terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Alicante
Variedade originária da Catalunha, onde é chamada de Monastrell, é conhecida internacionalmente com o nome de Mourvèdre.
É uma cepa ainda muito cultivada na Espanha, em menor extensão que a Grenache, porque se adapta bem ao clima quente. Com ela são produzidos os robustos vinhos tintos nas regiões de Alicante, Almansa, Valência, Juila e Yecia ( etas duas últimas são onde se adapta melhor). Com essa variedade se elabora em Alicante, um dos vinhos generosos mais curiosos, o Fondillón. Est vinho de cor dourada é, no início, um vinho tinto que evoluiu em consequência do envelhecimento em cubas de madeira.
Os vinhos alicante têm um aroma de amoras e violetas. paladar picante, mas sua textura e alto teor de taninos fazem que estejam no melhor ponto quando misturados co vinhos de outras variedades.
A Alicante ou Monastrell aparece agora mais associada com o Sul da França, lugar onde desempenha um papel na elaboração de vinhos robustos e frutados, apropriados para consumo cotidiano na região, da qual raramente são exportados.
Na parte baixa do vale do Rhône, é uma das 13 variedades autorizadas para o corte do Châteaunuf-du-Pape, proporcionando-lhe cor, sabor e estrutura.
Entre os muitos vinhos meridionais da França aos quais a Alicante fornece seu sabor de fruta fresca, os mais conhecidos são os de Bandol (que deve conter pelo menos 50%), Cassis, Corbières, Côtes du Roussillon, Côte du Rhône Village e Palette. Na maioria desses vinhos, a Alicante é combinada com a Cinsault, a Shiraz, a Carignan ou a Grenache.
Também conhecida como "Mataró", a Alicante ou Monastrell é encontrada tanto na Califórnia, onde produzem com ela interessantes vinhos varietais, quanto na Austrália.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Entendendo os descritivos do vinho - Parte 5
Maceração carbônica: mais precisamente chamada de maceração semicarbônica, é o tipo de fermentação em que se colocam numa cuba fechada cachos de uvas não esmagados. O peso dos cachos de cima esmaga os que estão no fundo, liberando o mosto que fermenta da maneira padrão. Entretanto, nos cachos intactos que estão em cima a fermentação ocorre em cada uva, produzindo um tipo de vinho extremamente frutado. A maceração carbônica é muito utilizada no Beaujolais, acentuando o sabor do vinho.
Madeirizado: termo que designa um vinho submetido a um longo período de oxidação, e em geral ao calor. O exemplo mais conhecido é o Madeira, de onde vem o termo madeirizado. Os vinhos de mesa comum não devem ser madeirizados.
Magro: vinho ao qual falta corpo. Um vinho extremamente magro é chamado aguado. Uma das causas de um vinho magro pode estar ligada a um alto rendimento do vinhedo.
Mastigável: termo utilizado para vinhos muito encorpados, tão corpulentos e viscosos que enchem a boca e parecem quase mastigavéis. Certas variedades de uvas, com a Zinfandel, produzidas em áreas muito quentes, como na Califórnia, muitas vezes adquirem esse caráter.
Meio seco: ligeiramente doce
Método Champenoise: processo de produção de espumante em que a segunda fermentação ocorre na própria garrafa. É o único processo permitido na região de Champagne.
Método Charmat: processo de produção de espumante em que a segunda fermentação ocorre em cubas de aço ou em outros grandes recipientes.
Mosto: o sumo e a polpa líquidos produzidos pelo esmagamento e pela prensagem das uvas antes da fermentação.
Mosto -flor: expressão que designa o mosto que escorre livremente, como simples resultado do peso das uvas antes de se aplicar qualquer pressão mecânica com uma prensa.
Muito encorpado: vinho que deixa no palato um peso pronunciado.
Os vinhos muito encorpados estão para os vinhos pouco encorpados como o leite integral está para o desnatado. Quando todos os outros aspectos forem iguais, o vinho parecerá mais encorpado do quanto mais elevado for o seu teor de álcool.
Leia também - Entendendo os descritivos do vinho - Parte 4
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Vinhos que é sempre bom ter na adega - Parte 2
Dando continuidade ao post falaremos agora dos tintos indispensáveis em uma adega.
Abrindo a lista
Pinot Noir: É muito fácil se render aos encantos de um Pinot Noir com seus taninos macios, que combinam a acidez com sabores e aromas frutados e terrosos.
