sábado, 10 de junho de 2017
Degustação Top Ten Expovinis 2017
O Beber, Comer e Amar teve o privilégio de participar da Degustação de apresentação do Top Ten Expovinis 2017.
O Top Ten conduzido pelo especialista Jorge Lucki, único membro brasileiro da tradicional Académie Internacionale du Vin, elege os melhores vinhos da feira em diferentes categorias. Os vinhos são enviados pelos produtores/expositores, ensacados, numerados e avaliados por um júri especializado que, esse ano contou com os seguintes representantes:
Mário Telles Jr - Diretor ABS-SP; José Maria Santana - Diretor Site Brasil Vinhos; Jorge Carrara Colunista da Revista Prazeres da Mesa; José Luiz Pagliari - Diretor técnico da SBAV-SP; Ricardo Farias - Presidente da ABS-RJ, Márcio Oliveira - SBAV-MG e Diretor Vinotícias; Celito Guerra - Embrapa; Thiago Locatelli - Sommelier Varanda Grill; Marcelo Copelo - Curador do Rio Wine And Food Festival; Marcelo Miwa - Editor de vinhos da Revista Prazeres de Mesa.
Em relação ao ano passado o Top Ten recebeu um número menor de amostras , porém nada relevante a ponto de tirar o mérito dos ganhadores deste ano.
Na noite do dia 07 (segundo dia de feira) em uma degustação fechada, pudemos degustar e conhecer os vencedores.
A degustação foi orientada pelo próprio Jorge Lucki junto a alguns membros do júri que estavam presentes e se revezavam para descrever e fazer uma breve analise dos vinhos vencedores.
As Categorias e os vencedores foram:
Espumante Brasileiro: Pertelongo Elegance Nature - Vinícola Pertelongo - Garibaldi - Serra Gaúcha
Desde 2015 a vinícola estava buscando um reposicionamento no mercado com grandes investimentos, um deles foi a parceria com o experiente enólogo francês Pascal Marty (responsável Opus One e Alma Viva).
O Espumante é elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir, pelo método tradicional, maturação de 24 meses antes de ser vendido.
Cor amarelo-palha com reflexos dourados, perlage consistente, aromas de brioche e manteiga, em boca tem boa cremosidade, acidez e álcool bem equilibrados e um retrogosto amplo e intenso.
Preço para consumidor final: R$150,00
Espumante Importado: Gramona La Cuvee Reserva Brut - Espanha - Importadora Casa Flora
Cava elaborado com 70% Xarel-lo e 30% Macabeo
Cor amarelo palha, aromas cítricos de limão, abacaxi e notas herbáceas, na boca é leve, seco, as notas cítricas confirmam no paladar, refrescante.
Preço para consumidor final: R$194,00
Branco Brasileiro: Sinais Sauvignon Blanc - Don Guerino
Eleito pelo segundo ano consecutivo como o melhor branco nacional.
Elaborado com 100% Sauvignon Blanc, as uvas vieram de vinhedos de Campo de Cima da Serra (altitude 1000 metros)
Cor amarelo-palha quase branco com reflexos esverdeados, aromas de maracujá e notas herbais, na boca é refrescante e tem boa persistência.
Preço para consumidor final: R$45,00
Branco Importado: Clearview Chardonnay Reserve 2014 - Nova Zelândia - Importadora Premium
Elaborado com 100% Chardonnay, de corpo médio, é frutado e vibrante, a madeira está muito bem integrada,o vinho enche a boca, bem equilibrado.
Preço final para consumidor: R$512,00
Rosados: Chiaretto - Itália - DOP Garda - Importadora Galeria dos vinhos
Elaborado com Groppelo (autóctone), Marzemino (autóctone), Sangiovese e Barbera
Cor salmão, aromas de frutas vermelhas, refrescante, boa acidez e bem gastrnômico.
Preço para consumidor final: 117,00
Tintos Brasileiros: Syrah Speciale 2015 - Serra da Mantiqueira - SP - Casa Verrone
Dupla poda ou poda invertida (colheita de inverno) vinhedos Localizados a 840 m de altitude, estagiou um ano em carvalho francês .
Cor rubi com tons violáceos, aromas de frutas negras em compota, mentol, especiarias , bacon e caramelo, bom corpo, bem equilibrado, taninos aveludados, a fruta permanece até o final.
Preço para o consumidor final: R$94,00
Tintos do Novo Mundo: KM 0 - Chile - Importadora Carvalho Vino
Elaborado com blend de três uvas Carménère, Syrah e Cabernet Sauvignon que são provenientes de terroir diferentes com uma mescla de 3 safras 2012. 2013 e 2014.
