quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Produtores de vinhos de Portugal - Parte 18
Quinta dos Roques
Localizada entre Mangualde e Nelas, no Dão. A Quinta tem um percurso de mais de duas décadas, no início da década de oitenta começou a ser construído m projeto que visava a produção de vinho do Dão da mais alta qualidade. A primeira etapa deu prioridade as vinhas, quando a produção das vinhas começou a ser consistente, foi construída a nova adega, nela se procurou conciliar o moderno com a tradição.
Atualmente a Quinta dos Roques dispõe de 40 hectares de vinhas, que se distinguem dos demais pela racionalidade dos sistemas de condução e pela quantidade das uvas produzidas. Cerca de 75% da área é ocupada por tintas, onde domina a Touriga Nacional (40%), Tinta Roriz, Alfrocheiro Preto, Jaen, Tinto Cão e Tinta Pinheira, os restantes 25% são de castas brancas, onde prevalece o Encruzado (40%), Malvasia Fina, Bical e Cercial.
"Os vinhos da Quinta dos Roques nunca são fáceis ou imediatos. Sao antes vinhos sérios e, por vezes, sisudos, que representam o caráter beirão de vinhos sóbrios, sólids, prontos para uma vida longa em garrafa.
A aposta nos varietais sempre foi a imagem de marca da casa, com um detaque muito particular a Touriga Nacional que nos Roques já se tornou lendária."
Leia Também: Produtores de Portugal - Parte 17
Fonte: Quinta dos Roques
Vinhos de Portugal
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Degustação de um Cabernet Franc de 15 anos!
Sábado passado o Beber, Comer e Amar esteve presente no Wine Day Casa da Travessa. Onde além de degustarmos inúmeros rótulos apresentados por importadoras e produtores de renome; tivemos o privilégio de participar de uma degustação exclusiva coordenada por Sõnia Denicol (Madame do Vinho) do Cabernet Franc Don Giovanni Safra 2002. Um exemplar de 15 anos de idade, produzido em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, com uma tiragem na época de 5 mil garrafas das quais atualmente, restam menos de 100.
Uma delas aberta nesta noite, nos deu a oportunidade de constatar que, os vinhos brasileiros podem sim, envelhecer bem e com qualidade.
Durante a prova, a cor do halo quase um vermelho tijolo, indicava seu envelhecimento, seus aromas terciários (couro, animal) eram inerentes e a grande maciez no paladar mostrava as virtudes da maturidade.
O vinho é resultado da excelente safra de 2002 verificada na região do Rio Grande do Sul, onde as uvas encontraram condições ideais para um excelente índice de maturação e acidez equilibrada.
Você sabia...
A produção de Cabernet Franc no Brasil se deu em 1900 mas somente nas décadas de 1970 e 1980 é que houve a grande difusão da casta, tornando-se a base dos vinhos tintos finos brasileiros.
Porém, a partir dai a casta foi sendo gradualmente substituída pela Cabernet Sauvignon e pela Merlot.
Hoje, existem produtores que continuam apostando nesta variedade, uma cultivar de média maturação, que floresce e amadurece mais cedo do que as outras variedades, que se adapta bem a solos calcários e que está bem adaptada às condições ambientais do Rio Grande do Sul.
Bento Gonçalves é, no momento, o município com maior área plantada seguido por Garibaldi, Monte Belo do Sul e Farroupilha, na Serra Gaúcha, e Santana do Livramento, na Campanha.
O destino da produção é para a elaboração de vinho tinto jovem, embora como vimos no texto acima, apresenta aptidão para envelhecer..
Um pequeno volume de uva é utilizada também para elaboração de vinho branco e para espumante.
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Auxerrois
Auxerrois
Uva branca relativamente comum na Alsácia, França, onde muitas vezes é misturada à Pinot Blanc. Para confundir, também existe uma variedade de tinta chamada Auxerrois, que é a mesma variedade Malbec de Bordeaux
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Vinhos Espumantes e Regiões produtoras - Champagne
O champagne só pode ser produzido em uma região específica da França chamada Champagne, centralizada entre Reims e Épernay.
O que torna o champagne algo especial é o terroir, essa região desfruta de um clima no qual as clássicas variedades de uva para vinho espumante, a Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, dão seus melhores resultados.
O clima frio intensifica o sabor e mantém a acidez e o frescor. As adegas frias, úmidas e escuras, algumas delas com muitos séculos de idade, contribuem para a conservação destas qualidades. E acima de tudo, está o característico chão calcário, que mantém a umidade e concede elegante e peculiar caráter mineral á uva.
Na região de Champagne encontra-se milhares de pequenos produtores (mais de 19.000), muitos deles com somente um ou dois hectares de terra. Estes pequenos agricultores produzem as uvas que os grandes produtores necessitam para criar seus vinhos complexos.
Os dezessete melhores lotes de cultivo estão agrupados sob a denominação Grand Cru e produzem somente Chardonnay e Pinot Noir. Há também 43 lugares classificados como Premier Cru, que fornecem quase um quarto da produção de Champagne. Em alguns lugares, há vinhedos classificados ao mesmo tempo como Grand e Premier Cru, porque cultivam diferentes variedades de uvas.No entanto, há também uma quantidade admirável de champagne que não têm um renome especial. Muitos são produzidos por cooperativas e por viticultores individuais que cultivam os próprios vinhedos. Há portanto, milhares de marcas divesras. Muitas delas comercializadas com seu próprio rótulo por comerciantes, supermercados e restaurantes.
