quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Produtores de vinhos de Portugal - Parte 21
Paulo Laureano
É um dos enólogos mais conceituados do Alentejo, colaborou com mais de trinta produtores, assinando muitos de seus vinhos.
Em 1999, passou de consultor a produtor, decidiu criar seu próprio vinho, na sub-região de Vidigueira, que é uma região totalmente diferente do restante do Alentejo, com vinhos frescos, apesar do calor, e uvas autóctones que só estão disponíveis por lá.
Paulo Laureano desde o início defende as castas portuguesas, fato que fica notório em seus vinhos, jogando com o habitual trio de castas tintas Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet , e o trio das castas brancas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro.
Também é responsável por recuperar uma casta autóctone antiga que promete vir a transformar-se em estrela futura do Alentejo, a Tinta Grossa; sua vinícola é a única do mundo que produz um vinho à base da casta Tinta Grossa.
Porfolio:
Paulo Laureano Dolium Reserva Tinto
Paulo Laureano Dolium Escolha Branco
Paulo Laureano Reserve Tinto
Paulo Laureano Reserve Branco
Paulo Laureano Premium Tinto
Paulo Laureano Premium Branco
Paulo Laureano Clássico Tinto
Paulo Laureano Clássico Branco
Paulo Laureano Tinta Grossa
Leia também: Produtores de vinhos Portugal - Parte 20
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Queijos e vinhos pelo mundo - Aisy Cendre
Aisy Cendre
Queijo francês feito a partir de leite de vaca não pasteurizado. O queijo semi-macio, de casca natural é produzido na região de Montbard, na Borgonha.
Para obter esse queijo, normalmente um queijo local, mais comumente um Époisses, é salgado e lavado em Marc de Bourgogne (destilado de vinho). Depois de lavado, o queijo é enterrado em cinzas de carvalho, o que aprimora sua textura e sabor.
Também conhecida como Cendre d'Aisy, a cinza ou cendre em francês, dá o nome ao queijo.
O Aisy Cendre leva mais tempo para amadurecer do que os queijos normais, pelo menos um mês.
Seu aroma é forte lembra terra, noz e cinzas e seu sabor é picante, muito rico e cremoso. O centro do queijo é salgado, quase branco. A medida que se chega em direção à casca coberta de cinzas, o queijo assume um sabor esfumaçado e uma textura mais suave que derrete a boca,.
Antes de servi-lo as cinzas devem ser removidas (escovadas).
Quando o assunto é vinho , nada melhor que um tinto da Borgonha para esse emparelhamento.
Você sabia...
O queijo Aisy Cendre foi feito pela primeira vez em 1991 em Époisses, na França. Essa cidade tem uma reputação altíssima na fabricação de queijos, e foi produzido pela Fromagerie Berthaust, ficando muito popular entre os produtores de vinhos durante a época da colheita. Desde então, o queijo cresceu em popularidade.
Veja também: Vinhos pelo mundo - Abondance
terça-feira, 29 de agosto de 2017
Graciano
Uva tinta espanhola de alta qualidade mas não muito plantada, de sabores delicados e levemente condimentados. É usada principalmente em Rioja como parte das misturas dos Riojas tradicionais. Também é encontrada em pequena extensão na região do Languedoc-Roussillon, onde é chamada de morrastel.
sexta-feira, 25 de agosto de 2017
Principais vinhos da Espanha - Rias Baixas
Rías Baixas
Rías Baixas está localizada na província de Galícia (Terra do meu avô materno).
Embora seja uma pequena Denominação de Origem, Rías Baixas se espalha por três áreas não contínuas. A zona mais ao norte é Val do Salnés; a mais interior e mais montanhosa é o Condado de Tea; e o Rosal, área assim denominada em razão das rosas que crescem por toda parte, fica na fronteira com Portugal. Cada uma dessas 4 zonas tem a sua cota de vinhos muito bons e de importantes produtores.
Mas nem sempre foi assim, as estatísticas retratam melhor a transformação ocorrida. Em 1986 havia apenas cinco vinícolas comerciais em Rías Baixas. Dois anos depois havia oitenta e oito. Esse crescimento foi provocado por uma classe emergente de galelos ricos e bem-educados, dotados de profundo senso de orgulho nacional. Formaram-se pequenos consórcios de advogados, médicos e empresários, que compravam e replantavam vinhedos familiares, construindo vinícolas modelares, investindo enormes somas em equipamentos modernos e, mais importante, contratando enólogos jovens e bem treinados em escolas de enologia da Europa.
