segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Cuscuz Paulista - pior comida?


Aqui no BCA cuscuz-paulista encabeça a lista é de comida boa!
Se você é como a gente, ama cuscuz-paulista e ficou sem entender a tal lista da plataforma. 
Bora fazer essa receita maravilhosa e bem gostosa de cuscuz-paulista. 
Aqui em casa não tem hora para degustar um lindo e delicioso cuscuz-paulista. Ora é prato principal, ora é acompanhamento, isso quando não comemos no finalzinho da tarde acompanhado de uma boa taça de vinho e uma série na tv.
Beber, Comere Amar ...
Má na cozinha preparando cuscuz-paulista. 
O cuscuz-paulista é um tipo de "bolo salgado" á base de farinha de milho preparado em forma redonda de pudim.
Hoje em dia encontramos algumas variações ao de camarão como sardinha, frango podendo levar peixe, cebola, tomate, ovo cozido, azeitona, ervilha, palmito e salsinha.
Porém, nem sempre foi assim. Ocílio Ferraz, escritor, sociólogo e especialista em costumes e tradicões da região do Vale do Paraíba onde nasceu a iguaria, afirmou que o cuscuz-paulista na origem era apenas farinha, sal e pimenta, colorido com urucum.
A respeito de sua origem uns dizem que surgiu em meados do século XVIII no farnel dos Bandeirantes, um tipo de saco que se colocavam provisões para uma jornada. Dessamarrando o grande pano, estava tudo misturado e convertido no que viria a ser o cuscuz-paulista.
Outros, dizem que a iguaria nasceu na cozinha dos povoadores do Vale do Paraíba. Teria descendido do prato dos berberes (povo originário da África Setentrional), colonizadores lusitanos e brasileiros de primeira geração chegaram no Vale entre os séculos XVI e XVII, praticando a cultura do milho e da mandioca que ajudaria a criar a identidade da cozinha brasileira.
Falando em brasilidade que tal harmonizar esse belíssimo cuscuz-paulista com um rosé brasileiro?
Vamos de Pinot Noir Rosé Pedras da Quinta - Eu+Eu



Fresco, aromático e elegante, convidou-nos para outra garfada.
A harmonização de vinho e comida não precisa ser complicada, pode sim ser despretensiosa e prazerosa.  Um prato gostoso, um vinho bem feito e uma boa companhia pode te surpreender.
Vamos a receita.
Ingredientes:
1/3 de xícara de azeite extravirgem
1 cebola grande picada
2 xícaras de tomates sem pele e sem semente picados
5 tabletes de caldo de camarão diluídos em 1,5 litros de água
1/2 kg de camarões limpos e sem casca
1 vidro de palmito em conserva 
1/2 xícara de azeitonas verdes
1 lata de ervilha ou 1 xícara das frescas congeladas
4 xícaras de farinha de milho
1 maço de salsa picada
sal a agosto
pimenta dedo-de moça a gosto
Òleo para untar a forma
4 camarões grandes e cozidos para a decoração
Ovos cozidos em rodelas para decoração
Preparo:
1. Aqueça o azeite em uma panela grande  junte a cebola refogue até ficar transparente.
Incorpore os tomates e refogue por 3 minutos. 
Separadamente dilua os tabletes de caldo de camarão em 1,5 litros de água ou use caldo de camarão feito em casa. Adicione o caldo á panela e cozinhe por mais 3 minutos.
2. Acrescente os camarões, o palmito picado, as azeitonas picadas, as ervilhas e misture tudo.
3. Por fim, em fogo baixo, coloque a salsinha, a dedo de moça e tempere com sal se necessário.
Quando começar a ferver, acrescente a farinha de milho aos poucos, cozinhe até desgrudar da panela e desligue o fogo.
4. Unte com óleo uma forma de pudim decore com os camarões grandes, intercalando com as rodelas de ovo.
5. Coloque toda a massa do cuscuz com o auxilio de uma concha fazendo uma leve pressão.
6. Deixe-o esfriar completamente dentro da forma antes de desenforma-lo.
Dica: Não cozinhe muito a farinha na panela. 
Bom apetite!


