quinta-feira, 15 de abril de 2021
Chardonnay Vestal - Harmonização
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Abacate e vinho aposte na combinação
Chandon Brut Rosé
O frescor e a acidez típicas do estilo Brut harmonizou bem com o prato. A textura carnuda do atum equilibrou-se com o corpo do espumante, que tem em sua composição Pinot Noir, Chardonnay e Riesling Itálico.
Um exemplar com uma linda cor rosada, um aroma bem presente de morango, perlage fina e delicada, equilibrado, fresco e macio no paladar.
Uma harmonização bem interessante, que vale a pena testar.
Eu como sempre, contribuo com a receita.
Ingredientes para o purê de abacate
1/2 abacate
1/2 xícara de salsinha
1/2 cebola
3 colheres (sopa) de azeite
Suco de 1/2 limão
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Bater tudo com o mixer até ficar homogêneo.
Ingredientes do tartar
1/2 abacate cortado em cubos pequenos
1/2 xícara de salsinha picada finamente
1/2 cebola picada brunoise (cubos pequenos)
3 colheres (sopa) de azeite
Suco 1/2 limão
Sal e pimenta á gosto
Preparo:
Junte o abacate, a salsinha e a cebola e tempere com azeite, limão, sal e pimenta.
Ingredientes para o Atum:
Lombo de atum (500 gramas)
Clara de 1 ovo
3 colheres (sopa) de gergelim branco
3 colheres (sopa) gergelim preto
Sal e pimenta branca á gosto
Preparo:
Tempere o atum com sal e pimenta.
Em uma vasilha misture os dois tipos de gergelim e uma pitada de sal.
Em outra vasilha coloque a clara
Passe o atum na clara e depois na mistura de gergelim.
Sele o atum 1 minuto de cada lado em frigideira antiaderente com óleo
Você sabia...
O atum é um peixe de grande porte, de mar aberto e águas temperadas, que pode chegar a quatro metros de comprimento e até 700 quilos.
É mais comum encontrá-lo no oceano Atlântico e no Mediterrâneo, embora hoje a maior parte venha do Pacífico Sul.
O preço de atum varia, de acordo com a espécie.
As mais valorizadas são a Thunnus maccoyil, a Thunnus orientalis , conhecidas pelo nome genérico Bluefin - "barbatana azul", que são vendidos em pedaços.
A parte mais apreciada e mais cara encontra-se na barriga do peixe.
No Basil ele quase não é servido, por aqui os cortes mais seletos são de outras duas espécies o Bigeye e o Yellowfin.
A industria da pesca, fez do atum uma espécie de "boi marítimo" pois os peixes são confinados em currais flutuantes, onde não fazem nada além de comer até atingir o peso ideal para o abate. Com a captura dos peixes muito jovens para o confinamento, eles são impedidos de procriar, por esse motivo a população de Bluefin está caindo num rítmo preocupante.
Até meados do século passado, nem o Japão nem lugar nenhum dava valor ao atum Bluefin. Enquanto espécies menores, como o Albacora e o Atum - Bonito, já alimentavam a gigantesca indústria de enlatados, o Bluefin era vendido para alimentar gatos, pois ninguém apreciava a carne sanguínea de sabor intenso.
O Japão hoje consome 80% de todo o atum Bluefin pescado ou criado no mundo.
Em Tóquio, no mercado de Tsukiji, todas as manhãs são leiloados centenas de peixes para varejistas e donos de restaurantes. Uma vez ao ano, no primeiro sábado de janeiro, há um leilão cerimonial em que um exemplar de Bluefin é arrematado por um preço exorbitante. O record foi estabelecido em 2013 US$ 1,76 milhões por um peixe que depois renderia US$ 80 mil com a venda da carne, mais um valor intangivelmente alto para a imagem do estabelecimento vendedor da carne.
No Japão a obsessão chega a ponto de existirem especialistas análogos aos sommeliers de vinho - gente capaz de identificar, pelo sabor, o terroir do peixe, no caso, o habit de onde ele veio.
Fonte: Superinteressante
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Queijos e Vinhos
Queijo e vinho! Um casamento perfeito!
Mas apesar de "serem felizes para sempre" você pode tornar a felicidade ainda mais plena, combinando o vinho certo com o queijo certo.
Basta entender um pouco mais do seu queijo e do seu vinho.
O queijo é um produto fresco ou maturado, obtido por coagulação e separado do soro de leite, nata, leite parcialmente desnatado, ou por uma mistura desses produtos.
Antigos textos encontrados em sítios arqueológicos confirmam que o queijo era normalmente produzido pelos sumérios há cerca de 3.000 a.C, onde descrevem mais de 20 tipos diferentes.
