiglia_ Vinícola Don Affonso
100 % Chardonnay única fermentação
Amarelo palha com reflexos esverdeados, aromas de frutas de polpa branca, flores, acidez vibrante, bom equilibro e final de boca harmonioso
Que tal preparar um Steak Tartare para o seu jantar?  Eu como sempre, contribuo com a receita:


Ingredientes para 2 pessoas
300 gramas de filé mignon fresco cortado na ponta da faca
2 colheres de sopa de óleo
1 colher (chá) de Mostarda Dijon
1 colher (sopa) de cebola picada
1 colher (sopa) pepino em conserva picado
1 colher (sopa) alcaparra inteira
1 colher (chá) de molho inglês
2 gotas de Tabasco
1 colher (chá) de salsa picada
Sal a gosto
Preparo:
Em uma tigela, misture mostarda Dijon, cebola, alcaparras, pepino em conserva, molho inglês, Tabasco, adicione o óleo e mexa com um fouet.
Corte o filé mignon em fatias bem finas e pique de uma vez só.
Adicione a carne na tigela (com os condimentos), a salsa, pimenta branca moída, misture com uma colher, e acerte o sal.
Molde o tartare em um aro, faça uma pequena depressão no centro e coloque uma gema de ovo crua.
Sirva imediatamente acompanhado de batatas fritas.

Dica: Para o sucesso do seu tartare, corte os ingredientes primeiro e depois corte a carne, claro mantenha-a fria.
A ponta da colher deve ser como lâminas ao misturar o tartare. Deve ser rápido.
Não misture em movimento circular para evitar que vire uma pasta.

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@bebercomeramar
Uma ótima semana.
Saúde sempre!
Saude sempre













sexta-feira, 14 de julho de 2023

Clafoutis de cereja


Sabe aquela vontade de comer um docinho?
Bateu forte ontem a noite... 
Beber, Comer e Amar...
Aproveitei que o Má já estava na cozinha preparando pão para o nosso café da manhã e, que tínhamos cerejas fazendo aniversário na geladeira e pedi Clafoutis.
Clafoutis de cerejas frescas, sobremesa francesa tão popular quanto o mil folhas, tarte tatin ou éclairs.
Típica de Limousin região do centro da França, é simples de preparar, rápida e muito, mas muito gostosa!
Tradicionalmente é preparada com cerejas pretas, de preferência de grande qualidade, que são mergulhadas em uma massa com consistência de massa de panquecas, feita de farinha, ovos, leite e açúcar.
Para os puristas, o título acima é redundante. Afinal, Clafoutis somente de cerejas, pois o segredo da sobremesa está nelas, ou melhor, no centro delas, sendo recomendado não remover seus caroços pois assim com a cocção, cada cereja torna-se um verdadeiro reservatório de suco e sabores.
Clafoutis verdadeiro é rústico na apresentação, servido quente e sempre compartilhado.
O contraste entre a cremosidade da massa ainda quente e o sabor das cerejas cozidas suculentas gotejando, logo me fez pensar em um Vinho do Porto Ruby com sua riqueza de frutos vermelhos e pretos, seu corpo e sabor doce.
Escolhi o Porto Ruby Club Des Sommeliers - Douro - Portugal


Um vinho jovem, de coloração profunda que apresenta intensos aromas de frutos maduros, na boca é fresco e muito saboroso.
Que tal preparar essa delícia para o fim de semana? 
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Clafoutis de cerejas
Ingredientes para o recheio:
500 gramas de cerejas frescas
1/3 de xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de Kirsch
Ingredientes para a massa:
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
2 ovos
1 pitada de sal
1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
raspas de cascas de 1 limão taiti
Óleo para untar
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Preparo: 
Para fazer o recheio, coloque em um bowl as cerejas integras (com os caroços), o açúcar e o licor misture e deixe descansar por 2 horas.
Após as 2 horas. 
Preaqueça o forno.
Coloque em uma tigela o açúcar, a manteiga, os ovos, a farinha, o leite, o sal e as raspas de limão, misture bem. Acrescente as cerejas e despeje em uma forma de 20 cm de diâmetro previamente untada com óleo e polvilhada com açúcar demerara.
Asse por cerca de 30 minutos, ou até que o centro fique firme. 
Sirva ainda quente polvilhado com açúcar de confeiteiro.

