terça-feira, 22 de dezembro de 2020
Delicioso Bolonhesa Clássico
Bolonhesa
Um dos molhos mais conhecidos e consumidos por todo o mundo, na Itália ganha o nome de ragù bolognese que designa preparações bastante diversas entre si, mas apresentando em comum o uso de carne em molho destinado a temperar massa.
Originário da Bolonha, há inúmeras versões do molho, uma delas foi patenteada em 1982 como oficial pela Câmara de Comércio da cidade, nela além de carne de vaca, vai bacon, azeite, manteiga, tomate, cenoura, cebola, aipo, vinho branco e leite.
Variantes deliciosas desta receita principalmente aqui em São Paulo devido a influência italiana, são feitas e servidas com macarrão nos almoços de domingo, também acompanham polenta e lasanha.
Quanto a harmonização, como é um molho denso de cocção longa, onde os ingredientes principais são carne e tomate, opte por vinhos tintos de corpo médio (como um Chianti Classico) a encorpados com taninos e boa acidez (como um Cabernet Sauvignon sem muito tempo de passagem por barril de carvalho).
Receita do Molho Bolonhesa ( legitimado pela Coldiretti, associação de produtores agrícolas da Itália e, patenteado junto à Câmara em 1982)
Ingredientes:
300 gramas de carne moída
150 gramas de bacon
50 gramas de cenoura
50 gramas de aipo
50 gramas de cebola
300 gramas de molho de tomate (caseiro)
1/2 xícara de vinho branco seco
1/2 xícara de leite integral
Azeite, manteiga, sal e pimenta
Caldo de carne
Preparo (preferencialmente em panela de barro)
Coloque o bacon picado em uma frigideira e frite-o na própria gordura. Misture 3 colheres de sopa de azeite mais 50 gramas de manteiga, junte a cenoura, o aipo e a cebola já picados com o bacon e refogue lentamente,
Adicione a carne moída e misture com uma colher de madeira. Adicione o vinho e mexa gentilmente até que o líquido evapore.
Adicione o molho de tomate, tampe e cozinhe lentamente, por duas horas. Quando necessário, adicione caldo de carne e, no final, o leite, para tirar um pouco a acidez do tomate. Tempere com sal e pimenta.
Você sabia...
A massa ideal, segundo a Coldiretti para harmonizar com molho bolonhesa é o Tagliatelle, de preferência com 8 milímetros de largura, sendo o molho misturado ainda na panela antes de ser servido.
domingo, 20 de dezembro de 2020
Molhos e Vinhos - Béchamel
Molho Béchamel
Criado por Antoine Careme, sua história é incerta, tornando difícil datar a origem da receita.
Dizem que seu nome foi uma homenagem prestada à Louis de Béchameil o marquês de Nointel, chefe do Palácio de Louis XIV, rei da França e amigo de Careme.
Em 1840 o molho béchamel era feito com pedaços de vitela, presunto, toucinho derretido, raízes, ervas e alho, bastante divergente da forma como é preparado hoje. Com o passar das décadas foram muitas adaptações e o molho foi perdendo alguns de seus ingredientes e teve seu tempo de cocção reduzido. Mas mesmo com todas as mudanças, tornou-se um dos pilares da cozinha, sendo base para inúmeras preparações e até para outros molhos.
O clássico molho béchamel tem o leite temperado por infusão, diferente da versão mais simples, popularmente chamada aqui no Brasil de "molho branco" que segue apenas com leite puro, sem nenhuma alteração de sabor.
Como o molho béchamel se obtém cozinhando farinha de trigo em manteiga e depois adicionando leite, o resultado é um molho de textura cremosa, untuoso e de tendência doce.
Pensando nisso, para harmonizar pratos que levam béchamel em sua elaboração, opte por um vinho branco com leve passagem por carvalho como, por exemplo, um Chardonnay.
Massas com béchamel recheadas ou gratinadas com queijo, a dica é harmonizar com um espumante brut, pois ele limpará suas papilas da untuosidade do prato.
Agora se o prato conter carne em sua preparação, você pode optar por um vinho tinto de pouco tanino, fresco e vivaz como um Pinot Noir do Novo Mundo ou até mesmo um Beaujolais.
Receita de molho Béchamel Clássico
Ingredientes:
500 ml de leite
1 folha de louro
1 fatia grossa de cebola
1 lâmina de macis
40 gramas de manteiga sem sal
40 gramas de farinha de trigo
Sal e pimenta a gosto
Noz-moscada ralada a gosto
Modo de preparo:
Aqueça lentamente o leite com a folha de louro, a de cebola e a lâmina de macis.
Desligue o fogo assim que o leite começar a ferver; tampe a panela e reserve por 30 minutos.
Coe o leite e descarte os ingredientes restantes.
Derreta lentamente a manteiga, em fogo baixo, em uma panela de fundo grosso.
