sábado, 29 de agosto de 2020

Chablis - Harmonização - Tempurá


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Tempurá de vegetais.
Tempurá é uma mistura de vegetais e frutos do mar fritos.
Um prato muito popular na culinária japonesa, que é tipicamente originário de Portugal.
Foi introduzido no Japão pelos portugueses que foram para Nagasaki em Kyushu levando armas e o Cristianismo em meados do século XVI.
A palavra tempura deriva do latim "tempora", e se refere aos tempos em que os católicos praticantes não comem carne (quaresma).
Quando chegou ao Japão, o tempurá era um alimento muito caro, pois usava muito óleo para sua cocção, um item escasso e caro na época. 
Devido ao aumento da produção de óleo vegetal e de gergelim na Era Edo (1603 - 1867), o tempurá se tornou acessível para o japonês comum.
Era comido como lanche, só mais tarde foram agrupados como Edo Zanmai ( três pratos do período Edo).
No meio da Era Meiji  surgiu um novo estilo de tempurá chamado ozashiki tempura, no qual o chefe preparava o tempurá na frente dos comensais, surgiu também  o Tendon (tempurá em cima de uma tigela de arroz) e tempurá soba (soba quente coberto com tempurá).
Quando o assunto é vinho, você já deve ter escutado que as ditas comidas japonesas (e o tempurá se inclui nelas) harmonizam muito bem com Espumantes.
Mas hoje, sugiro a você que tente algo novo, harmonize seu tempurá com um Chablis mais leve, sem passagem por madeira, os chamados Chablis AOC, ou Chablis básicos.


O Escolhido de hoje foi o Chablis Pierre Ponnelle, de paladar leve, boa acidez, aromas de frutas brancas, notas cítricas, florais e minerais.
O resultado foi o fim da garrafa e o fim do prato, não sobrou ninguém pra contar história.
Que tal preparar um tempurá de vegetais para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Tempurá de vegetais( receita adaptada)
Cenoura
Vagem
Batata monalisa
Batata doce roxa
Repolho
Obs: Todos cortados em palitinhos como na foto abaixo


Para a massa: 
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de amido de milho
1 xícara de água bem gelada
1 colher (café) de fermento em pó para bolos
1 colher (café) pimenta do reino branca
1 colher (chá) de sal
Óleo de canola ou girassol para fritura.
Preparo:
Misture todos os ingredientes da massa em uma tigela, em seguida despeje a massa sobre os vegetais cortados, mexa para incorporar toda a mistura nos vegetais como na foto abaixo.


Frite em óleo quente, com auxilio de uma colher para dar o formato característico.
Sirva quente. 

Você sabia...
A uva predominante em Chablis é a Chardonnay, única que tem autorização para ser usada na produção de vinhos brancos na região: em solo calcário, ela alcança um equilíbrio também único - embora frágil ela dá origem a vinhos elegantes e minerais, de grande pureza.
Os vinhedos de Chablis se dividem em 4 categorias:
1. Chablis Grand Cru
Essa denominação pode ser seguida pelo nome de um dos seguintes climats: Blanchot, Bougros, Les Clos, Grenouilles, Preuses, Valmur e Vaudésir.
É a classificação de maior prestígio e ocupa o topo da pirâmide das denominações, representa apenas 2% da produção total dos vinhos de Chablis.
2. Chablis Premier Cru 
Com aproximadamente 800 hectares, essa denominação é composta por 40 climats.
No rótulos de seus vinhos, ela é identificada pela expressão Premier Cru, seguida ou não do nome do climat de origem.
3. Chablis AOC Village
Situa-se às margens do rio Serein, representando pouco menos de 1/3 da produção de vinhos brancos de toda a Borgonha.
4. Petit Chablis
De menor prestígio entre as 4 AOCs, essa área foi implantada principalmente no topo das colinas, nos dois lados do vale do rio Serein.