No período Romano já era produzido com habilidade pois já se conhecia o processo de amadurecimento.
Na Idade Média os frades foram grandes produtores, inovando em técnicas, e seus queijos ainda hoje são fabricados segundo seus processos.
Na época do Renascimento o queijo foi considerado não saudável para o corpo humano.
No século XIX aconteceu o grande boom no consumo do queijo.
Falando de Brasil, aqui o queijo chegou no século 18, na região de Serro Frio, Minas Gerais, quando os portugueses tentaram obter um alimento igual ao Tipo Serra. Só que ao invés de leite de ovelhas, utilizaram o leite de vaca e assim surgiu o famoso queijo de Minas.
Hoje, produzimos inúmeras variedades de queijos, que refletem a nossa própria formação cultural. Há queijos mais tipicamente brasileiros e há outros inspirados nos conhecimentos queijeiros trazidos ao país por franceses, dinamarqueses, italianos dentre outros.
Há milhares de tipos de queijos no mundo.
De maneira geral eles são classificados em oito classes, sejam eles de leite de vaca, ovelha ou cabra.
1. Queijo fresco
2. Queijo cremoso mofado
3. Queijo cremoso com casca lavada
4. Queijo cremoso com casca natural
5. Queijo prensado de massa não cozida
6. Queijo prensado de massa cozida
7. Queijo mofado azul
8. Queijo fundido ou processado
Da mesma forma que o terroir é fundamental para o vinho, os leites produzidos em diferentes regiões influenciam o aroma e o gosto dos queijos, assim como as rações, pastos e forragens oferecidos alteram seus sabores.
As variedades de queijos e vinhos possuem características semelhantes, mas é preciso prestar atenção as combinações para chegar ao ponto ideal, conhecer as características de cada um para então buscar uma harmonia de sabores.
O sabor do queijo persiste mais na boca do que o do vinho, especialmente se for um queijo forte.
Prefira os Vinhos Brancos
sexta-feira, 9 de abril de 2021
Presunto cru, salame, copa- combinaçoes com vinho
Por puro hábito, mais do que senso comum, o vinho tinto é quase sistematicamente oferecido em uma recepção entre amigos onde haja itens de charcutaria (a famosa tábua de frios), principalmente presunto cru. No entanto, essa combinação está longe de ser óbvia, e muito perto de ser problemática.
Já aconteceu com você , por exemplo, separar aquele vinho tinto que você gosta que apresenta taninos presentes e uma acidez significativa, para harmonizar com aquela tábua de frios que você preparou com tanto esmero, e depois de um ou dois goles no vinho e duas ou três mordidas no seu embutido, você volta ao vinho e estranhamente constata que ele não está mais tão saboroso como no primeiro ou segundo gole? Pelo contrário, o vinho parece ter fechado, os taninos ficaram mais duros, austeros e até secos e para completar ainda aparece um sabor metálico persistente?
Sabe o que aconteceu?
É que em contato com a gordura dos frios, os taninos no vinho endurecem, mas a culpa não é somente da gordura da charcutaria, o salgado e os temperos contribuem ainda mais para essa sensação desagradável.
Note que muitas vezes a tábua também contém queijo, essa sensação desagradável com queijo é ainda pior pois ele tem o agravante dos fermentos lácteos e das possíveis especiarias, que representam um problema real para os taninos do vinho tinto.
Então, da próxima vez que for harmonizar uma tábua de frios e queijos com vinho, tente um vinho branco, ele sempre vai te oferecer uma combinação mais consistente.
Agora, se você não abre mão do vinho tinto, escolha um tinto evoluído, com taninos suavizados e sempre opte por uma harmonização regional.
Você sabia...
Charcutaria é uma palavra que deriva de sua origem francesa "Charcuterie" que denominava no século XV, as lojas de produtos de porco e miúdos de diferentes animais. Frequentemente e erroneamente a charcutaria é ligada exclusivamente à produção de linguiças e/ou exclusivamente ao trato de carne de porco, mas a contextualização correta remete ao preparo, originalmente para fins de preservação, seja por métodos de salga, desidratação, defumação ou até mesmo vários desses métodos juntos, de qualquer tipo de carne, como aves, peixes, bovinos, suínos e qualquer carne de caça. Dentre os diversos produtos podemos citar, presunto, salame, terrines, patês, mortadela, pastrame, copa, bacon. salsicha, linguiça, carne de sol, todas as carnes preservadas com sal, na gordura (confit), defumadas.
Fonte: charcutaria.org
terça-feira, 6 de abril de 2021
Saltimbocca típico romano
Beber, Comer e Amar...
