sexta-feira, 14 de julho de 2023

Clafoutis de cereja


Sabe aquela vontade de comer um docinho?
Bateu forte ontem a noite... 
Beber, Comer e Amar...
Aproveitei que o Má já estava na cozinha preparando pão para o nosso café da manhã e, que tínhamos cerejas fazendo aniversário na geladeira e pedi Clafoutis.
Clafoutis de cerejas frescas, sobremesa francesa tão popular quanto o mil folhas, tarte tatin ou éclairs.
Típica de Limousin região do centro da França, é simples de preparar, rápida e muito, mas muito gostosa!
Tradicionalmente é preparada com cerejas pretas, de preferência de grande qualidade, que são mergulhadas em uma massa com consistência de massa de panquecas, feita de farinha, ovos, leite e açúcar.
Para os puristas, o título acima é redundante. Afinal, Clafoutis somente de cerejas, pois o segredo da sobremesa está nelas, ou melhor, no centro delas, sendo recomendado não remover seus caroços pois assim com a cocção, cada cereja torna-se um verdadeiro reservatório de suco e sabores.
Clafoutis verdadeiro é rústico na apresentação, servido quente e sempre compartilhado.
O contraste entre a cremosidade da massa ainda quente e o sabor das cerejas cozidas suculentas gotejando, logo me fez pensar em um Vinho do Porto Ruby com sua riqueza de frutos vermelhos e pretos, seu corpo e sabor doce.
Escolhi o Porto Ruby Club Des Sommeliers - Douro - Portugal


Um vinho jovem, de coloração profunda que apresenta intensos aromas de frutos maduros, na boca é fresco e muito saboroso.
Que tal preparar essa delícia para o fim de semana? 
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Clafoutis de cerejas
Ingredientes para o recheio:
500 gramas de cerejas frescas
1/3 de xícara de açúcar
3 colheres (sopa) de Kirsch
Ingredientes para a massa:
2 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de manteiga
2 ovos
1 pitada de sal
1/2 xícara de farinha de trigo
1 xícara de leite
raspas de cascas de 1 limão taiti
Óleo para untar
Açúcar de confeiteiro para polvilhar
Preparo: 
Para fazer o recheio, coloque em um bowl as cerejas integras (com os caroços), o açúcar e o licor misture e deixe descansar por 2 horas.
Após as 2 horas. 
Preaqueça o forno.
Coloque em uma tigela o açúcar, a manteiga, os ovos, a farinha, o leite, o sal e as raspas de limão, misture bem. Acrescente as cerejas e despeje em uma forma de 20 cm de diâmetro previamente untada com óleo e polvilhada com açúcar demerara.
Asse por cerca de 30 minutos, ou até que o centro fique firme. 
Sirva ainda quente polvilhado com açúcar de confeiteiro.