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quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Ripasso e Polpettone



Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Polpettone al sugo.
Polpettone é uma bola de carne enrolada. 
A receita é simples e muito rápida, a massa é a clássica das polpettas (almôndegas) com molho, muito querida e feita por todos! Você simplesmente dobra as quantidades e recheia com queijo!
Com mais de 600 anos de história, séculos e séculos de mudanças nas formas, sabores e apresentações. O termo polpetta aparece pela primeira vez num livro de receitas italiano do século XV, escrito por Mastro Martino, que desta forma estabeleceu a paternidade italiana desta preparação.
Quando o assunto é vinho...
Para harmonizar, como se trata de um prato com carne, queijo e envolto com muito molho de tomate, pensei em um vinho com uma boa acidez para combater a acidez do molho, pois se o vinho não tiver acidez suficiente para enfrentar a acidez do molho ele perderá força, e corremos o risco do vinho ficar insosso.
Optei por um Valpolicella, porém um Valpolicella Ripasso que com a acidez ainda em evidência combinou perfeitamente com o prato.


Ripasso Valpolicella Classic Superior Soraighe
Elaborado com Corvina, Rondinella e Molinara. De cor rubi intensa, aromas de frutas vermelhas maduras, compota , com notas picantes, em boca é sedoso, suave, redondo e com bom equilíbrio.
Que tal preparar esse delicioso Polpettone, fácil, prático e muito gostoso, eu como sempre contribuo com a receita.
Ingredientes Polpettone
1 kg de carne moída (Patinho)
250 gramas de pão de forma (sem casca) umedecido no leite e levemente espremido.
100 gramas de queijo parmesão ralado na hora
2 ovos inteiros
1 cebola média ralada
2 dentes de alho amassados
Sal e pimenta-do-reino a gosto
200 gramas de mussarela cortada em cubos
Preparo
Misture todos os ingredientes menos a mussarela.
Divida em porções de 250 gramas.
Molde uma bola (achatando)
Com o dedo, abra no centro e preencha com cerca de 100 gramas de mussarela cada bola.
Feche o polpettone , coloque em um refratário e cubra totalmente com molho de tomate.
Leve para assar no forno por 20 minutos.

Molho de tomate (a qualidade do molho vai interferir muito na preparação do prato, portanto não use molho pronto.
Ingredientes para o molho
8 tomates italianos maduros
2 cebolas médias
1 colher (sopa) de açúcar
Azeite o quanto baste
Sal, pimenta e manjericão a gosto
Preparo
Lave e corte os tomates ao meio e retire as sementes, corte também as cebolas ao meio e distribua ambos em uma assadeira.
Polvilhe o açúcar sobre os tomates e as cebolas, tempere com sal e pimenta e regue tudo com azeite.
Distribua uma folha de manjericão por cima de cada tomate e asse tudo em forno baixo por aproximadamente 1 hora.
Retire da assadeira e bata tudo no liquidificador.
Obs: Caso queira acelerar o processo, troque o tomate in natura por duas latas de tomates pelados e proceda conforme a receita.

Você sabia...
A técnica Ripasso tornou-se uma Denominação de Origem Controlada em 2010.
Ela consiste em fermentar o Valpolicella DOC uma segunda vez usando o bagaço de Amarone.
Após 35/40 dias de maceração, o Amarone é separado das peles, que são deixadas embebidas em vinho ainda fermentando dentro das cubas.
Neste ponto, começa a técnica Ripasso.
As cubas com o bagaço dentro são preenchidas com vinho Valpolicella, o bagaço, embebido na fermentação do Amarone, inicia uma segunda fermentação que aumenta o teor alcoólico, enquanto a nova maceração agrega cor, estrutura e aromas.
No final podemos dizer que nasceu um novo Valpolicella Ripasso DOC.
Antes de ser vendido, no entatanto, exige pelo menos um ano de envelhecimento em madeira.
Porém, hoje em dia cada produtor tem sua própria fórmula, que consiste em 4 variáveis principais.
- a escolha do bagaço para realizar a técnica Ripasso ( Amarone, Recioto ou ambos os vinhos)
- o tempo de contato que o vinho fica com as peles.
- a porcentagem de uvas a serem adotadas.
- a escolha de adicionar ou não uma pequena quantidade de uvas completamente secas.





sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Pâté Lorrain



Um tesouro da culinária de Lorraine - França.
É herdeiro dos Pâté que já foram feitos na região no início do século XIV, mais precisamente em Baccarat onde nomeado de "Petit Pâté Lorrain" aparece no primeiro livro de receitas francês escrito por Guillaume Tirel, natural desta cidade.
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Patê Lorrain que consiste em um Pâté-Croûte feito com carne de vitela e carne de porco (marinadas por 12 horas numa mistura de vinho branco, cebola, alho, salsa, tomilho e louro) cozido em massa folhada.
De formato retangular e decorado com formas geométricas.
É servido tanto como entrada como também como prato principal, apreciado quente e acompanhado de salada verde.
De tão apreciado, todos os anos, no início de setembro, há a Fête du Pâté Lorrain em Baccarrat.
Uma iguaria saborosa, untuosa e com um aroma maravilhoso.
Para harmonizar o mesmo vinho que usamos na marinada, um Riesling da Alsace, seco, atrevido, frutado, floral e mineral, onde a acidez neutralizou a gordura do prato.
Alsace Riesling P.E Dopff & Fils


Que tal preparar esta iguaria para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Ingredientes para 4 pessoas
400 gramas de copa de lombo de porco
400 gramas de carne de vitela
2 cebolas médias
1 dente de alho
1 ramo de tomilho
1 ramo de salsa
4 folhas de louro fresco
Vinho branco seco Riesling q,b
1 ovo
Sal e pimenta a gosto
1 rolo grande de massa folhada

Preparo: (no dia anterior)
Marinada
Corte as carnes em pedaços bem pequenos.
Coloque em uma tigela e adicione o alho, a cebola, salsa, tomilho, louro tudo bem picado, tempere com sal e pimenta, adicione vinho branco seco até cobrir as carnes.
Cubra com filme plástico. leve à geladeira 12 horas.


No dia seguinte
Drene totalmente a carne com o auxilio de uma peneira grande, vá apertando delicadamente a carne com as costas de uma colher contra a peneira para tirar totalmente o liquido d a carne.
Preaqueça o forno a 200 graus.
Abra o rolo de massa folhada em cima de um papel manteiga. Coloque na assadeira.
Organize o recheio no centro da massa, deixando alguns centímetros livres nos quatro cantos.
Dobre os quatro lados começando pelas extremidades, de modo que a dobra fique por baixo.
Pincele com gema de ovo batida. faça um buraco no centro para formar uma chaminé.
Decore com a ponta da faca como na foto . Asse por 45 minutos, verifique o cozimento e retorne 10 a 15 minutos, se necessário.





Você sabia...
Os vinhos AOC Alsace, vêm das 7 únicas variedades autorizadas na região, nomeadamente: Sylvaner, Pinot Blanc, Riesling, Muscat d'Alsace, Pinot Gris, Gewurztraminer e Pinot Noir.
A particularidade da Alsácia é que cada variedade dá o seu nome ao vinho elaborado.
Cerca de 90% da produção refere-se a vinhos brancos.
De forma típica e esbelta, a garrafa de vinho da Alsácia é facilmente reconhecível.
Alsace Riesling
Uva do reno por excelência , a Riesling teria sido cultivada na época em que as legiões romanas ocupavam a Alsácia, O clima do Vale do Reno combina perfeitamente com ela.
Esta variedade tardia é encontrada na maioria das formações geológicas, particularmente em solos de granito ou arenito, mas também nos terrenos sedimentares das Colinas de Vosges e nos solos com cascalho formados pelos cones aluviais dos vales. Muito regular na produção, a Riesling produz vinhos apreciados pela sua fineza aromática, a sua grande elegância e, muitas vezes, pela sua capacidade de envelhecer.
Ela desenvolve aromas de frutas cítricas (limão, grapefruit..) e flores, dependendo do solo, desenvolve aromas minerais como sílex.


Você sabia...
Na Idade Média, as Terrines já eram diferenciadas dos Pâtés pelo seu método de cozimento. Elas eram cozidas em recipientes de barro, dai o seu nome, enquanto os Pâtés eram assados em uma crosta ( que na época não era necessariamente comestível) como as dos Pâtés-croute de hoje
Esta crosta muito espessa, foi na verdade destinada a proteger o "recheio" durante o cozimento e o transporte.
Se você se interessou pela Terrine também, aqui neste post Terrine harmonizada com vinho Late Harvest tem uma receita imperdível de Terrine de fígado de galinha , passa lá e confere.

