segunda-feira, 18 de março de 2024
Páscoa com Salada Niçoise
sábado, 20 de janeiro de 2024
Charcutaria francesa - Rillettes
quinta-feira, 11 de janeiro de 2024
Que vinho combina com salada
quinta-feira, 28 de dezembro de 2023
Panetone e Vinho como harmonizar
Como toda receita clássica, o panetone é cercado de lendas.
Uma delas, remota a invenção do panetone na corte de Ludovico il Moro. Toni um jovem aprendiz de cozinha, que para remediar a bagunça feita pelo cozinheiro , que havia queimado o bolo do banquete de Natal, propôs servir aos nobres convidados um pão preparado por ele, uma mistura de farinha, ovos, açúcar, passas e frutas cristalizadas.
O experimento culinário de Toni alcança um sucesso sem paralelos e cria, quase por acaso, uma sobremesa que Ludovico il Moro chama de Pan de Toni em sua homenagem.
Na realidade, a receita do panetone remota a Idade Média: alguns manuscritos do século XV falam do costume, difundido sob a família Sforza ( importante família de Milão, que adquiriu considerável poder na capital lombarda), de celebrar o natal, permitindo que todos comam, pelo menos por um dia, um pão mais rico e doce. De fato, os padeiros da época eram proibidos de usar farinhas finas para amassar pão para o povo, mas no dia de Natal todos eram autorizados a deliciar-se com uma mistura de farinha, manteiga e ovos: uma fatia dessa sobremesa extraordinária era guardada para o ano seguinte, como sinal de desejo e esperança de abundância.
A tradição de que o panetone nasceu em Paiva, e não em Milão, também é evidenciada em alguns registros do Borromeo College: em uma folha de 1599 historiadores encontraram notas relacionadas ás despesas do almoço de natal, entre os quais esse particular aparece tipo "pão", lemos que para tornar o ancestral do panetone moderno 3 quilos de manteiga, eram necessária passas e duas onças de especiarias, obtendo 13 pães grandes para dar às crianças em idade escolar no dia de Natal.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2023
Rabanadas com calda de vinho
Má na cozinha preparando Fatias Parida, Fatias Douradas ou simplesmente Rabanadas.
Segundo o escritor Raul Lody, "O nome Fatias Parida deve-se possivelmente ao fato de que a mulher após o parto deve se alimentar com comidas substanciais.
Assim, acredita-se que a mistura de ingredientes como pão, ovos, leite, açúcar e canela, sejam nutritivos e possibilitem um bom aleitamento materno. O nome Fatia Dourada por sua vez, remete à questão visual da comida, a cor dourada que a fatia de pão deve apresentar após a fritura. Já o nome Rabanada tem origem pelo fato de a comida nascer a partir da forma em que é cortada a fatia de pão, em rabanada, que em espanhol rabanar significa cortar. E, segundo a tradição, o pão deve ser cortado na diagonal (em forma de amêndoas) e isto também caracteriza a receita.
Alguns acréscimos nas Rabanadas ampliam o seu sabor, tais como generosas doses de Vinho do Porto, Tinto ou Moscatel, e, para finalizar a Rabanada, logo após a fritura deve ser pulverizada com uma mistura de açúcar e canela, uma invenção da cozinha Magrebe, cozinha afro-islâmica."
Para harmonizar escolhi um Porto Tawny, o envelhecimento em madeira proporcionou um toque bem adocicado as rabanadas.
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Ingredientes:
1 pão de véspera (cacete ou filão)
3 xícaras de leite
4 ovos
300 gramas de açúcar
Canela q.b
1 casca de limão
Óleo para fritar
preparo:
Leva-se o leite a ferver com duas colheres de sopa de açúcar e a casca de limão;
Batem-se os ovos muito bem, de modo que a clara fique imperceptível.
Corta-se o pão em fatias com cerca de 1,5 cm e passa-se primeiro pelo leite e depois pelos ovos.
Servem-se polvilhadas com açúcar e canela ou com a calda de Vinho do Porto.
Obs. O Marcelo optou por canela e açúcar mas deixo aqui a receita da calda de Vinho do Porto:
Calda de Vinho do Porto
150 ml de água
250 gramas de açúcar
Casca de 1/2 limão
1 pau de canela
50 ml de Vinho do Porto
preparo:
Colocar a água numa panela. Adicionar o açúcar, a casca de limão e o pau de canela.
levar ao fogo e deixar ferver durante 3 a 4 minutos, sem mexer, Juntar o Vinho do Porto e deixar ferver mais 1 a 2 minutos. Deixar esfriar.
Caso opte em harmonizar suas rabanadas com Porto Tawny como fizemos e degusta-las com a calda, lembre-se de usar o mesmo Vinho na confecção da calda.
Você sabia...
Porto Tawny
O Vinho do Porto Tawny é mantido em barris de madeira por mais tempo, variam de 3 a 8 anos, e nos casos especiais, ultrapassam décadas.
Possuem aromas que lembram frutos secos e madeira.
Apresentam cores como tinto-alourado, alourado ou alourado claro.
Categorias por tempo de envelhecimento em madeira
Porto Tawny Reserva
Porto Tawny 10 anos
Porto Tawny 20 anos
Porto Tawnt 30 anos
Porto tawny 40 anos
Porto Tawny Colheita