Você sabia...
Os diferentes estilos de Vinho do Porto derivam essencialmente das várias maneiras como este pode ser envelhecido.
A escolha do período de envelhecimento e do recipiente no qual envelhece irá determinar o sabor de cada Vinho do Porto.
De uma forma muito simples, podemos dividi-los em duas categorias, os que envelhecem em condições oxidativas e os que são preparados para envelhecer em ambiente redutor.
Os melhores lotes produzidos num ano excepcional são separados para virem a obter a declaração de Vintage. Contudo, a maior parte dos vinhos é utilizada para elaboração de lotações.
Durante os dois primeiros anos, os vinhos são sujeitos a numerosas trasfegas, cujo o número e a intensidade varia de acordo com as características que se pretende adquirir durante sua evolução. No caso dos Vintage ou dos LBV, o envelhecimento faz-se inicialmente em cascos, durante 2-3 anos no caso dos Vintage e durante 4-6 anos no caso dos LBV. Após o subsequente engarrafamento o vinho melhora e desenvolve seu bouquet a um baixo potencial de oxido-redução.
O Vinho do Porto LBV devido ao fato de ser engarrafado mais tarde, apresenta-se mais dócil do que um Vintage da mesma idade. Estes vinhos estagiam normalmente em tonéis ou balseiros - de grande capacidade para limitar os processos oxidativos.
O Vinho do Porto Ruby Reserva é o resultado de lotes de vinhos de qualidade, dos quais se tenta as características de juventude, cor e fruta. De todos os vinhos acima citados, é o que terá menos capacidade de envelhecer em garrafa.
Vinhos como Ruby, Tawny, Colheita e Vinhos com Indicação de Idade, são envelhecidos em condições de oxidação, menos acentuada no caso dos Ruby mais acentuada no caso dos Tawny, Colheitas e vinhos com Indicação de Idade.
Nesse tipo de maturação, as casas de Vinho do Porto recorrem ao uso de madeira. Se os enólogos pretendem acelerar os fenômenos oxidativos colocam o vinho em cascos de carvalho 620 litros, se pelo contrário,pretendem conservar algumas características da fruta, da cor e da juventude, colocam os vinhos em grandes balseiros 125.000.Desta forma, obtém-se vinhos com as características do Ruby.

Fonte: Embrapa
           IVDP


quinta-feira, 6 de julho de 2023

Ratatouille - Que vinho escolher




Uma das receitas mais emblemáticas do sul da França, tipicamente provençal, do antigo condado de Nice.
Beber, Comer e Amar ...
Má na cozinha preparando Ratatouille. 
A receita niçoise recomenda selar os legumes com um fio de azeite, e passar o pimentão na chama para tirar sua pele e dar-lhe um sabor grelhado.
O nome Ratatouille  deriva da palavra occitana "Ratatolha" que designa um ensopado de legumes.
É um prato tão difundido mundo afora que, emprestou seu nome a uma animação da Pixar -2007 que, conta a inesperada amizade entre Linguini e Remy um rato que sonha se tornar chef de cozinha. 
O prato é muito similar a Piporade Basca e a Bohemienne, outro prato provençal proveniente de tomates e berinjelas.
O segredo do Ratatouille niçoise é a perfeita cocção dos legumes, que devem ficar cozidos porém íntegros, sem virar um purê. É essa cocção lenta que vai agregar sabores em camadas ao prato.
O Ratatouille foi degustado frio, acompanhado de pão caseiro. Em Nice, ele costuma acompanhar Socca ( um crepe feito de farinha de grão de bico), quente também rola, fica ótimo com peixe frito. 
Prato provençal, pede vinho provençal!
Legumes cozidos, molho de tomate encorpado, ervas aliados a cocção lenta... Precisamos de um Rosé fresco onde a frescura permitirá um alongamento maior.
Vinho Rosé Romance Cotes de Provence


Corte de Cinsault, Grenache, Syrah e Merlot
Com uma  linda cor salmão, aromas delicados de frutas vermelhas, damasco e pétalas de rosas.
Em boca é fresco, repete o damasco do nariz, algo de pêssego.
Um vinho leve e aromático que caiu como uma luva para a proposta de ontem...
Legumes, pão quentinho, série, vinho e boa companhia.
Que tal preparar essa iguaria para o seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ratatouille
Ingredientes:
Os vegetais
1 berinjelas
2 abobrinhas
1 pimentão vermelho
2 cebolas
Azeite q.b
O molho
4 dentes grandes de alho
6 tomates bem maduros
2 colheres (sopa) azeite
2 folhas de louro
2 ramos de tomilho
1 ramo de alecrim
talos de salsa
Sal e pimenta a gosto