Fonte: Vinhos da Borgonha, história, tradição e cultura
                                     
                                                                                                                            





quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Pecorino brasileiro


Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Linguine de tomates secos com lascas de"Pecorino brasileiro".
A dica de hoje é do queijo que compôs esse delicioso linguine.
A massa recebeu generosas lascas de queijo Tipo Pecorino brasileiríssimo!
O Pecorino queijo de ovelha (peccora significa ovelha em italiano) é um queijo típico do Mediterrâneo, mas também é produzido em outras áreas.
Os mais famosos são os italianos, com oito tipos de DOPs, que são classificadas de acordo com a região, elaboração, cura e salga.
O Araritaguaba, queijo usado no prato, é um queijo brasileiro elaborado pela Queijaria Rima @queijariarima inspirado no Pecorino, é curado por no mínimo 12 meses na carverna de maturação do sítio, localizado em Porto Feliz a 120 quilômetros da capital paulista.
Os proprietários e queijeiros Maria Clara e Ricardo Rettmann, abandonaram a vida urbana e desde janeiro de 2017 se dedicam a criação de ovelhas a pasto para a produção de leite e fabricação de queijos.
Uma empreitada que deu muito certo, o Araritaguaba o pecorino brasileiro, foi Medalha de Ouro no Mundial do Queijo, ocorrido em Araxá - MG.
Araritaguaba é como se chamava a região de Porto Feliz antes da chegada dos portugueses.
O queijo é sensacional, de sabor picante, intenso e levemente salgado, possui aroma amanteigado de frutos secos e nozes.
Você pode consumi-lo ralado ou em lascas em massas, risotos e outros pratos, ou degustá-lo na tábua em fatias ou flocos, uma dica para a experiência ficar fantástica é cortá-lo com uma faca com ponta, de lâmina larga e curta, cada fatia deve ter uma porção de casca suficiente para reconhecer a cura empregada ( no caso 12 meses).
Lembre-se de consumi-lo em temperatura ambiente, caso contrário, corre-se o risco de anular a expressão dos componentes olfativos e gustativos.
O ideal é tirá-lo da geladeira uma hora antes de servir.
Quando o assunto é vinho, tanto o prato preparado hoje, como o Araritaguaba sozinho na tábua, combinam perfeitamente com um Espumante Brut brasileiro.


O escolhido foi o Gheller Gold Brut - Método Tradicional da @vinícolagheller, que apresentou perlage fino e persistente, aromas de frutas compotadas, pão tostado, frutas cítricas e brioche. Em boca confirma o nariz, paladar intenso, cremoso, acidez refrescante e bom equilíbrio com final de boca de fruta madura.
Ah! o Lingune é super fácil de fazer.
Você vai precisar:
Ingredientes:
1 pacote de linguine
1 pote de tomates secos
Alho q.b
azeite q.b
Salsinha q.b
Queijo Araritaguaba ralado em lascas na hora
Preparo:
1. Cozinhe a massa em água abundante fervente e salgada, até que a massa fique al dente.
2. Retire 1 xícara da água do cozimento, escorra a massa e volte para a espagueteira.
3. Em uma frigideira, coloque alho e azeite, frite em fogo médio sem deixar o alho queimar, apenas dourar.
4. Coloque sobre a massa imediatamente, adicione logo em seguida e aos poucos a água reservada do cozimento, até obter a cremosidade desejada, junte os tomates secos e a salsinha, mexa vigorosamente.
5. Sirva com lascas do queijo Araritaguaba o Pecorino brasileiro.

Queijaria Rima
www.queijariarima.com.br
Porto feliz - São Paulo - Brasil

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Polvo à feira - tradicional prato espanhol



A dica de hoje é um delicioso Polvo à Feira
Como uma boa neta de galego, sei que a cozinha galega é cheia de ingredientes, pratos e receitas maravilhosas. É difícil resistir a um Bolo de Santiago, a uma empanada galega, quem dirá a um Polvo à feira! A maneira mais típica de preparar o polvo na Galícia, tanto que este prato é conhecido no resto da Espanha como Pulpo a lá Gallega.
O prato original e tradicional, o autêntico Polvo à feira, consiste apenas em polvo cozido, sal grosso, páprica e azeite. A variante comumente chamada de Polvo a galega introduz cachelos como acompanhamentos.
Cachelos são batatas cozidas na própria água do cozimento do polvo que adquire sua cor e sabor.
O prato é uma das atrações culinárias mais representativas da Galícia. Sua dificuldade está em obter o ponto exato de cocção, uma perfeita textura do polvo: nem muito duro nem muito mole.
Não há um consenso em relação a finalização do prato, se a páprica é doce, picante ou uma mistura de ambas, depende do gosto particular de cada um.
O sal deve ser grosso, de boa qualidade, para dar um toque crocante ao morder o polvo, o azeite também deve ser colocado generosamente, obtendo assim, uma mistura perfeita com o sabor da páprica e o restinho da água do cozimento do polvo. Acompanha o Pan Gallego um pão IGT feito com trigo país.
Se optar por acompanhá-lo com cachelos, saiba que as batatas são servidas quebradas com a faca, não cortadas e, também cobertas com bastante azeite, uma pitada de páprica e sal.
Um  prato tão tradicional pede um vinho regional na harmonização, não há vinho melhor que o vinho galego, sendo a harmonização mais popular com vinho D.O Ribeiro branco ou tinto.
Na falta deste, optei por um Alvarinho que, mesmo não sendo espanhol, cumpriu seu papel.
Quinta de Gomariz Alvarinho - Portugal