Tê-lo na adega abre um leque de harmonizações pois o Pinot Noir é muito gastronômico, combinam com peixes, massas, risotos principalmente os que levam cogumelos ou trufas, com uma variedade de carnes (frango, coelho, codorna, pato), com quase todos os embutidos e com muitos queijos (menos os azuis).
Se puder tenha um exemplar da Borgonha, não há nenhum lugar no mundo onde essa uva faz tanto sucesso. Porém, a casta dá origem a vinhos bastante distintos, adquira também um Pinot Noir da Nova Zelândia, do Chile ou da Argentina.
Malbec: Um tinto fácil de agradar, amável, sedoso. Sugiro um argentino com seus aromas de frutas maduras como ameixa preta, amoras e notas florais (violeta), com boa acidez e taninos balanceados e macios para harmonizar com aquele churrasco ou mesmo com um carré de cordeiro se o vinho tiver passagem em carvalho, pois ai seus aromas ficam mais complexos aparecendo chocolate, café, couro e baunilha.
Chianti (Sangiovese): Esse não pode faltar, para aquele almoço de domingo onde o prato é uma massa com molho de tomate, ou simplesmente tê-lo para harmonizar com a pizza de sábado à noite com os amigos.
A Sangiovese da origem a vinhos bastante versáteis, de corpo médio a encorpado, os melhore vinhos tintos da Toscana são produzidos com ela.
No caso do Chianti a Sangiovese proporciona até 90% do corte.
O Chianti Clássico e o Chianti de melhor qualidade têm aromas e sabores de frutas vermelhas como cereja e ervas aromáticas.
E além das massas e pizzas vão bem com linguiça, frango e lombo de porco.
Cabernet Sauvignon: Não tem quem não conheça, todo mundo pelo menos, se não degustou, ouviu falar.
Este vinho é reconhecido logo que é vertido numa taça, por seu aroma e sabor frutado, sua estrutura, seus níveis de taninos e sua complexidade.
Você pode escolher entre tantos exemplares de países como: França (Bordeaux), Nova Zelândia, Califórnia, Chile, Austrália, pois é bem representado em quase todas as regiões vinícolas pelo mundo afora.
Porém, pelo fato de serem encorpados, com taninos pronunciados e alcoólicos, não são tão versáteis assim quando se trata de harmonização, por serem robustos não combinam com pratos delicados e por serem alcoólicos não combinam com pratos apimentados.
Tenha-o na adega e combine-o com pratos a base de proteína e gordura como um cordeiro ou uma picanha.
Nâo poderia deixar de fora da lista os vinhos fortificados e o de sobremesa, pois como estamos falando de uma adega com peças-chave o vinho a seguir é um claro exemplo disto.
Jerez Fino: Talvez um dos vinhos fortificados mais versáteis que conheço.
Refinado e complexo, o gosto e o aroma secos desse vinho são maravilhosos e inesquecíveis.
São parceiros ideais para frutos do mar, Jamón espanhol e azeitonas.
É um dos poucos vinhos que harmonizam com aqueles pratos que contém em suas preparações alimentos difíceis de harmonizar, como ovos, aspargos, verduras amargas, picles, alcachofra e sardinha escabeche.
Porto: Antigamente servido somente como digestivo, hoje um Porto na adega te possibilita algumas combinações.
Um Vintage, por exemplo, vai harmonizar muito bem com um queijo azul, um Ruby com um cheesecake de frutas vermelhas e um Tawny com chocolate amargo.
Por fim, um vinho de sobremesa, pode ser um Colheita Tardia, Vin Santo, Ice Wine , Sauternes ou Tokay, o importante é ter esse nectar na adega para acompanhar sua sobremesa.
Sempre se atendo no nível de doçura e aroma de ambos.
Assim fecho a escolha dos meus vinhos curingas.
Mas a sua adega jamais poderá estar fechada para infinidade de rótulos que temos disponíveis.
Leia também - Vinhos que é sempre bom ter na adega
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
Vinhos no Brasil - Parte 14
Vinícola Valmarino
Localizada na Serra Gaúcha - Pinto Bandeira (RS)
Produção: Vinhedos e vinificação própria.
Produz: Vinhos e Espumantes, Orval Salton, neto de Antônio, patriarca dos Salton, quis ter sua própria vinícola e as obras de construção se iniciaram em 1991 e foram finalizadas em 1997. O nome da vinícola é uma homenagem à história da família Salton, que tem origem na localidade de Cison di Valmarina, na província de Treviso, Itália.
Destaque: Valmarino & Churchill Champenoise 2009
Valmaribo Reserva da Família 2008
Valmarino Asti Moscatel 2012
Vinícola Viapiana
Localizada nos Altos Montes - Flores da Cunha (RS)
Produção: Vinhedos e vinificação própria.
