terça-feira, 31 de outubro de 2023

Rolinho primavera Vietnamita - Goi Cûon



Beber, Comer e Amar...
Provavelmente o prato vietnamita mais conhecido em todo o mundo.
Má na cozinha preparando Goi Cûon - rolinho primavera vietinamita.
Goi Cûon é comida de rua, pode ser consumido como entrada, lanche ou refeição.
Fresco, delicioso e barato, foi listado como uma das melhores comidas de rua do mundo, e vale a pena entrar na sua lista de comidinhas fácéis e deliciosas.
O tradicional é feito com barriga de porco, camarões e vegetais, embrulhados em papel de arroz e servidos em temperatura ambiente com molho de amendoim ou, alternativamente, com molho de peixe.
Goi Cûon significa rolinho de salada. Assim, em vez de serem misturados em uma tigela, os ingredientes da "salada" são embrulhados em papel de arroz e somem com duas ou três mordidas, dependendo da sua fome.
Depois que o Má fez em casa ,virou um vício tremendo, uma das nossas alegrias é rechear o rolinho vietnamita com o que temos na geladeira.
O de hoje levou cogumelos, Kani, cenoura, cebola roxa,  pepino, ovos e manga.
O que mais adoro no Goi Cûon é que ele não deixa aquela sensação de untuosidade na boca. Diferente dos rolinhos primaveras fritos.
De textura sedosa, flexível e visual translúcido é gostoso de fazer e de comer!
Quando o assunto é vinho...
A culinária vietnamita é tipicamente mais fresca e menos picante do que muitos pratos asiáticos, sendo a escolha do vinho mais fácil.
Normalmente brancos leves e frescos, espumantes e rosés casam bem com a maioria dos pratos.
Mas é importante considerar os sabores do prato e, caso penda para a escoha de um tinto, só tome cuidado com o molho de peixe (que é acrescido em muitas preparações ) pois ele em excesso combinado com os taninos do vinho tinto pode resultar num sabor metálico.
No caso dos nossos rolinhos vietnamitas um rosé agradável e fácil de beber ajudará a realçar todos os sabores dessa mistura de ingredientes.
Escolhi o Lóla Rosé da Vinícola Larentis Reserva 2022
Cabernet Franc e Merlot - Vale dos Vinhedos - Brasil


Onde a acidez, as notas de frutas vermelhas e florais casaram perfeitamente com os sabores do prato.
O molho que o Marcelo preparou, não ficou tão forte a ponto de mascarar o estilo refrescante deste vinho.
Que tal preparar essa iguaria?
Eu, contribuo com a receita:

Molho
Ingredientes
1 colheres (sopa) gengibre ralado
3 colheres (sopa) açúcar mascavo
suco de 1 limão
2 colheres (sopa) shoyu
1 colher (sopa) óleo de gergelim
1 dente de alho picado
1 pimenta dedo-de-moça picada
cebolinha picada
Preparo:
Misturar todos os ingredientes

Recheios
cebola roxa crua em juliene
pepino cru em tiras finas
kani em tiras finas
manga em tiras finas
cenoura em tiras finas (salteadas em óleo de gergelim para ficarem macias)
cogumelos salteados em óleo de gergelim
ovos mexidos

Montagem papel de arroz

Modo de fazer
Coloque água em um travessa  funda redonda e mergulhe o papel de arroz.
Deixe por 1 minuto e escorra o excesso.
Para fazer os rolinhos, apoie o papel hidratado numa tábua ou prato grande.
No centro coloque os recheios (como na foto).
Enrole, dobrando as pontas para dentro para que os rolinhos não se desfaçam. 










quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Salada Caesar - a verdadeira