Um blend que potencializou as características individuais de cada casta.
Preço para o consumidor final: R$239,00
Tintos do Velho Mundo - Península Ibérica: Pomar do Espírito Santo Reserva 2013 - Lisboa - Portugal - Importadora ManzWine
Elaborado com Aragonez (50%), Touriga Nacional (30%) e Castelão (20%), amadureceu 12 meses em carvalho francês.
Cor rubi com aromas de frutas negras e vermelhas, toques de especiarias, baunilha e foral, bom corpo, frutado, taninos elegantes e final de boca persistente.
Preço para o consumidor final: R$170,00
Tintos do Velho Mundo II: Château Fleur Cardinale Grand Cru Classé - 2009 - Saint - Emilion - Importadora Casa Flora.
Predominância de Merlot (75%), Cabernet Franc (15%) e Cabernet Sauvignon (10%), estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês.
Cor rubi com toques violáceos, aroma de frutas vermelhas maduras, toque tostado, bom corpo, taninos finos, frutas vermelhas bem presentes, final longo e persistente.
Preço final para o consumidor: R$500,00
Fortificados e Doces: Porto Messias 10 Anos - Portugal - Importadora Casa Flora
Vinho de aromas complexos, frutas secas, bolo de nozes, bolo inglês, sutil na boca, bem equilibrado com excelente acidez, final persistente.
Preço final para o consumidor: R$159,00
Foi bonito de ver o engajamento dos profissionais envolvidos, disseminando a cultura do vinho e trabalhando para que o Brasil tenha notoriedade.
sexta-feira, 9 de junho de 2017
Beber, Comer e Amar na Expovinis 2017
O Beber, Comer e Amar marcou presença na 21 Expovinis, a maior feira do setor da América Latina, onde pudemos conferir os últimos lançamentos da indústria brasileira e mundial de vinhos.
Participaram do evento:
Vinícolas do Brasil reunidas pelo Ibravin (Casa Venturini, Pertelongo, RAR, Don Guerino, Vinícola Batalha, Vinícola Aracuri, Capoani, Zanella, Don Candido, Cavalleri, Sanjo, Lucano, Don Pedrito).
Pericó e Laurentina em estandes próprios.
Produtores de Portugal (AEP), Chile (Wine Of Chile), Itália (Câmara do Comércio Ìtalo-Brasileira), Eslovênia, Reino Unido, Argentina e Espanha.
Importadoras (Premium, Casa Flora, Adega Alentejana, Bodegas Selecionadas de Vinhos, Vino Itália, Vinissimo e Galeria dos Vinhos).
Com uma programação bem interessante a feira contou com espaços distintos como o Terroir do conhecimento, um "Wine Lounge" onde foram ministradas palestras com renomados profissionais do setor como Ari Gorenstein (Ceo Evino), Thiago Locatelli (Sommelier Varanda Grill), Celito Guerra (Embrapa), Arthur Azevedo (Presidente da ABS-SP) entre outros.
O espaço contava com cadeiras compostas com fones de ouvido, nos moldes das feiras internacionais. Foram três dias de feira com treze palestras de conteúdo relevante e de interesse público.
No espaço Degustação Premium (todas gratuitas) a programação comandada pela ABS-SP e parceiros do evento, trouxe temas como enogastronomia, noções básicas de degustação, Chile e inovação dentre outros.
As novidades ficaram por conta da Loja Expovinis onde podíamos comprar os vinhos na saída do evento (com até 5 rótulos diferentes de cada expositor)
E o Wine Bar Expovinis, um espaço com Enomatic para adquirir vinhos em taças e fazer uma degustação mais completa.
Também teve o Wine Blog Hunter um concurso onde blogueiros votaram para eleger o melhor vinho Branco e o melhor Tinto da feira, com preço até R$ 70,00.
Na categoria Vinho Branco ganhou o vinho Amaral, produzido com uvas Sauvignon Blanc, no Vale do Leyda - Chile da safra 2006
Na categoria Tinto o vencedor foi o português Torre de Estremoz, da região de Alentejo, feito com uvas Alicante Bouchet, Touriga Nacional e Aragonez.
Degustamos o primeiro Torrontés brasileiro produzido pela vinícola Don Guerino.
No estande da RAR a novidade foi o lançamento do Clube RAR Queijos e Vinhos, onde os assinantes terão um rótulo harmonizado com um queijo.
Provamos também o Abrigitte um Rosé refrescante produzido na região de Montpellier, no sul da França, elaborado com Grenache e aromas naturais de lichia e grapefruit (75% vinho rosado e 25% aromas naturais).