Um branco fresco de sabor amplo se encaixou perfeitamente com a textura do polvo.
Que tal preparar essa delícia de prato?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes:
Polvo, azeite, páprica doce e sal marinho grosso
Preparo:
Se o polvo estiver fresco, ele deve ser colocado em uma superfície dura, a tradição indica que deveria haver 33 golpes para amaciar sua carne antes do cozimento em água sem sal. Mas se o produto estiver congelado, não será necessário, o processo de congelamento amolece naturalmente o polvo sem perder seu sabor ou suas propriedades.
Deixe-o descongelar naturalmente na geladeira, após esse período, encha uma panela grande com cerca de 2 litros de água. Quando começar a ferver, pegue o polvo pela cabeça, e mergulhe os tentáculos na água por 3 a 4 segundos e retire (seus membros começam a encolher). Quando a água voltar  a ferver, repita a operação cerca de 3 vezes.
Só depois, vamos deixá-lo cozinhar por 40 minutos (sua cozedura dependerá do tamanho do polvo, por isso é aconselhável perfurá-lo de vez em quando para saber se esta em seu ponto)
Depois desse tempo, desligue o fogo e deixe o polvo descansar por mais 10 minutos com a panela tampada.
Retire o polvo da panela , corte os tentáculos com uma tesoura em fatias de 1 cm de espessura e coloque sobre uma placa de madeira. Regue-o com azeite virgem  abundantemente e salpique sal grosso e páprica. Não se esqueça de ter o pão a mão, pois você não vai resistir em mergulha-lo no molhinho que fica depois de ter terminado o polvo.

Você sabia...
Na Galícia se reconhecem oficialmente 5 Denominações de Origem Controlada.
DOC Ribeiro
DOC Valdeorras
DOC Rias Baixas
DOC Ribeira Sacra
DOC Monterrei
Vamos nos ater a DOC Ribeiro ( a harmonização sugerida para o prato de hoje)
DOC Ribeiro é uma das denominações galegas mais populares e peculiares. O vinho Ribeiro começou a ser elaborado nos tempos romanos, mas o verdadeiro boom deste vinho foi com o reimplante e estudo das vinhas pelos monges nesta área de produção. Os vinhos DOC Ribeiro são na maioria brancos (90% da produção).
São classificados em:
Vinho Branco - Produção maioritária são elaborados em sua maioria com a uva Treixadura, acompanhada de outras variedades em menor proporção (Godello, Albariño, Palomino, entre outras). Eles tendem a ser vinhos jovens com alto potencial de envelhecimento na garrafa. Vinhos harmônicos, frescos, aromáticos e gastronômicos.
Vinho Tinto - Representam 10% da produção e sua personalidade é marcada pelas uvas autóctones como Caiño, Ferron, Soúson, Brancella.
Vinho Tostado - Vinho naturalmente doce com uma longa tradição no Ribeiro, feito com 100% de uvas autóctones.
Espumante - Elaborado pelo Método Tradicional (Branco ou Rosé) com variedades autóctones.
Ribeiro Casta - Branco e Tinto diferem da categoria Ribeiro pois são elaborados com 100% uvas autóctones.
















segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Tokay Aszú - Harmonização



Beber, Comer e Amar...
A Dica da semana para enfrentar o frio aqui de Sampa é um Risoto de Abóbora com Carne Seca.
O Marcelo se aventurou no risoto inusitado e eu, na escolha inusitada do vinho.
Escolhi para a harmonização um Tokay Aszú
O principal vinho da Hungria é o Tokay Aszú considerado um dos excelentes vinhos de sobremesa do mundo.
Aí você me pergunta:
Dá para harmonizar prato principal com vinho de sobremesa?
A resposta é sim!
"Embora degustar o Tokay Aszú seja, em si, um exercício perfeito de prazer, a riqueza e a acidez subjacente desse vinho o tornam um companheiro fascinante para muitos pratos."