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Rolinho primavera Vietnamita - Goi Cûon



Beber, Comer e Amar...
Provavelmente o prato vietnamita mais conhecido em todo o mundo.
Má na cozinha preparando Goi Cûon - rolinho primavera vietinamita.
Goi Cûon é comida de rua, pode ser consumido como entrada, lanche ou refeição.
Fresco, delicioso e barato, foi listado como uma das melhores comidas de rua do mundo, e vale a pena entrar na sua lista de comidinhas fácéis e deliciosas.
O tradicional é feito com barriga de porco, camarões e vegetais, embrulhados em papel de arroz e servidos em temperatura ambiente com molho de amendoim ou, alternativamente, com molho de peixe.
Goi Cûon significa rolinho de salada. Assim, em vez de serem misturados em uma tigela, os ingredientes da "salada" são embrulhados em papel de arroz e somem com duas ou três mordidas, dependendo da sua fome.
Depois que o Má fez em casa ,virou um vício tremendo, uma das nossas alegrias é rechear o rolinho vietnamita com o que temos na geladeira.
O de hoje levou cogumelos, Kani, cenoura, cebola roxa,  pepino, ovos e manga.
O que mais adoro no Goi Cûon é que ele não deixa aquela sensação de untuosidade na boca. Diferente dos rolinhos primaveras fritos.
De textura sedosa, flexível e visual translúcido é gostoso de fazer e de comer!
Quando o assunto é vinho...
A culinária vietnamita é tipicamente mais fresca e menos picante do que muitos pratos asiáticos, sendo a escolha do vinho mais fácil.
Normalmente brancos leves e frescos, espumantes e rosés casam bem com a maioria dos pratos.
Mas é importante considerar os sabores do prato e, caso penda para a escoha de um tinto, só tome cuidado com o molho de peixe (que é acrescido em muitas preparações ) pois ele em excesso combinado com os taninos do vinho tinto pode resultar num sabor metálico.
No caso dos nossos rolinhos vietnamitas um rosé agradável e fácil de beber ajudará a realçar todos os sabores dessa mistura de ingredientes.
Escolhi o Lóla Rosé da Vinícola Larentis Reserva 2022
Cabernet Franc e Merlot - Vale dos Vinhedos - Brasil


Onde a acidez, as notas de frutas vermelhas e florais casaram perfeitamente com os sabores do prato.
O molho que o Marcelo preparou, não ficou tão forte a ponto de mascarar o estilo refrescante deste vinho.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu, contribuo com a receita:

Molho
Ingredientes
1 colheres (sopa) gengibre ralado
3 colheres (sopa) açúcar mascavo
suco de 1 limão
2 colheres (sopa) shoyu
1 colher (sopa) óleo de gergelim
1 dente de alho picado
1 pimenta dedo-de-moça picada
cebolinha picada
Preparo:
Misturar todos os ingredientes

Recheios
cebola roxa crua em juliene
pepino cru em tiras finas
kani em tiras finas
manga em tiras finas
cenoura em tiras finas (salteadas em óleo de gergelim para ficarem macias)
cogumelos salteados em óleo de gergelim
ovos mexidos

Montagem papel de arroz

Modo de fazer
Coloque água em um travessa  funda redonda e mergulhe o papel de arroz.
Deixe por 1 minuto e escorra o excesso.
Para fazer os rolinhos, apoie o papel hidratado numa tábua ou prato grande.
No centro coloque os recheios (como na foto).
Enrole, dobrando as pontas para dentro para que os rolinhos não se desfaçam. 










quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Salada Caesar - a verdadeira