Um vinho branco chileno feito com Semillon também nos chamou a atenção pelo fato de ser produzido sem nenhuma irrigação externa e proveniente de solo granito.
Semillon Granito 2015 da Bouchon Family Wines.
Nos estandes Vinhos do Brasil , espumantes foram nossos alvos, todos muito bem feitos.
Um estande que nos chamou bastante atenção foi da Puklavec Family Heritage (Eslovênia) com vinhos extremamente bem feitos, aromáticos e refrescantes.
Para fechar a noite tivemos o privilégio de participar da degustação que apresentou os ganhadores do Top Ten 2017 mas isso, conto amanhã.
Enfim, foram oito horas intensas de aprendizado, troca de conhecimento e principalmente de muito prazer.
Não percam o post de amanhã com os Top Ten 2017.
quinta-feira, 8 de junho de 2017
Produtores de Vinhos de Portugal - Parte 10
Quinta das Bágeiras
A Quinta das Bágeiras é um produtor "boutique" da Bairrada, um classicista assumido onde tudo é feito à moda antiga.
Os tintos elaborados quase exclusivamente com a casta Baga continuam a ser feitos em lagares de cimento e envelhecidos em tonéis de madeira avinhada, sem o recurso costumeiro às barricas bordalesas de madeira nova, sem inox, sem nada do que é hoje corriqueiro nas adegas de todo o mundo. Até os brancos são feitos de forma rara e misteriosa para as práticas contemporâneas, decantados numa série pequenos lagares, desenhados de forma alternativa e afastada das recomendações da enologia moderna.
Seus vinhos encontram-se entre os melhores da Bairrada e de Portugal, sólidos e carregados de personalidade, vinhos de terroir com uma identidade notável e com uma capacidade de envelhecimento quase sem paralelo.
Portfolio:
garrafeira Tinto
Reserva Tinto
Colheita Tinto
Garrafeira Branco
Colheita Branco
Espumante Grande Reserva
Espumante Super Reserva
Espumante Reserva Tinto
Espumante Bruto Branco
Espumante Rosé
Aguardente Vínica Velha
Aguardente Bagaceira
Abafado
Vinagre Gourmet
Pai Abel Tinto
Pai Abel Branco
Avô Fausto Tinto
Avô Fausto Branco
Leia também - Produtores de Vinhos de Portugal - Parte 9
terça-feira, 6 de junho de 2017
Grenache Blanc
Grenache Blanc
Forma branca da uva tinta Grenache, originária do norte da Espanha onde é conhecida como Garnacha Branca, procedente de uma mutação da Garnacha Tinta.
A Grenache Blanc é a uva mais importante da mistura dos vinhos brancos do sul da França, inclusive nos brancos da Provença, do Languedoc-Roussillon e do sul do Ródano principalmente no Châteauneuf-du-Pape.
Os vinhos elaborados com a casta são muito aromáticos com aromas frutados (maça verde e melão) e florais (jasmim), apresentam cor amarelo-ouro, são encorpados, com acidez moderada e alto teor alcoólico.
Regiões chave: Sul da França, Espanha (Terra Alta e Priorat) e Califórnia (Costa central).
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Termos franceses que talvez você não conheça Parte 6
Terroir: termo muito abrangente que se refere ao conjunto de características e efeitos de um vinhedo, como solo, inclinação, orientação em relação ao sol, elevação, e ainda todos os matizes de clima, incidência de chuvas, velocidade do vento, frequência de nevoeiros, horas acumuladas de sol. média de altas temperaturas, média de baixas temperaturas, etc. Diz-se que cada vinhedo tem seu próprio terroir.
Vendange tardive: na Alsácia, expressão usada para vinhos produzidos a partir de uvas colhidas tardiamente e muito maduras.
Vin de garde: vinho digno de ser preservado ou, em outras palavras, vinho que pode e deve passar pelo envelhecimento.
Vin de pays: vinho local, trivial em determinada região, com um controle menos rigoroso do que a AOC.
Vin de table: expressão em geral usada para indicar um vinho simples, sem a condição de AOC.
Vin Gris: vinho rosado muito pálido, às vezes de cor ligeiramente cinza.
Vin liquoreux: vinho branco muito doce, xaroposo, em geral feito com uvas infectadas pela Botrytis Cinerea.
Vin mousseux: espumante produzido pela segunda fermentação em garrafa ou cubas, no caso de vinhos baratos, pela adição de dióxido de carbono.
Vin ordinaire: literalmente, vinho comum, sem características regionais nem varietais. Vinho do cotidiano, o oposto de Vin de garde, que é um vinho digno de ser preservado para um potencial envelhecimento.