Tohaj Aszú Leonis Selection 3 puttonyos é elaborado com 70% Furmint e 30% Hárslevelu, estagiou três meses em barrica.
Uma linda cor amarelo dourada, no nariz um aroma de abacaxi intenso que tomou conta do ambiente, cada vez que aproximava a taça do nariz abria-se um novo aroma, damasco, mel, nozes.
Na boca é untuoso, aveludado, a doçura é perfeitamente compensada pela acidez, confirma o mel do nariz.
Quanto a harmonização, achei bem prazerosa.
O corpo do vinho e do prato combinaram, o vinho aguentou o salgado deixado pela carne seca, a acidez limpou a gordura do risoto e a doçura ficou perfeita com a também doçura da abóbora.
Vale a pena experimentá-la
Eu, como sempre, contribuo com a receita.

Ingredientes:
500 gramas de carne seca desfiada e dessalgada
2 xícaras de arroz arbóreo ou carnaroli
3 colheres (sopa) de azeite
1 cebola cortada em cubos pequenos
1/2 copo de vinho branco
800 gramas de abóbora em cubos
3 tabletes de caldo de legumes
1 xícara de queijo parmesão ralado na hora
1 colher (sopa) de manteiga.
Preparo:
Coloque o pedaço inteiro da carne seca na panela de pressão e deixe cozinhar por 30 minutos (depois que a panela começar a apitar). Escorra, deixe esfriar e desfie finamente.
Coloque um pouco de manteiga numa frigideira, acrescente meia cebola picadinha e refogue a carne desfiada. Reserve.
Corte a abóbora em cubos e cozinhe em 1,5 litros de água, junto com os cubinhos de caldo de legumes.
Bata a abóbora no liquidificador com a metade do caldo e volte com o creme a panela. Mantenha esse creme aquecido e o resto do caldo também (você pode precisar dele para finalizar o risoto)
Coloque o azeite na panela e refogue a cebola até ficar transparente. Coloque o arroz e refogue mais um pouco.
Acrescente o vinho, misture e deixe evaporar.
Acrescente agora o creme de abóbora (que deve estar fervente), aos poucos e vá mexendo devagar.
A medida que for secando, vá colocando mais creme de abóbora fervente
Quando o arroz estiver ao dente, coloque. carne seca desfiada (já refogada).
Misture bem, acrescente o queijo parmesão, misture bem. Desligue o fogo e em seguida acrescente a manteiga e misture a medida que ela for derretendo.



sábado, 22 de agosto de 2020

Mil folhas - Sobremesa e vinho




Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Mil Folhas acompanhado de calda de maracujá.
Mil Folhas (Mille Feuilles) é um clássico da confeitaria francesa composto originalmente, por três camadas de massa folhada intercaladas com creme pâtissière e coberta com açúcar de confeiteiro.
Seu nome refere-se ao grande número de camadas de massa que o compõem.
Sua origem é incerta, mas François Pierre La Varenne foi o primeiro a descrever o doce em seu livro Cusinier François datado de 1615. A receita foi depois aperfeiçoada por Carême (cozinheiro francês do século XIX) que iniciou a apresentação de doces intercalados em massa folhada nas mesas dos grandes banquetes para a alta sociedade e aristocracia francesa.
Seu nome e história também são relacionados de alguma maneira a Napoleão, pois em algumas partes da França, de Portugal, assim como na Inglaterra o doce pode ser encontrado também sob o nome de Napoleão.
O grande segredo para harmonizar vinhos e sobremesa é simples, um não pode roubar o sabor do outro.
Normalmente os vinhos denominados Colheita Tardia ou Late Harvest produzidos a partir de uvas deixadas na videira várias semanas após a data ideal de colheita, onde a uva deixa de estar no ponto ideal de maturação e começa sua fase de concentração de açúcar (Processo que resulta na desidratação da fruta que chega a ter aparência de passa.) respeitam o toque suave que o creme de confeiteiro tem, além do mais o teor elevado de açúcar que esses vinhos apresentam, combinam com sobremesas menos doces como é o caso do Mil Folhas.
Escolhi o Late Harvest do Clube dos Sommelieres - Chile - Valle do Colchagua, bom equilibrio, aromas de frutas brancas e flores, fresco e agradável.