Os melhores vinhedos têm solo bem drenado, arenoso/granítico, alguns com mistura de argila e calcário. São plantados nas encostas voltadas para o sudeste, de modo a garantirem para o amadurecimento das uvas o máximo de horas de sol.
A região é conhecida exclusivamente pelos vinhos brancos, as uvas plantadas são:
Albariño: principal uva, extremamente aromática e saborosa.
Loureira: uva menor. Ás vezes participa dos cortes para acrescentar aroma.
Treixadura: uva menor. Ás vezes acrescentada aos cortes para dar corpo e aroma.
Os melhores vinhos de Rías Baixas são produzidos principalmente com a uva branca Albariño.
A Albarinõ é cheia de personalidade, bem aromática (com muitas frutas cítricas), baunilha, pêssego, mel e kiwi. Os sabores variam desde amêndoas e baunilha até gengibre picante. Para sublinhar o frescor desses sabores, os produtores manuseiam as uvas o mínimo possível. E como os vinhos Albariño quase nunca são fermentados em barris, os sabores permanecem puros e vibrantes.
Praticamente todas as bodegas de Rías Baixas produzem apenas um tipo de Albariño. Não existem as categorias Reserva ou Gran Reserva.
A palavra Albariño aparece em todas as garrafas, em compensação, muitos outros vinhos espanhóis são citados pela região geográfica.
Em Rías Baixas há umas poucas plantações de uvas tintas, mas ali não se produzem vinhos tintos superiores.
Você sabia...
Os galegos como são chamados as pessoas da Galícia, bebem mais vinhos e comem mais frutos do mar do que qualquer outro espanhol.
Assim como os bascos e os catalães, os galegos reforçam a separação e a individualidade falando a própria língua, o galego, uma espécie de casamento, de sonoridade celta, entre o espanhol e o português.
A antiga herança celta da Galícia fica aparente na música. O tradicional instrumento local é a gaita, de aparência e som semelhantes à gaita de fole escocesa.
Os amantes de frutos do mar enlouquecem na Galícia, que fragmenta-se entre dois estuários profundos (Rías Altas e Rías Baixas respectivamente). Esses canais atuam como enormes funis para peixes, ali a apanha de frutos do mar é uma das maiores da Europa.
Os frutos do mar estão presentes praticamente em todos os aspectos da cozinha da Galícia, por sua abundância e variedade, não parece coincidência que a Galícia se especializasse num vinho considerado um dos mais compatíveis do mundo para acompanhar frutos do mar, e o Albariño é exatamente isso.
Outra especialidade da região são as empanadas, recheadas em geral com vieiras, enguias, sardinhas, atum ou carne de porco. O recheio é salteado em azeite, com pimentões, tomate, cebola e alho.
A Galícia também é célebre por uma das comidas mais feias e deliciosas que se pode imaginar: os perceves - cracas cinzentas, de pescoço longo, do tamanho de um polegar humano.
Macio e tenro , o pulpo (polvo) é outra especialidade da região.
Finalmente, a culinária da Galícia também foi influenciada pelas raízes celtas da região. A batata é reverenciada.
O caldo gallego, o mais famoso cozido de lá, é uma combinação de batatas com couve, feijão, pedaços de porco (orelha, rabo), linguiças condimentadas e às vezes vitela e frango.
Veja também: Principais vinhos da Espanha - Penedés
Fonte: Karen MacNeil
Atlas Mundial do Vinho
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Produtores de vinhos de Portugal - Parte 20
Niepoort
A Niepoort é uma empresa familiar desde 1842 foi fundada por Franciscus Marius Niepoort estando hoje na quinta geração, com Eduard Dirk Niepoort e sua irmã Verena Niepoort a frente da empresa.
A paixão de Dirk pelos vinhos e a curiosidade pelo terroir do Douro definiu o espírito da Niepoort nas duas últimas décadas.
Os vinhos do Porto e do Douro convivem em perfeita harmonia, conjugando a tradição secular com a inovação. Com o crescimento da empresa esta conjunção passou a incluir os vinhos de duas outras regiões, que contribuíram para delinear o triângulo Douro- Bairrada - Dão.