Você sabia...
Os diferentes estilos de Vinho do Porto derivam essencialmente das várias maneiras como este pode ser envelhecido.
A escolha do período de envelhecimento e do recipiente no qual envelhece irá determinar o sabor de cada Vinho do Porto.
De uma forma muito simples, podemos dividi-los em duas categorias, os que envelhecem em condições oxidativas e os que são preparados para envelhecer em ambiente redutor.
Os melhores lotes produzidos num ano excepcional são separados para virem a obter a declaração de Vintage. Contudo, a maior parte dos vinhos é utilizada para elaboração de lotações.
Durante os dois primeiros anos, os vinhos são sujeitos a numerosas trasfegas, cujo o número e a intensidade varia de acordo com as características que se pretende adquirir durante sua evolução. No caso dos Vintage ou dos LBV, o envelhecimento faz-se inicialmente em cascos, durante 2-3 anos no caso dos Vintage e durante 4-6 anos no caso dos LBV. Após o subsequente engarrafamento o vinho melhora e desenvolve seu bouquet a um baixo potencial de oxido-redução.
O Vinho do Porto LBV devido ao fato de ser engarrafado mais tarde, apresenta-se mais dócil do que um Vintage da mesma idade. Estes vinhos estagiam normalmente em tonéis ou balseiros - de grande capacidade para limitar os processos oxidativos.
O Vinho do Porto Ruby Reserva é o resultado de lotes de vinhos de qualidade, dos quais se tenta as características de juventude, cor e fruta. De todos os vinhos acima citados, é o que terá menos capacidade de envelhecer em garrafa.
Vinhos como Ruby, Tawny, Colheita e Vinhos com Indicação de Idade, são envelhecidos em condições de oxidação, menos acentuada no caso dos Ruby mais acentuada no caso dos Tawny, Colheitas e vinhos com Indicação de Idade.
Nesse tipo de maturação, as casas de Vinho do Porto recorrem ao uso de madeira. Se os enólogos pretendem acelerar os fenômenos oxidativos colocam o vinho em cascos de carvalho 620 litros, se pelo contrário,pretendem conservar algumas características da fruta, da cor e da juventude, colocam os vinhos em grandes balseiros 125.000.Desta forma, obtém-se vinhos com as características do Ruby.

Fonte: Embrapa
           IVDP


quinta-feira, 6 de julho de 2023

Ratatouille - Que vinho escolher




Uma das receitas mais emblemáticas do sul da França, tipicamente provençal, do antigo condado de Nice.
Beber, Comer e Amar ...
Má na cozinha preparando Ratatouille. 
A receita niçoise recomenda selar os legumes com um fio de azeite, e passar o pimentão na chama para tirar sua pele e dar-lhe um sabor grelhado.
O nome Ratatouille  deriva da palavra occitana "Ratatolha" que designa um ensopado de legumes.
É um prato tão difundido mundo afora que, emprestou seu nome a uma animação da Pixar -2007 que, conta a inesperada amizade entre Linguini e Remy um rato que sonha se tornar chef de cozinha. 
O prato é muito similar a Piporade Basca e a Bohemienne, outro prato provençal proveniente de tomates e berinjelas.
O segredo do Ratatouille niçoise é a perfeita cocção dos legumes, que devem ficar cozidos porém íntegros, sem virar um purê. É essa cocção lenta que vai agregar sabores em camadas ao prato.
O Ratatouille foi degustado frio, acompanhado de pão caseiro. Em Nice, ele costuma acompanhar Socca ( um crepe feito de farinha de grão de bico), quente também rola, fica ótimo com peixe frito. 
Prato provençal, pede vinho provençal!
Legumes cozidos, molho de tomate encorpado, ervas aliados a cocção lenta... Precisamos de um Rosé fresco onde a frescura permitirá um alongamento maior.
Vinho Rosé Romance Cotes de Provence


Corte de Cinsault, Grenache, Syrah e Merlot
Com uma  linda cor salmão, aromas delicados de frutas vermelhas, damasco e pétalas de rosas.
Em boca é fresco, repete o damasco do nariz, algo de pêssego.
Um vinho leve e aromático que caiu como uma luva para a proposta de ontem...
Legumes, pão quentinho, série, vinho e boa companhia.
Que tal preparar essa iguaria para o seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ratatouille
Ingredientes:
Os vegetais
1 berinjelas
2 abobrinhas
1 pimentão vermelho
2 cebolas
Azeite q.b
O molho
4 dentes grandes de alho
6 tomates bem maduros
2 colheres (sopa) azeite
2 folhas de louro
2 ramos de tomilho
1 ramo de alecrim
talos de salsa
Sal e pimenta a gosto

Preparo do molho de tomate
Em primeiro lugar faça o molho de tomate.
retire a pele e as sementes dos tomates, esmague-os grosseiramente e coloque-os em uma caçarola, adicione 4 dentes de alho descascados e triturados no pilão com 2 colheres (sopa) de azeite.
Adicione o bouquet garni feito com (louro, tomilho, alecrim e talos de salsa), sal e pimenta do reino a gosto.
Cozinhe tudo lentamente em fogo baixo sem tampa, até obter um molho grosso e sem água.
Preparo dos vegetais
Corte as berinjelas em cubos de cerca de um centímetro e meio, faça o mesmo com as abobrinhas, reserve.
Corte as cebolas em tiras, reserve.
Na chama do fogão queime a casca do pimentão e remova-a, tire as sementes e corte-o em quadrados também de um centímetro e meio, reserve.
Feito isso, sele cada vegetal em uma frigideira com um fio de azeite, um por um, em frigideiras diferentes, caso contrário, cada vegetal será imbuído do sabor do anterior ou lave a frigideira a cada etapa. A berinjela deve ser selada com um pouco mais de azeite (quase frita) para que ao cozinhar não fique esponjosa.
A cebola tem que ficar com uma leve cor dourada.
Depois de selar todos os vegetais, junte-os ao molho (que nesta altura já deve estar pronto) e misture tudo delicadamente.
Deixe cozinhar por mais 10 minutos ou até que fiquem al dente. 
Desligue o fogo.
Caso queira preparar o Ratatouille e deixar de um dia para o outro, para agregar sabor, proceda da seguinte forma:
Depois de selar todos os vegetais. Em um refratário faça camadas intercaladas de molho de tomate, da seguinte forma:
No fundo do refratário disponha os pimentões, cubra com molho de tomate, depois as berinjelas, novamente cubra com molho de tomate, faça o mesmo com a cebola e com a abobrinha. termine com uma camada de molho de tomate, cubra e leve a geladeira por 24 horas.