A temporada de primavera está aberta! O BCA abre caminho para pratos leves, frescos e divertidos...E para acompanhar tudo num dia de sol, ou numa noite quente, o que poderia ser melhor que vinho?
A proposta das saladas continua. Viaje por estas receitas famosas (em 3 posts) e descubra a delícia de harmonizá-las com vinho.
Má na cozinha preparando Salada Caesar.
Não aceite imitações das chamadas "Saladas Caesar"
A verdadeira salada Caesar é mexicana. Não contém frango ou anchovas.
Foi criada no final da década de 1930, no Hotel Caesar's, na cidade de Tijuana, no norte do México.
Conta a lenda que alguns aviadores americanos estavam hospedados neste local, um dia eles voltaram muito tarde e queriam jantar no restaurante, os funcionários do hotel explicaram que a cozinha já estava fechada e havia apenas alface.
Eles pediram para preparar uma salada simples.
O chefe Livo Santini escolheu uma velha receita familiar do sul da Itália que sua mãe fazia. O resultado foi uma verdadeira iguaria que os pilotos desfrutaram.
O prato foi então chamado de salada de aviador.
Com o tempo, Césare Cardini, proprietário do hotel, registrou o prato como Salada Caesar. Ele só não sabia que se tornaria um clássico da gastronomia mundial.
Composta por alface romana, croutons de alho, parmesão e um molho emulsionado, neste prato você encontrará  características fascinantes; a maneira como um único elemento consegue misturar diferentes consistências, texturas, sabores fortes com sabores suaves. É um jogo interessante na boca, mas que pode ser complicado na hora de harmonizar com o vinho.
Escolhi um Chablis, vinho que é conhecido por sua mineralidade, que formou um acordo adequado, compensando a gordura dos ingredientes.



Chablis Louis Latour
De cor amarelo pálido com aromas florais muito expressivo. Na boca são complementados com notas de mineralidade como pederneira. Este vinho tem um aroma intenso, com um bom final de boca longo.
Que tal preparar a salada Caesar para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Salada Caesar
Ingredientes para 2 pessoas
10 folhas de alface romana
4 colheres (sopa) de azeite extra virgem
50 gramas de parmesão ralado na hora
1 ovo grande
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de molho inglês
1 dente de alho
sal e pimenta preta moída na hora q,b
Para os croutons
100 gramas de pão duro em fatias
1 dente de alho
azeite q,b
sal
pimenta
tomilho
pitada de páprica doce
Preparo
1. Prepare primeiro os croutons
Aqueça o forno 180 graus. Esfregue levemente o alho descascado nas fatias de pão e corte as fatias em pequenos cubos.
2. Misture em uma tigela o azeite, sal, pimenta preta, tomilho e páprica (pitada). Coloque os cubos de pão dentro e misture uniformemente.
Coloque os croutons em uma assadeira, e asse por 5 minutos ou até dourar. Reserve.
3. Lave e seque as folhas de alface romana.
4. Cozinhe o ovo em água fervente por apenas 1 minuto e transfira-o imediatamente para uma tigela de água fria.
5. Esfregue o fundo da saladeira com o dente de alho descascado (o mesmo que você usou no croutons) e disponha a alface, salgando a gosto.
6. Adicione o suco de limão, o molho inglês e mexa delicadamente. Descasque o ovo e coloque somente a gema dentro da saladeira (que tem que estar líquida).
Adicione o queijo parmesão ralado na hora, o azeite e mexa com duas colheres, fazendo movimentos repetitivos para envolver o molho sobre a alface e obter um vinagrete emulsionado.
7. Adicione os croutons e sirva com lascas de queijo parmesão.

