sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Principais vinhos da Espanha - Montilla



Montilla
A região vinícola Montilla - Moriles fica ao sul de Córdoba, seu nome incorpora duas de suas cidades.
Uma região de sol escaldante no verão, onde as uvas Pedro Ximénez adquirem um amadurecimento carregado de açúcar, resultando em vinhos com 15,5% de álcool natural. O Montilla assim como o Jerez também desenvolve a flor, amadurece em soleras e têm estilos semelhântes. Mas, diferentemente do Jerez, a uva de Montilla não é a Palomino, mas sim Pedro Ximénez, que ainda é regularmente enviada a Jerez para a produção de vinho doce. Seu elevado teor de álcool natural faz com que os vinhos Montilla não precisem ser fortificados com aguardente de uva. Como consequência são ligeiramente mais leves e às vezes mais delicados do que os Jerez. Os Montilla são fermentados em recipientes altos de argila, denominados tinajas.
A versão seca é semelhante ao Jerez Fino, tendo envelhecido sob a flor.

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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Produtores de vinho da Argentina - Bodega El Porvenir de Cafayate



El Polvenir de Cafayate se define como uma Bodega Familiar.
A família Romero Marcuzzi, começou no mundo do vinho quando Roberto Romero ancorou há quatro décadas sua primeira adega em Tolombón, a poucos quilômetros de Cafayate.
No final dos anos noventa, foi decidido enfrentar um novo projeto, adquiriram uma fazenda de 100 anos localizada no centro de Cafayate, que atualizaram em infraestrutura e tecnologia, restaurando com êxito velhas vinhas de 65 anos de Torrontés, Malbec e Tannat.
Durante esse período também plantaram uma nova vinha de Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Petit Verdot, entre outras variedades.
Hoje, a adega de Cafayate é liderada por Lúcia Romero Marcuzzi, neta de Roberto, ela trabalha em conjunto com uma excelente equipe seguindo o legado de seus antepassados com um dinâmico impulso inovador.
Os vinhedos são cultivados a uma altitude de 1750 metros acima do níve do mar em uma região única e privilegiada. Na província de Salta, Argentina, a 180 quilômetros ao sul da capital, uma região de clima extremo e desértico, que oferece dias quentes e noites frias, baixas chuvas e alto sol para as vinhas.
Cafayate é um pequeno Vale isolado de características muito especiais, onde seu clima desértico e solos pobres favorecem a produção de uva de alta qualidade enológica, facilitando a realização de viticultura integrada, sustentável e orgânica.
O principal fator que influencia a videira é a amplitude térmica, devido à altura, que permite que as uvas sejam muito concentradas e, ao mesmo tempo, maduras, resultando em vinhos com taninos macios e redondos.
As vinhas são divididas em quatro fazendas:
Finca El Retiro: São os vinhedos mais antigos com plantas de mais de 65 anos.
Variedades: Torrontés, Tannat e Malbec
Finca Rio Seco: Vinhedo plantado no início do projeto, vinhas com cerca de 13 anos, apenas variedades tintas foram plantadas.
Finca Alto Los Cardones: Vinhas localizadas no sopé da colina, num solo pedregoso e pobre, o que permite que o terroir seja expresso no vinhos.
Variedade: Malbec
Finca Alto Los Cuises: O maior vinhedo, a plantação foi feita em terraços, imitando o modelo de cultivo Inca, uma vez que a inclinação do terreno é muito pronunciada e é a única maneira de guiar a água para cada uma das vinhas.
Variedades: Malbec e Chardonnay

Portfolio:
El Porvenir
Laborum
Amauta

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Queijos e vinhos pelo mundo - Ardalena



Ardalena
Queijo produzido a partir de leite de búfala da água, originário da Transilvânia - Romênia.
Queijo firme, mas não seco, textura granulada lembrando um Parmigiano.
Massa de cor amarela pálida, com vários pequenos orifícios. É envelhecido por 12 meses ou mais, o tempo de cura lhe confere qualidade refinada, um sabor puro e forte que permanece no palato com uma leve picância.
Quando o assunto é vinho, o queijo se mostra bem versátil, vai bem com um Chardonnay com mais corpo, se preferir tintos um Barbaresco ou um Chianti Clássico e na linha dos vinhos doces um Jerez Pedro Ximenes.