Preparo do molho de tomate
Em primeiro lugar faça o molho de tomate.
retire a pele e as sementes dos tomates, esmague-os grosseiramente e coloque-os em uma caçarola, adicione 4 dentes de alho descascados e triturados no pilão com 2 colheres (sopa) de azeite.
Adicione o bouquet garni feito com (louro, tomilho, alecrim e talos de salsa), sal e pimenta do reino a gosto.
Cozinhe tudo lentamente em fogo baixo sem tampa, até obter um molho grosso e sem água.
Preparo dos vegetais
Corte as berinjelas em cubos de cerca de um centímetro e meio, faça o mesmo com as abobrinhas, reserve.
Corte as cebolas em tiras, reserve.
Na chama do fogão queime a casca do pimentão e remova-a, tire as sementes e corte-o em quadrados também de um centímetro e meio, reserve.
Feito isso, sele cada vegetal em uma frigideira com um fio de azeite, um por um, em frigideiras diferentes, caso contrário, cada vegetal será imbuído do sabor do anterior ou lave a frigideira a cada etapa. A berinjela deve ser selada com um pouco mais de azeite (quase frita) para que ao cozinhar não fique esponjosa.
A cebola tem que ficar com uma leve cor dourada.
Depois de selar todos os vegetais, junte-os ao molho (que nesta altura já deve estar pronto) e misture tudo delicadamente.
Deixe cozinhar por mais 10 minutos ou até que fiquem al dente. 
Desligue o fogo.
Caso queira preparar o Ratatouille e deixar de um dia para o outro, para agregar sabor, proceda da seguinte forma:
Depois de selar todos os vegetais. Em um refratário faça camadas intercaladas de molho de tomate, da seguinte forma:
No fundo do refratário disponha os pimentões, cubra com molho de tomate, depois as berinjelas, novamente cubra com molho de tomate, faça o mesmo com a cebola e com a abobrinha. termine com uma camada de molho de tomate, cubra e leve a geladeira por 24 horas.

Você sabia...
Côtes de Provence
A vinha se estende no coração da Provença entre Aix-em-Provence, Fréjus e Toulon.
Criação da AOC Côtes de Provence: 24 de outubro de 1977
A denominação Côtes de Provence pode ser seguida pelas Indicações Geogréficas Fréjus, La Londe, Pierrefeu e Sainte-Victoire. Estas 3 Indicações Geográficas têm uma variedade específica de uva.
Fréjus 
Vinho Tinto: Grenache Noir (60% máximo), Mourvèdre (60% máximo), Syrah (60% máximo)
Vinho Rosé: Grenache Noir, Mourvèdre, Syrah, Tibouren (20% Mínimo), Cinsault.
La Londe
Vinho Tinto: Grenache Noir (60% máximo), Mourvèdre (60% máximo), Syrah (60% máximo) (80% mínimo), Cabernet Sauvignon, Carignan.
Vinho Branco: Vermentino (50% máximo), Clairette, Semillon, Ugni Blanc.
Vinho Rosé: Cinsault (60% máximo), Grenache Noir (60% máximo) (80% mínimo) Carignan, Mourvèdre, Syrah, Tibouren, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo)
Pierrefeu
Vinho Tinto: Grenache Noir (80% máximo) Mourvèdre (80% máximo) Syrah (80% máximo) (80 % mínimo)
Vinho Rosé: Cinsault (80% máximo) Grenache Noir (80% máximo) Syrah (80% máximo) (80% mínimo) Mourvèdre, Tibouuren, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo).
Sainte- Victoire
Vinho Tinto: Cinsault, Grenache Noir, Syrah (80% mínimo), Cabernet Sauvignon, Mouvèdre, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, Vermentino (20% máximo)
Vinho Rosé: Cinsault, Grenache Noir, Syrah (80% mínimo) Cabernet Sauvignon, Carignan, Mourvèdre, Clairette, Sémillon, Ugni Blanc, vermentino (20% máximo)

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Saúde sempre!
Beijos no coração. 


quarta-feira, 28 de junho de 2023

Pesto Branco! Já provou?