A temporada de primavera está aberta! O BCA abre caminho para pratos leves, frescos e divertidos...E para acompanhar tudo num dia de sol, ou numa noite quente, o que poderia ser melhor que vinho?
A proposta das saladas continua. Viaje por estas receitas famosas (em 3 posts) e descubra a delícia de harmonizá-las com vinho.
Má na cozinha preparando Salada Caesar.
Não aceite imitações das chamadas "Saladas Caesar"
A verdadeira salada Caesar é mexicana. Não contém frango ou anchovas.
Foi criada no final da década de 1930, no Hotel Caesar's, na cidade de Tijuana, no norte do México.
Conta a lenda que alguns aviadores americanos estavam hospedados neste local, um dia eles voltaram muito tarde e queriam jantar no restaurante, os funcionários do hotel explicaram que a cozinha já estava fechada e havia apenas alface.
Eles pediram para preparar uma salada simples.
O chefe Livo Santini escolheu uma velha receita familiar do sul da Itália que sua mãe fazia. O resultado foi uma verdadeira iguaria que os pilotos desfrutaram.
O prato foi então chamado de salada de aviador.
Com o tempo, Césare Cardini, proprietário do hotel, registrou o prato como Salada Caesar. Ele só não sabia que se tornaria um clássico da gastronomia mundial.
Composta por alface romana, croutons de alho, parmesão e um molho emulsionado, neste prato você encontrará  características fascinantes; a maneira como um único elemento consegue misturar diferentes consistências, texturas, sabores fortes com sabores suaves. É um jogo interessante na boca, mas que pode ser complicado na hora de harmonizar com o vinho.
Escolhi um Chablis, vinho que é conhecido por sua mineralidade, que formou um acordo adequado, compensando a gordura dos ingredientes.



Chablis Louis Latour
De cor amarelo pálido com aromas florais muito expressivo. Na boca são complementados com notas de mineralidade como pederneira. Este vinho tem um aroma intenso, com um bom final de boca longo.
Que tal preparar a salada Caesar para seu fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Salada Caesar
Ingredientes para 2 pessoas
10 folhas de alface romana
4 colheres (sopa) de azeite extra virgem
50 gramas de parmesão ralado na hora
1 ovo grande
1 colher (sopa) de suco de limão
1 colher (sopa) de molho inglês
1 dente de alho
sal e pimenta preta moída na hora q,b
Para os croutons
100 gramas de pão duro em fatias
1 dente de alho
azeite q,b
sal
pimenta
tomilho
pitada de páprica doce
Preparo
1. Prepare primeiro os croutons
Aqueça o forno 180 graus. Esfregue levemente o alho descascado nas fatias de pão e corte as fatias em pequenos cubos.
2. Misture em uma tigela o azeite, sal, pimenta preta, tomilho e páprica (pitada). Coloque os cubos de pão dentro e misture uniformemente.
Coloque os croutons em uma assadeira, e asse por 5 minutos ou até dourar. Reserve.
3. Lave e seque as folhas de alface romana.
4. Cozinhe o ovo em água fervente por apenas 1 minuto e transfira-o imediatamente para uma tigela de água fria.
5. Esfregue o fundo da saladeira com o dente de alho descascado (o mesmo que você usou no croutons) e disponha a alface, salgando a gosto.
6. Adicione o suco de limão, o molho inglês e mexa delicadamente. Descasque o ovo e coloque somente a gema dentro da saladeira (que tem que estar líquida).
Adicione o queijo parmesão ralado na hora, o azeite e mexa com duas colheres, fazendo movimentos repetitivos para envolver o molho sobre a alface e obter um vinagrete emulsionado.
7. Adicione os croutons e sirva com lascas de queijo parmesão.