Que tal preparar essa deliciosa sobremesa?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Massa Folhada
Ingredientes:
250 gramas de farinha de trigo peneirada
50 gramas de manteiga gelada em cubinhos (sem sal)
1 colher (chá) de sal
150 ml de água gelada
Preparo:
Misture a farinha com o sal, junte a manteiga e trabalhe com as pontas dos dedos, desfazendo os pedaços de manteiga até que a mistura fique como uma farofa. Junte a água gelada e continue trabalhando a massa somente até que ela vire uma bola. Se ficar seca, pingue mais um pouquinho de água. Se ficar úmida demais, acerte com um pouco mais de farinha. A massa não deve ser sovada como massa de pão, somente trabalhada até formar uma bola.
Se quiser, poderá fazer a massa num processador, pulsando a farinha, o sal e a manteiga e por último juntar a água, batendo somente até virar uma bola.
Embrulhe a massa em um plástico e leve à geladeira por no mínimo 30 minutos. Enquanto isso, prepare a manteiga para folhar.
Para folhar:
200 gramas de manteiga em temperatura ambiente (sem sal)
30 gramas de farinha de trigo
Numa tigela, misture a manteiga e a farinha até formar uma pasta.
Abra um saco plástico na bancada e deite esta mistura lá.
Cubra com outro plástico e achate a manteiga modelando-a no formato de um quadrado de uns 12 centímetros. Use uma espátula para auxiliar nesta tarefa.
Dobre o plástico fazendo um embrulho e leve a geladeira até que fique firme. Caso a manteiga endureça demais, deixe-a alguns minutinhos fora da geladeira antes de usar.
Dica: a massa e a manteiga para folhar devem estar geladas e ter consistências parecidas.
Retire a massa da geladeira e abra em uma bancada enfarinhada, de forma que o centro fique mais grosso.
Retire a manteiga de folhar da geladeira e coloque-a, diagonalmente, sobre a massa.
Dobre as abas por cima da manteiga como se fosse um envelope fechado bem.
Retire o excesso de farinha da massa com o auxilio de um pincel macio.
Abra a massa formando um retângulo comprido, sempre enfarinhando a bancada e a massa.
Dobre um terço da massa e retire o excesso de farinha.
Dobre o outro terço por cima.
Essa foi a primeira volta.
Gire a massa em 90 graus e abra novamente formando um retângulo comprido como o anterior. Dobre em três e embrulhe no plástico, levando à geladeira por no mínimo 30 minutos.
Até aqui foram feitas duas voltas na massa.
Dica: toda vez que a massa for para geladeira, faça marquinhas nela, para lembrar quantas voltas já foram dadas na massa.
Retire da geladeira e repita os passos acima, dando as duas últimas voltas na massa totalizando seis.
Leve para gelar bem embrulhada em plástico até a hora de usar.
Dica: em dias quentes (que não são os mais adequados para fazer essa massa), faça descansos mais longos na geladeira e faça uma volta de cada vez na massa para que ela continue bem geladinha. Ajuda também trabalhar numa bancada de mármore ou granito que é bem geladinha.
Acenda o forno a 200 graus.
Retire a massa da geladeira e abra com um rolo. Como a massa estará firme, ajuda pressionar um pouco com o rolo antes de abrir.
Abra a massa com uns dois a três milímetros de espessura e apare as bordas usando um cortador de pizza um faca grande afiada.
Arrume em um tabuleiro forrado com papel manteiga (numa placa inteira ou já cortado nos tamanhos e formatos desejados).
Cubra a massa com outra folha de papel manteiga.
Coloque outro tabuleiro por cima da massa para fazer peso e manter a massa reta.
Dica: leve a massa ao freezer por alguns minutos para deixa-la bem gelada antes de ir para o forno. O choque térmico vai fazer a massa folhar melhor.
Asse por 20 minutos, retire o tabuleiro e a folha de papel manteiga de cima e volte ao forno para  corar por mais 10 minutos. Se a massa voltar a ficar irregular, assim que sai do forno pressione o outro tabuleiro por cima usando luva para proteger as mãos do calor. Será suficiente para que ela volte a ficar retinha.
Retire a massa com cuidado para uma grade para esfriar. Reserve