Má na cozinha preparando Saltimbocca.
Como todo prato tradicional a Saltimbocca encontra espaço em muitas cozinhas por toda a Itália, apresentando pequenas variações dependendo da região em que é preparada, enrolada, levemente enfarinhada ou até mesmo acrescida de vinho.
Sua origem é controversa, Pellegrino Artusi, escritor, gastrônomo e crítico culinário, em sua obra "La scienza in cucina e l'arte de mangiar bene" de 1891, uma verdadeira "bíblia" da gastronomia italiana que demorou 20 anos para ser finalizada, com 790 receitas de diversas regiões, atribui à Roma a origem da Saltimbocca. No livro, descreve o prato com precisão, relembrando o que havia comido no Venetian, um restaurante romano muito popular do final do século XIX.
Como a tradição romana não permite variações, o Marcelo foi fiel ao preparo de Artusi e fez o tradicional Saltimbocca Alla Romana, que consiste em fatias de vitela temperadas levemente com sal e pimenta, acrescidas de 1 fatia de presunto cru, e 1/2 folha de sálvia, seguras por um palito e cozidas na manteiga.
O sabor redondo e encorpado da Saltimbocca pede um vinho com boa acidez e de bom corpo para acompanhá-la.
Escolhi um Chianti Classico
Villa Masti, de cor rubi brilhante, aromas de frutas vermelhas e especiarias , na boca é fresco confirmando o nariz.
Que tal preparar sua Saltimbocca para o fim de semana?
Eu como sempre, contribuo com a receita:
Saltimbocca Alla Romana
Ingredientes:
4 fatias médias de vitela
4 fatias de presunto cru
4 folhas de sávia
50 gramas de manteiga
Sal e pimenta a gosto
Preparo:
Antes de mais nada bata levemente as fatias de vitela com um batedor de carne,isso as tornará ainda mais macias, tempere levemente com sal e pimenta.
Cuidadosamente coloque uma fatia de presunto e uma folha de sálvia em cada uma , e em seguida prenda tudo com o auxilio de um palito.
Derreta a manteiga em uma panela em fogo baixo e adicione a Saltimbocca, regando-a com cuidado para não deixar secar.
Dourar rapidamente dos dois lados, lembre-se de não cozer muito do lado com presunto para que o mesmo não endureça.
Sirva quente.
Você sabia...
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Qual vinho combina com bacalhau?
Harmonização- Bacalhau al pil-pil e Jerez Fino
Harmonização - Bacallhau Espiritual e Chanson Royale - Espumante
Harmonização- Bolinho de bacalhau e Covela Arinto.
Harmonização - Peixe azul e vinho
Combinar vinho com peixe azul não é tarefa fácil (mesmo excluindo aqui o atum e o espada que, gastronomicamente merecem um capítulo separado).
O sabor e a carne rica em gordura dos peixes azuis, requerem sensações igualmente específicas.
Aqui no BCA vamos lhe ajudar a fazer essas combinações:
Primeira coisa: Sempre escolha vinhos com um bom teor alcoólico (superior a 13 graus), que contrasta o componente de gordura do peixe.
Opte por vinhos produzidos a partir de videiras cultivadas perto do mar, capazes de compartilhar a salinidade do peixe.
Anchovas
Possui profunda salinidade; por esse motivo, opte por um branco de sabor suave.
Sardinhas
Peixe um pouco mais carnudo que as anchovas, de sabor intenso que modula o paladar; opte por um Rosé envolvente, maduro e capaz de acompanhar a refeição até o fim.
Cavala
A cavala possui fibra carnuda, na qual um branco seco, não aromático e não floral, mas com notas marinhas funciona bem. Também o importante aqui é o bom teor alcoólico, excelente contribuição para a limpeza da boca.
Outras dicas:
Se a preparação conter tomate, que é um grande aliado do peixe azul; opte por um Rosé, que harmoniza tanto com a salinidade do peixe como com o tomate, escolha um Rosé com um bom teor alcoólico.
Agora, se sua preparação for marinada com limão, você pode trabalhar a temperatura, usando o mesmo vinho que você harmonizaria com o peixe natural, servido-o alguns graus acima: um branco que você colocaria na mesa entre 8 a 10 graus, beba-o neste caso a 12 graus.
Uma exceção é quando o peixe marinado é combinado com cebola e vinagre que abre caminho para Vinhos Espumantes.
No decorrer da semana vamos rever alguns pratos de peixe e frutos do mar, como sugestão para sua Semana Santa em Especial Páscoa!