Adicione a farinha de trigo e mexa rapidamente, até a mistura homogeneizar, sem deixar que a cor se altere.
Derrame o leite aos poucos e leve à fervura, sem parar de mexer, para prevenir a formação de grumos.
Tempere com sal e pimenta e um pouco de noz-moscada ralada, ferva o molho gentilmente de 3 a 5 minutos, mexendo de vez em quando.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Molhos e Vinhos - Beárnaise
Má na cozinha preparando Molho Béarnaise.
Molho da clássica cozinha francesa.
É feito de gemas emulsificadas e manteiga, aromatizado com uma redução de vinho branco, vinagre, cebolas e estragão.
Foi criado no século 19 em Paris, no Restaurante Le Pavillon Henri IV pelo Chef Collenet e, foi nomeado para homenagear o Béarn província do sudoeste da França.
Classicamente servido com carne vermelha mas fica divino com peixes, mariscos e caças.
Quanto a harmonização com vinhos, fique atento, pois ela é dificultada por o molho conter ovos, vinagre e a gordura da manteiga.
Se for servi-lo acompanhando carne vermelha opte por vinhos tintos leves, frutados que tenham boa acidez e pouco tanino como um Pinot Noir, ou por um vinho branco seco que tenha corpo e estrutura como um Chardonnay barricado.
O Béarnaise é um molho que requer cuidados ao prepara-lo, devido a mistura de seus ingredientes ele pode talhar quando menos se espera.
Porém a dificuldade compensa pelo seu sabor aveludado e ligeiramente ácido.
Muitas pessoas o preparam em banho-maria, o Marcelo não o faz, ele sempre usa uma receita disponibilizada na Internet do Chef José Pereira de Souza, que para gente dá um resultado quase profissional!
Ingredientes: (4 pessoas)
2 cebolas roxas médias picadas
1/2 copo de vinho branco seco
1/2 copo de vinagre de vinho branco
1 colher (sopa) cheia de estragão
4 gemas
180 gramas de manteiga
Salsinha picada
Gotas de limão
Sal e pimenta a gosto.
Modo de preparo
Mistura-se a cebola com o vinho, o vinagre e o estragão em uma panela de cobre e leva-se para ferver em fogo brando até que o líquido se reduza a um quarto da quantidade inicial.
Depois de coado, adiciona-se as gemas, ainda em fogo brando, batendo sem parar. Quando estiverem cozidas, isto é, misturadas ao líquido, com a consistência de um creme, tira-se a panela do fogo.
Rapidamente, em outra panela, derrete-se a manteiga, que não pode dourar, pois a espuma que ela faz ao derreter se separará do restante. - o que será fatal para o molho.
A manteiga deve ser escorrida aos poucos sobre a mistura das gemas com o líquido, sem parar de bater até se obter um creme homogêneo. Caso o molho desande, com a manteiga derretida transformada em pedaços no meio do líquido, basta colocar em outra panela uma colher (sopa) de água, levar ao fogo brando e ir juntando aos poucos o molho desandado, batendo sempre. O batedor deve ser de arame (fouer). Então, resta misturar o sal, a pimenta, as gotas de limão, a salsinha picada e levar o molho imediatamente à mesa. O tempo de preparo é de dez minutos. Depois de pronto, o molho não deve ser aquecido.
Você sabia...
O estragão é uma erva aromática, muito usada pelos franceses.
Suas folhas verde escuro, finas e alongadas têm sabor adocicado e ao mesmo tempo picante (lembrando um pouco o anis)
Deve ser usada com parcimônia, pois seu aroma espalha-se rapidamente e, em excesso mascara o sabor dos outros ingredientes.
Compõe a mistura Fines Herbes juntamente com o cerefólio, a salsa e a cebolinha.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2020
Que vinho harmoniza com Aioli?
Uma emulsão, semelhante a uma maionese caseira, aveludada e extremamente carregada de alho.
Originalmente era preparado no almofariz, dizem que na Provença, o aioli só está no ponto quando se consegue equilibrar um pilão em pé no meio da mistura.
Para harmonizar pratos que são acompanhados de aioli opte por vinhos brancos leves, frutados e com alta acidez que precisa ter presença suficiente para deixar o vinho refrescante e acompanhar o sabor intenso do alho.
Ou um Rosé de Provence uma escolha mais óbvia e deliciosa.
A receita abaixo é preparada no liquidificador com alho confitado, mas se você preferir um sabor mais intenso faça com alho fresco, cortando-o em fatias finas e amassando-o com sal no pilão até obter uma massa.
Ingredientes:
3 gemas de ovo
5 dentes de alho
800 ml de azeite de oliva
suco de limão (opcional)
sal e pimenta a gosto
Preparo:
Aqueça o alho no azeite, em fogo bem baixo, sem deixar borbulhar. Quando os dentes de alho estiverem meio dourados, retire e escoe. Em um liquidificador , coloque o alho confitado, as gemas, sal e pimenta a gosto. Bata rapidamente. Acrescente lentamente o azeite que deve estar em temperatura ambiente.