Beber, Comer e Amar...
Chegamos ao fim da série de postagens sobre pesto, vimos que pesto não precisa ser feito só com manjericão, alho e pinholes. Existem receitas alternativas deliciosas.
Com um pouco de imaginação você pode variar o seu pesto, a preparação é sempre a mesma, misturar os ingredientes com azeite, queijo e um pouco de frutos secos (reveja as receitas de Pesto da Calábria, Pesto alla Trapanese e Pesto de Pistache) aqui no blog ou lá no instagram.
Hoje, vamos nos aventurar no Sopé dos Alpes da Ligúria, mais precisamente em Pentema uma aldeia pertencente ao município de Torriglia, na província de Gênova.
A título de curiosidade Pentema desde 1994 é famosa por seu presépio, as ruas, as casas
 e o comércio povoam-se de figuras de tamanho real para dar "vida" a costumes, ambientes e ofícios antigos.
Voltando a culinária, diferente da Ligúria "verde" do clássico Pesto Genovese com o uso imprescindível do manjericão, lá você encontrará uma culinária cohecida como "La Cucina Bianca".
É exatamente a proposta do prato de hoje o Pesto Bianco de Pentema! Muito antigo e pouco difundido ele simplesmente pega a receita original do Pesto Genovese e tira-lhe a típica cor verde, nesta receita,  o manjericão é substituído por um creme feito de pão ralado e leite.
Quando o assunto é vinho...
Que tal abrir um branco fresco, aromático e elegante para acompanhar essa untuosidade toda e a pungência do alho cru?
Coloque em prática sua "litragem" e escolha um que lhe agrade com essas características, garanto que será um par perfeito para seu pesto branco.
Depois você nos conta que vinho escolheu, vamos adorar saber.
Vamos a receita.
Pesto Bianco de Pantema
1 dentes de alho
100 gramas de pinholes
100 gramas de Parmigiano Reggiano
8 colheres (sopa) do creme feito de pão ralado (ou farinha de rosca) e leite
1 xícara de azeite
sal grosso a gosto
Preparo
No almoforiz primeiro junte o sal grosso com o alhk e pile formando uma pasta, adicione os pinholes e pile novamente.
Em seguida, adicione o creme feito de pão ralado e leite e o queijo, pile mais um pouco até homogeneizar. 
Finalize o preparo com azeite e misture tudo.
Fica divino com farfalle.
Bom apetite!
Saúde sempre.











quarta-feira, 14 de junho de 2023

Queijo vivo à mesa


Beber, Comer e Amar...
Vamos de queijo e vinho?
Se acreditarmos nos arqueólogos, a invenção do queijo remonta ao período Neolítico, uma história que remonta a mais de 10.000 anos. Os pastores nômades transportavam o leite em bolsas de peles feitas de estômagos de animais naturalmente contendo coalho, uma enzima que permite que o leite coagule rapidamente, assim nasceu a coalhada: Foi mais tarde, e sem dúvida por acaso, que o homem compreendeu que o leite coalhado e o soro, depois de escorridos e secos, transformavam-se em alimento (queijo), fácil de manusear e conservar.
Mas é sobretudo na Idade Média que se dá a "revolução do queijo" e que seu fabrico se desenvolve graças aos monges.
A história do queijo dá uma guinada com a descoberta da pasteurização, que obviamente devemos a Pasteur. Este descobre que os microrganismos têm propriedade de causar a fermentação de certos alimentos, como o leite.
Desde o Neolítico até aos nossos dias, a evolução do queijo é uma viagem fascinante onde se unem inovação e tradição, artesanato e progresso científico e técnico, gastronomia, cultura e prazer.
Partindo para a enogastronomia, o queijo e o vinho transmitem a imagem de convívio. Quem nunca participou de uma noite de queijos e vinhos?
Queijo e vinho, confortam, aquecem...
Quando pensamos em harmonização de queijos, o vinho é a primeira bebida que nos vem à mente, mas não se deixe levar! Juntar queijo e vinho não é tarefa fácil, o queijo contém características complexas como: sabor intenso, untuosidade, sal, aromas fortes, um verdadeiro desafio para qualquer vinho.
Em geral, aqui no Brasil o queijo toma o lugar de uma refeição seja em reuniões com amigos, um jantar romântico etc.
Aqui em casa,  preferimos comê-lo após a refeição antes da sobremesa, para realçar todos os aromas, servimos numa tábua à temperatura ambiente e acompanhado pelo seu fiel amigo, o vinho.
O escolhido da vez foi o Marmoratto da Queijaria Martina Artesanal  @qjomartina