Você sabia...
Os vinhedos de Chablis se dividem em 4 categorias
1. Chablis Grand Cru
AOC Grand Cru
É a classificação de maior prestígio e que ocupa o topo da pirâmide das denominações, atualmente representa 2% da produção total dos vinhos de Chablis.
Essa denominação pode ser seguida pelo nome de um dos seus seguintes climats:
Blanchot, Bougros, Les Clos, Grenouilles, Preuses, Valmur e Vaudésir.
Localização: Chablis e vilarejos de Fyé.
Os vinhos dessa categoria provém de vinhedos localizados à margem direita do rio Serein, nas áreas mais altas, entre 100 e 250 metros. Os setes climats da denominação Chablis Grand Cru se encontram em uma única colina, em microvales de muita exposição solar. Eles se beneficiam da exposição sul-sudeste e da luminosidade bastante favorável à evolução e maturação da Chardonnay.
Para a denominação Chablis Grand Cru, os vinhos permanecem maturando, no minimo, até o dia 15 de março do ano seguinte ao da colheita, que normalmente ocorre em setembro.
2. Chablis Premier Cru
AOC Village
Com aproximadamente 800 hectares, essa denominação é composta por 40 climats. No rótulo de seus vinhos, ela é identificada pela expressão Premier Cru, seguida ou não do nome do climat de origem. Além disso, nessa AOC é possível encontrar o conceito de climat porte-drapeau, que é equivalente a um climat de destaque, subdividido em outros suclimats. Neste caso, o vinho levaria no rótulo o nome do climat principal ou da sua subdivisão.
Localização: Vilarejos de Beines, Béru, Chablis, Fyé, Milly, Poinchy, La Chapelle-Vaupelteige, Chemilly-sur-Serein, Chichèe, Collan, Courgis, Fleys, Fontenay-Prés-Chablis, Lignorelles, Ligny-le-Chatel, Maligny, Poilly-sur-Serein, Préhy, Villy e Viviers.
3. Chablis
AOC Village
Situa-se às margens do rio Serein, representando pouco menos de um terço da produção de vinhos brancos de toda a Borgonha.
4. Petit-Chablis
AOC Village
De menor prestígio entre as quatro AOCs, essa área foi implantada principalmente no topo das colinas, nos dois lados do vale do rio Serein;

Fontes: National Geographic
            El Comidista
            Vinhos da Borgonha - Jean Claude Cara / Lígia Maria Salomão Cara

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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Harmonização - Saladas á base de frutas


Ainda no tema  saladas á base de frutas, para um prato rico em frutas cítrics, escolh um vinho que resista à acidez dessas frutas.
Má na cozinha preparando...
Ensalada Malagueña, gastronomia da província de Málaga - Andaluzia - Espanha.
Provar pratos diferentes, mesmo que não seja in loco, é uma forma de aproximar-se da vida e costumes dos habitantes destes lugares e, ao mesmo tempo, aprender e desfrutar do seu conhecimento gastronômico.
Essa salada é muito popular em Málaga, em muitos lugares é também chamada de "salada cateta" é fácil de preparar, gostosa e muito versátil.
A combinação de sabores é um espetáculo e não vai deixar ninguém indiferente.
Escolhi para harmonizar um Gewurtraminer brasileiro.
Gewurztraminer Boleadeira Vinícola Fin - Terroir Missioneiro - RS  