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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Delaware


Uva tinta de casca mais rosada do que verdadeiramente vermelha, este cruzamento americano é cultivado basicamente na região do lago Eriê, no estado de Nova York, onde é usada para fazer vinhos borbulhantes. Também é cultivada no Japão.

domingo, 24 de setembro de 2017

Vinhos Espumantes e regiões produtoras - Espanha



O Cava  produzido sobretudo ao sul de Barcelona, utiliza o método tradicional (champenoise) para sua elaboração. Suas origens remontam a 1872, quando Josep Reventós Fatjó, proprietário de Codorniu, produziu as primeiras garrafas em Sant Sadurní d'Anóia depois da praga da filoxera. As uvas com as quais o espumante é produzido são Parellada, Macabeu e Xarel-lo; embora muitos produtores cada vez mais introduzam a Chardonnay e a Pinot Noir em seus cortes.
A produção do Cava circunscreve-se em quase  98% à região do Penedés, embora também seja autorizada em alguns municípios de La Rioja, Aragão, Valência e Badajoz. Seu clima mais quente faz dos Cavas vinhos espumantes mais suaves,que procuram uma boa integração das borbulhas e um bom equilíbrio na boca.
Os Cavas mais jovens são os Reserva,com pouco tempo de maturação na garrafa. Os Cavas Gran Reserva são os que conseguem a melhor complexidade na boca.
Os Cavas de maior qualidade têm uma maturação dentre dois e três anos ou mais.
Os aromas de juventude nos Cavas lembram os do vinho branco inicial com o qual foram elaborados. Nos Cavas mais velhos, aparecem aromas de confeitaria, frutas secas e levedura. Os melhores Cavas são os Brut Nature (sem adição de açúcar) porque os melhores vinhos de cada adega são destinados a sua elaboração.
Os dois gigantes do Cava são Codorníu e Freixenet; mas também há elaboradores menores que também conseguem grandes produtos: Agusti Torelló i Mata, Llopart, Recaredo, Gramona, Bertha, Privat, Huget, basicamente produzidos na região do Penedés.

sábado, 23 de setembro de 2017



O Beber, Comer e Amar esteve presente na última quarta-feira no evento Vinhos do Alentejo, organizado pela CVRA (Comissão Vitivinícola Regional Alentejana), realizado na Unibes Cultural.
Lá pudemos conferir as colheitas alentejanas mais recentes e rótulos célebres apresentados por vinte produtores da região. Marcaram presença:
Adega de Borba, Adega de Redondo, Cartuxa-Fundação Eugênio de Almeida, Companhia das Quintas-Herdade da Farizoa, Cortes de Cima, Dona Maria - Júlio Bastos, Encostas de Alqueva, Esporão, Herdade da Malhadinha Nova, Herdade do Mouchão, Herdade do Rocim, Herdade Grande Wines, Herdade São Miguel, Casa Agrícola HMR, J.Portugal Ramos Vinhos, Lusovini Vinhos de Portugal, Medeiros, Monte da Capela, Monte do Pintor, Monte dos Cabaços, Monte Novo e Fiqueirinha, Sogrape-Herdade do Peso, Susana Esteban, Tapada do Fidalgo e Tiago Cabaço Winery.
O evento foi aberto primeiramente aos profissionais do ramo, onde tínhamos como habitual, acesso livre a degustação, e depois teve seu horário estendido aos Wine Lovers, que puderam participar de um evento gastronômico, com vinho para venda a copo ou garrafas a preços especiais, petiscos de botecos entre outros.
O que nos chamou a atenção, foi a preocupação dos produtores em trazer rótulos frescos, cada stand tinha pelo menos dois rótulos brancos e um rosé.Nos foram apresentados vinhos aromáticos, frutados, ligeiramente acídulos e na maioria dos casos bem equilibrados.
Nosso país é extremamente quente em boa parte do ano, nada melhor para refrescar do que vinhos brancos e rosés, sem contar que quando se trata de harmonização, eles combinam praticamente com a maioria dos pratos da nossa culinária.
O Brasil é o segundo principal mercado importador dos vinhos alentejanos com cerca de 3,7 milhões de garrafas por ano.
Confira alguns rótulos que em breve certamente farão engrossar essa estatística.






















sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Principais Vinhos da Espanha - Jerez - continuação