   
Martina Sgarbi há alguns anos, aprendeu a produzir queijos para consumo próprio, se aperfeiçoou fazendo cursos dentro e fora do país (França e Itália) e nunca mais parou.
Em seu catálogo, há 9 variedades dentre eles o Marmoratto ( medalha de bronze no Mundial de Queijos no Brasil 2022).
O queijo é lavado delicadamente em cachaça artesanal com urucum natural.
Em sua casca existem mofos vivos e leveduras do bem.



Quando o assunto é vinho...
O queijo de casca lavada é untuoso, com aroma forte, salgado e com notas de nozes. Textura macia, lisa e que derrete na boca.
Escolhemos para harmonizar um vinho brasileiro da @vinicolafinoficial
Vinho Licoroso Rosado Doce Porto Das Missões.



O vinho traz doçura, um pouco de fruta, acidez e caráter amaciador. 
"Vinho semelhante a este foi elaborado em 1626 pelo Padre Jesuíta Roque Gonzales, para utilização em celebrações, na primeira redução dos 7 povos missioneiros. São Nicolau. Sendo o primeiro vinho elaborado no Rio Grande do Sul".
Vamos valorizar não somente o produto regional brasileiro como também os produtores e seus modos de vida, conhecimento e práticas associadas.
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Beijos no coração.








terça-feira, 23 de maio de 2023

A melhor quiche do mundo


Está é uma receita que costumamos preparar em casa para aqueles dias corridos é uma refeição perfeita, basta uma salada verde para acompanhar.
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Quiche clássica. 
Já postamos anteriormente uma quiche de massa podre, a diferença entre essa é que a de hoje é com massa brisèe.
De acordo com a tradição francesa, a quiche é uma torta feita com massa brisèe coberta por um creme chamado migaine feito de ovos e creme fresco.
Tudo começou com a Quiche Lorraine em 1586, originária da região de Lorraine, nordeste da França, feita com massa brisèe, ovos, creme e bacon que, até hoje é a queridinha da França.
Com o tempo, surgiram as variantes e uma delas é a de alho-poró, para quem gosta do vegetal é um prato cheio.
Para harmonizar escolhi um vinho brasileiro, um corte de Chardonnay com Viognier da Quinta Don Bonifácio que fez um bom contraponto com a textura cremosa da quiche.



Vamos a receita.
Massa
180 gramas de farinha de trigo
90 gramas de manteiga
1 ovo inteiro
1/4 colher (chá)  de sal
Recheio
360 ml de creme de leite fresco
4 ovos
200 gramas de alho-poró
1 colher (sopa) de azeite
1/2 colher (chá) de sal 
Pimenta-do-reino a gosto
noz-moscada a gosto
Preparo da massa
Em uma tigela, coloque a farinha e a manteiga em cubos gelada.
Mexa com as pontas dos dedos até virar uma farofa.
Adicione o ovo ligeiramente batido e o sal, misture bem.
Em segida, trabalhe a massa com a palma das mãos até ficar homogênea.
Faça uma bola, envolva em papel filme e leve á geladeira por no mínimo 30 minutos.
Préaqueça o forno a 200 graus. 
Abra a massa sobre uma superfície enfarinhada em formato circular com o auxílio de um rolo.
Coloque a massa numa forma redonda de 24 diâmetros, ajustando com os dedos base e lateral.
Com uma faca corte as sobras de massa.
Fure a base com um garfo e despeje feijões crus por todo o fundo.
Asse por 25 minutos.
Preparo do recheio
Em uma frigideira coloque o azeite e refogue o alho-poró cortado em rodelas finas, até que fique macio.
Em uma tigela misture os ovos, creme de leite, sal, pimenta e noz-moscada.
Coloque o alho-poró refogado sobre a massa já fria, em seguida a mistura de ovos e creme de leite delicadamente até cobrir todo o alho-poró.
Asse em forno préaquecido 180 graus por 25 minutos ou até dourar.