Lembre-se a consistência final do molho aioli deve ser semelhante à de uma maionese. Por último, acrescente o suco de limão (opcional)
Você sabia que na Provença, o aioli é o prato tradicional das festas?
É feito com tanto alho fresco, que se diz que nas épocas próximas às festas locais, os dentistas penduram nas portas avisos dizendo:
"Fermé à cause d'aioli." - Fechado devido ao aioli.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2020
Linguine com camarões - Chardonnay
quarta-feira, 9 de dezembro de 2020
Terrine para as Festas de Fim de Ano
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Terrine
Terrine um tipo de pâté cujos ingredientes são grosseiramente picados e cozidos em recipientes de cerâmica (terrines), daí o nome.
Foi durante o reinado de Luís XVI, em 1780, que surgiu a primeira Terrine, feita de foie gras e vitela.
A terrine de foie gras ainda hoje tem lugar cativo nos corações dos franceses, se tornou sinônimo de alta gastronomia e grande refinamento e é muitas vezes a protagonista das mesas de Natal.
Polêmico e considerado parte da herança francesa, o foie gras já aparecia em afrescos do antigo Egito, que ilustravam a alimentação dos gansos. 2000 anos atrás, os romanos já engordavam seus gansos para obter a gordura do fígado.
O foie gras é uma iguaria muito controversa. O processo de alimentação forçada é de fato tratado como maus-tratos e é proibido em alguns países.
No entanto, de acordo com o código rural francês o foie gras, faz parte do patrimônio cultural e gastronômico protegido do país.
A alimentação forçada, falando estritamente, dura 2 semanas ao longo de um período total de reprodução de 12 a 14 semanas.
Deixando a polêmica de lado, hoje nossa Terrine será preparada com fígado de galinha e será servida como prato principal.
O fígado bem presente na Terrine deixa uma nota amarga na boca, um toque ferroso, neste caso precisamos de doçura para contrapor esse amargor, por isso a escolha de um vinho com grande concentração de açúcar. Nos vinhos de colheita tardia, as uvas são colhidas semanas depois da maturação ideal, quando o conteúdo de açúcar é muito mais elevado.
Agora se você for preparar sua Terrine seja ela de foie gras ou mesmo de fígado de galinha como a de hoje e servi-la como entrada nas Festas de Fim de Ano, tenha cuidado na escolha do vinho. Nunca acompanhe, neste caso, com vinho com alta concentração de açúcar, porque ele vai comprometer o resto da sua refeição, pois vai aniquilar suas papilas gustativas.
Escolha vinhos brancos que não estão muito cheios de açúcar residual e que mantiveram a acidez, como um Borgonha branco.
Que tal preparar uma Terrine para suas Festas de Fim de Ano?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Terrine de fígado de galinha (receita de Olivier Anquier)
Ingredientes
400g de fígado de galinha
700 de carne moída de porco
500g de carne moída de boi
300g de gordura moída de porco
Bacon em pedaços
50ml de conhaque
50ml de vinho do Porto
1/4 tablete de manteiga
Óleo
2 ovos
3 folhas de louro
1 pitada de canela em ó
1 pitada de cravo em pó
1 pitada de noz-moscada em pó
Castanha-do-Pará (a gosto)
Pimenta-do-reino (a gosto)
Sal (a gosto).
Modo de preparo
Tire os nervos dos fígados
Em uma tigela, misture a carne de porco, a carne de boi e a gordura moída com as mãos.
Adicione o conhaque e o vinho do Porto e continue misturando.
Coloque em seguida a canela, o cravo, a noz-moscada e a pimenta-do-reino.
Pique a castanha-do-pará e adicione na carne.
Por último, coloque os dois ovos inteiros e misture.
Em uma panela, coloque a manteiga e um pouco de óleo para esquentar.
Frite os fígados, temperado com sal e pimenta-do-reino.
Coloque um pouco de conhaque e fogo para flambar.
Para enformar, forre o fundo da travessa com os pedaços de bacon e vá fazendo camadas alternadas com a carne moída e os fígados.
Coloque sal e uma última camada de bacon.
Por cima de tudo, adicione pimenta-do-reino e louro.
Coloque a travessa dentro de uma forma maior com água quente e deixe no forno a 180 graus durante uma hora e meia.
Tire do forno e deixe resfriar na geladeira por, no mínimo três horas, colocando um peso por cima para que fique mais assentada.
Para desenformar, coloque a travessa em uma forma maior com água quente para que a Terrine se solte da travessa.
Para cortar, passe a faca em água quente para que a carne não grude e se desfaça.
Está pronto para servir!