Produz: Vinhos e Espumantes, Vinícola familiar que investiu pesado em tecnologia e na bela arquitetura de sua cantina e de seus espaços públicos, numa área de 2.800 m. Vem modificando sua linha de vinhos e investindo também nos 30 hectares de vinhedos.
Destaque: Viapiana 143 dias Demi Sec
Viapiana Expressões Merlot 2011
Vinícola Villa Francioni
Localizada na Serra Catarinense - São Joaquim (SC)
Produção: Vinhedos e vinificação própria.
Produz: Uma das mais bonitas vinícolas de Santa Catarina, que conta até com uma galeria de arte, nasceu do sonho do empresário Manoel Dilor em criar belos vinhos em um grande terroir, tornando-se assim um dos pioneiros na Serra Catarinense.
Destaque: Villa Francioni Sauvignon Blanc 2012
Villa Francioni 2006 corte de Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Malbec
Villa Francioni Rosé 2012
Vinícola Villaggio Bassetti
Localizada na Serra Catarinense - São Joaquim (SC)
Produção: Vinhedos e vinificação própria.
Produz: Vinhos e Espumantes
Destaque: Donna Enny 2012 Sauvignon Blanc
Primeiro 2009 Cabenet Sauvignon
Villaggio Bassetti Rosé 2012
Leia tambem - Vinhos no Brasil - Parte 13
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Viogner
O Viognier está na moda tanto entre os cultivadores de uvas quanto entre os consumidores de vinho. Conquistou seu prestígio quando foram obtidos alguns vinhos brancos secos e intensos nos minúsculos vinhedos de Château Grillet e Condieu, perto de Côte Rôtie, na região norte do Rhône.
Aromas principais: Pêssego, damasco, noz moscada.
Caráter: Alta graduação alcoólica , baixa acidez, textura excepcional, seu vinho está em seu maior momento quando é jovem ou com certa maturação, qualidades aromáticas peculiares.
Os bons Viognier têm muito corpo, um grande, mas fugaz, aroma de pêssego e damasco que os faz comparáveis ao Gewurztraminer pela força do aroma e do paladar. No entanto, os não tão bons são opressivos e sem elegância.
Regiões chave: Na Itália, na Austrália e em algumas partes da França, como no Languedoc-Roussillon, seu cultivo é cada vez mais frequente . Nesta última região é produzida e comercializada como varietal única e com seu próprio nome e não com o da região de onde provém. Na Califórnia é atualmente muito popular, apesar de ser pouco cultivada.
Na Espanha, é cultivada em Penedès, no Baixo Aragão e em algumas regiões de Castela-La Mancha.
Harmonização: Um bom Viognier é perfeito acompanhante para um foie gras grelhado , um pâte de foie gras, uma terrine de fígado, e por seu aroma frutado e bom grau de acidez é um magnífico vinho para tomar só.
Aromas principais: Pêssego, damasco, noz moscada.
Caráter: Alta graduação alcoólica , baixa acidez, textura excepcional, seu vinho está em seu maior momento quando é jovem ou com certa maturação, qualidades aromáticas peculiares.
Os bons Viognier têm muito corpo, um grande, mas fugaz, aroma de pêssego e damasco que os faz comparáveis ao Gewurztraminer pela força do aroma e do paladar. No entanto, os não tão bons são opressivos e sem elegância.
Regiões chave: Na Itália, na Austrália e em algumas partes da França, como no Languedoc-Roussillon, seu cultivo é cada vez mais frequente . Nesta última região é produzida e comercializada como varietal única e com seu próprio nome e não com o da região de onde provém. Na Califórnia é atualmente muito popular, apesar de ser pouco cultivada.
Na Espanha, é cultivada em Penedès, no Baixo Aragão e em algumas regiões de Castela-La Mancha.
Harmonização: Um bom Viognier é perfeito acompanhante para um foie gras grelhado , um pâte de foie gras, uma terrine de fígado, e por seu aroma frutado e bom grau de acidez é um magnífico vinho para tomar só.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Entendendo os descritivos do vinho - Parte 4
Elegante: termo descritivo para o vinho dotado de finesse e equilíbrio, de sabor refinado e não rústico. É um termo bastante subjetivo.
Enjoativo: descreve-se um vinho de doçura insuportável.
Equilibrado: vinho em que acidez, álcool, tanino e açúcar estão em harmonia.
Estruturado: vinho com boa base de taninos e corpo para sustentar todos os demais elementos(álcool, ácidos, fruta etc) e mantê-los bem agregados.