Saúde sempre!
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quarta-feira, 10 de maio de 2023

Flor de polenta - O trivial pode ser sublime!

 

A linda cor amarela ensolarada da polenta, guarnecida de pêras e molho de gorgonzola prova que o trivial pode ser sublime! 
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando flor de polenta.
A polenta é um alimento cuja a história se perde no tempo. E o gorgonzola, queijo azul italiano por excelência que leva o nome de uma pequena cidade nos arredores de Milão, não fica atrás.
Para essa versão moderna de polenta usamos o gorgonzola dolce, isso mesmo, o gorgonzola possui tipos diferentes segundo sua DOP. 
Gorgonzola Doce: maturação mínima de 50 dias, com massa espalhável, branco leitoso e marmoreio pouco evidente. O cheiro e o aroma são bem delicados com notas lácteas e vegetação rasteira. Mesmo o sabor não é muito agressivo, com um ligeiro picante, uma tendência doce evidente e, por vezes, nota amarga muito ligeira.
Gorgonzola Picante: na forma grande (cura mínima de 80 dias) na forma pequena (cura mínima de 60 dias), com massa cor de palha em que o marmoreio se destaca abundante, massa semidura, é compacta e plástica, mas muito solúvel no acabamento.
O perfil olfato-gustativo é intenso e agressivo.Olfato e aroma, muito evidentes e persistentes, apresentam notas de cogumelos, herbáceas e com maturação avançada também apresentam aromas de amoníaco, tudo sobre base láctea.
O sabor é dominado por uma sapidez pronunciada, especiaria intensa e, uma nota fial amrga aprecível e equilibrada.
Quem acompanha o BCA sabe que quando o assunto é harmonização quem dá o norte é o molho.
A combinação de gorgonzola e vinho, então, apresenta a particularidade dos tintos terem a propensão de acentuar os componentes ásperos do vinho, sobretudo os taninos.
Por isso, é preferível privilegiar os vinhos brancos, maduros e encorpados, macios e de doçura moderada, ou mesmo os espumantes de Método Clássico com envelhecimento mínimo de 36 meses.
Vamos a receita:
Ingredientes:
100 gramas de farinha de polenta
1/2 litro de água
sal a gosto
1 gema
1 colher (sopa) queijo grana padano ralado
Para o molho
200 ml de creme de leite fresco
120 gramas de gorgonzola doce
noz-moscada q.b
Pêras
1 pêra William
1 colher chá de mel
manteiga q.b
Preparo:
Ferva a água, acerte o sal, polvilhe a farinha de polenta, cozinhe por 40 minutos, mexendo sempre, acrescente a gema e o grana padano. Com duas colheres prepare as quenelles e disponha-as em um prato untado com manteiga, e mantenha aquecido.
Prepare o molho fervendo o creme de leite, reduzido a um terço, acrescente o gorgonzola fora do fogo e misture até derreter completamente, acerte o sal, adicione a noz-moscada, passe por uma peneira e mantenha aquecido.
Corte a pêra depois de descascada em cubos pequenos, refogue na manteiga, acrescente o mel e cozinhe deixando al dente.
Monte o prato colocando o molho de queijo no centro, depois 5 quenelles de polenta (formando o desenho de uma flor) e por fim um montinho de peras no centro, regue tudo com a manteiga do cozimento das pêras.