Pode-se encontrar champagne barato, mas muitos são ruins. Uma dica para economizar dinheiro e adquirir um champagne, sem comprometer a qualidade é procurar pelas letras RM no rótulo (abreviação de Récoltant - manipulant, que significa, em francês, colhido e elaborado). Esses champagnes são produzidos por estes produtores, possuem preço baixo porque não tem o mesmo cachê, como as grandes marcas.
Semana que vem veremos como é feito o champagne.
Espero vocês.
Leia também Vinhos Espumantes e Regiões Produtoras
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Principais vinhos da Espanha - Rioja
Rioja
Localizada no norte da Espanha, Rioja fica num amplo platô elevado a mais de 500 metros. Possui três sub-regiões: Rioja Alta, Rioja Alavesa e Rioja Baja.
As melhores uvas provém de Rioja Alta e Rioja Alavesa, que por serem mais altas e situadas mais ao norte e a oeste em relação ao Atlântico têm clima mais frio. Em Rioja Baja, por sr mais quente, mais baixa e mais seca, se produz uvas que resultam em vinhos de alto teor alcoólico, baixa acidez e em geral com caráter mais grosseiro.
Normalmente os Riojas são elaborados com uvas dessas três áreas, porém os melhores vinhos de Rioja raramente contém um percentual significativo de uvas de Rioja Baja.
Embora, hoje se produza um número crescente de vinhos feitos exclusivamente de Tempranillo, tradicionalmente os Riojas tem sido produzidos a partir de cortes. Sendo a Tempranillo a uva principal, que representa a parte mais importante do corte podendo ser acrescido de Garnacha, Mazuelo (Carignan), Graciano e ainda Cabernet Sauvignon (um fenômeno novo, mais ainda raro em Rioja, resultando um sabor completamente diferente de um Rioja clássico).
Os tintos de Rioja geralmente são maturados em carvalho americano, o resultado é um vinho de sabor acentuado de frutas vermelhas, carvalho tostado e baunilha.
Embora muitas bodegas considerem o pronunciado sabor de baunilha do carvalho americano como o complemento perfeito para o sabor intrínseco dos vinhos de Rioja, outras bodegas estão se voltando
para o carvalho francês, ou até amadurecendo seus vinhos por um período de tempo em cada tipo de barril.
No conjunto, os vinhos de Rioja amadurecem por mais tempo do que os outros vinhos, antes de serem liberados.
Vinhos destinados a longos períodos em madeira são elaborados exclusivamente com Tempranillo.
Abaixo veja a legislação mínima para os vinhos de Rioja:
Crianzas
Tintos: precisam amadurecer pelo menos dois anos, um dos quais em barril de carvalho.
Brancos: precisam amadurecer seis meses em barril de carvalho
Reservas
Tintos: precisam amadurecer pelo menos três anos, um dos quais necessariamente em barris de carvalho.
Brancos: precisam amadurecer por um ano, sendo seis meses em barris de carvalho.
Gran Reservas
Tintos: precisam amadurecer pelo menos cinco anos, dois dos quais necessariamente em barris de carvalho, e envelhecer em garrafa pelos três anos remanescentes.
Brancos: precisam amadurecer quatro anos, sendo seis meses necessariamente em barris de carvalho.
Os vinhos brancos tradicionais de Rioja são difíceis de serem encontrados, possuem um caráter ligeiramente oxidado, que é intencional, e podem envelhecer por décadas.
A principal uva branca de Rioja é a Viura (Macabeu) uva de boa acidez , conferi ao vinho capacidade para o envelhecimento. Constitui a maior proporção no corte de qualquer vinho branco. Ela às vezes é misturada a Malvásia, que acrescenta aroma e frescor, e a Garnacha Blanca que dá corpo ao vinho.
Leia também: Principais vinhos da Espanha
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Produtores de vinhos de Portugal - Parte 17
Quinta do Ameal
A Quinta do Ameal comandada por Pedro Araújo (bisneto de Adriano Ramos Pinto) é uma pequena propriedade onde são criados e produzidos vinhos brancos de excelência feitos a partir da casta Loureiro, que atinge a sua maior expressão aromática e gustativa no Vale do Lima - Região do Vinho Verde, onde está situada.
Vinhos produzidos organicamente, frescos, jovens, alegres e prazerosos.
São vinhos que retratam de forma primorosa o Vinho Verde, com um perfil acentuado mineral, elegantes e refrescantes. E curiosamente envelhecem com dignidade, melhores com pelo menos um ano de idade.
A Quinta exporta para mais de 15 países.
Portfolio:
Quinta do Ameal - Loureiro
Quinta do Ameal - Escolha
Quinta do Ameal - Espumante
Quinta do Ameal - Special Harvest
Quinta do Ameal - Solo
Lei também: Produtores de vinhos de Portugal - Parte 16
Fonte: Vinhos de Portugal - Quinta do Ameal
terça-feira, 1 de agosto de 2017
Durif
Durif
Casta tinta, cruzamento da região do Ródano, de Syrah com a hoje obscura Peloursin. Embora a Durif tenha praticamente desaparecido na França, sobrevive na Califórnia, onde é a base de muitos vinhos conhecidos como Petite Sirah.
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