Continuação...
Cada garrafa de Jerez que você encontrar pertence a uma das duas categorias básicas: Fino ou Oloroso. A linha divisória entre as duas é uma levedura chamada flor, que se desenvolve na superfície do vinho protegendo-o da oxidação.
Quando termina a fermentação, o vinho é fortificado. A aguardente de uva é acrescida para elevar o nível de álcool para cerca de 15% para um Fino, nível em que a flor irá florescer durante a maturação, ou para 18% para o Oloroso, nível que evita que a flor se forme durante a maturação. Seguindo assim o amadurecimento na solera.
Como vimos no artigo anterior nessas duas categorias situam-se sete estilos específicos que são:
Manzanilla
Jerez altamente reverenciado, leve e de estilo elegante, feito exclusivamente na minúscula cidade marítima de Sanlúcar de Barrameda, onde o ar úmido do oceano dá ao Manzanilla um gosto salgado, bem como um aroma de brisa do mar, parecido com o aroma de ostra que acabou de sair da casca. O Manzanilla é leve, vivo e delicado. Depende totalmente da flor, uma curiosa película amarela de levedo que se forma na superfície desse vinho quando em desenvolvimento. Devem ser bebidos gelados e novos.
Fino
O ápice do refinamento e da complexidade do Jerez. O Fino é de cor pálida e de baixo teor de álcool. O sabor e o aroma seco desse vinho são inesquecíveis, tornando-o um dos melhores vinhos do mundo para acompanhar frutos do mar. Assim como os Manzanillas, os Finos também dependem da flor.
Embora não tão delicados quanto os Manzanillas, os Finos também são frágéis e devem ser servidos gelados e novos.
Amontillado
É um Fino mais velho. Depois que esse vinho se movimentou através da solera, é então fortificado para que o teor de álcool aumente um pouco mais do que no Manzanilla ou no Fino; em seguida coloca-se o vinho em outra série de barris, onde não mais será protegido pelo flor. Como consequência, oxidará um pouco mais, adquirindo cor mais profunda, além de ricos sabores de nozes. Poucos produtores fazem Amontillados secos; a maioria mistura uma pequena porcentagem de Pedro Ximénez doce para preparar um vinho meio-seco. O rótulo pode indicar ou não o nível de doçura.
Palo Cortado
Um tipo de Amontillado seco, raro e excêntrico.Às vezes é um Amontillado amadurecido por muito tempo e cujo o corpo começa a adquirir a exuberância e a concentração de um Oloroso. Chama-se Palo Cortado a esse vinho que possui a curiosa duplicidade de ter a fragrância e o requinte de um Amontillado seco e a voluptuosidade de corpo e concentração de um Oloroso seco. O engraçado é que o Amontillado, no processo de se transformar em Palo Cortado, muitas vezes escapa à percepção do mestre de adega, que, no cotidiano, verifica os vinhos em desenvolvimento pelo cheiro e não pelo sabor.
Oloroso
Um fantástico Jerez aromático, bastante velho, e que tradicionalmente não foi protegido nem influenciado pela flor. Mais do que qualquer outro tipo de Jerez seco, o Oloroso é exposto ao oxigênio, o que escurece o vinho e lhe confere um profundo sabor de nozes. A matéria-prima inicial do Oloroso é o sumo prensado, ligeiramente mais grosseiro do que o mosto-flor utilizado para fazer o Fino. Esse vinho também é mais fortificado com aguardente de uva (18% a 20%) antes de entrar no processo de solera para os Olorosos. Como resultado, os Olorosos secos são um deleite raro e notável. Atualmente, muitos produtores os adoçam misturando várias doses de Pedro Ximénez.
Cream Sherry
Originmente criado para ser exportado para o mercado britânico, com o nome de Cream Sherry, o Jerez é feito adoçando-se os Olorosos com doses substânciais de Pedro Ximénez.
Entretanto não existe um grau de doçura especificado por lei. Algumas Bodegas fazem um Cream Sherry prudentemente doce; outras acrescentam excessos de açúcar. Esse Jerez também variam de qualidade, desde o mais barato, com gosto de sacarina, até o elegante, quase aromático de tanto chocolate, figos e nozes torradas.
Pedro Ximénez
Um Jerez doce, muitas vezes escuro e denso como um melado. O Pedro Ximénez é feito com uvas de mesmo nome, diferente da vasta maioria dos outros Jerez, feitos de uvas Palomino.

Leia também - Principais Vinhos da Espanha - Jerez