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Salada Grega - a original

 


Um dos pratos gregos mais conhecidos dentro e fora da Grécia, onde a culinária é simples, fresca e despretensiosa.
Beber, Comer e Amar ...
Má na cozinha preparando Salada Grega.
Horiatiki significa aldeia em grego, nos meses de verão está presente na maioria dos lares gregos.
Existem versões "modernizadas" e não tradicionais (em restaurantes em Atenas) mas a receita que tentamos compartilhar aqui é a clássica.
Tomates, pepinos, cebola roxa, pimentão verde, alcaparras, azeitonas Kalamata (azeitona grega), azeite, orégano e queijo Feta.
"O queijo Feta possui rótulo DOP é produzido com leite de ovelha não pasteurizado, com no máximo 30% de leite de cabra. Infelizmente, devido à grande demanda  por queijo Feta na Grécia e restrições ao leite não pasteurizado, você provavelmente terá dificuldade em encontrar Feta fora da Grécia."
Usamos o queijo Tipo Feta - Fazenda Atalaia - elaborado com leite de cabra e maturado por 90 dias, com um delicioso sabor salgado e picante, que encontramos na Galeria do Queijo
Aliás, para quem não conhece a Galeria do Queijo aqui em Sao Paulo, vale a visita.
Quando o assunto é vinho, o salgado proeminente do Feta, das azeitonas e alcaparras pede vinhos brancos leves e  citricos,  que combinam bem com esses sabores picantes.
Escolhi o branco grego Assyrtiko By Gaía Wild  Ferment 2017
 

 
Nariz citrico, na boca confirma o nariz,  melão, pêssego, acidez limpa e crocante.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Antes algumas dicas do Má:
A Salada grega é feita de vegetais frescos, azeitonas salgadas e queijo cremoso.
Compre um bom queijo Feta, deixe-o inteiro e coloque por cima para finalizar a salada.
Corte os tomates diretamente sobre a saladeira para que todos os sucos não sejam desperdiçados.
A receita original não usa nenhum tipo de ácido, por isso é importante usar tomates carnudos e maduros.
Ingredientes:
6 tomates maduros 
1 pepino grande
1 pimentão verde sem sementes
1 cebola roxa
azeitonas kalamata inteiras sem caroços
alcaparras
queijo Feta
azeite extra-virgem
orégano seco
sal q,b
Preparo:
1. Lave e corte os vegetais em pedaços médios (como na foto) na própria saladeira.
2. Adicione as azeitonas inteiras, a cebola em rodelas, o azeite e uma pitada de sal.
3. Disponha o queijo Feta por cima dos vegetais, as alcaparras, regue com mais azeite e polvilhe generosamente com orégano seco.
4. Deve ser misturada somente na mesa na hora de servir.
Para a experiência ficar ainda mais saborosa, mergulhe um pedaço de pão nos sucos da salada, para absorver todos os sabores, divino!

 

 
Você sabia...
Assyrtiko é uma dessas raras variedades de uvas brancas que podem crescer em condições climáticas quentes e secas, mantendo ao mesmo tempo o alto teor de álcool em perfeito equilíbrio por sua acidez nítida. É mais uma variedade textural, enfatizando extrato, corpo e textura, ao invés de uma aromática.
Assyrtiko é originária da Ilha vulcânica de Santorini (DOP Santorini), onde produz brancos magros e minerais. No entanto, foi plantada na maioria das regiões gregas, de outras ilhas do mar Egeu à Macedônia, na Grécia Central e até no Peloponeso. Nessas áreas a Assyrtiko mantém a nitidez e a mineralidade, mas também apresenta um maior nível de aroma de frutas primários e uma estrutura menos densa.
Todos os vinhos Assyrtikos envelhecidos em barril e aço inoxidável, podem envelhecer com confiança por cinco ou até dez anos, os vinhos doces de Assyrtiko são eternos.
Fonte: New Wines of  Grece