Vinho do Porto
São mais de 150 anos dedicados à produção de vinho do Porto, dentre o portfólio um estilo de Porto que é único, o Garrafeira, um Porto singular, difícil de enquadrar na legislação atual.
Moscatel do Douro
Portugal tem uma longa tradição na produção de Moscatéis nas regiões de Setúbal e Douro. Em 2000 a Niepoort decidiu recuperar a produção de Moscatel, seu estilo caracteriza-se por um Moscatel encorpado, de boa estrutura, com acidez alta, permitindo obter um vinho leve e fresco.
Portfolio:
Espumante Olo (Minho)
Espumante Água Viva ( Bairrada)
Rótulo Branco (Dão)
Teppo Peixe Branco (Vinhos Verdes)
Olo (Vinhos Verdes)
Wana Bi (Vinhos Verdes)
Riesling Dócil (Douro)
Redoma Branco(Douro)
Moscatèl Dócil (Douro)
Tiara (Douro)
Conciso Branco (Dão)
Redoma Reserva Branco (Douro)
W Vinhas Velhas Branco (Bairrada)
Gonçalves Faria Branco (Bairrada)
Coche (Douro)
Redoma Rosé (Douro)
Rótulo (Douro)
Vertete (Douro)
Lagar de Baixo (Bairrada)
Bioma Tinto (Douro)
Redoma Tinto (Douro)
Poeirinho (Bairrada)
Syrah (Bairrada)
Merlot (Bairrada)
Conciso (Dão)
Batuta (Douro)
Charme (Douro)
Poeirinho Garrafeira (Bairrada)
Robustos (Douro)
Turris (Douro)
Leia também: Produtores de vinho de Portugal - Parte - 19
Fontes: Vinhos de Portugal
Niepport
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Queijos e vinhos pelo mundo - Abondance
Abondance
Queijo produzido na região de Haute Savoie na França, nos Rhône - Alpes.
Feito a partir de leite não pasteurizado, proveniente da raça abondance de gado, que se alimenta apenas de gramíneas naturais regionais.
O queijo é prensado e, é no momento da prensagem que assume sua característica forma côncava; depois é curado por pelo menos 90 dias onde é repetidamente lavado com salmoura para que assim desenvolva sua casca natural (dura, lisa e de cor acastanhada).
O primeiro registro escrito de abondance é do século XII. Os monges do Vale de Abondance começaram a produzir o queijo como meio de gerar renda para seus mosteiros. No século XIV já era aclamado em toda a Europa, e em 1381 foi servido no Conclave de Avignon.
Devido a sua longa história, em 1990 recebeu sua AOC.
Quanto ao queijo, a massa é mais ou menos amarela, dependendo da época em que foi fabricada, é muito densa com pequenos buracos redondos de fermentação e, por vezes, apresenta pequenas fissuras chamadas "fendas".
Firme mas flexível é ligeiramente granulado, textura cremosa. Tem cheiro forte e um sabor intensamente frutado, amanteigado e aveludado, com equilíbrio de acidez e doçura.
É salgado sem ser excessivo, com um toque de amargor, retrogosto persistente e um intenso aroma de noz.
Pode ser consumido sozinho, em fondue ou derretido sobre vegetais de raiz.
Quando o assunto é vinho, a harmonização regional é uma boa pedida, os vinhos brancos secos de Savoie como o Apremont e o Roussette de Savoie, valorizam os aromas e o intenso sabor frutado desse queijo. Seguindo a linha dos brancos você pode optar por um Chardonnay sem barrica ou por um Riesling, se preferir um tinto, opte por tintos leves ou mesmo um rosé.
Dica: É interessante notar que os queijos abondance de fazenda têm um rótulo oval azul no calcanhar, enquanto os industrializados possuem um rótulo quadrado.
Ao consumir qualquer um deles, a casca deve ser removida incluindo a camada cinza abaixo.
E como todo queijo, deve ser retirado uma hora antes da geladeira para recuperar sua textura, aroma e sabor.
Leia também: Queijos e vinhos pelo mundo
terça-feira, 22 de agosto de 2017
Bourboulenc
Antiga uva branca para misturas, de gosto simples e hoje relativamente rara, usada principalmente no sul da França, em particular em certos vinhos brancos como o Châteauneuf-du-Pape e Côtes-du-Rhône.
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