Creme pâtissière (creme de confeiteiro)
Ingredientes:
4 gemas
40 gramas de farinha de trigo
80 gramas de açúcar
500 ml de leite integral
1/2 fava de baunilha
Preparo:
Abra a fava de baunilha no sentido do comprimento e raspe as sementes reserve. Em seguida, bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura cremosa, depois acrescente a farinha. A parte coloque o leite em uma panela com as sementes da fava e leve ao fogo para ferver. Adicione o leite quente lentamente a mistura das gemas, mexendo sempre.
Leve o creme ao fogo baixo por três minutos, mexendo até engrossar. Retire da panela e deixe esfriar.
Montagem do Mil Folhas
Corte a massa em quadrados
Intercale com o creme de confeiteiro e polvilhe sobre a última massa açúcar de confeiteiro.
O Marcelo fez de acompanhamento uma calda de maracujá, levando ao fogo a polpa do maracujá fresco com 2 colheres (sopa) de açúcar e um pouco de água, deixando tudo reduzir.







quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Riesling Kabinett - Pierogi



Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Pierogi.
Toda cultura em torno do mundo, ao que parece, tem sua própria versão de um bolinho recheado. O dos poloneses são os pierogi.
Existem desde o século XIII. Diz a lenda que Jacek Odrowaz um dos primeiros dominicanos da Polônia, apresentou pierogi à nação quando fez bolinhos de massa aos pobres em Cracóvia após a invasão tártara. Desde então, ele é conhecido como "Saint Jacek Pierogi".
Inicialmente os pierogi eram preparados somente em datas comemorativas com uma simples massa (apenas farinha, água e talvez um ovo) cozidos e servidos com cebolas fritas.
Enquanto o conceito básico perdura, algumas coisa mudaram durante os séculos. Hoje a quem frite os pierogi na manteiga, servindo-os finalizados com bacon frito, outros são adeptos a pierogi doces.
Porém, existem alguns componentes básicos,
A massa usada é sem fermento, os recheios de carne (porco), batata e queijo do fazendeiro e chucrute são clássicos e parte essencial da culinária polonesa.
Uma variante vegetariana de pierogi feita de cogumelos e chucrute é servida durante o jantar da Véspera de Natal pois de acordo com a tradição polonesa a comida deve ser sem carne nesse dia.
O Marcelo optou por preparar os pierogi recheados de chucrute, cozidos e cobertos com cebola caramelizadas.
Diante disso construí minha harmonização.
A acidez do repolho em conserva, as especiarias e a textura da massa dos pierogi pedem um vinho com sabor puro, com alguma doçura residual, muita fruta e acidez. Tem também a doçura inerente da cebola caramelizada que é ecoada e torna-se ainda mais interessante ao emparelhar com o Riesling, o vinho escolhido, com sua acidez elegante e doçura sutil do Kabinett.
O Kabinett é naturalmente um vinho leve e refrescante, tem níveis baixos de álcool, muita fruta que nos remetem a vinhos adocicados e geralmente é seco.
Kabinett é o primeiro nível de amadurecimento das uvas (ponto ideal de maturação) da Classificação dos Prädikatswine que são vinhos de origem controlada e que não podem ser chaptalizados e são portanto um indicador de doçura.
Os níveis de amadurecimento são divididos em seis categorias:
Kabinett: uvas maduras
Spätlese: colheita tardia
Auslese: colheita tardia onde uvas verdes são removidas a mão.
Beerenauslese: uvas de colheita tardia atacadas pela Botrytis.
Trockenbeerenauslese: uvas passas com Botrytis.
Eiswein: uvas congeladas.
É importante observar que as três primeiras categorias (Kabinett, Spätlese e Auslese) se no rótulo forem seguidas da palavra Trocken (seco) isso significa que esses vinhos foram completamente ou quase completamente fermentados, com até 4 gramas de açúcar residual por litro.


Schloss Lieser Riesling Kabinett - Mosel
Exibe aromas de frutas e flores brancas, em boca sabores de maça e algo de abacaxi combinados a uma deliciosa mineralidade de ardósia. Perfeito equilíbrio entre fruta e acidez.
Que tal preparar os bolinhos poloneses para seu fim de semana? Eu como sempre, contribuo com a receita.