Coleção Clássicos do Sul, sendo Boleadeira uma espécie de funda, arma utilizada pelo gaúcho para caçar nas grandes pradarias do pampa Riograndense, Argentino e Uruguaio.
Vinho seco, gastronômico com boa acidez que somou-se a acidez frutada, doce e carnuda da laranja presente no prato.
Em boca, notamos rapidamente o vivo contraste entre os sabores frutados, ácidos e especiados (canela, gengibre, manga e laranja) com a carne ligeiramente salgada e firme do bacalhau.
O prato evolui ao mesclar-se com o vinho na boca, notamos o perfume floral (pétala de rosas) que se associa sem problemas as notas ligeiramente picantes das azeitonas pretas e das cebolas.
Um encontro persistente, penetrante de sensações aromáticas e sápidas, em que o vinho reforça os sabores do prato.
Que tal preparar essa iguaria para sua Sexta Santa?
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Salada Málaga
Ingredientes
500 gramas de batatas 
250 gramas de lombo de bacalhau
1 cebola
3 laranjas
4 ovos
Azeitonas
Cebolinha verde
Azeite
Vinagre
Sal
Pimenta
Preparo
24 horas antes dessalgar o bacalhau.
Uma vez dessalgado, cozinhe em água, drene e faça lascas grandes.
Cozinhe as batatas inteiras e com casca até ficarem macias, depois de frias, descasque-as e corte-as em rodelas.
Cozinhe os ovos (10 minutos após levantar ferfura) descasque-os e corte-os em quatro.
Descasque as laranjas, eliminando qualquer parte branca, pois pode amargar sua salada, corte em rodelas.
Pique a cebolas em juliene.
Pique a cebolinha.
Drene as azeitonas.
Montagem
No fundo de uma saladeira ou refratário disponha as batatas em rodelas.
Adicionar a cebola, a cebolinha, misturar tudo delicadamente e temperar com sal, pimenta, azeite e vinagre.
Adicionar o bacalhau, os ovos, as laranjas e as azeitonas.
Cubra com mais azeite e acerte o sal e a pimenta.



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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Massa recheada com salmão


Se você é como a gente, adora salmão e o aprecia de diversas formas. Vamos lhe contar alguns segredos para uma boa harmonização.
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando ravioli de salmão.
Sabemos que vinho branco seco e jovem acompanha muito bem o salmão em geral, há uma observação em ter em conta nesta combinação de vinho e peixe. Sendo o salmão um peixe rico em ácidos graxos, não é aconselhável acompanhá-lo com um vinho branco com as mesmas características para não pesar o paladar.
A textura tenra, carnuda e gordurosa do salmão será compensada com brancos dotados de uma boa dose de acidez e aromas frutados.
Vai muito bem com rosé, pois o vinho rosé tem o nível certo de corpo e sabor para fazer frente ao salmão.
Sim, acompanha um vinho tinto desde que você se atente a essa dica simples. Se ao provar os taninos de um tinto ganham intensidade na carne, o mesmo não acontece com o peixe, onde os taninos tenderão inversamente a fechar.
Então, escolha um tinto com taninos finos e aromas marcantes para harmonizar seu salmão.
Salmão e espumante é uma combinação refinada e delicada, a acidez e a frescura do espumante trazem uma bela vivacidade á gordura do peixe.
Dito isso, o modo de preparo e a cocção vão te guiar na escolha do vinho.
Aqui no BCA já combinamos Gravilax de salmão com Champagne - Terrine de salmão com Vinho Verde da casta Alvarinho - Salmão envolto em massa folhada com Brut brasileiro - Ceviche de salmão com Sauvignon Blanc - Pain de saumon com Brut Chardonnay - Salmão e Beurre Blanc com Muscadet. Todas as receitas você encontra aqui no blog ou no instagram.