Fechado: vinho que ainda não demonstra todos os seus aromas e sabores. Normalmente, logo ao serem servidos, os vinhos estão mais fechados, "abrindo" com o tempo em taça ou decanter.
Floral: termo usado para descrever aromas e sabores em geral presentes nos vinhos brancos, e que lembram flores.
Fresco: vinho com acidez mais perceptível, porem de forma agradável, que lhe traz vivacidade.
Foxado: termo estranho (que nada tem haver com foxes, raposas), usado para descrever o sabor selvagem e de uvas associado aos vinhos provenientes das uvas nativas americanas da espécie Vitis labrusca, como a Concord. Esse sabor deriva de um éster, o metilantranilato (ou antranilato de metila).
Frutado: termo abrangente para designar o sabor ou aroma pronunciado, proveniente das próprias uvas. Em geral, os vinhos são mais frutados quando jovens. Além disso, certos varietais (Gewurztraminer, Gamay, Zinfandel) parecem mais frutados do que os outros.
Herbáceo: vinho em que se sentem notas de grama, ervas etc. É um termo geralmente associado ao fresco.
Gaseificado: vinho com pequena quantidade de espuma proveniente da fermentação. Em geral indesejável num vinho não espumante.
Leve: vinho descompromissado, fácil de beber. Quando usada como sinônimo de "ligeiro", a expressão indica que o vinho tem pouca complexidade.
Limpo: vinho sem defeitos, tanto em seus aromas, quanto no sabor.
Leia também - Entendendo os descritivos do vinho - Parte 3
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Vinhos que é sempre bom ter na adega
Hoje em dia temos tantas opções de rótulos que, para quem tem uma adega climatizada em casa, fica fácil preenche-la. Mas você sabe qual vinho escolher para te deixar preparado para as mais diversas ocasiões e agradar desde seu amigo enófilo até aquele que só bebe para te acompanhar?
Tenha em mãos ou melhor na adega, vinhos curingas. Aqueles vinhos que harmonizam com a maioria dos pratos e que são sempre uma carta na manga na hora de receber, agradando os mais variados paladares.
Comecemos por um espumante.
Espumante Brut - Tenha sempre uma garrafa de Espumante na adega, eles vão bem com aperitivos, entradas, pratos leves e frutos do mar em geral.
Não tem quem não se renda à um Espumante servido na temperatura correta, ele são super refrescantes e remetem sempre a celebração.
Pode ser um Espumante Nacional, ou um Cava e até mesmo um Champagne.
Sauvignon Blanc - O tipo de vinho que sempre agrada, vai bem num dia quente acompanhando uma salada e fica perfeito com peixes com ervas, frutos do mar, molho pesto e com queijo de cabra.
Se você gosta de um vinho mais frutado com aromas de melão, cítricos e maracujá opte por ter na adega um Sauvignon Blanc do Novo Mundo, se você tende para o lado mais vegetal com aromas de aspargos e azeitonas verdes opte por um Sauvignon Blanc francês.
Riesling - Um vinho muito versátil, os alemães e austríacos são mais leves e menos alcoólicos, harmonizam com comidas apimentadas como a chinesa e a tailandesa. Os Riesling do restante do mundo são, em sua maioria mais secos, com fruta mais madura (damasco, pêssego) e harmonizam com peixes, aves, frutos do mar, queijos salgados e embutidos.
Branco Aromático - ( Gewurztraminer, Chenin Blanc, Viognier ou Torrontés) tenha um deles na adega, são maravilhosamente aromáticos.
Como possuem aromas e sabores florais, com frutas maduras como pêssego, lichia, maça, pêra, laranja e especiarias doces.
Sempre tenho pelo menos um exemplar na adega para acompanhar os pratos a base de ovos como quiches, omeletes e tortillas.
Por fim mas não menos importante um Chardonnay.
Chardonnay com barrica - Aqui aconselho um Chardonnay com passagem em carvalho pois o sem madeira é frutado e com boa acidez, acima já escolhemos um vinho de perfil semelhante.
Os Chardonnay barricados possuem mais textura, são mais untuoso, amanteigados, com frutas maduras. Nos Chardonnay do Velho Mundo, há ainda um carácter mineral.
Harmonizam com vários pratos, como aves, coelho, porco, frutos do mar, até mesmo com massas que levam na sua preparação creme, queijo e manteiga.
Com estas sugestões de brancos você não só vai ter uma adega com peças-chave, como também vai agradar gregos e troianos.
Semana que vem posto os tintos.
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