Com isso, acabo a séria Termos franceses dando início a semana que vem aos Termos Espanhóis e Portugueses, pois como digo:
Eles podem te ajudar a entender um pouco mais à respeito do seu próximo vinho.
Não percam!
Leia também - Termos franceses que talvez você não conheça Parte 5
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Os principais vinhos da Itália - Lombardia
Lombardia
Região norte central da Itália, polo industrial mais populoso do país, sendo Milão uma de suas cidades mais importantes.
O vinho é produzido em três áreas principais, localizadas longe do centro da região e perto de suas fronteiras; Valtellina, Oltrepò Pavese e Franciacorta.
Lombardia é famosa por produzir espumantes secos sofisticados através do método tradicional.
Tanto o espumante Franciacorta quanto o vinho Valtellina Superiore são classificados como DOCG.
Franciacorta é hoje o ponto de referência dos espumantes italianos, consequência de um bom terroir, altos investimentos e muita dedicação de seus produtores com safras de baixo rendimento.
Seus espumantes podem ser austeros, elegantes e cremosos.
Assim como em Champagne, os espumantes de Franciacorta são feitos com Chardonnay e Pinot Noir, embora ali também se admitam as castas Pinot Grigio e Pinot Blanc, são elaborados através do método tradicional.
Por lei os espumantes Franciacorta não-safrado, devem envelhecer pelo menos 18 meses em garrafa antes de serem comercializados.
Satèn não safrado devem envelhecer 24 meses em garrafa antes de serem comercializados, sem adição de açúcar no final do processo.
Franciacorta safrado devem envelhecer pelo menos 30 meses em garrafa antes de serem comercializados.
Franciacorta Rosé não safrado devem envelhecer 24 meses em garrafa antes de serem comercializados, com uso obrigatório da uva Pinot Noir.
Franciacorta Riserva devem envelhecer pelo menos 60 meses em garrafa antes de serem comercializados.
Na mesma área geral de Franciacorta, porém mais a leste, produz-se o Lugana, vinho branco seco baseado em uva Trebbiano di Lugana, considerada uma das Trebbiano mais saborosas e aromáticas.
Oltrepò Pavese área mais próxima de Milão, nesta região muitos vinhos tintos rústicos são feitos com Barbera ou Croatina e os brancos de Riesling Itálico ou Malvásia. Também se produz uma boa quantidade de espumantes, que na maioria não alcança a qualidade dos Franciacorta.
Valtellina no extremo norte, nos contrafortes dos Alpes. Ali os vinhedos são tão íngremes que em alguns casos, como na região de Mosela (Alemanha), as uvas colhidas são transportadas montanha a baixo em cestos presos a cabos de arame. Seus vinhos são:
O Valtellina Rosso um vinho tinto simples feito principalmente de Nebbiolo e envelhecido por um ano.
O Valtellina Superiore feito exclusivamente de Nebbiolo e envelhecido no mínimo dois anos.
Leia tambem - Os principais vinhos da Itália - Toscana
quinta-feira, 1 de junho de 2017
Produtores de Vinhos de Portugal - Parte 9
Luis Duarte
É um dos enólogos mais conceituados e premiados de Portugal com títulos de enólogo do ano pela Revista Wine nos anos de 1997 - 2007 - 2014.
Foi um dos primeiros a receber o diploma da licenciatura de enologia da UTAD, curso criado em 1989. Recém-formado, aos 21 anos, fez parte da equipe que começou com o projeto Esporão, também ajudou a conceber os vinhos da Quinta do Mouro e da Herdade da Malhadinha Nova e desde 2002 acumula a função de diretor geral da Herdade dos Grous.
Para além das colaborações e cargos que matém, Luis Duarte também investiu em um projeto próprio, o Rapariga da Quinta, uma proposta lançada por seu importador no Brasil.
O primeiro Rapariga da Quinta Colheita 2004, em pouco tempo se consagrou como um excelente "best buy". O portfolio ainda conta com:
Rapariga da Quinta Reserva safra inaugural 2008, que recebeu 94 pontos da revista Wine Enthusiast, ficando em 11 entre os 100 melhores vinhos de 2010.
Rapariga da Quinta Select Tinto
Rapariga da Quinta Branco
Rapariga da Quinta Rosé
Tinto e Branco Rubrica são os mais recentes do portfolio ambos classificados como "altamente recomendados" em todas as safras avaliadas pela Wine Enthusiast.
leia também Produtores de Vinhos de Portugal Parte 8
Fonte: Épice
Vinhos de Portugal
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