Escolhi um rosé brasileiro da vinícola Larentis- Lóla Rosé 2022 um corte de Cabernet Franc e Merlot para acompanhar essa massa caseira que foi guarnecida com molho bechamel e tomilho.
Sabores ousados junto a notas de frutas vermelhas silvestres e florais do vinho adicionaram uma camada de sabor exótico, a acidez do mesmo contrastou com a natureza mais pesada tanto do peixe como do molho.
Vamos a receita:
Massa fresca (para 2 pessoas)
150 g de farinha de trigo
150 g de semolina
3 ovos e 1 gema
2 colheres (sopa) azeite
sal q.b
Preparo:
Em uma bancada coloque as farinhas, faça um buraco no meio e disponha os ovos e a gema, azeite e sal.
Mexa até obter uma massa homogênea e lisa.
Embrulhe em papel filme e deixe descansar em temperatura ambiente por 30 minutos.
Recheio:
400 g de salmão
suco de 1 limão
azeite q.b
200 g de ricota de búfala
sal e pimenta q.b
Preparo:
Tempere o salmão com sal e pimenta a gosto e suco de 1 limão
Regue com azeite e leve para assar.
Depois de assado e frio, esfarele o salmão com o auxílio de um garfo e misture a ricota até obter uma massa, acerte o sal e  pimenta e faça pequenas bolinhas, reserve.
Montagem:
Abra a massa com a máquina ou rolo de macarão na espessura de 0,5 mm .
Coloque as bolinhas de recheio na massa e deixe  mais ou menos 2 dedos de distância entre uma bolinha e outra. (Na nossa tira de massa cabem 4 bolinhas)
Pincele uma pequena quantidade de água ao redor do recheio para facilitar o fechamento.
Cubra a massa  das bolinhas com outra tira de massa.
Pressione levemente a massa sobre o recheio para que o recheio fique um pouco achatado e com os dedos, pressione todas as laterais do ravioli até que um lado esteja bem grudado ao outro. Pressione de forma a eliminar todo o ar que envolve o recheio do ravioli.
Molde e corte com um cortador de pizza no formato desejado.
Cozinhe os raviolis em água fervente salgada por cerca de 4 a 5 minutos.
Sirva com molho bechamel e tomilho limão fresco.
Bom aptite!
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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

7 anos do blog

Queremos agradecer o carinho, a companhia, os feedbacks e a parceria. 
Mais um ano compartilhando nossas experiências enogastronomicas, conquistas e alegrias.
Que continuemos bebendo, comendo e amando. 
Beijos no coração de cada um de vocês. 














terça-feira, 29 de agosto de 2023

Combine ervas aromáticas e vinho



Até que ponto as ervas aromáticas influenciam no gosto do vinho? 
Essa é uma pergunta recorrente aqui no blog. Escrevi diversos posts a respeito mas sempre é bom lembrar que, no que diz respeito aos vinhos a presença das ervas aromáticas nas várias preparações influencia enormemente o perfil gosto-olfação e acentua a aromaticidade.
Se, no entato, você ainda não se atentou que aquele amargor no vinho pode ter sido causado por uma erva aromática que não foi bem usada, tenha em mente que, tanto brancos, tintos ou rosés são bem-vindos desde que sejam bem combinados, seja por analogia, onde pratos aromáticos, exigem intensidade olfativa e alta persistência no vinho; seja por contraste em caso de presença de sensações verdes, amargas ou pungentes do prato, favorecendo a suavidade do vinho.
Alguns exemplos:
Manjericão: com ele o Marcelo faz muita coisa boa ( todas as receitas também estão lá no insta) aquele molho com tomates assados, salada de morangos e manjericão e o pesto, que é figurinha carimbada aqui em casa e que, combinado com um branco fresco, alegra qualquer refeição.
Salsa: Nunca falta! E em ocasiões especiais é o ingrediente primordial para o cordeiro na salsa, um prato maravilhoso que combinado com um tinto macio, como um Merlot, fica de comer de joelhos!
Para prepará-lo pique 4 dentes de alho, junte pão ralado e salsa na mesma proporcão. 
Em seguida adicione sal, manteiga e misture até formar uma pasta.
Deixe na geladeira coberta com filme plástico.
Enquanto isso, coloque o carré de cordeiro numa assadeira e tempere com azeite, sal e pimenta, distribua na assadeira alguns dentes de alho com casca e ramos de tomilho, asse a 220 graus por 15 minuto.
Assim que sair do forno, espalhe a pasta gelada de salsa sobre a carne quente, que vai derreter lentamente.
Sirve em seguida e apaixone-se.
Sálvia: Aqui em casa vai para a frigideira com manteiga para saltear massas e são um deleite combinadas com as bolhas de um Espumante Brut.
Alecrim: Essa é clássica, versátil e confesso que quebra um galho nos dias de preguiça total!
Batatas rústicas ao forno com alegrim, sal grosso e azeite, ai você abre um branco com boa prsistência aromática e, em minutos se depara com um manjar dos Deuses.
Lembre-se a maioria das ervas devem ser usadas frescas, com parcimônia, para não se tornarem, em excesso, inimigas do seu vinnho.
Uma ótima semana.
Saúde sempre!
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quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Galette de trigo-sarraceno