Você sabia...
Os vinhedos de Chablis se dividem em 4 categorias
1. Chablis Grand Cru
AOC Grand Cru
É a classificação de maior prestígio e que ocupa o topo da pirâmide das denominações, atualmente representa 2% da produção total dos vinhos de Chablis.
Essa denominação pode ser seguida pelo nome de um dos seus seguintes climats:
Blanchot, Bougros, Les Clos, Grenouilles, Preuses, Valmur e Vaudésir.
Localização: Chablis e vilarejos de Fyé.
Os vinhos dessa categoria provém de vinhedos localizados à margem direita do rio Serein, nas áreas mais altas, entre 100 e 250 metros. Os setes climats da denominação Chablis Grand Cru se encontram em uma única colina, em microvales de muita exposição solar. Eles se beneficiam da exposição sul-sudeste e da luminosidade bastante favorável à evolução e maturação da Chardonnay.
Para a denominação Chablis Grand Cru, os vinhos permanecem maturando, no minimo, até o dia 15 de março do ano seguinte ao da colheita, que normalmente ocorre em setembro.
2. Chablis Premier Cru
AOC Village
Com aproximadamente 800 hectares, essa denominação é composta por 40 climats. No rótulo de seus vinhos, ela é identificada pela expressão Premier Cru, seguida ou não do nome do climat de origem. Além disso, nessa AOC é possível encontrar o conceito de climat porte-drapeau, que é equivalente a um climat de destaque, subdividido em outros suclimats. Neste caso, o vinho levaria no rótulo o nome do climat principal ou da sua subdivisão.
Localização: Vilarejos de Beines, Béru, Chablis, Fyé, Milly, Poinchy, La Chapelle-Vaupelteige, Chemilly-sur-Serein, Chichèe, Collan, Courgis, Fleys, Fontenay-Prés-Chablis, Lignorelles, Ligny-le-Chatel, Maligny, Poilly-sur-Serein, Préhy, Villy e Viviers.
3. Chablis
AOC Village
Situa-se às margens do rio Serein, representando pouco menos de um terço da produção de vinhos brancos de toda a Borgonha.
4. Petit-Chablis
AOC Village
De menor prestígio entre as quatro AOCs, essa área foi implantada principalmente no topo das colinas, nos dois lados do vale do rio Serein;

Fontes: National Geographic
            El Comidista
            Vinhos da Borgonha - Jean Claude Cara / Lígia Maria Salomão Cara

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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Harmonização - Saladas á base de frutas


Ainda no tema  saladas á base de frutas, para um prato rico em frutas cítrics, escolh um vinho que resista à acidez dessas frutas.
Má na cozinha preparando...
Ensalada Malagueña, gastronomia da província de Málaga - Andaluzia - Espanha.
Provar pratos diferentes, mesmo que não seja in loco, é uma forma de aproximar-se da vida e costumes dos habitantes destes lugares e, ao mesmo tempo, aprender e desfrutar do seu conhecimento gastronômico.
Essa salada é muito popular em Málaga, em muitos lugares é também chamada de "salada cateta" é fácil de preparar, gostosa e muito versátil.
A combinação de sabores é um espetáculo e não vai deixar ninguém indiferente.
Escolhi para harmonizar um Gewurtraminer brasileiro.
Gewurztraminer Boleadeira Vinícola Fin - Terroir Missioneiro - RS  



Coleção Clássicos do Sul, sendo Boleadeira uma espécie de funda, arma utilizada pelo gaúcho para caçar nas grandes pradarias do pampa Riograndense, Argentino e Uruguaio.
Vinho seco, gastronômico com boa acidez que somou-se a acidez frutada, doce e carnuda da laranja presente no prato.
Em boca, notamos rapidamente o vivo contraste entre os sabores frutados, ácidos e especiados (canela, gengibre, manga e laranja) com a carne ligeiramente salgada e firme do bacalhau.
O prato evolui ao mesclar-se com o vinho na boca, notamos o perfume floral (pétala de rosas) que se associa sem problemas as notas ligeiramente picantes das azeitonas pretas e das cebolas.
Um encontro persistente, penetrante de sensações aromáticas e sápidas, em que o vinho reforça os sabores do prato.
Que tal preparar essa iguaria para sua Sexta Santa?
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Salada Málaga
Ingredientes
500 gramas de batatas 
250 gramas de lombo de bacalhau
1 cebola
3 laranjas
4 ovos
Azeitonas
Cebolinha verde
Azeite
Vinagre
Sal
Pimenta
Preparo
24 horas antes dessalgar o bacalhau.
Uma vez dessalgado, cozinhe em água, drene e faça lascas grandes.
Cozinhe as batatas inteiras e com casca até ficarem macias, depois de frias, descasque-as e corte-as em rodelas.
Cozinhe os ovos (10 minutos após levantar ferfura) descasque-os e corte-os em quatro.
Descasque as laranjas, eliminando qualquer parte branca, pois pode amargar sua salada, corte em rodelas.
Pique a cebolas em juliene.
Pique a cebolinha.
Drene as azeitonas.
Montagem
No fundo de uma saladeira ou refratário disponha as batatas em rodelas.
Adicionar a cebola, a cebolinha, misturar tudo delicadamente e temperar com sal, pimenta, azeite e vinagre.
Adicionar o bacalhau, os ovos, as laranjas e as azeitonas.
Cubra com mais azeite e acerte o sal e a pimenta.