Você sabia...
Côtes de Provence
A vinha se estende no coração da Provença entre Aix-em-Provence, Fréjus e Toulon.
Criação da AOC Côtes de Provence: 24 de outubro de 1977
A denominação Côtes de Provence pode ser seguida pelas Indicações Geogréficas Fréjus, La Londe, Pierrefeu e Sainte-Victoire. Estas 3 Indicações Geográficas têm uma variedade específica de uva.
Fréjus 
Vinho Tinto: Grenache Noir (60% máximo), Mourvèdre (60% máximo), Syrah (60% máximo)
Vinho Rosé: Grenache Noir, Mourvèdre, Syrah, Tibouren (20% Mínimo), Cinsault.
La Londe
Vinho Tinto: Grenache Noir (60% máximo), Mourvèdre (60% máximo), Syrah (60% máximo) (80% mínimo), Cabernet Sauvignon, Carignan.
Vinho Branco: Vermentino (50% máximo), Clairette, Semillon, Ugni Blanc.
Vinho Rosé: Cinsault (60% máximo), Grenache Noir (60% máximo) (80% mínimo) Carignan, Mourvèdre, Syrah, Tibouren, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo)
Pierrefeu
Vinho Tinto: Grenache Noir (80% máximo) Mourvèdre (80% máximo) Syrah (80% máximo) (80 % mínimo)
Vinho Rosé: Cinsault (80% máximo) Grenache Noir (80% máximo) Syrah (80% máximo) (80% mínimo) Mourvèdre, Tibouuren, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo).
Sainte- Victoire
Vinho Tinto: Cinsault, Grenache Noir, Syrah (80% mínimo), Cabernet Sauvignon, Mouvèdre, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo)
Vinho Rosé: Cinsault, Grenache Noir, Syrah (80% mínimo) Cabernet Sauvignon, Carignan, Mourvèdre, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, vermentino (20% máximo)

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Beijos no coração. 


quarta-feira, 28 de junho de 2023

Pesto Branco! Já provou?


Beber, Comer e Amar...
Chegamos ao fim da série de postagens sobre pesto, vimos que pesto não precisa ser feito só com manjericão, alho e pinholes. Existem receitas alternativas deliciosas.
Com um pouco de imaginação você pode variar o seu pesto, a preparação é sempre a mesma, misturar os ingredientes com azeite, queijo e um pouco de frutos secos (reveja as receitas de Pesto da Calábria, Pesto alla Trapanese e Pesto de Pistache) aqui no blog ou lá no instagram.
Hoje, vamos nos aventurar no Sopé dos Alpes da Ligúria, mais precisamente em Pentema uma aldeia pertencente ao município de Torriglia, na província de Gênova.
A título de curiosidade Pentema desde 1994 é famosa por seu presépio, as ruas, as casas
 e o comércio povoam-se de figuras de tamanho real para dar "vida" a costumes, ambientes e ofícios antigos.
Voltando a culinária, diferente da Ligúria "verde" do clássico Pesto Genovese com o uso imprescindível do manjericão, lá você encontrará uma culinária cohecida como "La Cucina Bianca".
É exatamente a proposta do prato de hoje o Pesto Bianco de Pentema! Muito antigo e pouco difundido ele simplesmente pega a receita original do Pesto Genovese e tira-lhe a típica cor verde, nesta receita,  o manjericão é substituído por um creme feito de pão ralado e leite.
Quando o assunto é vinho...
Que tal abrir um branco fresco, aromático e elegante para acompanhar essa untuosidade toda e a pungência do alho cru?
Coloque em prática sua "litragem" e escolha um que lhe agrade com essas características, garanto que será um par perfeito para seu pesto branco.
Depois você nos conta que vinho escolheu, vamos adorar saber.
Vamos a receita.
Pesto Bianco de Pantema
1 dentes de alho
100 gramas de pinholes
100 gramas de Parmigiano Reggiano
8 colheres (sopa) do creme feito de pão ralado (ou farinha de rosca) e leite
1 xícara de azeite
sal grosso a gosto
Preparo
No almoforiz primeiro junte o sal grosso com o alhk e pile formando uma pasta, adicione os pinholes e pile novamente.
Em seguida, adicione o creme feito de pão ralado e leite e o queijo, pile mais um pouco até homogeneizar. 
Finalize o preparo com azeite e misture tudo.
Fica divino com farfalle.
Bom apetite!
Saúde sempre.