Na gastronomia, você nunca deixará de descobrir novas receitas, sensações e novos prazeres. Você já provou Galette de Sarrasin? São deliciosas, principalmente acompanhadas de um bom vinho.
Beber, Comer e Amar... 
Má na cozinha preparando Galette.
Essa panqueca foi inventada na Bretagne no século XVIII, graças ao cultivo de trigo-mourisco (trigo-sarraceno) trazido durante as Cruzadas na Ásia.
Feitas a base de água, trigo-sarraceno e sal, estas galettes têm uma boninta cor escura e um sabor muito característico.
A tradicional que por lá leva o nome de Galette Complète leva ovo, presunto  e queijo emmental ralado.
Anteriormente, as galettes de sarrasin eram harmonizadas com cidra, pois as maças são a riqueza da Bretagne e a região as tinha em abundância. Hoje, as galettes de trigo-sarraceno são apreciadas com uma variedade de vinhos e são feitas com diversos recheios oferecendo uma grande variedade de sabores, texturas e sensaões em boca.
As características do vinho, como acidez, tanino e corpo, podem influenciar o sabor de toda galette dependendo do seu recheio.
Como a nossa contém ovo e queijo, optamos por um Espumante Brut.
A frescura e o lado vivo do vinho permitem equilibrar o sabor e realçam a crocância da panqueca.
O escolhido da vez foi o Brut da vinícola Larentis.



Vamos a receita:
Para a massa (6 pessoas)
500 gramas de farinha de trigo-sarraceno
20 gramas de sal ou a gosto
2 ovos
1 litro de água ( a proporção será sempre uma medida de farinha para duas de água)
Modo de preparo da massa
Em uma tigela grande, despeje a farinha, adicione o sal e misture.
Cave um buraco e despeje os ovos ligeiramente batidos, misture, incorporando aos poucos a água até obter a consistência de massa de panqueca. 
Bata a massa com o auxílio de um fouet longa e vigorosamente para aerá-la bem.
Cubra a tigela com filme plástico e deixe descansar na geladeira por 24 horas.
Para o recheio
Ovos
Presunto cozido
Queijo emmental ralado
Pimenta-do-reino
Manteiga
Preparo da galette (chapa ou frigideira antiaderente)
Aqueça a frigideira e pincele com manteiga.
Coloque 1 concha da massa e espalhe por toda a superfície até formar a panqueca. Faça discos até acabar a massa e reserve.
Em uma frigideira antiaderente coloque 1 colher de chá de manteiga e espalhe com o auxílio de um pincel.
Coloque 1 disco de panqueca, no centro uma fatia de presunto, vá adicionando queijo emmental em volta de toda a panqueca,  deixando um buraco no centro.
Quebre um ovo no centro da panqueca e com o auxílio das costas de uma colher, espalhe a clara de modo uniforme por toda a panqueca (isso irá permitir que ela cozinhe por igual) deixando a gema íntegra.
Tempere com pimenta-do-reino.
Assim que o queijo começar a derreter, feche os 4 lados da galette formando um quadrado deixando a gema aparente (ver foto).
Deixe por alguns minutinhos para acabar de derreter o queijo e dar crocância na massa.
Sirva quente.
Dica: Como optamos acompanhar esta galette com espumante, sugiro que a façam num domingo preguiçoso, ela tem todos os ingredientes para um brunch e, no brunch o espumante está liberado, pelo menos aqui em casa a partir da 11:00h!!!
Saúde sempre!
Beijos no coração
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