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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Massa recheada com salmão


Se você é como a gente, adora salmão e o aprecia de diversas formas. Vamos lhe contar alguns segredos para uma boa harmonização.
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando ravioli de salmão.
Sabemos que vinho branco seco e jovem acompanha muito bem o salmão em geral, há uma observação em ter em conta nesta combinação de vinho e peixe. Sendo o salmão um peixe rico em ácidos graxos, não é aconselhável acompanhá-lo com um vinho branco com as mesmas características para não pesar o paladar.
A textura tenra, carnuda e gordurosa do salmão será compensada com brancos dotados de uma boa dose de acidez e aromas frutados.
Vai muito bem com rosé, pois o vinho rosé tem o nível certo de corpo e sabor para fazer frente ao salmão.
Sim, acompanha um vinho tinto desde que você se atente a essa dica simples. Se ao provar os taninos de um tinto ganham intensidade na carne, o mesmo não acontece com o peixe, onde os taninos tenderão inversamente a fechar.
Então, escolha um tinto com taninos finos e aromas marcantes para harmonizar seu salmão.
Salmão e espumante é uma combinação refinada e delicada, a acidez e a frescura do espumante trazem uma bela vivacidade á gordura do peixe.
Dito isso, o modo de preparo e a cocção vão te guiar na escolha do vinho.
Aqui no BCA já combinamos Gravilax de salmão com Champagne - Terrine de salmão com Vinho Verde da casta Alvarinho - Salmão envolto em massa folhada com Brut brasileiro - Ceviche de salmão com Sauvignon Blanc - Pain de saumon com Brut Chardonnay - Salmão e Beurre Blanc com Muscadet. Todas as receitas você encontra aqui no blog ou no instagram.



Escolhi um rosé brasileiro da vinícola Larentis- Lóla Rosé 2022 um corte de Cabernet Franc e Merlot para acompanhar essa massa caseira que foi guarnecida com molho bechamel e tomilho.
Sabores ousados junto a notas de frutas vermelhas silvestres e florais do vinho adicionaram uma camada de sabor exótico, a acidez do mesmo contrastou com a natureza mais pesada tanto do peixe como do molho.
Vamos a receita:
Massa fresca (para 2 pessoas)
150 g de farinha de trigo
150 g de semolina
3 ovos e 1 gema
2 colheres (sopa) azeite
sal q.b
Preparo:
Em uma bancada coloque as farinhas, faça um buraco no meio e disponha os ovos e a gema, azeite e sal.
Mexa até obter uma massa homogênea e lisa.
Embrulhe em papel filme e deixe descansar em temperatura ambiente por 30 minutos.
Recheio:
400 g de salmão
suco de 1 limão
azeite q.b
200 g de ricota de búfala
sal e pimenta q.b
Preparo:
Tempere o salmão com sal e pimenta a gosto e suco de 1 limão
Regue com azeite e leve para assar.
Depois de assado e frio, esfarele o salmão com o auxílio de um garfo e misture a ricota até obter uma massa, acerte o sal e  pimenta e faça pequenas bolinhas, reserve.
Montagem:
Abra a massa com a máquina ou rolo de macarão na espessura de 0,5 mm .
Coloque as bolinhas de recheio na massa e deixe  mais ou menos 2 dedos de distância entre uma bolinha e outra. (Na nossa tira de massa cabem 4 bolinhas)
Pincele uma pequena quantidade de água ao redor do recheio para facilitar o fechamento.
Cubra a massa  das bolinhas com outra tira de massa.
Pressione levemente a massa sobre o recheio para que o recheio fique um pouco achatado e com os dedos, pressione todas as laterais do ravioli até que um lado esteja bem grudado ao outro. Pressione de forma a eliminar todo o ar que envolve o recheio do ravioli.
Molde e corte com um cortador de pizza no formato desejado.
Cozinhe os raviolis em água fervente salgada por cerca de 4 a 5 minutos.
Sirva com molho bechamel e tomilho limão fresco.
Bom aptite!
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