Pierogi (aproximadamente 36 bolinhos)
5 xícaras de farinha de trigo
1 ovo levemente batido
3 colheres de sopa de creme azedo (usei creme de leite)
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de óleo vegetal
1 xícara de água
1 xícara de leite
Preparo:
Bata o creme azedo e o ovo juntos em uma tigela pequena, adicione o leite e o óleo.
Em uma tigela grande, misture a farinha e o sal.
Adicione a mistura de creme azedo,ovo e leite e comece a misturar, adicionando água conforme o necessário para obter uma massa macia e suave.
A massa dos Pierogi é um pouco pegajosa, não sobrecarregue de farinha.
Embrulhe com filme plástico e deixe descansar por meia hora.
Divida a massa em quatro partes, para facilitar o manuseio.
Enrole cada bola de massa em uma superfície levemente enfarinhada para cerca de 1/8 de espessura.
Corte em círculos e recheie (não encha demais).
Pincele metade da borda com um pouco de água, dobre a massa sobre o recheio em 1/2 lua e pressione as bordas juntas. Em seguida, pegue o pierogi e aperte toda a parte arredondada com os dedos para fazer uma bela borda ondulada.


Ferva-os em água salgada, alguns por vez, até flutuarem, cerca de 5 minutos.
Recheio clássico de chucrute
2 colheres de sopa de manteiga
1/2 xícara de cebola picada
2 copos de chucrute bem drenado (usei comprado pronto)
Derreta a manteiga numa frigideira, junte a cebola e o chucrute. Frite mexendo ocasionalmente.
Adicione sal e pimenta á gosto.
Deixe esfriar para rechear.
Os pierogi ideais são macios facilmente cortados com o garfo.


Você sabia...
Quando visitar a Polônia, em muitas cidades você poderá encontrar alguns restaurantes chamados "Pierogarnia". São lugares projetados para oferecer pierogi. A maioria dos Pierogarnia também vende outros alimentos poloneses populares.

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

Harmonização - Icewine - Torta de maça


  

Beber, Comer e Amar...
A dica de hoje  é uma torta de maça simples, porém deliciosa, que vai ser combinada
com um Icewine, um maravilhoso vinho de sobremesa, o vinho do gelo!
Jébor Mátrai Zenit - Hungria. A Zenit uva usada para fazer este vinho, foi deixada na parreira para congelar (- 7 C º), dessa forma seu suco ficou muito mais concentrado.
O vinho tem um conjunto de aromas maduros e untuosos e ao mesmo tempo delicados e florais, como abacaxi maduro, damasco, mel, laranja e especiarias.
Na boca apresenta frutas secas, caramelo, casca de laranja cristalizada, é frutado, intenso, fresco, a acidez na medida certa não deixa o vinho enjoativo.
A torta de maça não é muito doce, porém a acidez da maça verde harmonizou bem com o vinho.


Que tal preparar essa delicia?
Eu como sempre, contribuo com a receita:

Torta de maça
Ingredientes:
2/3 xícara (chá) de gordura vegetal
2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1/4 xícara (chá) de água
1 colher (chá) de sal.

Recheio:
1 colher (chá) de raspas de casca de limão
1 colher (sopa) de suco de limão
1/4 colher (chá) de noz moscada
2 colheres (sopa) de manteiga
1/2 colher (chá) de canela
1/4 xícara (chá) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de açúcar
6 maças verdes
pitada de sal.

Modo de preparo:
Coloque a farinha de trigo em um plano de trabalho e faça um vulcão, salpique com sal e coloque sobre a farinha a gordura vegetal.
Vá picando a gordura na farinha com uma faca até obter uma textura de areia.
Acrescente a água aos poucos, até a massa estar ligada.
Evite trabalhar a massa em excesso.
Embrulhe em um plástico e leve à geladeira por 30 minutos.
Descasque as maças e corte em fatias finas.
Coloque em uma tigela e acrescente o suco de limão, o açúcar, as raspas de casca de limão, a canela,a noz moscada, a farinha e uma pitada de sal., misture bem.
Abra metade da massa e forre uma assadeira para tortas.
Coloque o recheio de maça.
Abra a outra metade da massa e faça tiras de aproximadamente 1 cm e cruze sobre a torta.
Retire o excesso de massa as bordas.
Leve a torta ao forno preaquecido em médio e asse por cerca de 30 minutos, ou até que a torta esteja dourada.